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Não Vote em pessoas, vote em idéias.

Não será apenas um texto, é um ultimato! Sim, uma convocação.
Não para o virtual. É uma chamada para o ser mitológico denominado cidadão, e mais ainda cidadã, brasileira. Uma chamada para o mundo real.
Aquele que faz a gente se lembrar das corridas do recreio enquanto circulamos por corredores e salas esquecidas na infância e adolescência onde nos disseram o B-A-BA e cantamos o Hino Nacional pela primeira vez.
Onde brigamos na saída e nos ofereceram o primeiro cigarro, o primeiro romance e as primeiras indignações.
Voltamos a este lugar que o leitor já deve ter exclamado em sua mente como escola, mesmo que discordando das experiências citadas ou lhes acrescentando outras que lhe sejam mais proporias e oportunas, procurando rostos conhecidos e amizades distantes para uma nova aventura de aprendizagem e ensinamento.
Vamos votar.
E a questão contraditória é Votar em quem? Digo contraditória pelo fato do sufrágio ser legalmente sagrado, no sentido de inviolável, de segredo.
Sim, o voto é secreto e é este segredo que nos protege do cárcere da consciência. Podemos consagrar nossos pensamentos e guardá-los do desespero dos curiosos, especialmente dos candidatos e das pesquisas.
Seria compreensível se a pesquisa as vésperas do grande dia revelassem que dos mil entrevistados nenhum considerou a idéia de revelar seu voto, já que este só pertence ao dono e é sagrado.
Se ocorresse tal feito no primeiro turno, teríamos marketeiros perdidos e candidatos desorientados se perguntando: E agora, o que devo pensar? O que meu eleitor quer que eu pense?
Teríamos sim um segundo turno, pois o eleitor teria votado segundo sua própria consciência.
Nem o padre, nem o pastor saberiam se os fiéis foram fiéis no momento do voto. E assim seria com o patrão que ordena funcionários, com os pais que induzem filhos, com comitês que pagam salários...
Tudo seria incerto, pois, dentro da cabine só entra um e este um decide em segredo.
Ouviríamos mais do que nunca a oferta de reinos em troca de um pensamento. A angustia do fetiche não saciado.
“Em quem você vai votar?” Perguntariam os desesperados por emprego, por cargos, por comissões...
“Não sei” responderíamos cinicamente, rindo em nosso interior das noites de insônia que nosso calar estariam proporcionando.
Quem venceria em uma eleição secreta? As idéias com certeza. E com mais certeza as idéias.
Restaria-nos o voto em programas, em propostas e não em pessoas.
Pessoas são inevitavelmente falíveis. Somos frágeis, débeis moralmente. A força não está em nós, mas sim em nossas idéias e ideais.
Nossos projetos são as testemunhas de nossa existência e nos redimem de nossas falhas.
Não votemos em ninguém, pois não há homem ou mulher que mereça essa confiança. Votemos em idéias, em projetos, em programas.
Uma boa idéia sobrevive mesmo quando executada por um mal governante.
Conheçamos qual candidato oferece melhor conjunto de idéias, melhor programa e nesse conjunto depositaremos nosso voto.
Tomaremos esta decisão na calada de nossas consciências, de maneira branda e serena, e manteremos nossos votos em legítimo segredo.
Quedo silente.
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Atualizado em: Qui 14 Out 2010

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