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Gárgulas de sangue - VII

Capitulo 7
Há dois anos preso, Douglas recebe a visita de Hermes.
_ Me dá um abraço, que saudade das nossas conversas no bar do Bigode.
_ Verdade… Como você está? Pergunta Hermes com sembrante abatido.
_ Tem dias ruins, e tem dias piores. Riu conformado Douglas.
_ Nenhuma notícia dela.
_ Nada Cara. Desde do dia da morte, nunca mais sequer a vi ou ouvi algo sobre ela.
_ Cara, que história sem pé, nem cabeça.
_ Então. Matei um homem inocente, dentro da casa dele, por uma mulher que não tenho ideia de quem seja. Não seria engraçado, caso não houvesse esta tragédia.
_ Cara, eu procurei o Canário.
_ Para que? Não há nada a ser investigado. Sou o culpado.
_ Sim. Mas ele entende após ouvir sua versão que ela pode ter incitado você a cometer o crime.
_ Ah, sei lá. Tenho tanto tempo pra pensar aqui e já repassei milhares de vezes esta história e não compreendo como posso ter sido envolvido de uma maneira tão simples mas eficiente.
_ Nossas carências falam por nós. Ela lhe ofereceu algo que faltava, e acabou sendo vítima de suas próprias atitudes.
_ Não há nada que ligue você a ela?
_ Absolutamente nada. Me dei conta do quão ela é esperta, não tenho uma foto “selfie”, uma gravação, um presente, e nem mesmo fui visto com ela por ninguém. Ela sabia exatamente quando me procurar, e com seus problemas me distraia e através da compaixão e amor que sentia, jamais duvidei de nada.
_ Entendo. Sabe que com Verônica foi parecido. A diferença é que não havia as agressões mas acho que teria feito o mesmo que você.
_ Há quanto tempo vocês terminaram?
_ Ah, dois meses depois do seu episódio.
Douglas sorri e diz:
_ Também não tem nenhuma foto?
_ Ah, sabe como sou, não curto fotos e ela nunca tocou no assunto.
_ Porque terminaram?
_ Ela não apareceu mais. O número de telefone que ela deixou está desativado. Achei que ficaríamos juntos, mas também me enganei.
_ Mas não precisou matar ninguém.
_ Verdade.
Hermes voltou para sua vida, e no outro dia procurou por Dário Canário, um sujeito esquisito, cheio que “tics”, que fazia serviços de investigação. Na verdade o caso mais complexo que resolveu havia sido a traição da mulher do vereador com um rapagão menor de idade, e que lhe havia rendido uma fama instantânea, onde começaram a lhe procurar para materialização de suspeitas.
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Atualizado em: Qua 27 Fev 2019
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