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O FENÔMENO DOS PODCASTS E O CASO MONARK

Parte 1
 
   Pretendo apresentar em dois textos o “boom” nas audiência de entrevistas que adotaram os formatos podcast e o quanto isso tem revolucionado o consumo de informações e produtos valendo-se desse modelo, dos seus idealizadores e dos participantes que se prestam a isso.
     “Uma conversa de boteco” (como eles mesmo dizem) de modo que o diálogo flua naturalmente, vez ou outra saindo do controle.
    Diferente do modelo engessado e/ou fingido das entrevistas que comumente assistimos desde os anos 50 (quando os primeiros telejornais começaram à ser exibidos), esse jeito revolucionário permite ao entrevistado expressar-se como queira e ao entrevistador devolver as perguntas como bem entender (algumas vezes também sem noção, claro).
    Como tudo o que é novo, nesse segmento ainda há regras à serem estabelecidas (ou pelo menos observadas).
     Um vacilo, ou uma palavra fora de contexto e tudo pode desmoronar-se levando uma das partes do luxo ao lixo em instantes. O oposto disso pode também ocorrer: até um vilão (mau caráter) pode ser visto como um herói, se no calor (oportunista) da conversa, disser algo útil, ou apenas lacrador para os que assim esperam. O poder de alcance das mídias sociais é inimaginável e os efeitos colaterais podem ser devastadores em certos casos.
    Como todo negócio, o sucesso do comerciante pode estar não apenas no que ele vende, mas como vende e para que público vende.
  -“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”- Já dizia um certo escritor!
     Com as redes sociais também não é diferente. O público que te alimenta, poderá ser o mesmo que te consome ou te destruirá!
...
     Analisando o lixamento recente, desproporcional e descabível do Bruno Aiub (se comparado com o que outras pessoas de influência já disseram à respeito), podemos perceber que há muito mais em jogo que o combate uma fala burra dita por ele.
     Percebe-se que nesse caso, o propósito principal é sem dúvida alguma o de assassinar uma reputação, destruir uma carreira e acorrentar uma pessoa à uma pecha eterna, sem recursos à defesa ou “reabilitação profissional”.
     Aos “carniceiros”, é preciso deixar que o vácuo de poder pode gerar duas possibilidades distintas: com a queda de um gigante qualquer outras espécies menores podem se desenvolver ou desse vácuo de poder pode surgir um predador tirano e maléfico, já que não há nada acima ou ao lado deste para equiparar-se e dividir território. Nunca se sabe...
      Como em todo empreendimento humano, quando um negócio dá certo, vários outros segmentos surgem para dar suporte ou viver às custas dos “sobejos” destes. Quando esse “tubarão” não libera os dejetos com facilidade, esses outros “peixes pequenos” farão o possível para “furar seus intestinos”, para que assim possam alimentar-se e lambuzar-se daquilo que de mais impuro possa sair das entranhas alheias.
       Quanto mais imoral, incompetente e fracassado for alguém, mais ele fará para destruir o sucesso alheio, para que o seu próprio fracasso não fique evidente.
        Diante do ocorrido recente, vamos tentar entender um pouco sobre o comportamento natural humano antes de levarmos à diante o papo sobre esse novo formato de entrevista
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        A questão da inveja, do ódio, da ganancia, da soberba e da malícia humana, são problemas milenares, enraizados em todas as culturas e povos do mundo todo, não importa a época ou local em que estejamos inseridos. É parte do que somos e precisamos corrigir.
         O pior é quando todos esses defeitos vem juntos em um combo, disfarçados de boas intenções a exemplo da religiosidade de alguém, de seus ideais políticos ou de causas de interesses coletivos atuais.
          Se os melhores perfumes estão no melhores frascos, o piores defeitos humanos podem estar nas melhores rotulações que os indivíduos dão a si mesmo ou ao seu grupo.
          Os meios de comunicações virtuais são recentes e há muito à ser feito, e por mais que façamos para aprimorar regras, teremos sempre humanos consumindo e produzindo conteúdo.
        À fim de que a sua dor (prejuízo) seja menor e a sua vontade de progredir não seja suplantada pelo medo da exposição negativa, leve em conta os seguintes pontos (isso vale para o mundo real e virtual):
Há públicos para todos os gostos. Não importa o que você diga, fale ou faça, sempre haverá quem te louve e quem te condene pelo mesmo motivo.O número alto de visualizações de um conteúdo, não significa exatamente que o produtor deste seja uma boa pessoa ou que esteja fazendo algo realmente útil para a humanidade. Às vezes é só uma combinação de marketing e patrocínio. Outras vezes é questão de vácuo do poder público em determinada área, falta de cultura ou instrução do público que o segue.Um conteúdo pouco visualizado, comentado ou assistido não significa que o seu idealizador seja um fracassado ou desprezível. Às vezes pode estar apenas se dirigindo ao público errado e de modo errado. Em outros casos, este só será compreendido por pessoas de outras épocas e gostos diferentes.A mão que afaga é a mesma que apedreja. A boca que elogia é a mesma que critica. O que surfa em seu sucesso, poderá surfar também em seu fracasso. Não é nada pessoal (nem humano), só questão de views mesmo.As pessoas estão sempre procurando um alvo para extravasar a própria raiva ou projetar suas fantasias pessoais. Você pode ser a bola da vez. Se isso é bom ou ruim, depende apenas como você vai lidar com isso. Há quem tenha ficado milionário depois da projeção de um lixamento e há outros que perderam tudo após isso, inclusive a própria vida. O mesmo se dar aos que se projetaram pelo bem que fizeram. Não saber lidar com a fama pode lhe custar a paz, os amigos, a família e a saúde.À groso modo as pessoas não gostam de você. Gostam do que você faz, como faz ou como aparenta fazer. Você perderá o seu valor quando não tiver mais serventia alguma. Alguns poderão usar-te como trampolim ou sustento para os seu próprios projetos enquanto fingem gostar do que tu fazes. Que isso fique bem claro, para o bem do seu próprio ego.O retrato que as pessoas pintam ao seu respeito não é exatamente aquilo que tu és. Isso vale para malandro que finge ser boa pinta quanto para o de bom caráter que foi propositalmente pintado de forma invertida.Nos dias atuais, condenar virou sinônimo de justiça, ainda que não se saiba o quê ou por quê se está condenando.Mostrar-se ofendido virou sinônimo de força. O fraco, o confuso, o sem personalidade ou sem opinião própria precisa demonstrar que é forte ofendendo-se por qualquer coisa. Irritar-se com quem tem firmeza de propósito pode render generosas pautas no meio dos que se auto flagelam para ter atenção pública.Não importa o quão culto, ético, técnico, profissional tu sejas ou faças seu trabalho: você sempre será julgado por idiotas com pouca ou nenhuma capacidade de fazer o que tu fazes ou ser quem tu és.Não importa o tamanho do seu esforço ou do seu sacrifício para abrir os olhos de outras pessoas apresentando algum tipo de verdade, cultura, instrução ou meios para evolução da mente ou do bolso deles. Alguns irão ver-te somente como um entretenimento descartável e sem valor algum. Sendo assim, estes acharão no direito de fazer o que bem entender com sua imagem e vida pessoal sem que tu tenhas o direito se defender, afinal você é um mero objeto de deleite pessoal deles.Quem fala alto, com raiva, gritando ou dirigindo palavras de ordem o tempo inteiro é facilmente confundido com alguém que fala a verdade e tem boas intenções. Crápulas, ditadores e salafrário de todos os cantos do mundo tem usado isso por séculos. No mundo virtual não é diferente.Quem perde um debate não quer dizer que perdeu a razão, o bom senso ou a moral: em alguns casos você teve apenas o desprazer de duelar com um oponente indigno ou fora por “técnicos” ainda piores.Grandes marcas e empresas que patrocinam grandes canais, na maioria das vezes não estão preocupados com os valores humanitários e ambientais que costumam pregar. Em geral, eles são movidos pela audiência ou representatividade que uma pessoa, canal ou produto possam ter. Alguns deles são capazes de patrocinar até o diabo se preciso for para que seus produtos ganhem visibilidade.Do mesmo modo, pessoas com uma enorme projeção midiática, cuja fonte de renda seja unicamente os patrocinadores, podem não se importar tanto com os produto ou ideais que representam ou se estes trarão algum prejuízo à saúde das pessoas ou danos sociais. Eles podem apenas estar simulando tudo em troca de monetizações.As pessoas preferem ouvir uma informação em forma de fofoca (com termos pejorativos, depreciativos e apelativos) que em forma de notícia (apurada e conferida). Quando se trata do caráter alheio, as pessoas gostam de ouvir insinuações, emulações ou palavras de duplo sentido, de modo que “seja possível”, trazer alguém com uma posição mais elevada ao mesmo patamar que a deste pobre ser fracassado, que à tudo julga e a todos condena.Quem apela para o lado místico das coisas terá sempre maior audiência do que quem usa a lógica, a razão ou qualquer meio cientifico para explicar o funcionamento e o resultado do mundo ao seu redor. É mais aceitável para alguns pensar que seus vizinhos acordaram de cara feia por que a lua está com regência em saturno, que admitir que ficou até as 3 da madrugada fazendo baderna em seu apartamento, sem deixar ninguém dormir.Ninguém é obrigado a gostar do seu conteúdo ou concordar contigo só por que você quer, principalmente se o que produzes é mais do mesmo no mundo da insignificância.As pessoas sempre preferirão à Barrabás! À grosso modo, gente abobalhada, que finge demência, vitimismo ou que aparenta não ter controle do próprio corpo, emoções e ações costuma alcançar um público maior em um curto espaço de tempo, mesmo que produzam algo doentio ou de péssima qualidade. Pela lógica humana (ainda que inconsciente) preferimos ter como vizinho uma pessoa sem personalidade que uma pessoa firme, com total controle de seus atos e palavras. Pessoas assim são difíceis de manipular e ninguém (burro e fraco) as quer por perto, a não ser quando para serem salvas do próprio caos em que se meteram.Nem todo “valentia e serventia” expressa por uma pessoa arás de uma tela corresponde ao seu nível de coragem no mundo real. Boa destes são pessoas desocupadas um peso morto aos próprios pais ou a sociedade. Fazer lixamento virtual é o único meio que encontram de mentir pra si mesmo que estão sendo útil à alguma coisa. Em pouquíssimos casos, são pessoas reprimidas injustamente por algo ou alguém, esperando uma chance de mostrar seu real valor.Não importa que tu sejas realmente um “fodão” bom em tudo o que fazes ou se és um mero oportunista que fez seu império às custas das mazelas dos outros: tudo tem começo, meio e fim. Um dia o seu império findará e logo tu serás esquecido ou substituído por outro (incompetente ou não). As coisas são assim! Não gaste muito rápido demais toda sua saúde, dinheiro e energia achando que reinarás eternamente pois você não vai! Dinheiro, poder, tecnologia e holofotes estão sempre à mudar de mãos desde que o mundo é mundo. Sofrerás bem menos se entenderes esse fato e viverás ainda melhor ao se preparar para o seu próprio declínio e esquecimento social ao invés de torcer pelo fracasso dos outros. Não se esqueça que os humanos são “carnívoros” e tudo o que está quente é mais gostoso de ser consumido pela nossa espécie. Seu corpo, sua beleza e seus ideais envelhecerão ou serão suplantados cedo ou tarde.Esconder-se ou dar instruções segundo os deuses é a forma mais covarde, doentia, desumana e ineficaz que alguém pode adotar para solucionar os problemas sociais. Para resolver seus próprios problemas também.Culpar o álcool e substancias alucinógenas (quando era de obrigação estar lúcido) é outra forma burra de terceirizar suas responsabilidades e esconder seus próprios temores, ignorância e arrogância.
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Atualizado em: Seg 21 Fev 2022

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