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Aurora

Em sápido gozo, o júbilo transe matutino reluta esvair-se, dominante desde minha alma. A bruma evanescente acaricia suavemente meu o corpo, penetrando em meus poros com prazerosa sensação de alívio emocional. Em utopia, o volátil por do sol idealiza obra fantasiosa em tom matiz vermelho e rosa. Lirismo erótico e inebriante, incitam maliciosa conjunção paradoxal. Ah! Aurora, hemisfério meu, se me tomas com ímpeto celeste é porque sou teu. Sou matéria, tu és deidade matinal, tu te renovas, és imortal, no entanto sou carne, mísero carnal. O voyeurismo estreita a ilusão do contato. A visão do subconsciente te faz insinuante e tão bela. O anseio ao toque concebe-me teu corpo em deliciosa concupiscência. Majestoso fenômeno matinal que me eleva às nuvens todos os dias em arrebatamento divino, clichê dos deuses em constante déjà vu. Dádiva oferecida pela própria natureza concebendo-nos ainda, ao limiar do dia, a magia da felicidade. Anunciando tua belíssima chegada ao meu ser. Aurora. Deusa romana do amanhecer.

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Atualizado em: Seg 22 Dez 2014

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