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Amélie (incompleto)

(Opiniões bem vindas)
Após pensar por um bom tempo Amélie descobriu quem era o responsável pelo assassinato que vinha tentando resolver desde o café, já lhe tinha passado na cabeça diversas pessoas desde o primo distante até o mordomo, contudo o assassino estava mais perto de seu nariz do que ela imaginara durante todo esse tempo havia sido a própria dona da casa, aquela que chamou a policia.
Com um ato preguiçoso e entediado uma garota de curtos cabelos castanhos lançou o livro no canto do quarto onde caiu entre a cômoda e o cesto de lixo e pensou consigo se algum dia participaria de uma aventura  policial como os romances que lia nos dias de chuva quando não tinha nada o que fazer a não ser ler de cabeça para baixo.
Podia estar vendo tudo ao contrario, mas ainda assim sabia sobre cada canto daquela velha casa portuguesa, sua cama, a seu guarda-roupa(uma imensa bagunça), sua mesa, sua estante e sua amada janela.
Levantou e foi à janela, as meias de algodão de pares diferentes uma amarela quadriculada e a outra rosa listrada escorregavam no assoalho de madeira encerada. Na janela olhou para o corredor de casas portuguesas sob uma cascata de chuva, o mar de nuvens cinzentas diziam que não iam embora tão cedo. Pensou em como deviam existir centenas de outros bairros em diversas outras regiões e como deviam estar acontecendo coisas legais como um assassinato ou agentes de outros países atrás de informações que comprometam a nação. E ela ali com um pé na escola e o outro em casa. Pensou em como sua vida era entediante. 
Por fora a casa podia ter ascendência portuguesa, mas por dentro era outra historia. A família de Amélie tinha ascendência egípcia acima da portuguesa. A casa tinha jarros com hieróglifos, quadros contando a historia dos deuses e por toda a casa havia caminhos secretos, Amélie conhecia todos sem excessão, inclusive os subterrâneos.
Pensou em descer e preparar algo para comer, seu quarto ficava no segundo andar, saindo pela porta tinha visão da porta da frete no andar de baixo, desceu a escada e foi em direção a cozinha passando pela sala, enquanto atravessava sentiu uma fisgada mental e sabia que estava esquecendo de algo. Murmurou. 
-Lição... Não, será que não arrumei alguma coisa... Também não. O que é?
Na cozinha, não precisou lembrar, a resposta venho com a bela voz de sua mãe que estava com um pingo de raiva.
-Amélie, você ainda não se arrumou. -disse enquanto ariava uma panela de maneira que parecia que ia atravessa – lá – Esqueceu que hoje é o dia.
A informação venho como um soco em sua massa cinzenta. Hoje era o Dia da Família, mas não era um dia qualquer toda a família de Amélie se juntava na casa de um parente que é sorteado no fim de cada Dia da Família. Faziam um grande almoço e jantar, tinha jogos, filmes e conversas todo o dia. Porém a família de Amélie equivalia a uma classe do ensino médio.
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Atualizado em: Seg 25 Jun 2018

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