person_outline



search

Gárgulas de sangue - VI

Capitulo 6
Salamargo estava cinza naquela manhã, as pessoas iam e voltavam cobertas com seus guarda-chuvas, um vento aumentava a sensação do frio e nosso protagonista se esquentava tomando um chá de sua garrafa térmica azul-marinho, com diversas marcas mostrando ser uma amiga de longa data. Hermes estava perplexo desde o encontro com Douglas, e preocupado com a dimensão das coisas. Agradeceu por um instante por Verônica ser diferente de Stella, e entendia que o sentimento de Douglas era desmedido e inspirava cuidados.
As coisas iam muito bem entre Hermes e Verônica, ao ponto de já conversarem sobre uma possibilidade dela, deixar o marido e ficarem juntos. Ela era inteligente, calma, acolhedora, e Hermes se sentia protegido e amado, e todo homem que tem isso, é capaz de mover mundos.
O telefone de Hermes toca:
_ Fala irmãozinho! O que manda?
Do outro lado da linha apenas choro.
_ Tudo bem? Douglas?
_ Eu matei o cara.
_ Onde você está? Fique calmo estou indo até você!
_ Estou em casa.
O Telefone silenciou e Hermes partir em disparada ao encontro de Douglas.
Ao chegar à casa de Douglas, o mesmo estava sentado ao chão, uma arma ao seu lado e várias garrafas espalhadas na sala.
Hermes se abaixou e abraçou o amigo.
_ O que está acontecendo?
Douglas soluçando com olhar distante e assustado grita:
_ Eu matei o filho da puta.
_ Quem você matou?
_ O marido, ele nunca mais vai bater nela ou em ninguém.
_ Cara, me conta esta história desde o início?
Ele se recompõe, olha o amigo nos olhos e começa vagarosamente contar-lhe o acontecido.
_Ontem, recebi uma ligação de Stella, um número desconhecido, ela desconfiava que o marido tivesse clonado seu celular, e nesta ligação me dizia, que estava com medo de ser morta, ele estava descontrolado e havia bebido a tarde toda. Ela havia apanhado muito dois dias atrás, e eu resolvi que iria lá. Eu, já há algum tempo, comprei esta arma com a numeração raspada, mas não sabia como fazê-lo. Então não tive dúvida, assim que desliguei o telefone, peguei o carro e fui até Nadir, e ao chegar na casa, pela janela da frente, pude vê-lo brigando com Stella, bati a mão na fechadura, a porta estava destrancada e ao deparar-me, com a cena do vestido de Stella cheio de sangue, saquei a arma e disparei algumas vezes no sujeito. Ele caiu com um olhar admirado que não consigo entender. Ela me abraçou e pediu que fugisse, e estou aqui desde ontem bebendo, mas não estou arrependido, ele mereceu.
_ Meu Deus! Exclamou Hermes.
_ O que faremos agora? Você foi visto?
_ Não sei. Não tive tempo para me resguardar.
_ Bom. Vamos nos livrar desta arma, e pensarmos qual medida devemos tomar.
_ Você é meu grande amigo, meu irmão.
_ Você precisa de um banho e um café bem amargo, enquanto isso, pensamos.
Pin It
Atualizado em: Qua 13 Fev 2019
  • Nenhum comentário encontrado

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR
Fone: (41) 3342-5554
WhatsApp whatsapp (41) 99115-5222