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Decisões (Cerson &Girleide)

No inverno passado, Cléo estivera em viagem aos Estados Unidos. Coisas de faculdade, intercâmbio. Neste, porém, sem compromissos acadêmicos, está apreciando as manhãs geladas de São Pedro – cidade com pouco mais de 5.000 habitantes, pacata. A maioria das pessoas se conhece; os encontros amorosos ocorrem no coreto da pracinha central, onde às vezes surgem bêbados que forçam os amantes – alvoroçados – a se afastarem. “Sair e dar espaço é a estratégia mais inteligente, não se sabe a intenção: se estão mesmos bêbados, ou são aproveitadores”. A mãe de Cléo batia com insistência na mesma tecla.

Cléo, exuberante, garota no apogeu de seus 19 anos, pele alva e macia, cabelos soltos ao vento, lábios libidinosos. Sonhadora. Amava a pessoa errada – tese de sua família, especialmente da mãe. Rick, rapaz de 22 anos, estudante de Comunicação, filho de um comerciante local e de uma professora do nível médio – prestes a se aposentar.

Em pleno século XXI, Rick, absorto em seus pensamentos, lutava por entender aquela atitude da família de Cléo. Encontrar-se com ela às escondidas? Por quê? Era um rapaz sem precedentes que manchassem a sua conduta. Sua rotina era trabalhar com o pai durante o dia, à noite viajar 48 quilômetros até a vizinha para estudar. Sobrava-lhe pouco tempo para vadiagem – ainda que quisesse. Não bastasse, a mãe de Cléo mandava-lhe recados indecorosos, desrespeitosos, fugindo, assim, aos princípios éticos de uma convivência para pessoas normais. Rick estava intrigado com todo aquele aborrecimento e resolvera, mesmo sem medir conseqüências, dar um basta em tudo... Rick chega intempestivo a casa dos pais da garota e indevidamente invade a casa com uma fúria arrebatadora: A família ato nata não sabe como reagir, velozmente arrebata Cléo pelo braço e sai levando-o sem dá a menor explicação, a mãe da garota grita intempestiva, mais o rapaz continua a conduzi-la. Seu Mário o pai da jovem, repentinamente toma as dores da mãe e sem muito pensar, vai pra cima do moço voraz, que sem muita ação, recebe um forte soco em sua face esquerda, Mário estando no apogeu dos 50 anos, sem mais demora insinua uma luta pela honra da filha. Cleonice, se solta repentinamente tremendo da mão de seu amado e de súbito abrasa-se com o pai, que por suplicas de sua amada filha deixa o rapaz partir sem mais arranhões.

Com fúria o garoto promete voltar, Cleonice (Cléo); se volta ao seu ex-amado e o retruca afirmando que não mais a procure, pois dali por diante ela o esqueceria devido a sua atitude grosseira e sem ética humana. Partindo tristemente o jovem chega a um barzinho a beira de um ataque de nervos, Rick toma a primeira dose da mais pura cachaça e, depois outras e mais outras... Findando o seu dia totalmente alucinado, voltando revoltado pro seu berço acolhedor (casa), entra com fúria e se dirige a seu quarto, sua mãe gentilmente vai acolher em seus braços o seu filho amado mais o rapaz nega os seus carinhos e bate a porta do quarto com força e total indelicadeza.

Cléo volta-se a mãe e pergunta o porquê do ódio pelo Rick, à mãe intempestivamente explica que Rick, tem atos desbravadores de agressividade, seus impulsos nervosos o deixa descontrolada; diz que a própria mãe do rapaz foi quem a procurou e retratou tal fato e, acrescentou que o rapaz tinha sofrido de uma súbita raiva e atacou a própria tia, sendo que a mesma tinha quebrado um braço e fraturado uma costela devido as agressões do rapaz, a família procurou um psicólogo, o moço freqüentou apenas três sessões mais de nada adiantou, a garota conformada aceitou a sugestão da mãe e não mais procurou o rapaz, que após cinco longo meses,se encontra numa clínica de reabilitação pra usuários de drogas, pois, há dois meses tinha adquirido este vício.

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Atualizado em: Ter 12 Out 2010

Comentários  

#3 PauloJose 29-10-2011 21:04
BELA CRÔNICA PARABÉNS!
#2 seth 29-08-2010 05:05
Dramas comuns infelizmente,ainda bem que nesse caso não teve maiores consequências,verdadeiras tragédias ocorrem diariamente no país por conta de histórias que começam assim...parabéns,estrelas.
#1 Cerson 28-08-2010 23:39
Parabéns, Girleide! Ótimo texto: deu rumo certo à crônica; ficou uma escrita fina. Abraços

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