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Noite de chuva e vinho

 
Algumas garrafas de vinho no sangue e estava-mos prestes a liberar desejos proibidos.O ar exalava sensualidade, a chuva da noite num calor descomunal, pareciam parceiros indissociáveis do shortinho salmão, de tecido, larguinho  e curtinho que minha cunhada vestia, numa combinação perfeita com o top branco sem sutiã.
Estávamos na sacada do apartamento e num movimento, quase, involuntário,
molhei minha mão na àgua acumulada no parapeito bem acabado e passei no seu rosto na tentativa de refresca-la e de toca-la ao mesmo tempo. Ela fechou os olhos e recebeu aquele gesto com o mesmo prazer que eu senti. Voltamos para o sofá, mais vinho e som MPB da rádio cultura de São Paulo .
Eu vestia uma bermuda jeans e camiseta sem manga, tudo era proibido e o desejo ardia a cada troca de olhares. Entre um assunto e outro ela olhou fixa para minha boca e ao perceber que fiquei meio sem jeito , levantou e foi até a sacada, curvou-se no parapeito como se estivesse procurando algo na rua.
Pude ver o shortinho cavado em sua bundinha lisinha nem grande nem pequena, perfeitamente proporcional ao se belo corpo mignhon.
Ela estava à flor da pele, me provocando, num misto de inocência com malícia, sem saber ao certo o que poderia acontecer. Olhou para trás e me viu, admirado, com o olhar fixo em seu corpo.
Voltou para sala e começou a dançar, natural e sensualmente, Marisa Monte.
- Deixe-me ir/ preciso andar/ vou por aí a caminhar/rir pra não chorar.
Eu, um quarentão, sentado , sem reação, admirando aquela jovem de 21anos, delicadamente a flutuar no tapete colorido.
A música acaba e ela volta a sentar no sofá. Começou a rolar Tom Jobim e ela acompanha baixinho: - Ha, se já perdemos a noção da hora..........., joga a cabeça para trás, apoiando no encosto, fecha os olhos e continua a cantarolar. Eu fico paralisado e livre para desejar seus pés, suas panturrilhas, seus joelhos, suas coxas, seu umbigo, seu colo que mostrava algumas gotas de suor deslizando para dentro do decote fatal, seu pescoço, sua boca, seus olhos mesmo fechados, seu meio sorriso. Existia um carinho, um desejo mútuo   reprimidos pelo fato de sermos cunhados e meu casamento estava bem. Acordei do transe, fui até a sacada  me refrescar do calor e da situação tensa que me desconcertava. Coloquei o rosto para fora da sacada e deixei a chuva fazer o milagre de parar de desejá-la. Quando  voltei para sala ela estava de pé, me olhando, séria . Me aproximei, peguei suas mãos e começamos a dançar. A dança foi ficando sensualmente perigosa, larguei suas mãos e a puxei pela cintura, ela descansou as mãos sobre meu peito e começou a fazer carinho, percorrendo timidamente o peitoral. Ao tentar beija-la, saiu correndo e sentou, agora na poltrona, do mesmo modo que estava antes, olhos fechados e cabeça jogada para trás , cantarolando. Voltei a sacada decidido, molhei as mãos e, por trás do sofá e de sua cabeça reclinada, umideci sua testa. Ainda de olhos fechados ela sorriu, molhei sua face e seus lábios e ela aceitou cada gesto meu.
Fui me inclinando, ainda por trás, em direção à sua boca. Ela sentiu meu rosto quente se aproximar do seu. Respirou fundo e não esboçou reação. Beijei suavemente sua face, ela sutilmente movimentou a cabeça como se procurasse minha boca. Encostei meus lábios no dela, ela aceitou. Comecamos a nos beijar bem lentamente, como quem está com medo enquanto minhas mãos deslizam pelo seu pescoço em direção aos seios. Quando a toco na base dos seios e deslizo, suavemente, até seus mamilos endurecidos, ela levanta, ligeiramente, seu quadril e nossas línguas e bocas já estão frenéticamente querendo um engolir ao outro. Saio de trás do sofá e fico de pé à sua frente. Ofereço a mão, ela aceita e levanta, me abraça, me beija, pula em meu colo, geme, trança as pernas em minha cintura e rebola cadenciadamente forçando seu sexo contra o meu. Ela mesma tira seu top e oferece seus seios para meu deleite e eu sugo aquela delícia de mulher. Com ela ainda em meu colo, tiro a bermuda e meu pênis salta ereto como pedra, direto para o meio de suas pernas. Num movimento rápido e frenético ela desce do meu colo, tira seu short e a calcinha, enquanto tiro a camiseta e coloco a camisinha, então   ela nua, suada, pula em meu colo novamente. Era assim que ela queria, no meu colo. Aos poucos vai descendo deixando-se  penetrar lentamente, sem dificuldades pois estava descaradamente lubrificada pelo tesão que o momento proporcionava. Com as pernas trançadas e bocas coladas ela comanda as ações. Descendo devagar vai sentindo, cada centímetro, alucinadamente rígido, a penetrar-lhe até absorver-me totalmente. A partir dai ela acelerou os movimentos e uma cavaldada se iniciou. Estávamos completamente sintonizados. Qdo sentíamos que íamos gozar, diminuiamos o ritmo.
Já com as pernas cansadas sentei numa cadeira. Ela veio de costas e ajeitou seu corpo lindo, claro, liso e suado, sobre meu sexo. Segurei-a pela cintura e ela apoiou suas mãos sobre as minhas, então conduzimos nosso desejo e ela deslizou suavemente engolindo-me totalmente. Num momento ela ficou parada contraindo e relaxando seu sexo enquanto eu fazia pequenos movimentos de quadril. Não consegui mais segurar meus instintos, abocanhei sua nuca, prendi seus seios com
minhas mãos e caminhamos assim até a cama. Nessa posição, por trás, deitei-a e a penetrei com força, só se ouviam os gemidos e o som de corpos suados se chocando. Ela rebolava, gemia, pedia por mim e eu por ela. Gozamos juntos, um gozo proibido, entalado em nossos desejos, um gozo que parecia não acabar. Ficamos nessa posição um longo tempo. Foi lindo. Dorminos assim até.
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Atualizado em: Ter 23 Out 2018
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