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Perseguidos Pelo Tempo Capitulo um

Cansaço, era o sentimento que eu estava sentindo naquela noite, me chamo Kazuhiro sou um estudante de 20 anos, estava tão cansado de jogar a varias noites, sou o tipo de pessoa que joga por horas e horas por dia, mas já que era feriado acabei extrapolando na hora e esqueci até de comer, resolvi sair um pouco de casa, já era cerca de umas duas horas da manhã minha cidade é bem pequena não tinha crime sérios ou assassinatos e sem preocupação peguei meu casaco coloquei meus óculos e sai para comprar um refresco ou algo do tipo, já fazia um tempo que eu não comia algo decente então pensei em ir em uma loja que ficava a algumas quadras de casa para comer comida de verdade, quando cheguei então percebi que estava fechada mas meu estomago estava insistindo tanto que resolvi ir a rua principal da cidade mas, acabei esquecendo que minha cidade não era tão movimentada e que não tinha nenhum restaurante ou qualquer outro lugar para eu comer nesse horário.
Os únicos lugares abertos eram casas noturnas, bares e mercadinhos pequenos eu não queria comer nesses lugares então achei melhor ir a um mercado e comprar alguma besteira afinal o errado fui eu de sair tão tarde achando que encontraria algum lugar aberto.
Acabei comprando dois refrigerantes e um salgadinho, peguei minha carteira e paguei as compras, cidade pequena todo mundo se conhece, mas no meu caso poucas me conheciam direto já que eu realmente nunca saia de casa, me mudei da casa de meus pais aos 18 foi mais por birra de que vontade de ser independente comecei a trabalhar meio período em uma oficina de carros usados para pagar a faculdade e me bancar, é claro que meus pais enviavam alguma coisa todo mês para me ajudar, mas sempre era uma quantia muito pequena eu nunca reclamava pois sei que meus pais se esforçam todo dia lá em casa, eles são trabalhadores autônomos meu pai é um artista e minha mãe uma musicista, nenhum dos dois tivera sucesso em seus meios mas sempre tinha comida na mesa e nunca me faltava nada.
Alguma coisa não estava certa não sei oque, mas a aura do mercado parecia estranha eu sentia uma sensação muito ruim a noite parecia ter esfriado o lugar inteiro o caixa que sempre me cumprimentava ou fazia alguma piada bem chatinha nem chegou a olhar para mim hoje, só continuo fazendo seu trabalho com um sorriso sarcástico muito medonho é claro que fiquei assustado, mas cheguei à conclusão que ele só estava muito cansado do expediente e nem percebeu que era eu, quando estava chegando bem perto da porta automática do mercadinho o caixa se virou para mim me olhou com um sorriso assustador e disse..
Boa sorte— ele se virou de volta e continuou fazendo seu trabalho como se nada tivesse acontecido
Eu resolvi ignorar isso e voltar para casa eu já estava cansado e com fome e provavelmente também alucinado caminhei por alguns minutos com o sorriso assustador do caixa na minha cabeça, mas quando me dei conta já estava no portão de casa, fui pegar minhas chaves que estavam na mochila em minhas costas, nunca saio de casa sem meu laptop, apesar de eu ser muito antissocial gosto de manter informado com qualquer assunto devo ter puxado a curiosidade de minha mãe e o esforço de meu pai.
Acabei derrubando as chaves, elas escorregaram até uns metros e quando me agachei para pega-las elas estava perto de um sapato bem peculiar parecia uma bota feitas à mão estilo aquelas feiras medievais bem antigas.
Voltei meu olhar para cima era um senhor que na verdade parecia uma caveira de tão velho, estava usando um capuz preto e em seu pescoço avia um colar de uma pedra vermelha que se parecia rubi com umas pedras azuis em volta semelhantes a lápis-lazúli, meu pai usava lápis-lazúli em quase todas as suas obras, ele parecia ser apaixonado pela pedra, pois até mesmo o anel que deu para minha mãe era feito da pedra.
Me desculpe acabei derrubando minhas chaves— sorria Kazuhiro enquanto pegava as chaves já indo em direção ao portão
Mas que interessante você, acho que você é mais que o suficiente para eu terminar minha coleção— o senhor abriu um grande sorriso sarcástico exatamente igual ao do caixa
Ao ver aquele sorriso fiquei em alerta pensava que seria assaltado então tentei abrir o portão o mais rápido possível, mas o pânico e o medo ficaram tão grandes que minhas mãos começaram a tremer, já não conseguia encaixar a chave que me fez derrubar elas novamente, mas já era tarde de mais, o senhor colocou suas mãos no colar que estava em seu pescoço e começou a falar palavras sinistras o seus olhos começaram a ficar vermelhos e a brilhavam feito lâmpadas, o colar que emitia um som tão forte agudo que todos os cachorros da vizinhança começaram a latir, as nuvens da noite calma começaram a fechar e o vento calmo que estava ali há poucos instantes se tornou uma ventania que quase me levou para longe e o frio congelante que fazia até meus ossos tremerem, quando consegui resistir ao medo que estava me consumindo tentei fugir para longe quando se materializou um circulo vermelho e azul do chão brilhando, e quando tentava sair dele parecia que uma barreira me impedia então correntes vieram do chão prendendo minhas mão e pernas e quando o senhor terminou de falar as palavras sinistras uma luz que vinha do circulo foi crescendo me deixando cego e surdo por alguns instantes.
Ai.. meu.. Deus..! oque foi isso? — piscava sem parar na esperança de recuperar a visão enquanto tentava levantar com o apito em meu ouvido continuando, mas acabei sendo derrubado por uma pessoa que estava correndo ali.
Minha visão se recuperava pouco a pouco até perceber estar em um beco escuro, chego a ver um pouco do rosto do homem que o derrubou e quando minha visão se recupera e o apito que estava em minha orelha vai desaparecendo pouco a pouco olho para meus pulsos e vejo que ainda estão presos por uma corrente que esta quebrada as correntes pesam como cinco pneus em meus pulsos e pernas provavelmente por eu estar totalmente esgotado.
É impossível eu consegui arrebentar essas coisas preciso de ajuda— me levantado bambeando para os lados minha visão já tinha se recuperado totalmente meus ouvidos ainda conseguia ouvir um fino apito observo em volta onde estou até me deparo com uma cena horripilante
Uma garota de cabelos loiros, de pele branca como a neve bem vestida e com olhos azuis que brilhavam iluminando o céu e o beco escuro em que estava, com os pulsos amarrados e a boca presa estava jorrando sangue de seu peito uma faca cravada bem no meio, seus olhos azuis pareciam gritar por socorro enquanto se debatia no chão.
Quase paralisado e vendo que a garota esta realmente muito ferida arranjo forçar para me movimentar em direção da garota
¬oque eu faço? Ai meu deus alguém me ajude! — Eu gritava, mas ao não ser atendido procuro alguma coisa para desamarrar a garota¬, avisto uma faca ensanguentada, eu não tinha raciocinado ainda estava em pânico qualquer idiota saberia que não se deve pegar em uma faca ensanguentada, sem pensar corto as cordas que estavam em seus pulsos e em sua boca.
Me..ajude..por..favor.. — a garota chorava engasgando com o próprio sangue
Se acalme eu vou procurar ajuda! — Ao tentar me levantar sou interrompido por um guarda
Fique parado ai! — o guarda aponta sua lança para mim— aqui o achei venham de pressa!
Ela precisa de médicos agora! Preciso de ajud-- — levo uma pancada que me faz desmaiar, não sei se deveria ter fugido do local, pois se tivesse correndo talvez tivesse alguma chance penso em mil coisas antes de cair no chão quando simplesmente apago com o rosto do rapaz que me derrubou, cabelos roxos olhos vermelhos e uma enorme cicatriz em seu olho esquerdo, também percebo que lhe falta o dedo mindinho.
Acordo lentamente e me vejo amarrado os pulsos, bocas e pernas, eu recupero minha audição e quase a perco novamente com os xingamentos insultos e gritos e olhando em volta observo que estou em um salão e que tem varias pessoas a minha volta, pessoas bem vestidas que claramente tem muito dinheiro, estou um pouco tonto pela pancada do guarda e a exaustão de não te dormido ou comido algo há tempos levanto a cabeça para o alto e vejo lustres painéis de cristais caros como uma pilha de ouro, tenho certeza que somente um deles valeria uma fortuna inimaginável.
Este homem este sendo acusado de assassinato, sequestro e roubo! — Vejo um homem o único sentado a um trono que esta se referindo claramente a mim — ainda por cima a mulher que ele assassinou foi Akiko a filha e nosso querido general!
Debato-me tentando me soltar para ver se consigo explicar a situação par eles, mas tenho certeza que não adiantaria, pois o publico me vaiava como nunca eu avia visto, sou parado por dois guardas que colocam suas espadas na garganta na mesma hora paro porque sei que com um simples movimento eles me matam na hora.
Meu povo oque vocês acham que esse homem merece? Ele deixou um buraco permanente na nobre família do general! Ele matou uma da pessoa mais queridas de todo esse reino! — o provável rei diz essas palavras olhando para um espelho que esta ao seu lado e aponta para um homem com sua mulher chorando em seu peito, os olhos do homem pareciam querer me queimar vivo ele parecia estar se segurando para não me matar ali mesmo
Ele merece a morte! — palavras são ditas do espelho, aquilo parecia um enorme celular, mas não vejo nenhum cabo nem os componentes da maquina.
Pois eu não acho que este homem merece a morte meus queridos súditos! — Me sinto aliviado que não dura por muito tempo pois pela altura da conversa sei que receberei uma sentença rígida igual diamante.
Ele merece algo pior que a morte! — os gritos da multidão chegam a ensurdecer meus ouvidos
Esse homem merece ser escravizado e recebera a todas as manhãs chicoteadas em suas costas até o fim de seus dias neste reino ele nunca recebera a liberdade de sair de sua cela e não terá direito a rodizio no trabalho e comera de três em três dias! — o rei da à sentença para mim e sai da sala acompanhado de uma grande guarda.
Tento processar todos os acontecimentos e caio em lagrimas de desespero minha cabeça parece querer explodir de tanta pressão, tudo oque eu queria agora era poder deitar em minha cama me esconder de todos e dormir por uma semana, sou arrastado para fora do salão, não conseguia pensar em mais nada varias perguntas ressoavam em minha cabeça deixando atormentado.
Você chega a ser pior que merda! — Sou jogado em uma cela pelos guardas um deles cospe em mim caio no chão me recusando a levantar e dentro estavam mais cinco “pessoas” nem cheguei a notar a presença deles
Como eu fui chegar a esse ponto? Onde eu estou? Porque eu estou aqui? Eu deveria ter fugido e deixado àquela moça morrer? Não, ela parecia mais assustada que eu— derramo lagrimas enquanto tento jogar uma pedra na parede, mas fracasso por não conseguir levanta-la.
Mas olha que surpresa, eu não sabia que jogavam humanos imundos junto a nós, eles se dizem superiores, mas quando somos jogados ao lixo todos nós nos tornamos iguais— direciono meu olhar para trás.
Olhando em volta me assusto e me arrasto até o canto da cela, eu percebo ali que não estou mais em meu mundo e que provavelmente posso estar correndo um perigo extremamente alto.
Então você é o motivo da folga de hoje? Você esta bem acabado hein, e olha que você esta ouvindo isso de alguém aprisionado, sou kitsu estou aqui a três meses mas não pretendo ficar muito tempo— um humano com rabo e orelhas de raposa me cumprimenta— se você parar de tremer igual um rato eu te apresento o pessoal aqui
Recuo um pouco, mas acabo me soltando por causa do rabo balançando atrás dele— M-Me cham-mo Kazuhiro— Kitsu abaixa uma das orelhas e fica com uma cara de duvida como se fosse uma palavra que nunca tinha ouvido.
Kazuhiro? Nunca ouvi falar de um nome assim provavelmente estrangeiro certo!— aceno com a cabeça e Kitsu se vira— bom vou te apresentar a esse pessoal aqui, o grandão ali é o Hiroíto ele é um ogro do fogo que odeia humanos por isso aquela cara carrancuda, eu soube que ele destruiu uma parte de mercado central então o rei mandou ele pra cá, aquele ali que esta recitando palavras sinistras é o Akuma ele se diz ser um mago das sombras, mas talvez nunca saibamos afinal sua magia foi tirada dele.
Magia? Eu estou certo que estou longe de casa, mas magia? Eu só posso estar louco ou sonhando, mas se eu raciocinar até que faz um pouco de sentido, mas mesmo assim é uma coisa que se vê em filmes ou jogos nunca que imaginaria isto — penso.
Aquela que esta dormindo e roncando como um cavalo doente é a Chieko você nunca meche com ela nem fale com ela na verdade só a responda quando ela te perguntar alguma coisa, ela não mencionou muita coisa, mas ela foi acusada de queimar um bosque de fadas que ajudavam na proteção da capital e creia você ou não, mas ela se diz ser uma ex-fada— Kitsu engole seco ao Chieko abrir um dos olhos.
Porque raios uma ex-fada queima um bosque de fadas? — pergunto
Não me pergunte coisas que eu não sei— Kitsu aponta para o outro lado da cela— aquele ali é o mais quieto ele disse poucas palavras desde que chegou aqui, mas aparenta ser gente boa eu suponho que ele seja um elfo do vento por causa de seus cabelos brancos e olhos cinzas, mas não é cem por cento de certeza, eu também não sei oque ele fez para estar aqui e nem sei seu nome, e por fim eu que sou um semi-humano raposa eu acabei roubando 100 moedas de ouro de uma nobre, mas oque eu não sabia era que era a irmã do rei, e aqui estou eu.
Porque tem poucos presos nesta cela? Quando eu vinha pra cá eu vi presos aos montes nas outras celas¬— pergunto me lembrando da caminhada que eu fiz até aqui
Nas outras celas estão presos que cometeram crimes pequenos crimes que duram de seis meses a cinco anos— Kitsu responde
Então eu estou entre os mais perigosos do reino? — falo com as mãos na cabeça
Provavelmente... alias sei que não devo perguntar mas oque foi de tão grave que você fez para estar aqui? Normalmente os guardas são imparciais, mas esses realmente te odeiam— Kitsu aponta para guardas que estavam conversando.
Bom a historia não é muito longa mais é bem traumática— Kitsu encosta e se abaixa em uma das paredes.
Bom se não quiser falar sobre isso eu entendo, mas acho que todos aqui já passamos por situações traumáticas não acha? — Kitsu se aproxima ao meu lado.
conto em detalhes minha historia para Kitsu e digo sobre minha pena e também conto algumas coisas sobre meu mundo e kitsu retribui falando sobre como funciona o básico nesse novo mundo fico fascinado com o tamanho e variedades de culturas que existem aqui tem todo o tipo de coisa que eu poderia sonhar, tenho absoluta certeza que adoraria vir aqui se fosse em outra ocasião, ele me fala como o rei dessas terras é maldoso e vingativo.
Bom a historia desse mundo é igual a qualquer RPG de fantasia, quase nem acredito que estou vivendo isso— penso.
Bom então você estava no lugar errado e na hora errada — comenta Chieko levantando a cabeça e invadindo a conversa
Sim, eu acho que aquele que me mandou para cá planejou isso para eu não arranjar problemas para ele— suspiro — ainda por cima foi a filha de um general do rei, ou seja, mesmo que eu fala-se a verdade provavelmente eu seria preso do mesmo jeito.
Você foi pego com a arma do crime e estava com correntes em seus pulsos, não precisa ser um gênio para encaixar que você era o culpado, provavelmente acham que você é um louco que fugi-o de uma prisão no exterior e planejou uma vingança contra o general— Comenta Akuma.
Sim eu sei, provavelmente serei morto aqui por algum guarda sendo chicoteado até a morte— abaixo a cabeça— bom enquanto eu estou vivo é bom saber onde estou não é mesmo? — me forço a sorrir
Kitsu me ajuda falando oque ele sabe sobre o país em que estamos, e comenta sobre a cultura dos semi-humanos e fala também de sua família e vilarejo, comenta como o rei odeia todos que não tenham sangue humano puro, ele só se esforça para manter as alianças porque não quer nenhuma guerra no momento.
E para finalizar o temos as dominações que ficam em volta da capital, temos a dominação Élfica a Dominação dos semi-humanos a Dominação das fadas e a Dominação dos anões— Kitsu tenta me explicar fazendo um desenho na terra— então querendo voltar pra sua historia, o senhor que te mandou para cá oque ele disse mesmo?
Ele falou alguma coisa de eu ser mais que o suficiente para a coleção dele, na verdade estou até agora tentando entender— respondo.
Então.. ele pode ser um usuário de magia negra, usuários de magia negra normalmente fazem coleções de almas para feitiços extremamente poderosos, não é mesmo Akuma?— Kitsu direciona o olhar para Akuma
Sim almas em uma grande quantidade podem ser extremante poderosas e capazes de destruir uma cidade inteira— fico assustado com seu tom serio
Porque ele precisaria vir para o meu mundo pra pegar almas? — pergunto
Bom além de poder fazer feitiços poderosos almas servem para tele transporte ultrarrápido e também para pulos pra outras dimensões, ele provavelmente estava repondo o estoque para voltar pra cá além de que dependendo da dimensão as almas são mais poderosas que as daqui— Akuma responde.
Então além de eu ter que fugir daqui vou ter que dar um jeito de ir para outra dimensão? — coloco as mãos na cabeça e encosto a na parede
Não vai rolar cara— me assusto e olho para Akuma—, pessoas que vem de outra dimensão não podem voltar, quando sua alma em outra dimensão é “pega” você morre na outra dimensão então seu corpo não pode mais criar almas naquele mundo então você vai pra outra dimensão e nunca mais pode voltar para sua dimensão original, pelo menos é oque eu sei
Eles discutiram por horas e depois de muito tempo o brilho que vinha da pequena fenda cheia de grades já ia sumindo pouco a pouco
Penso e penso e só consigo imaginar o rosto de meus pais ao souberem que estou morto, minha mãe não leva perdas muito bem quando minha avo morreu ela ficou muito tempo no quarto às vezes nem queria comer a única coisa que a salvou foi meu pai que sempre a consolava e nunca a deixava sozinha não importa a situação, eles se conheceram no colégio meus avos maternos não aprovavam o começo do relacionamento por causa da instabilidade dos dois, mas com o tempo eles se aproximaram tanto que meu pai também ficou bem mexido com a perda de minha avo.
Kitsu por acaso vocês são forçados a trabalhar aqui? — já estava deitado com a cabeça apoiada em minha blusa.
Sim, nos fazemos rodízios a cada semana em três lugares, na pedreira, fazenda e na floresta na pedreira é oque o nome diz você vai lá e quebras as pedras e depois carregamos até a capital, nas fazendas que é melhor sem duvida que a pedreira, na época, nos plantamos e em seguida colhemos e carregamos até a capital e a floresta onde normalmente fica com o maior foco no inverno, cortamos lenha e levamos para capital para os nobres não morrerem de frio e para vendas no exterior— Kitsu boceja— e mesmo assim muitos e muitos escravos morrem de frio
Você disse que trabalham a semana inteira então porque vocês não trabalharam hoje?¬— viro-me para Kitsu
São raros esses dias, quando isso acontece é quando o rei vai fazer um grande julgamento ou uma festa por causa de alguma celebração ou algo do tipo, ai não podemos trabalhar porque a guarda do rei e dos nobres aumenta e ficam com poucos guardas trabalhando nas obras— Kitsu se vira querendo terminar a conversa
Entend--— Sou interrompido por Chieko
Calem a boca! Agente vai ter que acordar cedo amanhã!— Chieko se vira resmungando
Eu e Kitsu— M-Me desculpe!
Cochicho— Só mais uma pergunta, por favor?
Ok fale logo, senão a Chieko vai pular em nossos pescoços — Kitsu se vira pela ultima vez.
Quando você se apresentou me disse que não ficaria aqui por muito tempo oque queria dizer? Afinal você não tem alguns anos ainda? — eu o encaro fixamente
Kitsu sussurra— Bom.. não sei se deveria falar para você mas daqui três messes terá o grande banquete de outono, nessa época é quando vem mais mercadores de todas as dominações e nobres de todas as regiões então é a semana que a guarda do castelo esta altíssima mas a guarda dos escravos esta muito baixa, então eu recebi de um dos meus informantes que eles farão uma grande distração o suficiente para eu escapar, agora vá dormir que nos começamos na pedreira amanhã— Kitsu se vira sem a intenção de falar mais, fico pensando em perguntar se poderia me juntar mas só causaria mas problemas para kitsu e a guarda do local não tira os olhos de mim por um segundo então não vejo como sairei sem ser notado.
Passam-se três semanas desde que eu cheguei aqui, em todos os dias desse período os guardas me levavam todas as manhãs e eu apanhava e levava chicoteadas e em seguida era sempre designado nas pedreiras sem direto a rodizio, o próprio general fez questão que eu não fosse para as outras instalações, com o tempo parei de falar com os outros parceiros de cela e sempre ficava em meu canto às vezes chorando ou só quieto sem fazer nada, pensava sem parar que daria tudo pelo abraço de meus pais ou só pelo simples fato de poder dormir em uma cama quente e fofa.
Vocês não acham que é um exagero ele apanhar todas as manhãs? A sua pele parece estar em carne viva eu cheguei a ver guardas apostando quanto tempo ele duraria aqui — Kitsu sussurra para os outros na cela
Eu odeio todos os humanos eles são vils, podem sorrir enquanto matam uma pessoa, mas o jeito que tratam alguém da mesma raça..— Hiroíto observa eu de cabeça baixa— além deque tem gente pior que ele aqui, e não recebem o mesmo tratamento
Sim, mas não foram todos que foram acusados de matar a filha do general— Akuma comenta.
Se ele ficar aqui por muito tempo é certeza que ele morrera.. então.. eu estava pensando em tentar tirar ele daqui — Kitsu fala
Kitsu sem perceber acaba sendo espiado por um dos guardas que é responsável pela guarda dos escravos.
Acho que o general vai adorar saber dessas informações o ratinho— o guarda sorri para Kitsu e sai em seguida
Droga agora não tem mais jeito! — Kitsu esmurra a parede— Eu não sei mais oque pode acontecer com ele!
Passam-se algumas horas, então alguns guardas abrem a cela e me pegam, eu sou levado para uma cela vazia muito menor que a antiga e muito, mas suja que qualquer outra, mas não ligo e me deito e fico no canto da cela sem nenhuma expressão.
Depois de uma semana na cela suja e agora apanhando duas vezes por dia ja estava quase desistindo eu já estava cogitando pensamentos horríveis em minha cabeça, até que alguns guardas chegam com uma escrava.
A escrava é jogada na cela e automaticamente vai para um canto escuro da cela sem dizer uma palavra, eu sou um homem então não consigo nem imaginar oque podem fazer com escravas aqui, a guarda tem quase liberdade total para punir de qualquer maneira que eles achem necessária aqui.
Passam-se alguns dias e nós dois continuamos sem dizer nenhuma palavra até certo dia que a garota percebe que eu não como há dias
Um guarda se aproxima com a comida do dia e como sempre só entrega a porção da garota— Ele não recebe uma porção? — a garota pergunta
Esse ai come só de três em três dias— o guarda responde
Mas se ele não se alimentar ele não vai conseguir trabalhar! — a garota responde
Isso não me interessa se ele não trabalhar ele morre! — o guarda sai
A garota fica preocupada e decide se aproximar de mim e estende seu prato— é m-melhor você comer um pouco s-senão vai acabar morrendo
Olho com um olhar vazio— se eles virem você me dando comida eles cortaram a sua por uma semana, eles não tem piedade com quem me ajuda— eu recuso o prato o afastando com a mão
Eu insisto! Se você não comer vai acabar morrendo e com essas feridas não vai conseguir carregar nem uma moeda de bronze! — a garota abre um sorriso colocando o prato perto de Kazuhiro
Bom.. já que não tem mais jeito mesmo— só amoleço por causa do sorriso dela, que se parece muito com o de minha vizinha que se tornou minha parceira de jogos quando eu me mudei para casa nova.
Mais três semanas se passaram já estava preso a dois messes, minha personalidade já estava totalmente quebrada minhas costas já estavam em carne viva, a única coisa que me motivava naquela altura era a Emi a única que insistia em conversar comigo todos os dias, eu descobri que Emi era metade elfo metade fada e por ser a mistura drástica de duas raças poderosas foi considerada perigosa pelo rei então decidiram que deveria ser mantida como escrava com uma cólera anti-magia.
Eu descobri que para pegarem ela tiveram que queimar sua vila inteira, seus pais e amigos todos foram mortos e os que conseguiram fugir acabaram sendo caçados até a morte como animais.
Faltando apenas uma semana para fuga de Kitsu e para festa de outono Emi adoece seus poderes de cura de elfa não fazem nenhum efeito e ela fica cada vez pior, chego a conclusão que não posso ficar mais preso, eu sentia que se não fugisse com Emi nessa semana ela não aguentaria mais.
Então ajustei e finalizei meu plano que já estava planejando desde que cheguei, mas não tinha certeza se deveria realiza-lo por causa da preocupação que eu tinha em arranjar, mas para meus colegas de cela que certamente não sairiam limpos dessa situação.
Então chega a festa de outono os guardas já tinham começado a se retirar para o castelo, Emi já estava inconsciente faz mais de uma semana então decido executar o plano naquela noite, Kitsu tinha comentado que os magos afastavam as nuvens pesadas da capital para não dar problemas para realeza e nobres durante a festa então a masmorra dos escravos estava caído em tempestade.
Fica tarde a tempestade fica cada vez mais forte o barulho do lado fora é ensurdecedor lá em casa nunca avia tempestades assim então cheguei a ficar com um pouco de medo mas engulo seco e começo a executar o plano.
Guarda! Guarda! Me ajude aqui! — gritava nas grades chamando por ajuda de algum guarda
Oque esta acontecendo aqui!? — somente um guarda chega
Esta mulher que foi colocada comigo esta morta! Preciso que alguém tire-a daqui senão começara a feder! — tento manter a atuação o mais forte possível
Esta bem! Se eu não tirar ela daqui provavelmente seriei rebaixado se os escravos adoecerem — o guarda abre a cela e se aproxima da mulher se abaixando para pega-la
Em um movimento rápido Kazuhiro pega a faca que fica na cintura dos guardas e tenta o acertar no pescoço, o guarda desvia da faca e saca a espada.
Sabia que tinha algo errado, você não falava há dias e certeza que não ficaria preocupado um corpo morto, que alias é de uma fada que demora para se decompor!— o guarda tenta atacar Kazuhiro, mas um trovão cai muito perto da grade que faz o guarda tampar os olhos.
Eu rapidamente apunhalo o guarda no pescoço que não resiste por muito tempo—Espero que tenha gostado de ser apunhalado pelas costas
Pego a armadura e a visto, pego Emi no colo para leva-la embora até que um grande barulho me assusta, a principio achei que era um trovão, mas guardas começam a gritar e pedirem reforços, eu presumo que era a distração de Kitsu então saio da cela de armadura e com as chaves das celas corro em direção a saída, ao passar pela sua cela antiga e não vejo mais Kitsu nela, mas os outros estão lá ainda, então jogo as chaves e corro rapidamente para saída o mais rápido possível mas ao chegar perto da saída um capitão da guarda me para...
Para onde esta levando este corpo soldado!? — capitão da guarda suspeitando
Estou levando para o morro onde jogamos os mortos senhor! — tento disfarçar minha aparência desgastada de um escravo que não come há dias, mas o capitão sabe que tem algo errado.
Bom então não tem problema se outro a levar certo? Você parece estar desgastado meu jovem é melhor descansar um pouco— engulo seco, mas entrego o corpo de minha amiga para o outro guarda.
O-Obrigado por se preocupar senhor— para disfarçar continuo andando
Fico desesperado, mas tive que manter a postura e saio da masmorra onde os escravos ficavam e penso que tudo oque fiz foi em vão talvez não consiga salva-la a tempo eles a levaram na direção oposta para onde eu ia.
Escondido segui os guardas que estavam levando minha amiga até o morro onde jogavam os mortos e fico observando atrás de uma carroça com feno
Me impressiona como fadas demoram para se decompor né?— Perguntou um guarda
Sim, dizem que demoram mais de 500 anos... anda logo com isso temos que ajudar no portão— o outro responde
O guarda com o corpo joga Emi no morro, e observa escorregar até lá em baixo e então sai com o outro rapidamente para o portão principal para deter a ameaça principal.
Com os guardas fora do alcance de minha visão eu corro para o morro para tentar avistar Emi e resgata-la o mais rápido possível, consigo ver somente um pouco de seus cabelos brancos enroscados em uma arvora morta, tento ver algum jeito de chegar lá, mas o único lugar que daria tempo estava muito longe e com a chuva e ventos fortes sentia que não teria tempo suficiente.
Droga! Emi aguenta mais um pouco eu vou dar um jeito de chegar ai!— eu gritava a beira do morro
Você se esqueceu de que esta fugindo daqui? — Voz familiar
Me viro assustado com a voz, me vejo encurralado por cinco guardas e o capitão que tinha o parado há instantes, agora com os raios iluminado sua armadura espetacular parecia que ele tinha saído protagonista de um jogo ou historia de isekai.
Você é inteligente.. a quanto tempo planeja isso hein? Aposto que esta pensando nisso desde que chegou aqui né, Apesar de que tem uma serie de erros né? — Capitão com as mãos em sua espada.
Eu to perdido! Preciso pensar rápido não posso ficar enrolando a Emi esta em grande risco agora! — penso
Bom o general disse claramente que não se importa se você morrer hoje ou amanhã— O capitão retira sua espada que na mesma hora fica em chamas vermelhas e que pareciam queimar meus olhos— na minha opinião eu prefiro.. que você morra hoje!
O capitão estava indo em direção a Kazuhiro, que estava pronto para contra atacar com a faca que roubou do guarda, ele tinha certeza que não tinha chances contra o capitão, mas tinha eu confiar na sua força, até que os dois são interrompidos.
Caramba! Você só arranja encrenca né? — um rapaz em cima de um celeiro
Eu direciono o meu olhar para cima e vejo Kitsu empunhado um cajado feito de madeira com uma bola de cristal lisa da cor verde escuro na ponta, kitsu joga uma grande bola de fogo em direção aos guardas que recuam automaticamente para longe.
Ah seu rato maldito! Quando pegarmos você vai pagar muito caro! — O capitão grita
Cala boca o da espadinha de fogo! Você só é uma das marionetes do general— Kitsu sorri caçoando e vai para minha frende
Valeu Kitsu eu estava em apuros aqui— Me sinto aliviado
Guardas peguem esses escravos! Vivos ou mortos! — o capitão da às ordens e os guardas vão em direção a mim e a kitsu
Um raio acerta o espaço entre eles imobilizando somente os guardas, Kitsu se assusta e tenta se afastar, mas acaba me empurrando para baixo do morro Kitsu tenta me ajudar, mas sem sucesso, o capitão vê que eu estava caindo e joga sua faca e acerta meu ombro esquerdo.
Kitsu! — caio
Enquanto caia penso que tem que diminuir minha velocidade para baixo então finco minha faca na parede e desço.
Ai ai! Que bom que eu peguei essa faca senão estaria em apuros—olho para cima e vejo bolas de fogo e alguns gritos de Kitsu.
Olhando em volta vejo que Emi esta ali perto, ando sobre corpos enterrados pela chuva e terra o fedo ali era inimaginável, me aproximava de Emi e cheguei seu pulso para ajuda-la.
Essa não, o pulso esta fraco preciso seca-la e aquece-la rápido—procuro algum pano toalha ou camiseta velha só para aquece-la
Eu observo um esqueleto pendurado em um tronco e vejo que esta usando uma capa preta, eu a pego a capa e coloca-a na Emi e então a carrego correndo o mais rápido possível, eu adentro em uma floresta e corro por horas sinto que pego distancia dos guardas até que meu machucado começa a doer, eu penso que tenho que me esconder em um lugar seco e quente para que Emi e eu não morram congelados, então procuro por mais algum tempo e encontro uma caverna que não tinha sinais de predadores então adentro na caverna, era pequena mas com espaço suficiente para nos dois, eu coloco a Emi no chão e saio para procurar lenha, depois de voltar e fazer a fogueira com dificuldade tenho que cuidar de meu ferimento então me encosto na parede e tento lava-lo com um pano molhado, penso na sorte que eu tinha por procurar assuntos diferentes e entre eles algumas táticas de sobrevivência para iniciantes como por exemplo uma fogueira.
Cara quando foi mesmo que eu cheguei nesse ponto?...Acho que eu estava jogando com uns amigos antes de sair né?... Bom não adianta eu pensar nisso mesmo, acho melhor eu descansar vou caminhar muito amanhã— Eu me viro e fico observando Emi até pegar no sono.
Não consigo dormir direito tive pesadelos seguidos à noite toda, muita dor e a constante preocupação com a Emi que só piorava durante a noite, eu decido sair um pouco já que estava amanhecendo para procurar frutas sementes ou qualquer coisa comestível.
Nossa que noite terrível com certeza não foi minha pior noite, mas mesmo assim foi terrível, apesar de que é muito bom acordar sem levar chicoteadas ao amanhecer— me alongo, apago a brasa e vou olhar os arredores da caverna.
Aquele lugar parecia ser uma rota comercial apesar de ser no meio da floresta, eu não queria ficar muito tempo com receio que os guardas estavam chegando.
Rasgando um pedaço de minha camisa para levar algumas frutas eu encontro um pequeno riacho que era coberto pelas arvores e arbustos frutíferos aos montes, sem pensar duas vezes e com a barriga vazia há dias eu peguei tudo que encontra pela frente, enchi todo o pano que rasguei, bebo um pouco de agua e uso uma folha grande para dar agua a Emi e vou em direção à caverna para tentar identificar e comer as frutas e nozes.
Quando estava a cerca de seis metros da caverna escuto um choro, não humano, mas sim animal, o choro vinha de uma arvore oca que estava queimada, deixo as frutas e agua e me aproximo e ao olhar dentro, vejo um filhote de lobo que me assusta e me faz cair para trás.
Caraca que susto! É um filhote de lobo? Provavelmente a mãe esta por perto melhor sair daqui— digo sussurrando
Ignoro o filhote e volto para caverna onde como as nozes e frutas que peguei, bebo um pouco d’água e tento dar um pouco pra Emi, descanso um pouco e me preparo para sair, pego Emi coloca-a nas costas e saio em direção contraria que vim, passo pelo filhote que continua a chorar.
Será que a mãe saiu para caçar? Ela deixaria sua cria sem proteção por tanto tempo? Bom não importa isso não é problema meu — continuo a andar
Ando por alguns minutos começo a pensar em um bocado de coisas, será que Kitsu conseguiu fugir? O pessoal da cela escapou? Para onde eu devo ir na minha situação? E quem em plena consciência ajudaria um prisioneiro acusado de ter matado à filha de um general? Não sei as leis desse mundo oque kitsu me disse foi o básico do básico e creio que a experiência que tive em jogos e longas leituras não irão se aplicar a um mundo que esta a quase 500 atrasados do meu tempo, ou será que isso terá utilidade? Meu raciocínio é cortado quando escuto urubus grunhido em cima de um cadáver, eu me escondo rapidamente atrás de uma arvore e deixo Emi e vou verificar do que se trata, assustando os urubus que voam para longe vejo que não é um humano era um lobo, eu identifico que é uma fêmea e pela barriga provavelmente teve cria recentemente.
Então essa é a mãe né, sinto dó do filhote provavelmente não durará muito, morrera de fome ou algum predador faminto— fico com duvida— ,droga não acredito que vou fazer isso.
Corro de volta para onde o filhote estava e chegando lá ele estava dormindo, o acordo que o faz começar a gritar e tentar me morder, mas o agarro e o tiro para fora, o filhote se acalma pouco a pouco, então o alimenta e dou um pouco d’água, ele estava com a pata machucada então faço um curativo e o coloco no chão.
Escuta, eu não posso carregar mais peso agora, então você tem duas opções ou você fica aqui e morre sozinho ou me acompanha e tem uma mínima chance de sobreviver— termino de falar e me viro de volta para onde deixo Emi
Eu volto pego Emi e continua o trajeto, o lobo filhote me segue com dificuldade, mas vai sem reclamar, depois de horas sem parar sigo uma trilha dentro de uma planície, sem proteção das arvores e o sol escaldante começa a ficar com dificuldade em andar e ficando cada vez mais desidratado acabo desmaiando na estrada ouvindo o som de um cavalo chegando cada vez mais perto, tento resistir ao máximo, mas não duro nem um segundo.
Meio tonto acordo devagar estou deitado em uma cama me levanto rapidamente assustado para ver onde estou, observo e vejo que estou em uma cabana meu ferimento estava enfaixado e minha dor tinha praticamente desaparecido.
Então você acordou querido! Venha estou quase terminado o almoço— Uma senhora simpática o cumprimenta e sai para o corredor
Fico com receio e vou pegar minha faca, mas ela não esta por perto olho em volta para ver se tinha algo, mas a senhora grita que me a faz seguir a senhora simpática.
Enquanto a sigo passo por um corredor bem interessante, o morador parece ser algum aventureiro que coleciona alguns de seus feitos, vejo chifres espadas armaduras e joias sinto que estou em um museu, desço a escada e vou para cozinha da senhora.
Eu não quero parecer ingrato nem nada, mas estou muito preocupado com a mulher que estava comigo e preciso saber agora onde ela esta, ela esta muito doente e quero estar ao seu lado o tempo todo — começo a ficar um pouco agitado
Ah claro a moça que estava em estado deplorável! Siga-me a deixamos em outro quarto— a senhora sai da cozinha e eu a sigo— Você deveria cuidar mais de sua esposa se alguém a visse desse jeito você seria linchado na rua.
E-Esposa!? Você entendeu e-errado ela só é uma a-amiga! — Kazuhiro vira o olhar para outro lado.
Hahaha! me desculpe então, não se vê homens viajando com mulheres que não sejam suas esposas, servas os escravas, ela esta aqui— a senhora abre uma porta
Eu adentro no quarto e vejo a Emi, esta deitada em uma cama com uma aparência muito melhor, seus cabelos brancos que antes pareciam marrons de tanta sujeira agora estavam tão limpos que pareciam neve, sua pele branca que estava suja estava perfeitamente limpa e a febre que chegava a me queimar tinha diminuído drasticamente.
Vou deixar vocês a sós, preciso terminar o cozido então fique aqui— a senhora vai se retirando.
Muito obrigado— me levanto e olho pela janela— Sabe, eu provavelmente morreria naquele lugar, eu estava praticamente sem esperanças, eu estava quase... bom acho que deveria esquecer essa parte né? Oque estou fazendo é nada mais que um agradecimento, afinal quem me salvou de verdade foi você!
Fico conversando com Emi que ficou o tempo todo dormido por algumas horas, falando bobagens do meu mundo e outras coisas como comidas e jogos que joguei, falei de meus pais e quase minha vida inteira resumida em alguma horas, me levanto quando sou chamado pela senhora para cozinha.
Meu querido aposto que esta morrendo de fome não é? Coma a vontade meu marido chegara daqui a pouco, provavelmente ele vai gostar de conversar com você, pois foi ele que resgatou vocês três— a senhora enche uma vasilha generosa de cozido.
Três? Ah é mesmo eu estava junto com um lobo— me lembro
Ele esta no deposito atrás da casa caso queira ver como ele esta— a senhora aponta para o deposito pela janela da cozinha
Irei verificar como ele esta mais tarde— começo comer— oh meu Deus! Faz tanto tempo que não como algo assim!
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Atualizado em: Ter 5 Jan 2021

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