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Professorando o Mestre

Ser Professor é mais do que ocupar uma cadeira à frente de indivíduos menos formados que você.

Todo um mundo cabe dentro de uma sala de aula e é a figura do Mestre que vai auxiliar em tudo a todos. Conciliar culturas, trazer o consenso no debate, identificar as diferenças, unir laços e separar passos, orientar um passado e mostrar um futuro, ser "o alguém" e também ser um pouco de todo mundo. Professorar é tarefa dignificante... nem todos tem esse dom, essa vocação...

Alguém que se coloca em meio a inúmeras dificuldades para trazer para o outro, desconhecido, o que dantes era inexistente, o prazer de saber algo, o encanto da descoberta e o afado de uma relação que o faz existir, aparecer, chamar a atenção, ser alguém, único.

Mais que conteúdos, vivências são feitas! Mais que cadeiras e quadras, espaços de convivência e construção do ser! Folhas em branco que se tornam o livro da vida: piadas, desenhos, bilhetes, anotações, romanticidades, flertes, críticas e auto-críticas, reflexões, pensamentos, plagios e sentimentos... tudo isso cabe num papel em branco, ou em azul, ou em rosa, ou em amarelo, com linhas ou sem, com margens transgredidas ou capas desencadas. Uma vida escorre junto a carga das canetas coloridas e do grafite do lápis. Marcas de uma borracha ou de um 'toque mágico" que nada mais faz que corrigir erros que jamais serão apagados completamente, porque esses são os que mostram que há algo aprendido, apreendido e prendido em você. Às vezes nesse meio, aparece conteúdos didáticos, programáticos, pré-prontos com fórmulas, teorias e conceitos... um dia poderá servir! Um dia!

O esforço aplicado, não é reconhecido pelo corpo exterior. Mas que seu interno, compreenda que o bem feito trará feitos bons, que a recompensa não é momentânea, imediata e que vem de forma que Matemática nenhuma consegue explicar e Português nenhum entender.

Olhos falam, barrigas gritam, cérebros silenciam, máquinas humanas enferrujam. Nenhuma Geografia localiza estes fatos e nenhuma História consegue datá-los. Crescer humanamente solidário às realidades do outro.

Educa-Ação: ações exemplares dadas pelo Mestre. Aquele que com seu óculos na ponta do nariz, corpo cansado e olhos atentos, dedos ativos, sentado em sua mesa mergulhado entre letras, números e símbolos. Aquele alto-astral, de ouvidos cientes, pés torturados, braços aconchegantes e sorriso estampado. Ser professor é dar exemplo que viver é bom, que ter vida é positivo, receber vivacidade é agradável e comungar da vivência é harmonioso.

Quantas mãos foram levantas, quantos pés saíram correndo, quantos corpos estremeciam, quantas mentes chegaram vencendo?

O que é construído com aquilo que nossos professores nos passam, não só em conteúdos, mas em práticas, constituem nosso ser. Cada um com seu jeito, momento e apreço. Nenhum passa despercebido, uma frase todos deixam.

Como agradecer-lhes pelo que somos? Educação é um ato de constante hereditariedade social: quem passa por nós, entre nós, de nós ou para nós, deve ser atingo por ela.

Deixemos que os rastros daqueles que nos impulsionaram a uma ação sejam processos educativos em nosso desenvolvimento e consolidação.

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Atualizado em: Sáb 15 Out 2011

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