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ISSO NÃO É DEMÉRITO MEU CARO!

A descrença nos deuses ou em seus representantes não é motivo algum de vergonha!
 
   A mesma boca que um dia confessou publicamente que Jesus Cristo era o Senhor e que fora dele não havia outro, poderá quando e onde quiser, assumir que estava errado, que esteve enganado, que era um iludido, ou que pela indução da cultura local fora levado a crer em um mito como se fosse a verdade mais verdadeira de todo o universo. Poderá dizer por conhecimento adquirido ou pela reatividade do próprio intelecto que todos os deuses são invenções humanas e que os tais tem sido usados para os mais variados propósitos aos longos das eras.
   Poderá fazer essa afirmação de forma falada, escrita, em vídeo ou em qualquer forma de arte se quiser ou meios que puder ou dispor. Se não quiser, nem precisa confessar a própria descrença. Isso não é da conta de ninguém! Ninguém é obrigado isso. A virtude de uma pessoa não está naquilo que ela crer ou deixa de crer, mas no modo como vive a própria vida ou de como a sua vida afeta ou influencia para o bem os que estão ao seu redor.
  Ao contrário do que muitos religiosos tentam retratar, a descrença em qualquer forma de deus ou culto não é demérito ou motivo de vergonha alheia! Afinal, todos somos ateus à religião alheia e estamos todos “condenados” a infernos e torturas das quais nunca nem sequer ouvimos falar. Por mais crédulo que alguém seja acreditando em um único deus, ele ainda será um ateu no ponto de vista de outra religião ou até mesmo de uma outra igreja no mesmo segmento religioso.  
  Se uma pessoa confessar que todas as religiões são verdadeiras e que todos os caminhos levam a deus, essa pessoa “ta variando das ideias”, ou desconhece os princípios da própria fé que afirma seguir, a exemplo dos cristão que se afirmam como monoteístas.
  Entre os não crentes nos deuses, algumas pessoas descreem de todos eles (e estão cientes disso) e outros descreem de todos menos um, o de sua própria crença, que julga ser o maior e melhor entre todos! Mesmo com esse tipo de crença, esta pessoa não deixa de ser um ateu à fá alheia.
    Se a descrença não é um demérito, a retomada do pensamento próprio é uma conquista que todo homem deveria buscar. É um mérito que poucos terão se não saírem desse mar de ilusões.
   Se uma pessoa pensa, age ou existe em função do castigo e recompensa que os deuses possam dar, infelizmente esta pessoa não está no modo racional de ser, e possivelmente irá terceirizar todas as suas responsabilidades, procurando sempre alguém para assumir suas próprias “cagadas”, enquanto faz descréditos dos feitios alheios, a exemplo de médicos que passam até 16hs horas ininterruptas realizando uma cirurgia delicada, para ouvir do próprio crente contar testemunho na igreja que ele (o médico) não é nada e foi deus quem o curou...
    Os que vivem em função dos deuses e dos ritos envoltos nestes, se tornam pessoas sem vida própria, reféns do mais variados tipos de manipulações e mentiras, já que nenhum deus nunca apareceu publicamente para dizer o que gosta ou não gosta e todos as suas “vontades e mandamentos” são interpretações de pessoas comuns, frutos da ignorância, ganancia oportunismo destas.
    A falta de fé em deus não desvirtua ninguém e nem tão pouco é um sinal de que a pessoa se tornou desonesta, depravada, promíscua, violenta, desequilibrada, trapaceira ou que virou da noite para o dia uma criatura tenebrosa, como boa parte do “povo de deus” costuma retratar.
   Esse tipo de crente costuma dizer que se alguém “se desviar da fé”, se desligar de uma igreja ou não se submeter mais a “autoridade divina de uma pastor”, o diabo automaticamente entrará na vida desta, já que o espirito de deus não habita mais ali.
   Esses, por um sentimento besta de superioridade, descrevem os ateus assumidos de um outro modo: dizem que são a encarnação do próprio demônio; que uma legião inteira de demônio se apossou dos tais; que o inferno é o único destino destes e que quem com eles estiverem ou conviver será igualmente amaldiçoado. Afirmam também que todos os males do mundo é fruto do ateísmo, pois ao renegar a deus, um ateu faz com que deus castigue não apenas ele mesmo, mas a todos ao redor, do mundo todo. Tentam associar ao ateísmos, outras formas de culto como o satanismo, além de tentarem a todo custo que o ateísmo é o símbolo da maldade universal e dás más virtudes.
  Tudo mentira! Coisa de gente babaca, perniciosa ou iludida!
  Se há algum manifesto de perversão em algum “desviado”, isso já estava dentro dele e não foi a “falta de deus” quem o fez!
   A “presença de deus” não torna ninguém bom, do mesmo modo que a “falta dele” não torna ninguém mau! A bondade e a maldade de uma pessoa podem ser frutos escolhas (ou da falta delas). Pode ser frutos de uma boa educação (ou da falta dela) ou da indução coletiva, justificada principalmente pelos atos de fé, a exemplo de homens bombas que se explodem, matando dezenas de inocentes e mesmo assim acham que estão fazendo o bem.
   Em sua própria concepção de fé, eles dizem estar lutando por uma boa causa, matando infiéis, purificando a terra para a implantação de um suposto reino de deus. Somente se libertando do meio em que vivem e confrontando as próprias crenças é que eles irão chegar a uma conclusão racional! Vale lembrar que o fato de cometerem delitos em nome da fé não os tornam pessoas inocentes.
  Outro fato é que quem sai dos “caminhos do senhor” não perderá nenhuma proteção divina, até por que isso não existe! Isso é conversa de pastor picareta, que finge amar o fiel, quando na verdade ama apenas o soldo financeiro deste ou a sua obediência cega.
   O diabo também não irá se apossar da vida de ninguém caso a pessoa se desvie. Isso também não existe! Isso é apenas a síndrome de um povo que por séculos tiveram suas mentes aprisionadas por sacerdotes e reis que viram na crença religiosa um forma de restringir os poderes do povo, tornando-os escravos de seus próprios pensamentos para que desse modo ele e os seus pudessem perpetuar-se no poder.
   Tem sido assim desde os mais remotos tempos e em várias culturas e romper com a fé local, era um símbolo de rebeldia, de uma afronta direta ao deus venerado.
   De acordo com essas crenças, a chuva não cairia, a colheita seria ruim, a fome viria e até o sol poderia deixar de brilhar por conta de um único fiel que renegara sua fé. Nesses casos, era melhor punir o “infiel” que correr o risco de toda uma população ser castigada por um ato de rebeldia de uma única pessoa.
   Até hoje sabe-se de casos em algumas tribos de índios do Brasil, que enterram vivos seus filhos pequenos como oferenda aos deuses de seus pais, para que este mande chuva, caça e colheita em abundância. A fé quando não está associado ao medo está associada a barganha. Sempre foi assim e nunca ao amor a deus algum!
    Quanto aos policiais da fé, eles sempre existiram, mas dependendo de onde você mora, eles não terão poder algum sobre ti, a menos que você permita.
    Na maioria das vezes são pessoas paranoicas, que enxergam maldição e praga em tudo e em todos que não estivessem de acordo com a vontade dos deuses. Além da ganancia, ignorância e oportunismo, o achismo sempre foi um fator importante para aferir a vontade dos deuses principalmente nos círculos pentecostais.
   Eles vivem caçando demônios em rótulos de produtos alimentícios, em filmes, em combinações numéricas de datas no calendário, em plantas, animais e coisas em geral, sempre vendo em tais objetos um “sinal de deus” ou do diabo e reinterpretando-os ao seu bel prazer ou paranoia.
   Outro tipo de policial da fé que sempre existiu, são os HIPOCRITAS. Eles não creem em absolutamente nada do que pregam, mas perceberam que se fingirem crer no que dizem e alimentar o povo com paranoias que o povo gostam de ouvir, eles terão inúmeros benefícios. Eles são o pior produto que a fé nos deuses pode gerar. Sempre que houver alguém querendo uma solução rápida, fácil e sem esforço algum, ali eles estarão, para animar a plateia, “tocar fogo no circo” e ao sair dali, viver o oposto do que pregaram por nunca creram em nadica de nada.
    Estes dizem: adulterar é pecado, leva o homem ao inferno! Mas quando saem da igreja vai direto para motéis, com qualquer crente que seja tão infiel ou sem caráter quanto este, inclusive com a mulher daquele que tá trabalhando duro para lhe dar de mão beijada 10% de tudo o quanto faturam.
    Eles dizem: roubo e extorsão, além de ser crime, é pecado! Mas apontam uma arma calibre 66 (uma bíblia), na cara do fiel e diz: passe sua grana e faça tudo o que eu disser senão você vai para o inferno...
    Esse tipo (o hipócrita) é tão prejudicial qual o primeiro (o paranoico). Ambos Justificam todas as suas ações ou intenções com a frase: “a bíblia diz”, “está escrito”, “assim diz o senhor”! Quando são pegos cometendo delitos, se valem do “fórum privilegiado”, dizendo que só prestam contas a deus, e somente eles podem julgá-los no dia do juízo, e quem não gostou, que saia da igreja, ou que vá orar...
    Depois anos convivendo com alguns desses, presenciando suas vigarices, suas mentiras e o modo como eles manipulam a igreja contra quem quer se libertar de suas garras, uma pessoa “revoltada” poderá se deligar desse meio (ruim) sem muita culpa, sem receio do que vão pensar ou dizer a cerca disso.
   Outros porém, poderão ser eternamente assediados e a coagidos a retornarem aos seus antigos regimes de escravidão, de subordinação irrestrita a todo tipo de gente que ocupa as tribunas das igrejas.
    Ninguém precisa passar por isso (permanecer em ambientes religiosos, submissos aos líderes locais), e quem o desejar, que o faça por decisão própria e não pela coação psicológica comum a todos esses meios.
    Ninguém poderá considerar-se plenamente livre enquanto “amar a deus” e aos seus representantes for a única condição de liberdade. Enquanto o céu for uma promessa a ser alcançada e o inferno um lugar futuro a ser evitado, todo tipo de vigarice poderá ser feito para evitar um ou alcançar outro e faremos de nosso próprio tempo, de nossa própria vida e da vida do outro um verdadeiro inferno.
   Pensem nisso. Reveja Seus Conceitos!
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Atualizado em: Seg 15 Fev 2021

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