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ENTRE LÁGRIMAS E LUTA

Uma coisa é cargo. Outra, bem diferente, é o exercício da função!

      No futebol, ser capitão é muito mais que escolher quem dá a saída. Em uma copa do mundo, principalmente, é ser o cara que dá o exemplo, que vai na frente, que motiva, que impulsiona o grupo e que dentro e fora de campo, lidera a impõe respeito até mesmo aos adversários.

      Vez em quando, alguns extrapolam e se transformam em bandeira de luta, em símbolo de vitória ou derrota. Foi assim com Dunga, por exemplo - dele, tudo pode se dizer, menos que lhe faltou coragem para assumir riscos ou prá dar a cara prá bater. E que falta faz um Dunga nesse time...

      Visivelmente despreparado, Thiago Silva foi alçado a capitão da Seleção Brasileira - e sucumbiu! Aliás, sequer começou!  Já na estréia, desde a primeira nota do Hino Nacional Brasileiro, enquanto Davi Luiz encarnava a garra das arquibancadas, ele despencava emocionalmente, e até o momento não conseguiu se recompor. Em campo, é Davi Luiz quem, vez em quando, "dá uma chegada"  nos atacantes adversários prá mostrar que ali aqui tem zagueiro!

      Contra o Chile, no momento mais agudo, o que fez o capitão? Escondeu-se. Deu as costas para o campo e - segundo suas próprias palavras - tapou os olhos com as mãos para não ver a disputa de pênaltis. Falta-lhe o principal requisito para o cargo: a coragem!

      E, mais uma vez, outros assumiram: Paulinho falou na cara e apontou no peito de cada um e Davi Luiz chegou junto de Júlio César, pegando seu rosto entre as mãos e transmitindo força e garra - que, diga-se de passagem, Júlio tem de sobra!

      Dizem que um capitão afunda com seu navio. Nesta Seleção Brasileira - um time raçudo, mas tecnicamente limitado e taticamente engessado - o capitão afundou primeiro, nos deixando muito temerosos quanto ao destino do barco.

      Quem quiser ser justo, há que reconhecer que esses meninos do Brasil, sem exceção, têm alma, e a colocam no bico da chuteira! E é por isso - e só por isso - que, mesmo oscilando entre lágrimas e luta, a gente vai indo.  Mas, até onde?

      Não sei! Não tenho bola de cristal! Mas tenho um velho coração verde e amarelo que insiste em se apegar à esperança de que um tripulante sem cargo vai requisitar a função vazia, e ainda que navegando entre tempestades de descontrolada emoção, nos levará a um porto seguro chamado hexa!

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Atualizado em: Dom 29 Jun 2014

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