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QUEM GARANTE QUE ELES ESTÃO CERTOS AGORA?

O limbo, o cavalo de Tróia e o sábio segundo a fé!
 
  Num futuro próximo, nossos netos e bisnetos olharão para nós e rirão de como um punhado de gente mal intencionada conseguia manipular, extorquir e arrancar dinheiro fácil de nossa atual geração usando o nome de deus. Dirão que fomos fracos, acovardados e coniventes com todo tipo de exploração que os líderes religiosos cometiam com os menos esclarecidos. 
   Eles se questionarão como esse povo entrou na política, se fundiu ao estado, impôs suas crendices e tentaram por vezes tornar nossa geração em um governo dirigido por gente maligna, gananciosa e hipócrita que usava deus ou sua imagem para promoção própria como se realmente estivessem lutando pelo bem e bom propósito de todos.
  Como prevejo tal situação futura? Simples: concernente aos deuses e aos seus devotos, o passado sempre se repete e é exatamente isso que fazemos hoje em relação aos que vieram antes de nós. Julgamos que eles poderiam ter feito mais, agido mais e enfrentado mais os abusos da igreja para que hoje tivéssemos uma sociedade mais avançada.
   Os crédulos trocam apenas de deuses ou adaptam seus nomes e “poderes” para a sua própria cultura, mas o sentimento de ovelha permanece o mesmo, permitindo que aqueles que falam em nome deles sejam dignos de um enorme respeito e autoridade sobre todos os demais, incluindo sobre os que não compartilham de tais crendices.
  Isso afeta toda sociedade pois, por meio do proselitismo forçado e pelas falsas promessas de uma vida melhor no futuro para os que aderirem ao grupo, os fiéis são capazes de destruir qualquer estrutura social que considerem um obstáculo para a instauração de um suposto reino de deus dirigido por líderes religiosos tiranos. Qualquer avanço social e tecnológico poderá ser substituído por fantasias mirabolantes sobre um deus que vê tudo, provê tudo e resolve tudo mesmo não fazendo absolutamente nada!
  Ao lermos sobre a história da igreja e de como ela influenciava a vida dos cidadãos do passado (mesmos os que renegavam sua autoridade), nós caçoamos daquele povo e chamamos de pessoas tolas, de frouxas e de submissas aos que sucumbiram ou se submeteram aos abusos de religiosos por mais de mil anos durante a idade das trevas.
  Os religiosos do presente se acham mais espertos que os do passado apenas por que vivem na era da aviação, da computação, das vacinas e de outras tecnologias, mas repetem diariamente todos os atos de tolices dos seus antepassados também crédulos.
  Alguns agem dessa forma por desconhecerem a própria história. Outros, justamente por que conhecem bem as engrenagens do sistema, enxergam nisso uma excelente oportunidade para construir fama, fortuna e poder ao notarem que o comportamento de ovelha é peculiar aos crédulos não importa a época. Sempre que houver um crédulo desejoso de sentir-se superior aos outros por “servir a deus”, ali estará um “ungido” para guia-los nessa missão fantasiosa.
  Desse modo, cada geração de crédulos ri das bobagens ou condena aquilo que gerações anteriores fizeram, mas são apenas espelhos do próprio passado.
  Se indignam em relação aos abusos que seus antecessores cometeram, mas se juntam com líderes atuais para cometerem atos semelhantes de forma aprimorada, com os recursos tecnológicos ou sociais que hora dispomos.
  Condenam as babaquices do povo do passado, da forma como eles idolatravam e temiam seus líderes, mas hoje, de forma espontânea ofertar tempo, dinheiro, atenção e submissão cega a qualquer um que portando uma bíblia tenha sucesso “falando de deus”. Aquilo que tem sido negado ou restrito aos que realmente necessitam, tem sido dado em demasia aos que possuem verdadeiros impérios e multinacionais da fé.
   Eles criticam o modo como os chefes de igrejas anteriores roubavam o povo vendendo-lhes “relíquias sagradas” a exemplo de lascas da cruz de jesus, pedaços de ossos dos apóstolos, suor do burrinho que o suposto messias cavalgou e todo tipo de coisa inútil ofertada por pilantras daquela situação. De repente nos deparamos hoje com pessoas desesperadas, comprando bugigangas ungidas de todos os tipos, valores e “serventias” para serem igualmente “abençoadas” como aquelas pessoas “foram”.
  Os vendilhões de hoje assim como no passado dizem que os lucros arrecadados serão ou estão sendo usados para algum tipo de obra de deus a ser mantida ou construída.
  Os crentes riem dos que acreditavam nessa propaganda enganosa do passado, mas creem piamente que hoje estão agindo o certo, que as patifarias que compram hoje são realmente ungidas e as do passado não, e que o dinheiro arrecado pelos líderes de hoje será realmente investido, enquanto que no passado não fora.
  Mesmo quando veem seus líderes construírem impérios pessoais com o dinheiro arrecado das igrejas e se orgulharem em despontar na Forbes no ranking das pessoas com maior PATRIMÔNIO PESSOAL do país, os fiéis continuam dizendo que os valores por eles investidos serão gastos realmente com algum propósito sagrado.
  Dezenas de fiéis movidos pela ganancia apostam todos os dias no “jogo do bicho gospel”. Concordam em investir dinheiro em vários tipos de campanhas nas igrejas, movidos pela falsa promessa de que deus lhe dará em dobro cada centavo investido nesse jogo de um só ganhador. Outros contribuem por medo dos rogos e pragas malditas que os manipuladores dirigem aos que que não se deixam seduzir pela ganancia.
  Nessas apostas, quanto maior for a “macacada” na hora de pedir dinheiro, mas credibilidade o líder passará ao fiel. No final, para o jogador da fé, o jogo sempre dará “zebra” e o ganhador será sempre o dono da banca, ou seja, o próprio líder!
  Nutrir essa ideia de viver para deus ou de fazer a sua vontade para um dia ser recompensado por ele é uma verdadeira herança maldita repassado de geração a geração.
  Precisamos deserdar desse mal transvestido de boas intenções que é servir a deus, sua causa e seu propósito! Ninguém serve a deus nenhum ou proposito divino algum. Todos os que em ritos litúrgicos se unem, buscam apenas seus próprios interesses e a expansão de suas crendices para deleite próprio.
  Numa sociedade civil organizada serviremos sempre uns aos outros para o bem (ou mal) de todos, admitamos isso ou não. Alguns, claro, querem apenas ser servidos a exemplo dos diversos parasitas que infestam toda sociedade, incluindo os oportunistas de política e da religião.
  Para o bem coletivo, devemos fazer o que é bom, certo e honesto, não para agradarmos a nenhum deus imaginário ou líder religioso algum, mas por que o melhor caminho para uma sociedade mais justa é o respeito e a cooperação mutua. Afinal, as pessoas são reais e convivem conosco, elas nos influenciam e nós a elas. Quanto aos deuses...
  Todos os que a herdam as tradições de “viver para deus, com deus ou em nome de deus” estarão condenados a viverem em um tipo de looping temporal, repetindo sempre os mesmos erros do passado, voltando sempre à estaca zero, redescobrindo o fogo, reinventando a roda, vivendo em modo tribal o tempo todo, onde cada um com a sua clava, nutridos apenas de instintos primitivos irão combater inimigos imaginários (ou criarão inimigos reais) para defender seus territórios a mando dos deuses. Toda sociedade sentirá os reflexos dessas pessoas que vivem nesse looping temporal e por vezes será arrastada de volta ao passado sempre que o número ou a influência destes aumentam.
   O tempo parece ser cíclico e a história repete toda vez que o quesito “servir a deus e fazer a sua vontade” ganha notoriedade.
    “DEUS ACIMA DE TODOS”!
  Isso já foi dito tantas vezes, por tantos povos, das mais variadas formas e em tantas eras que seria impossível dizer quem usou pela primeira vez essa frase de efeito, onde todo tipo de má intenção pode ser embutido sem resistência alguma. Um cavalo de troia e inserido na mente alguém ou na sociedade como um todo toda vez que alguém usa essa frase em público. Fiquem expertos!
   Entra geração e sai geração e as pessoas sempre presas nesse limbo das religiões.
   Quando uma geração avança um pouco e um “herege” encabeça algum movimento com intuitos de romper com aquele tipo de mentalidade retrógada, logo vem um espertalhão para fazer com que tal movimento crie uma curva e as pessoas voltem às mesmas práticas, à mesma mentalidade, vivendo de promessas falsas, combatendo e oprimido uma as outras para agradar a uma suposta divindade soberana do mundo inteiro.
   Um convite para servir a deus pode ser um convite para qualquer coisa que o líder religioso propor, inclusive um convite ao extermínio dos “infiéis”. Tem sido assim desde sempre.
   Se tem dúvidas sobre o que líderes religiosos atuais pensam dos seus antepassados, pergunte a qualquer um deles por que tais líderes cometiam tais abusos e certamente eles dirão que os tais agiam assim por falta de sabedoria, por interpretarem errado a vontade de deus, mas que as coisas mudaram, que o mundo hoje é outro e que com todo o conhecimento que temos é possível compreender melhor a deus e a sua vontade!
  Pois bem. Pergunte então o que seria hoje a vontade de deus, eles dirão as mesmas coisas que todos dizem por séculos seguidos: a vontade de deus é que convertamos os pecadores ao seu reino; que combatamos as mentiras do diabo; que anunciemos a sua palavra; que obedeçamos aos seus mandamentos e que executemos infindáveis ritos litúrgicos e ritos de passagem sem serventia ou sentido algum! A resposta é sempre essa, não importa a época!
  Porém, a vontade de deus é algo vago, cada um interpreta como quiser! Heresia e mentiras do diabo será sempre aquilo que o outro grupo ou religião disser; a palavra de deus será sempre versículos isolados da bíblia que corroborem com a intenções dos fundadores do grupo e os ritos litúrgicos e de passagem, cada grupo cria o seu próprio e diz que foi deus quem mandou ao aparecer falando em uma moita de mato, no cume de um monte, numa caverna escura, no ventre de uma baleia, em placas de ouro escondidas em uma floresta ou nome meio de alguma orgia sexual muito louca. Deus sempre irá se revelar única e exclusivamente para uma só pessoa e todos terão de acreditar no que esse novo fundador disser.
   Sempre assim! Tudo se repete ao longo dos séculos e quem fica preso nisso estará longe de qualquer ciclo evolutivo. No máximo irá evoluir de barro à ovelha para depois ressurgir como cacos quebrados que o oleiro restaura. Sempre esse ciclo.
   Quando um líder religioso disser hoje que é mente aberta e que não comete mais os mesmos abusos de seus antepassados, tente puxar com ele conversas “polemicas” que inflamou multidões, abalou os alicerces da igreja e levou muita gente à fogueira. Veja como ele reage. Veja até onde vai a paciência e honestidade dele para responder tais questões e analise como será o tratamento dado a ti depois de tais perguntas. Se ele não te der um “coice” na hora, irá usar o púlpito para te humilhar e te constranger diante de todo o grupo e fara isso continuamente até que humilhado você confesse um pecado que nunca cometeu e volte ao seu estado original de ovelha obediente.
  Temas heréticos do tipo: autoridade episcopal, os atributos de deus, a divindade de jesus, a concepção virginal de maria, a trindade, os dízimos, a falibilidade da bíblia, dos profetas e da igreja sempre fará com que qualquer “ungido” dessa do salto, rode a baia e te mande pra os quintos dos infernos quando não puderem responder com sinceridade tais indagações.
  Se uma pessoa realmente entendida da própria história e estrutura da igreja responder tais perguntas de forma honesta, irá declarar a falência da própria igreja e extinção de qualquer mito religioso. Tais questões não devem ser entendidas pelos fieis ou explicadas de modo sincero pelos líderes. Devem ser apenas aceitas como prova de fé ou impostas por coações físicas ou psicológicas senão tudo desmorona.
  Centenas de pessoas ao longo dos séculos perderam suas vidas por levantar questões como essas. Vilarejos inteiros foram incendiados somente por abrigar ali um “herege”. Famílias inteiras foram “carimbadas” e grupos inteiros foram dizimados por não criar sua própria versão da vontade de deus e sua “verdadeira palavra”.
  As ferramentas de torturas aos hereges também evoluíram ou mudaram de nome, mas o princípio é o mesmo. Chamam-na de boicote, de bloqueio ou de cancelamento às “pessoas sem deus”. O intuído de destruir o opositor ou de transformá-lo em massa de manobra sempre estará embutido.
   O passado esclarecido ilumina o presente. O presente consciente abrirá novas portas para o futuro, o nosso e dos nossos rebentos.
   Um futuro de respeito, paz e equilíbrio se constrói com pessoas trabalhando com ou para outras, conscientes de igual modo de toda forma de vida que nos cerca. Viver para deus ou segundo a sua vontade é uma utopia, uma doença grave que precisa ser curada do seio social ser quisermos realmente sairmos desse limbo que arrasta para o abismo a sociedade toda vez que ela chega a algum tipo de evolução.
   Pensem nisso. REVEJAM SEUS CONCEITOS!
    Saúde e sanidade a todos!
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Atualizado em: Seg 21 Set 2020

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