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Complexo de Afrodite

“O Reino dos Céus é semelhante a um Rei que comemora o casamento de seu filho (Mt-22:2)”, e um dia presenciarei isso em todos os casamentos da humanidade...
E considerando que o Reino dos Céus é simplesmente um Reino erigido pela verdade não religiosa e não científica atual, quantos casamentos hoje seriam comemorados com alegria e total união de seus participantes.
Mas...
Se eu pudesse contar a quantidade de Afrodites que se encontram no mundo hoje seria esta quantidade o tamanho do mundo sem contar as suas respectivas descendentes onde uma coisa é certa de todas as Afrodites existentes algumas me chamaram a atenção e é destas que eu falarei.
Antes preciso lembrar que uma Afrodite é aquela mulher que, independente de seus diversos romances em vida, diversas histórias que a envolve, o que claro será fatídico para personifica-la, permite entre todas as Afrodites um ‘que’ em comum, o ser Afrodite sempre amada e cuidadora de seu Cupido no seu mais elementar ‘ser’ em si mesma.
Da Psique esta com certeza nestas entrelinhas se aqui descrita ou não, será sentida. E do Cupido conheceremos outros universos de Afrodite que o envolvem como as pequenas e futuras Afrodites também.
Mas quem são realmente estas Afrodites e o que leva este amor muitas vezes exagerado, muitas vezes sufocado, muitas vezes manipulado, muitas vezes separado, esquecido, abandonado e sempre revestido de um certo oculto quase manifesto a acontecer e/ou sem acontecer, acontecendo no próprio oculto das coisas ser o que é...
E é isto que mergulharemos em o Complexo de Afrodite.
05 de agosto de 2016.
Pequena Afrodite e o Monstro Embriagado
Não conheci pessoalmente esta Afrodite, mas o relato de sua filha me foi suficiente.
Contava sua filha que era ela uma Afrodite dedicada, guerreira, sonhadora como todas as Afrodites.
Era ela aquela Afrodite bela, cozinheira, amada pelos filhos e filhas, mas que em um determinado momento do dia se deparava com uma situação monstruosa.
Dizia a filha que um ser entrava em sua casa com um aspecto cruel e embriagado muitas vezes a noite, apontava sobre ela, sobre a Afrodite dedos sujos e junto com uma grande boca aberta gritava horrores e muitas vezes a espancava.
Esta quem me dizia, a filha mais velha, em frente a sua Afrodite de tão pequena que era nada podia fazer, apenas assistia com medo e sufoco os maus tratos de sua Afrodite, assistia aquela Afrodite que a alimentava, cuidava e a embebia de leite ser muitas vezes quase devorada por aquela boca grande tão suja como seus dedos.
Aquela Afrodite que ao mesmo tempo guerreira era tão frágil e perfeita e que insistia talvez por ‘amor’ em enfrentar do seu jeito Afrodite e não mais outra Afrodite de ser aquele monstro todos os dias, apenas enfrentava, do seu jeito Afrodite, mas por incrível que pareça, aquela embriaguez nunca teve fim, e aquela Afrodite a enfrentou por toda uma vida. Sim, toda uma quase miserável vida, pois se não fosse o Monstro Embriagado, talvez tudo seria diferente!
A filha mais velha de Afrodite, desta Afrodite, por sua vez, foi crescendo e em um determinado tempo percebeu que poderia defender sua Afrodite, poderia enfrentar aquele monstro, mas muitas, muitas tentativas foram feitas, e aquela menininha de Afrodite já crescida não conseguia de alguma forma organizar aquela loucura defendendo casualmente sua Afrodite e assim junto a isso não só agora tentar de alguma forma defender Afrodite certeiramente, a sua amada Pequena Afrodite, como todos os filhos e filhas de seu clã e isto era nas suas noites acordadas uma meta a ser meticulosamente labutada.
Ah o amor por Pequena Afrodite era tão excelso e ao mesmo tempo tantas dúvidas pairavam na cabeça daquela filha mais velha de Afrodite, que questões deste cunho no dia a dia eram normais:
Porque aceitar esta monstruosidade embriagada que a todos nos fere?
Porque permitir que isto aconteça?
Minha Pequena Afrodite que me aleitou, me pegou nos braços, me amou, me alimentou, me envolveu por uma vida inteira não é capaz de desatar este nó, este laço dos lados demoníacos dos Deuses?
Que monstro é este que fere minha Pequena Afrodite e meus irmãos e irmãs?
Como resolver? O que posso fazer? Como fazer?
E tentava, e tentava.
Todos os dias quando aquele monstro chegava a sua casa embriagado e a filha de Afrodite cada vez mais esbelta, forte e crescida se deparava com ele contra sua Pequena Afrodite, contra todo o seu clã, desfalecia; desfalecia, mas não fisicamente e sim mentalmente, sentia até neste desfalecimento uma leveza e mal estar físico, porque suas pernas por mais que a cada vez conseguia enfrentar aquele monstro e aquela embriaguez: bambeavam.
Mas Crhonos o tempo não lhe parecia nunca suave, pois dotado de seu Aeon aparentemente eterno nunca parecia predispor o tão esperado Kayros daquela situação e por isso distante de suas orações e medos, já realisticamente disposta a entender que não havia mais esperanças, principalmente por aquele ser forte, mas ao mesmo tempo sensível e medroso de sua Pequena Afrodite, desta Afrodite, e não outra; ela a filha em seu crescendo junto a Crhonos percebeu que o Éter tinha muito a lhe dizer.
E em uma serena noite aparente vinha ali o Éter tocar em suas narinas suavemente através de Zéfiro e assim ela entendeu, uma mortal finalmente entendeu que a partir dali para se chegar ao Kayros no Aeon de Chronos era necessária sua transformação e que já vinha sendo perceptível fisicamente nos pelos de suas pernas, nos pelos de suas axilas, nos pequenos brotos mamários de sua pré-adolescência atado aquela perceptiva já pré-definida de amor e ódio por Afrodite e incrivelmente de amor e ódio por aquele Monstro Embriagado.
Porque os Deuses deram a minha Pequena Afrodite, pensava ela, este Monstro Embriagado provindo das profundezas de Hades quando se deparado a Dionísio após o entardecer e muitas vezes nos dias em que Apolo não provia o trabalho e o fruto das colheitas?
Porque meu Anima tocado por Zéfiro através do Éter para entender as determinações de Chronos em seu Aeon do Kayros naquela noite aparente consegue amar e odiar Pequena Afrodite e este Monstro Embriagado ao mesmo tempo?
Amar e odiar?
Amar e odiar.
Porque estou começando a ter vontade de me aproximar também de Dionísio? 
(continua ....)
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Atualizado em: Dom 3 Fev 2019

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