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Ei, Culpa, vai pra pra ponte que partiu

Eu não sou uma pessoa naturalmente positiva e até me incomodo um pouco com o discurso da positividade de forma vã. Normalmente o modo operante dos meus pensamentos navega entre um mar de cinismo, "catastrofização" do futuro, onde o pior cenário possível para o futuro é sempre o primeiro a aparecer (alô, ansiedade?), além de generosas doses da velha e não tão boa companheira das mulheres: a famigerada culpa.
A culpa é ao mesmo tempo carrasca e vítima e surge, invariavelmente, independente do que façamos. Se insisto em algum projeto, a culpa sussurra baixinho no meu ouvido palavras não muito amigáveis e por vezes até indecifráveis, mas eu sei muito bem que ela está lá. Por outro lado, quando desisto, ela vem de caminhão e despeja uma tonelada de: “eu já sabia que eu não aguentaria o tranco” em cima de mim.
Acontece que uma hora ou a gente aprende com os nossos erros ou se torna um ratinho correndo na roda da nossa gaiola mental. Precisou de um longo e quase intransponível ciclo, para que eu começasse a entender as táticas dessa minha adversária. O jogo da culpa é sujo, cheio de artimanhas e possui fortes aliados (síndrome do impostor, é você?). Basicamente o objetivo dela é o de nos deixar presas numa zona de conforto nada confortável e faz isso de forma tão brilhante que, pode apostar, se tu não estiveres bem atenta é possível que perca meses, anos, as vezes uma vida nessa partida.
Ora, mas o que fazer então se a culpa não parece opção e sim regra? A verdade é que eu não tenho uma receita de bolo (vida não vem com manual né, galera?!). Tudo o que eu aprendi foi na prática após ter sido a prisioneira e a algoz, o ratinho, a roda (e até a gaiola). Por fim, fui sujeito e pesquisadora... A partir daí criei meu ensaio clínico duplo cego. A estratégia de intervenção? Simples, porém, ousada: em 2020 cada vez que a culpa vier de gracinhas, vou largar um sonoro: ei, culpa, vai pra ponte que partiu! Mais tarde te conto o desfecho.
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Atualizado em: Sex 13 Dez 2019

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