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Contos de Infância

Tempo. A sucessão dos anos, dias, horas, etc., que envolve a noção de presente, passado e futuro. O. Momento ou ocasião apropriada para que uma coisa se realize. Época, estação. O tempo que quando pequenos não vemos passar, não temos responsabilidade de nada, somente brincar e estudar mais que estudar que nada criança quer fazer bagunça, soltar pipa, jogar bola de gude, rodar pião, brincar de pique esconde, fazer travessura entrar no quintal do visinho para pegar fruta, tomar carreira do cachorro da Dona Zinha, que gritava da janela da cozinha pêra ai Moleque! Vou falar com a sua Mãe exclamava!... Eu, Tutuca, File e Joça, filho do verdureiro, a turminha, de sempre que tinha o Tempo como aliado, depois de encher os bolsos das calças com as frutas fresquinhas sentávamos embaixo do Pé da jaqueira de sombra abundante, para saborear as deliciosas frutas, e a escola ficava para segundo plano, pois o tempo já havia passado, e na verdade se cabulava as aulas para brincar, correr se divertir, andar nos trilhos da Ferrovia que passava na parte baixa do Bairro, sentia nos pés descalços a vibração do Trem já há caminho, não tendo noção do perigo que se aproximava e Tutuca era sempre o que avisava lá vem o trem, corre pessoal, corre era muito divertido, ai todos pulavam e ficávamos no canto do barranco vendo o trem passando e sacolejado, ouvíamos aquela musica por cima dos trilhos, Tratack,... Tratack,... Tratack,... Tratack... Este trem se chamava Litorina, Trem de estrutura polida, Cor de Prata, muito bacana, fumaça negra do alto há sair O Tempo que nos faz refletir os tempos de criança, depois da aventura nos trilos agente ia para trás da escola lá havia um monte de lixo os alunos costumavam jogar lápis usado borracha, e apontador que era só trocar as laminas que ficava novinho, certa vez estávamos apanhando esses objetos e o zelador da escola imaginou que estávamos quebrando os vidros da escola imagina, escutamos o selador gritar e não perdemos tempo já que não podíamos provar nossa inocência prestamos a correr do local, mais o zelador pegou sua bicicleta e danou a correr atrás da gente todas as ruas que entravamos ele nos seguia não imagino o quanto corri naquele dia, entrava a direita e lá vinha ele a esquerda lá vinha, não dava trégua de duas uma ou a gente já estava cansado de correr ou ele tinha muita energia, foi ai que File teve a idéia de nos separarmos, isso mesmo pessoal, as palavras não saia direito devido a respiração ofegante os bofes parecia sair pela boca.

Neste momento o tempo parecia estar contra agente, foi cada um para um lado diferente Tutuca pegou a rua de baixo, File entrou na rua da feira, Joça entrou na Rua da Dona Zinha e Eu subi o morro do escorrega, porque este nome?

Por que em dias de chuva ninguém parava em pé todos escorregavam dai o nome, eu já não agüentava mais as pernas estavam bambas, cheguei em casa e fiquei quietinho como todos sabem quando criança faz travessura fica quietinha minha Mãe perguntou o que ouve a resposta todos já sabem nada mãe, acredito que na casa dos outros colegas da turminha a resposta foi a mesma, mais se passou um tempo cerca de meia hora ou mais não me recordo precisamente o tempo, foi quando o selador bateu palmas no portão de casa, tremi todo, minha mãe foi lá para ver o que o selador queria, depois minha mãe me chamou gritando é claro e perguntou o que eu tinha aprontado mais uma vez respondi nada mãe, e contei toda a historia, ela pegou minha orelha e deu um tremendo puxão, doeu muito, no dia seguinte a turminha se reuniu bem sedo e um foi perguntando pro outro e não entendemos como o selador conseguiu achar a casa da gente foi quando o Tutuca falou que o selador sem opção para seguir um de nos, me escolheu e viu quando entrei em casa, puxa vida que vacilo Tutuca, não pude fazer nada e como ele achou as nossas casas foi ai que Tutuca falou tive de falar onde vocês moravam, a turminha caiu de cascudo nele, sem machucar é claro, e logo partimos para outra aventura desta vez, no sitio da Bruxa era uma senhora idosa que morava sozinha e todos falavam que a senhora era Bruxa criança acredita em tudo, no sitio como tinha vários pés de cana - de açúcar, foi um prato cheio, levantamos o arame farpado do terreno, File entrou para quebrar a cana caiana grossa bem docinha era aquela que a turma gostava,

Escutamos um barulho ao longe mais não demos atenção, quando de repente a Bruxa saiu entre as canas e foi uma correria só, em posse de uma espingarda de Sal o tempo não vi passar atirou em cima da gente xingando falando palavras de baixo calão e agente rindo e correndo pernas pra quem ti quero, parecia que tinha rodas nas pernas, as canas ficaram pra lá, perdemos a vontade de chupar cana,

ainda restava o quintal da Odete, que havia varias Mangueiras, fizemos a mesma estratégia para entrar no terreno, subimos no pé enquanto outro jogavam pedras nas mangas, não contamos que uma das pedras quebrasse uma telha da casa da Dona Odete, vimos três cachorros que só mostravam os dentes para gente, não notei quando passei pelos arames da cerca, foi uma corrida só, ate hoje não imagino correndo mais do que os três cachorros.

Acredito que neste dia não era o nosso dia, como podemos notar tempo era o que mais tínhamos, pena o Tempo passa a gente cresce, temos que absolver todas as experiências da vida, as responsabilidades inerente a todos nos, os amigos cada vez mais se distanciando e vemos que o tempo passou, passou e tomou um formato diferente, quando pequeno eu me perguntava caramba como será que estarei quando tiver 20 anos e quando tiver 40,50 e imaginamos o tempo será que estará ao nosso favor ou contra?

A velhice e um tempo que joga a favor ou contra? Para algumas pessoas a velhice se reflete como final de vida, para outras uma experiência que muitos não vão ter ou viver quem sabe só quem sabe e o tempo.

Quando volto à cidadezinha.

Agora vejo em mim a estatura adulta, que o tempo passou e deixou a saudade de outrora, Tempo que nos abandonou a tantos tempos atrás e a turminha que se desfez cada um para um destino que a vida destinou outros neste mundo já não pertence. Tempo saudade tempo da minha infância tempo que me abandonou, Tempo que não volta nunca mais. Vejo também que via o tempo como amigo, não se importando com nada que acontecia ao redor, quando estamos jovens, não acreditamos que a velhice chegara, as brincadeira são constante, os estudos às vezes fica para traz e o Tempo não passa tão rápido um dia demorava uma eternidade para terminar as noites eram cada vez mais longas, agora mais velho vejo que o tempo esta contra mim, pois não sobra tempo para nada, o dia fica curto, devido aos problemas do nosso dia a dia, ai vem a nossa própria família, o casamento vem mais sedo ou mais tarde com certeza vem, ai o tempo já não esta a nosso favor nesta fase os filhos aparecem, já não sobra tempo para ficar com eles, e vejo a historia se repetir por que quando criança, meus pais não tenham tempo para ficar comigo, e criticava, agora é mesmo engraçado, estou fazendo a mesma coisa com meus filhos, será que iram fazer as mesmas travessuras que pratiquei quando jovem, só o tempo dirá aja vista que não poderei repreender as travessuras praticadas por eles tudo dentro de um certo limite, pois crianças devemos impor limites.

Tenho saudades do meu tempo de criança das travessuras praticadas, não me arrependo do tempo perdido, chegou um determinado tempo que deixei as brincadeiras de lado e parti para a responsabilidade, pois tempo perdido é vida que fica para traz, penso ainda nos companheiros que não vejo mais, daqueles que se foram sedo da cidadezinha e também do trem que hoje foi desativado para dar lugar a novos tempos o tempo da modernidade, que saudade do meu tempo de infância. As casas com fachada trabalhada, do contorno das esculturas que se costumava colocar em cima das muradas, muros de pedra, as arvores frondosas que arborizavam as rua, a velha estação de trem agora com os velhos dormentes apodrecendo pelo efeito do tempo, e a caixa da água do lado da estação, vazia é vejo que o tempo tem outro nome saudade, aquela que não sai do pensamento, nem do coração.
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Atualizado em: Sáb 26 Set 2015

Comentários  

#5 master22 27-01-2010 20:33
Travessura da nossa meninice...Que saudades...
bom texto
parabéns
+1 #4 Abreu 13-01-2010 14:51
Relembrar tempos idos, daquilo que marcou, é altamente prazeroso, a sobrar melancolia.
#3 Fernando Giomo 12-01-2010 22:04
Valeu amigo, bons tempos, que passaram e não voltam mais.Parabéns.
+1 #2 Cely 30-12-2009 03:22
:love:
Sua inspiração está divina, estrelas pra você!
Beijos no coração e sucessos!!!
:love: :love: :love: :love: :love: :love:
#1 rackel 21-12-2009 09:02
Tempo que dá saudades. Época de viver, simplesmente. Cabeça cheia de sonhos. Urgência por ser protagonista da história. Parabéns. Estrelei.

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