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Escola: leitura da palavra ou do mundo?

Ensaio Acadêmico
Tema: Como a escola, através dos professores em especial, pode contribuir com as questões que vão além dos seus muros, mas que afetam aos estudantes diretamente na desconstrução, principalmente devido à massificação das mídias.
 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica (LDB) assegura o direito à educação a todos os cidadãos brasileiros. Esse marco é referenciado como uma grande conquista, pelo fato de se ter garantido por lei o acesso escolar para todos. E o que se percebe em relação a isso é que realmente a universalização da escola com o acesso para todos se constitui um fenômeno histórico.
Dessa situação emerge um outro fator que tem desafiado o ambiente escolar que é o desinteresse daqueles que tiveram seus direitos garantidos, ou seja, os alunos. Com isso, a educação, na maioria das vezes, deixou de ser o objeto de desejo e quase sempre é visto pelos educandos como algo sem muita importância.
As instituições de ensino também possuem a sua parcela de culpa. Analistas educacionais como, Cipriano Luckesi, explica que na maioria das escolas ainda perdura o mesmo sistema impetrado pelos Jesuítas no século XVI aqui no Brasil. Enquanto isso, as tecnologias avançaram enquanto a realidade escolar se estacionou.
Outro fator que tem prestado concorrência desleal com a escola é o consumismo. Pois a busca por razões imediatistas tem subtraído dos estudantes o desejo de se “debruçar” sobre um livro ou até mesmo a atividade escolar em detrimento a distratores emergenciais postos pela mídia e outras fontes.
Como já observado, a escola vive sobre muitos paradigmas que a distância, muitas vezes, de um modelo de educação contemporâneo. Para Paulo Freire, na obra: Educação como prática da liberdade, um dos papéis primordiais da escola é o de “ensinar o aluno a ler o mundo e nele intervir positivamente”, de acordo com essa postura poder-se-ia modificar a realidade atual.
Dessa forma,” questões de relevância podem e devem ser tratadas pelas escolas”, afirma Marco Antônio Silva. Esse desejo de mudança deve principalmente a partir do professor que é responsável direto pelo ensino em sala de aula.
Ademais, projetos interdisciplinares se constitui uma potente ferramenta a fim de que o estudante perceba que os estudos estão interligados, e não fragmentados. Para que isso ocorra é importante que o docente extermine a ideia do trabalho isolado, dando assim abertura para o trabalho coletivo. Sendo assim, a escola estará mais próxima de cumprir o seu papel que é o de formar cidadãos que, não meramente, decodifiquem palavras ou símbolos, mas que sejam capazes de ler o mundo.
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Atualizado em: Qua 3 Jun 2020

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