person_outline



search

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar...

As luzes se apagaram, o vento tornou-se tépido e não mais despenteava os cabelos, a lágrima que não deslizava pelo meu rosto, escorria como um fel pelo meu coração, esse que engana-se constantemente quando o assunto é AMOR, como um livro onde tudo é abstrato, e todos os capítulos são realidades oníricas.

O mundo dando voltas e eu querendo ficar ali, a lembrar os poucos momentos felizes que tivemos, não conseguia acreditar no que via, então dei espaço as minhas quimeras de sempre "não é nada disso que você ta pensando" (na verdade sempre é o que estamos pensando), por isso vou contra o adágio "Em terra de cego quem tem olho é rei.", nessa terra reinando que eu não queria estar, muitas pessoas chamam isso de ignorância, eu prefiro chamar de "amor próprio". Quando estamos muito tempo no escuro, e as luzes voltam, fechamos os olhos novamente. A claridade incomoda.

Todos os sorrisos, beijos, seu jeito de mexer no meu cabelo e as declarações ao pé do ouvido, que me faziam sentir a mulher mais importante do mundo, eu só olhava para você e pensava "penso em noites como estas que não me serão dadas a viver", parecia que você adivinhava meus pensamentos, me olhava afavelmente e me beijava a testa. Todas essas recordações serviram como uma autoflagelaçao que eu queria arrancar de mim, mas não dava, nessa terra eu tinha os olhos; eu era o rei.

Eu estava ali, assistindo a cena mais deplorável, que faz parte do teatro da vida, onde somos colocados num palco sem termos decorado um papel, sem um roteiro definido e sem um ponto para nos sussurrar ao ouvido o que devemos dizer ou fazer. As pessoas ao meu redor rindo como se nada tivesse acontecendo, mas eu?! Eu estava imóvel em uma caverna que chovia, e as gotas caiam diretamente no meu coração. Será que realmente você estava ali, e acompanhado de outra pessoa? Você me enganou o tempo todo, como uma criança, que espera o natal para ver o velhinho barbudo? Sim..... ahhh, o teatro no qual só eu não tinha o roteiro.


"Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir"e partir

Agora conta como hei de partir
Pin It
Atualizado em: Dom 23 Set 2007

Comentários  

#28 tania_martins 09-04-2010 22:10
Parabéns!
#27 tania_martins 09-04-2010 22:10
Parabéns!
#26 tania_martins 09-04-2010 22:10
Parabéns!
#25 tania_martins 09-04-2010 22:10
Parabéns!
#24 ajosan 20-03-2010 18:26
Belo o teu modo de escrever, poetisa; naveguei nestas palavras. Muito bom. Abraços.
#23 ajosan 20-03-2010 18:26
Belo o teu modo de escrever, poetisa; naveguei nestas palavras. Muito bom. Abraços.
#22 ajosan 20-03-2010 18:26
Belo o teu modo de escrever, poetisa; naveguei nestas palavras. Muito bom. Abraços.
#21 ajosan 20-03-2010 18:26
Belo o teu modo de escrever, poetisa; naveguei nestas palavras. Muito bom. Abraços.
#20 Abreu 02-12-2009 17:56
Oi Lu!
Não foi teatro. Ele realmente sentiu cada toque, todos os encantos, cada momento sentido. E se ele realmente, com outra, se envolveu, a culpa é do amor, que aos poucos, esvaneceu. Hora de dialogar, a descobrir onde mora o erro, a dissipar dúvidas, para seguirem em paz e na certeza que mesmos erros não mais serão repetidos.
#19 Abreu 02-12-2009 17:56
Oi Lu!
Não foi teatro. Ele realmente sentiu cada toque, todos os encantos, cada momento sentido. E se ele realmente, com outra, se envolveu, a culpa é do amor, que aos poucos, esvaneceu. Hora de dialogar, a descobrir onde mora o erro, a dissipar dúvidas, para seguirem em paz e na certeza que mesmos erros não mais serão repetidos.

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222