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Formação discente: agente, ou paciente?

Ensaio Acadêmico
Tema: Como a disciplina de Língua Portuguesa pode inserir as vivências dos alunos nas aulas, valorizando suas histórias, demonstrando-lhes como sujeitos ativos que contribuem com a formação do patrimônio cultural local.
A Constituição Federal de 1988 no artigo 216 versa sobre a cultura e o patrimônio material e imaterial arguindo que são de extrema importância para a identidade nacional, além do mais, prever punições aos que violarem esse bem. Nesse contexto, constitui-se uma grande expressividade a valorização desses saberes e, principalmente, utilizá-los como parte dos conteúdos para as aulas de Língua Portuguesa.
Os modelos arcaicos pedagógicos visam levar o conhecimento até o aluno, no entanto essa perspectiva é refutada na contemporaneidade. Pois os estudos recentes apontam uma maior expressividade em valorizar a cultura do estudante como elemento de destaque no que diz respeito ao ensino-aprendizagem. Sendo assim, o professor que leciona a disciplina de Língua Portuguesa não pode se manter passivo ante a esse desafio.
Essa abordagem está em consonância com a BNCC – Base Nacional Comum Curricular que “Reconhece que a educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade tornando-a mais humana socialmente”, isso implica dizer que conhecer a história é conhecer a si próprio e, além do mais, aplicar de maneira prática em sala de aula, é sem dúvida um agente transformador.
Essa constatação fica mais óbvia quando se conjuga elementos da cultura local como a dança, a música ou até mesmo as comidas típicas entre outras possibilidades. Eles contribuem para a “descoberta do eu” conforme sinaliza a BNCC. Esse mesmo documento também prioriza a formação integral do educando rumo à emancipação de maneira que o mesmo se torne crítico em relação ao mundo e possa de forma consciente intervir sobre ele.
Como resultado disso, os alunos precisam ser incluídos como sujeitos autores na produção do conhecimento conforme orienta Irandé Antunes, na obra -Aula de português: encontro e interação. Por conseguinte, de posse desses conceitos o professor de Língua Portuguesa poderá expandir seu processo de ensino-aprendizagem concomitantemente com o papel da escola que é atuar na formação moral dos alunos e promover o pleno desenvolvimento do indivíduo como cidadão.
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Atualizado em: Qua 3 Jun 2020

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