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MAKING OF – PARTE 1

– “É um livro de anime?”
(?)Não, é um livro de livro!
– “A arte das personagens da capa está muito diferente uma da outra, não combinou nada!”
Sei que estão diferentes afinal, eu mesmo a montei. Reparou no nome do livro (A BATALHA DOS 2 MUNDOS)?
Cada uma das personagens pertence a um mundo diferente, é por isso que têm uma arte diferente também!
– “Mas ninguém vai reparar nisso, vão dizer que a capa está mal feita!”
Que pena, me esforcei tanto apenas pra fazer uma capa mal feita mas, o engraçado é que ela ME agrada!
 
– “Livro 1? Esperança de um Livro 2?”
Esperança não, certeza, tal qual não se trata mais de mera intenção, senão, já estou desenvolvendo (desenvolvendo na época) até o quarto original!
 
– “Acha mesmo que vai ficar rico escrevendo um livro?”
Não me lembro de ter dito que iria, ou mesmo, que queria ficar rico escrevendo este livro. Na verdade, se me lembro bem, em minha versão 1.0, dediquei este trabalho unicamente aos meus amigos (que se recusaram a lê-lo), não a ganhar dinheiro algum…
 
– “Está pensando mesmo que é fácil escrever um livro?”
Bem, não estou pensando, na verdade, sei que escrever um livro “é a coisa mais fácil que existe”, qualquer um pode e escreve livros todos os dias, basta olhara para a enxurrada de materiais (materiais duvidosos, é bom que se diga) que aparecem por aí, livros cheios de erros de ortografia e nenhum conteúdo edificante. Difícil mesmo é escrever UM BOM LIVRO, no sentido de que seja um livro e que AGRADE AO PRÓPRIO AUTOR em sua exigência por CONTEÚDO, não a um público alienado!
 
– “Nossa, parece um Livro de Verdade!”
Fico imensamente feliz por, ao menos, parecer com um…
 
Ridículo tudo isso (pra dizer o mínimo) não acha?
Mas foram exatamente estas palavras o que ouvi (ou que li, no que precisei também corrigir a gramática para adicioná-las neste Makin of), assim que comecei a trabalhar em meus originais, então achei interessante trazê-las, como que, para lhe mostrar, caro leitor, como pensam as pessoas estagnadas a nossa volta. Mas esqueçamos isso por enquanto, a partir de agora vou apenas comentar brevemente sobre minhas inspirações para a história, falar de alguns pontos curiosos que ficaram de fora da narrativa, com objetivo de não sobrecarregá-la, assim como também, contar como foi escrever tudo isso, já que não recebi perguntas unicamente estúpidas, não, algumas foram realmente sinceras e interessadas em meu projeto.
Mas primeiro, vou me apresentar: pode me chamar de J.E. Rodrigues, sou microempreendedor individual desde 2012, formado em técnico em redes de computadores, praticante de artes marciais desde de 1999 e escritor nas horas vagas. Ou, pelo menos, é isso que diz o meu blog… mas, antecipando, algumas pessoas certamente questionariam:
– “Que audácia”, fazer um making of sobre si mesmo, você mal apareceu e já está se considerando um autor clássico?
E já que não tem jeito, que vão me “cancelar” de qualquer forma mesmo, permita-me lhes conceder algum motivo par isto então. Considerando a “antiga” definição de clássico, citada e alterada por Sainte-Bueve:
SAINTE-BUEVE, O QUE É UM CLÁSSICO? 21 de Outubro de 1850. Editora: Centro de Literatura Portuguesa, Coimbra: 2013. Tradução de Osvaldo Manuel Silvestre: “Um clássico, de acordo com a definição usual, é um antigo autor canonizado pela admiração e uma autoridade em seu estilo particular.
Perceba que posso cumprir os três requisitos citados, então vejamos: em primeiro lugar, venho trabalhando neste original a alguns anos, então já sou um antigo autor; também sou admirado (embora eu esteja substituindo o termo criticado por admirado) por muitos; e por fim, sou autoridade máxima em meu próprio trabalho. Então acho que conquistei a vaidade necessária para me autoproclamar um clássico e escrever também este making of!
 
Embora a presente revisão esteja sendo realizada no início do segundo semestre de 2021, na verdade, comecei a escrever em dezembro de 2016, poucos meses após me casar e me mudar finalmente da casa de meus parentes. Pra dizer a verdade, sempre estive tentando desenhar algo próximo a um mangá, mas nunca fui muito bom em desenho para, de fato, consegui-lo, de modo que, a partir do momento em que passei a me interessar mais por literatura (especialmente Tolkien como pôde notar), encontrei também uma forma mais “adequada” de contar minhas histórias/estórias.
 
IMAGENS IRIAM AQUI.
 
Foi então que escrevi meu primeiro rascunho completo, começo, meio e fim, usando o obscuro BrOffice, numa versão de 2010 que mau tinha um corretor ortográfico. Depois expandi capítulo a capítulo, reescrevendo, revisando e finalizando-os. Mas, eis que veio aquele dia fatídico no final de 2018, no qual, percebi duas coisas: a primeira, era que meu editor de textos não tinha um corretor ortográfico adequado, portanto muitos erros me passaram batidos; a segunda é que, após algum tempo de leitura e de escrita, eu havia melhorado minha narrativa e, obviamente, tudo o que já havia feito até então me pareceu um completo lixo. Bem quando já havia alçado as revisões do CAPÍTULO XVII precisei voltar a estaca zero e recomeçar… e durante este tempo, o qual surgira a versão 2.0, mais perguntas vieram:
 
– Você não acha que seu livro é tedioso?
Considerando que estou trabalhando nele já a tantos anos, e que, PARA MIM, meu original é a melhor coisa que existe no mundo, eu diria que não!
Penso que teria um grande problema se achasse meu próprio trabalho tedioso…
 
– Em seu prólogo, há o título: OS LIVROS DE YGGDRASIL; mas não há nada de mitologia nórdica nele!
O título e outras citações, permanecem como uma lembrança da versão 1.0 deste original, onde a ideia era que, em vez da Pirâmide da Criação, estivesse Yggdrasil, a Árvore do Universo. Obviamente, também haveriam os nove mundos e, aquele em que a história secundaria tem se desenrolado, não passava de uma versão de Svartalfheim, ou seja, o mundo dos elfos das trevas, este é o motivo pelo qual, Sunwish diz:
 
– “…no passado já tivemos contato (com a Terra) e fomos chamados por vários nomes, entre eles, elfos, talvez pelo fato de não envelhecermos.”
 
Mas, voltando a história de minha escrita: após aquela súbita epifania, resolvi também alterar minha forma de narrativa, então tentei simplificar a linguagem usada por Vaniel e rebuscar um pouco mais o que era escrito dentro de O Reino de Cristal (tal como percebeste), inserindo (de forma equivocada) todos aqueles vós, fizestes e dissestes, nas falas dos habitantes do Mundo Acima das Estrelas, mas confesso que não consigo encontrar uma harmonia e uso correto dessa linguagem. O resultado acabou ficando muito mais parecido com uma “fala estranha” do que com uma linguagem antiga, que era o que buscava alcançar. Também foi quando tentei dar mais alguma personalidade aos personagens e a procurar obscurecer ainda mais a visão que Vaniel tinha dos parentes, dotando-os de uma fala mais errada, isto é, quanto ao português Ao mesmo tempo, o vilão Victor, inspirando em Starkiller, o obscuro padawan de Dart Vader (no Legend), se tornou Starwish e, vendo a semelhança com o nome da banda finlandesa onde Tarja Turunem havia começado, Nightwish, é que nasceram os títulos dos portadores das quatro lâminas. E sim, também me questionei quanto ao casamento do idioma inglês com o tom da história, de modo que cogitei trocar os títulos dos portadores para o latim, mas depois pensei que a relação entre os nomes Starwish, Nightwish e Sunwish, seriam melhor percebidas e entendidas pelo leitor do que AstroVis, TenebraVis e Sole-Votum. Outro fato curioso que merece ser comentado, é com relação ao nome de meu personagem principal, Vaniel:
 
Meu nome é Vaniel, tenho trinta e um anos no momento em que escrevo isso, e já posso antecipar que, sua maior dúvida até aqui, é: que tipo de nome é esse?
Meu nome não tem nenhum significado em particular, o recebi por capricho de meu pai, que era um assíduo estudante de angeologia, por isso, quis para seu filho, um nome que fosse parecido com o de um anjo; assim ele adicionou El (Deus) ao final do nome de sua esposa, minha mãe, Vanessa, e esse foi o resultado.
 
Bem, foi essa a estória que atribuí ao nome, é claro que, antes de criá-lo, fiz um breve pesquisa na rede mas não encontrei nada, então acreditei ser o único a tê-lo numa estória. Mas, imagine minha surpresa, ao repetir a pesquisa alguns anos depois, e encontrar os seguintes significados para meu “nome original”: Vaniel – variante de Vania, de origem Germânica, seu significado seria algo como, “terra verdejante”. Até mesmo, encontrei um músico com o mesmo nome…
Depois de completar a reescrita de todo o livro, resolvi fazer todo o caminha uma última vez e realizar outra revisão completa, mas, apenas da história em si, alterando poucos detalhes, finalmente nasceu esta versão 3.0. Por fim, após a devida revisão ortográfica, chega a versão 4.0, a encarnação definitiva de meu trabalho!
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Atualizado em: Sex 25 Mar 2022

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