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A Pianista (parte I- Um anjo musical)

Caro leitor, a história que lhe contarei agora é repleta de...
 
O som das notas tocadas e as teclas de um piano pressionadas com  suavidade, como  um anjo a voar, emanaram em meu ser. Era ela tocando, não apenas o primeiro movimento dramático da 5ª sinfonia de Beethoven, mas o meu coração. Enquanto ouvia suas suaves mãos cor de neve passeando no campo harmônico de Dó menor, podia sentir meu coração ardendo em chamas. O que faria? Entraria na sala em que ela estava concentrada a tocar e lhe falaria tudo quanto sinto? Que a amo? Que sonho com ela? Não podia. 
 
Todas as manhãs de terça e sexta, na Royal College of Music, nas aulas de Teoria Musical consigo enxergá-la nas cadeiras da frente, com seus cabelos ruivos, lisos. Seus olhos azuis, como que compondo as tonalidades de uma aurora da manhã. Sua pele alva como a neve. Queria tocar-lhe os lábios, sentir sua pele e percorrer os labirintos de sua indomável mente. Três semanas se passaram desde que a vi pela primeira vez, era como ver um anjo. Naquele momento acreditei na existência de anjos. Sua beleza era estonteante, incomparável. Quando comecei a frequentar as mesmas aulas que ela percebi que não era apenas uma beleza incomum que tinha, mas um intelecto digno dos grandes nomes da renascença. Fazia jus ao seu sobrenome. Olhares eram trocados entre nós, mesmo que rápidos. Não tive coragem de trocar uma só palavra desde que a vi pela primeira vez, até o sorteio de equipes para o primeiro projeto que faríamos. Foram sorteadas equipes com três alunos e anunciadas pelo professor Paul Salvatore. No anúncio da segunda equipe, senti um frio no estômago, um frio de alegria.

-Para a segunda equipe teremos Bianca Delius, Charlie Corelli - disse o professor Salvatore olhando pra mim - e Elena Botticelli.
 

Ao ouvir o nome de Elena Botticelli, pigarreei involuntariamente. Lá estava ela, bem perto de mim, Elena Botticelli, a pianista que me levou a saber harmonicamente o que é o amor. Só então percebi a chance que tinha de falar-lhe algo, devia falar algo. Todos os alunos se juntaram com suas equipes. Quando cheguei perto de Elena, decidi falar. Decidi criar coragem. Falei...










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Atualizado em: Sex 9 Jun 2017

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