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Gárgulas de sangue - V

Stella aparece no ponto de táxi onde Douglas trabalha às 4 da manhã. Ele se assusta ao vê-la e se aproximar, percebe diversas marcas no rosto e olhos lacrimejando.
_ Meu Deus! O que aconteceu?
_ Ele me agrediu novamente.
_ Vamos agora a polícia, antes do amanhecer este crápula estará atrás das grades.
Stella olha ao longe, sorri e enxuga os olhos.
_ O Capitão da Polícia almoça sempre em casa.
_ Isso significa que ele pode bater em você?
_ Você não entende, ele não pode, ele faz tudo que quiser, o magistrado está na sua folha de pagamento.
_ Não é possível isso. Tem que haver uma solução.
_ Não há solução, estou presa a este monstro. Meus únicos momentos felizes são os que passamos juntos.
Stella encosta a cabeça no peito de Douglas e se cala.
_ Você pode ficar comigo esta noite? Ele acha que estou na casa de uma amiga chorando.
_ Claro minha querida. Vamos para a casa. Quer comer algo? Está com fome?
_ Não. Quero apenas deitar no seu peito e esquecer.
Rapidamente ela sobe no carro e ambos se encaminham para a casa de Douglas.
Rapidamente chegam em casa, se beijam e fazem amor e alguns minutos depois ela pega no sono nos braços de Douglas, e o mesmo não se conforma com o destino, nunca havia sentido algo tão forte por alguém, ele queria protegê-la, amá-la, e cuidar dela para sempre, tão indefesa e tão linda. Um sentimento de raiva toma conta dos seus pensamentos, e ele começa a pensar numa forma de livrá-la das garras deste covarde.
Na manhã seguinte, Douglas abre os olhos e corre a mão a procura do corpo de Stella e percebe que está sozinho. Ela havia ido embora e deixado um bilhete, agradecendo por tê-la acolhido e dizendo o quanto estava apaixonada por ele. Douglas veste-se rapidamente e começa arquitetar um plano de libertá-la. Todas ideias levavam a morte do marido. Ele nunca foi um homem violento, se quer havia feito um Boletim em toda sua vida, mas parece neste momento que a paixão falava mais alto que a razão.
Douglas sabia que não deveria contar a Hermes seus planos pois o mesmo jamais permitiria ou ser quer ajudaria na execução.
Ele se perguntou.
_ Como se mata alguém? Qual a melhor forma? E como fazê-lo sem ser pego…
Douglas resolveu que compraria uma arma com a numeração raspada, e depois pensaria em como usá-la sem deixar vestígios.
Do outro lado de Salamargo, como que sentindo que algo estava errado, Hermes estava com uma ideia fixa sobre Douglas e seu sumiço. Toda semana eles se viam duas a três vezes para trocar algumas palavras, então resolve ligar para ter notícias.
_ E ai Hermes, como vão as coisas?
_ Eu que pergunto, não tenho te visto no bar, anda desaparecido, e ainda mais aquela preocupação com Stella e o marido. Você teve alguma novidade?
_ Não a vejo desde daquele dia. Tudo na mesma.
_ Ahh, menos-mal. Vamos tomar uma hoje? Pode ser?
_ Estarei lá as 20 horas.
_ Combinado.
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Atualizado em: Dom 3 Fev 2019
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