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Ensino de gramática: “autores, ou sujeitos passivos”?

Ensaio Acadêmico
Entre os grandes desafios do professor de Língua Portuguesa em sala de aula está o de tornar mais atrativas as aulas que dizem respeito ao ensino de gramática. Pois é comum observar o descontentamento da maioria dos estudantes quando se diz que vai estudar gramática.
Dessa situação emergem alguns fatores que findam incidindo no aprendizado como: a baixa afetividade pela disciplina, a “contaminação” de outros colegas e em muitos casos a transferência dessa inquietude para a imagem do professor. Sendo assim, lidar com essa evidência tem extraído pluralidade de reflexões sobre: o que fazer?
A interrogativa não parece ser algo que tem uma resposta imediata, mas sim de uma questão que merece um estudo de caso, em uma pesquisa mais aprofundada. Observando reflexões realizadas por Rubem Alves, na obra intitulada Gaiolas ou asas: a arte do voo ou busca pela alegria de aprender, há uma alusão sobre o porquê as aulas de Língua Portuguesa não são como o aprendizado da música em que o fascínio ocorre do externo para o interno. Nesse caso, utilizar a música para as aulas de Língua Portuguesa, inclusive as de gramática pode ser um bom recurso.
É importante ressaltar que músicas aprendidas na infância como as cantigas de roda e outras semelhantes, uma vez internalizadas nunca mais são esquecidas. Por outro lado, o estilo Funk é muito bem aceito entre os jovens, principalmente os do Ensino Fundamental. Dessa maneira, conjugar os conceitos linguísticos a esses estilos, há uma grande possibilidade de se dar uma “cara” nova para o ensino. Sobre essa questão que envolve o patrimônio imaterial, Irandé Antunes, em sua obra: Aula de português: encontro e interação explica que “o aluno precisa ser incluído como autor do seu próprio texto e não como sujeito passivo”, logo entende-se que é de suma importância incluir os saberes que o aluno já possui no processo de ensino-aprendizagem.
Dado o exposto, constitui-se um desafio empregar novas diversidades no ensino. Porém, um processo de investigação trará dados mais concretos sobre o assunto a fim de levar para a prática o que Irandé Antunes postula que “O ensino de gramática deve trazer algum tipo de interesse relevante funcional e contextual”. Esse, é o alvo.
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Atualizado em: Qua 3 Jun 2020

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