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Estação sentir

Eu já falei tanto para mim mesma “sinto sua falta” que eu deveria nem saber mais o significado da palavra “falta”. Esse é o problema, não importa o quanto repita algo em minha vida ou ela sempre terá um significado que pode crescer no decorrer das coisas, ou significado nenhum, sem mas, sempre fui 8 ou 80, mas aí veio você. Eu sou uma daquelas pessoas que colocam uma armadurazinha em volta de si, para esconder-se o máximo possível, por isso, demoro pelo menos 1 ano para considerar uma pessoa amiga realmente, posso conversar meses com uma pessoa e não me apegar e eu escolho em quais depositar a confiança. O problema realmente é que foi tudo ao contrário com você, eu não me reconheci e ao mesmo tempo nunca me conheci tanto. Você não chegou como alguém que era para ficar, chegou como alguém que não ligava pra nada, e eu sabia que era só questão de tempo, sabia que era do tipo que forçava uma amizade para conquistar uma garota e assim que pegava caia fora, e se a garota não desse bola caia mais rápido ainda, mas eu não sei o que aconteceu, o que você viu ou pensou de mim mas você permaneceu, ficou lá e me mostrou quem era, e eu estranhamente amei aquilo, não quem você era, você é o tipo de cara que eu evitava completamente e ainda evito, só que sempre fui muito fã de sinceridade e senti que você se abriu pra mim, com isso que ainda não sei se foi certo ou errado, eu me abri também, não completamente, nunca completamente. Mas o cara que chegou como quem não quer nada, que ao mesmo tempo que vive como quem não se importa e nem se abala, vive como alguém que se importa demais e nunca deixa claro as coisas realmente, permaneceu, e mais que isso, gostou do meu jeito estranho de ser, parte dele. Eu sou como uma música inacabada com vários ritmos misturados, uma estrela que hora brilha com um brilho diferente das outras e hora nem se quer se vê mais lá. E você moreno, a você é uma rua sem saída só que com várias passagens secretas, e me deixa “ p “ da vida saber que você é mais complicado e misterioso que eu. E assim como eu você não contava que eu descobrisse uma das suas passagens, de alguma forma que desconheço eu te conquistei e entrei em uma nova estrada, que depois perceberia que era mais estreita e escura que a outra. Eu tenho pensado que fui quem te conquistou e quem desistiu de você, mas irritantemente não consigo ter certeza, você é uma expressão de matemática que tem que se usar todos os cálculos já aprendidos para achar o resultado, e eu nunca fui boa em matemática. Eu me aventurei na sua estrada por algum motivo maluco, ainda não posso dizer se foi um erro, mas se planejei te amar tanto assim? Claro que não, eu fugia de qualquer tipo de possível amor, não para me aventurar em muitas paixões, mas por medo de me machucar, por mais que eu me faça de garota fria só eu sei o quanto sou frágil. E no fim quem se apegou fui eu, não enxerguei a armadilha que tinha nessa estrada sua, a armadilha que me faria sentir, os sentimentos mais fortes do mundo e que sempre me deixaria garrada a você. Quem diria, que quem mais fugia se fingindo de fria escorregaria no próprio gelo, se prenderia na eterna armadilha.

~ Você era meu sol e lua, minha estação em um planeta vazio.
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Atualizado em: Dom 30 Out 2016
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