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Pequenos I

Os olhares estão perdidos, os possíveis projetos futuros também e há uma vida sendo atirada no lixo, cometido pelo erro de um adulto. Todo um desespero e apelo está pelas ruas da cidade, em muitas esquinas e semáforos, o grito é forte mas poucos escutam e ajudam. O futuro da nação está hoje mesmo pedindo esmolas, está se drogando para sobreviver e aperfeiçoando seu lado artístico fazendo malabarismo em troco de uma moeda.

São crianças de 6 a 17 anos que vivem hoje a triste realidade de ter que pedir, vender ou roubar para sobreviver e manter a casa. Estão obtendo uma grande experiência de vida, porém cruel e dura, onde sobreviver é o foco principal e voltar para casa (quando se tem) vivo é uma glória.

Possuem estratégia para se manter e sabem os lugares certos para estar, lugares de fluxo de gente e dinheiro. Passam a ter uma rotina, é como um trabalho do qual se ganha mais quem se move mais. Rotina essa carregada de medo, drogas e más influências, com que obviamente faz deixar de lado, o lado criança de ser, tudo o que acarreta de bom e claro, os estudos.

O CCC, cola, crack e cocaína são seus melhores aliados, é preciso estar acordado para se manter nessa vida. O vício chega de maneira fácil porém depois muitos se perdem e já não voltam. Com isso passam a ter suas vidas presas, onde se ganha para se alimentar ou somente para alimentar seu vício, este que por sua vez já está presente em sua rotina diária.

A violência está gradativamente cada vez mais afetada, culpa de uma imensa desigualdade social. Se rouba e mata por coisa pequena, brigas existem em todos locais e gangues e pistolas são hoje em dia algo muito comum. Há todo um exército nas ruas, preparados para atacar a cada segundo, onde, não se pode caminhar sem olhar para trás, não se pode parar em um semáforo vermelho pela noite, não se pode ter algo de marca, não se pode sair de casa? Bom…Isso também tem seu risco.

Toda uma geração está afetada, estão pedindo apoio, ajuda, carinho e respeito. Pedem um brinquedo, mas o que se tem são drogas e armas, estão pedindo uma mão, um lar, e sem dúvida amor. Nos olhos de cada um se vê a inocência e a maldade de mãos dadas. A malícia da vida desse pequeno é grande comparada com a de muitos.

Brinquedos, lar e educação é o que falta para mudar uma história. Ou para constuir uma nova. As crianças estão carentes e a sociedade padece, vê e contribui para que continue assim. Muitos ajudam, mas parece que muitos não tem filhos, sobrinhos, primos….um coração.

Vamos acordar! Já está mais que na hora de tudo isso mudar, cada um de nós temos a obrigação de ajudar, colaborar e sem dúvida amar. Amar ao próximo é amar a si mesmo. Tentar mudar a vida de um pequeno te fará enorme. Não pense, simplesmente faça.

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Atualizado em: Qui 26 Nov 2009

Comentários  

#9 juplur 12-12-2011 06:11
Por certo Abreu...por meio de uma palavra ou mesmo pela ausencia da mesma muitas coisas podem mudar....A palavra tem poder!!! Se eu, voce e todos temos a liberdade de expressao e colocamos os pensamentos adiante creio sim que podemos mudar algo... Se uma critica serve para que possamos escrever melhor porque um critica nos deixaria longe de expressar nossas ideais, sentimentos, indignacao, sentimento ou mesmo conclusao sobre algum ou outro determinado tema? Sim que podemos mudar, tudo se pode desde um esteja detreminado a fazer. Tenho certeza que isso se conclui.!
#8 juplur 12-12-2011 06:04
Oi..venho por meio deste me antecipar pela falta de acento que possa existir em meu breve comentario. O texto nao se destina a sua total complexidade ricos ou pobres em si... Trato somente como um todo, nao generalizo aqui, nao faco criticas e tampoco escrevo por outras meios...mesmo porque se eu fosse relatar o rico e o pobre, estaria relatando referente a toda desigualdade social em si. O texto Pequenos denomiado como I apresento e relato meu ponto de vista perante as criancas das quais nao tem oportunidades ou mesmo que sao dignas e crescem em algum ambiente no propicio para as mesmas e por isso a consequencia de toda uma desordem.! Somente, sem mais e obrigada igual por todas criticas!
#7 calunga 02-12-2010 08:35
Vai além dos olhos... Denuncia na alma... E anuncia na coragem que brota a Utopia em prol de novas cores.
#6 Nadi 22-03-2010 23:18
Reforço o que o Abreu falou, mas também há que se pensar sobre as família de hoje. Filhos não deveriam nascer para aumentar a população e sim, para integrar-se a uma sociedade, compor esta legião de criaturas humanas, para elucidar problemas, elevar a caridade, dignificar a ética, moral, virtudes....
Pobres e ricos sempre existirão, mas a pobreza não ensina a ser larápio, drogado... Nem a riqueza ensina a ser cafajeste, consumista...
Bjs estrelas.
#5 tania_martins 12-03-2010 20:25
Triste e cruel realidade. Ótimo alerta.
#4 PauloSiqueira 11-12-2009 03:22
É isso mesmo, temos que fazer a diferença.
Parabéns!
#3 rackel 04-12-2009 08:48
Brilhante alerta Juplur. Faço coro às tuas preocupações e às considerações do Abreu.
#2 Abreu 28-11-2009 10:45
Enfim, vamos eu, você e quem mais se sensibilizar, estar a escrever, comentar, se magoar e com certeza, se não se modificar as estruturas, nada vai mudar.
#1 Abreu 28-11-2009 10:45
O grande problema apresentado acima é sua complexidade. Os ricos estão sempre ocupados com suas futilidades a nunca enxergar a necessidade de ajudar. O pobre luta para sobreviver, diariamente, sem tempo para problema alheio, e o cidadão da classe média que sente compaixão por conviver de perto com essa situação, tem seus problemas maiores amarrados à área financeira, ficando assim impossibilitado de alterar essa situação aberrante, contínua e crescente.
Logo, quando você votar em alguém para qualquer cargo eletivo, exija que tome decisões a modificar esse panorama. Porque, enquanto não se tiver uma lei específica sobre a natalidade, a evitar-se filhos em demasia, enquanto existir pais desnaturados, a induzir filhos desde tenra idade em semáforos ou transformados em pedintes, a se fazerem homens sem qualquer educação ou princípio, nada vai mudar. O que mais prolifera em metrópoles brasileiras são favelas e moradores sem cultura, critérios ou qualquer tipo de educação sexual.

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