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Preto & Roxo - minha vida de cabeça para baixo

Se eu acredito em destino e pessoas destinadas?….
13 de setembro, foi quando tudo começou, o dia que vai ficar marcado na minha memória, foi o dia que ela apareceu…. Na frente do meu carro!!!
Eu estava dirigindo, não muito focada na pista porém devagar, quando de repente surgiu alguém na frente do carro, eu freiei rapidamente não acertando a pessoa, essa que caiu no chão por conta do susto.
 – ai merda — digo enquanto saio do carro apressada. – Está bem? — pergunto assim que me aproximo da garota que estava no chão resmungando. – você se machucou? – a garota apenas olha para mim com um semblante de raiva e diz: – Eu pareço bem? você por acaso tirou a carteira ontem ou é cega? eu poderia ter sido atropelada de verdade, como pode dirigir perto do campus onde tem tantos alunos passando sempre desse modo descuidado?— ela estava dando um verdadeiro chilique, e eu apenas resolvi não me estressar.
 – Olha aqui, você está reclamando mas eu nem encostei em ti não é mesmo? — Eu apenas disse sem muito ligar. – Como não? olha meu pulso arranhado — ela me mostra seu pulso ainda sentada naquele asfalto sujo.
 – Irei denunciar você — se levantou limpando suas roupas, que por sinal eram bem infantis e meio chamativas por parecerem roupas de criança, não é comum ver mulheres adultas usando saia colegial lilás, blusa social branca com suéter roxo por cima, botas com meias coloridas e presilhas no cabelo, essa garota saiu de um filme adolescente?
– Vai me denunciar por esse incidente bobo? você por acaso quebrou alguma coisa? – digo agora sem muita paciência. – Eu…. – antes que ela pudesse responder foi interrompida por uma mulher que estava comigo no carro, ela era apenas mais uma de muitas que eu ficava, digamos que relacionamento sério não é pra mim então eu apenas durmo com algumas mulheres para me satisfazer quando necessário, às vezes posso até ser legal e levá– las para passear e gastar algum dinheiro. – Ei garota! sai logo dai, para de ser esquisita e querer chamar atenção, suas roupas já são chamativas o suficiente, quem te vestiu,sua mãe? – riu da garota.
– Ou! você cale a boca antes que eu vá aí fazer você calar — eu disse em um tom áspero e ela apenas engoliu seco e entrou no carro de novo sem mais pestanejar e eu voltei o olhar para a garota a minha frente. 
– Você também já tomou muito do meu tempo, apenas siga seu caminho eu tenho coisas para fazer e não vou me atrasar por causa de ….. – Há olho de cima a baixo e logo reviro os olhos – Que seja, só levanta e sai da frente antes que eu te atropele de verdade.
  Apenas ignoro o que a garota iria falar e volto para meu carro dando partida, mas aquela garota infantil decidiu ficar parada de braços cruzados e com um grande bico nos lábios me impedindo de continuar, eu por outro lado apenas bufo e começo a buzinar para que ela saísse, essa que por sua vez permaneceu persistente por um tempo mas logo saiu batendo o pé forte para seu caminho inicial.
  — Até que enfim – piso no acelerador seguindo meu caminho. — Qual o problema dela? – a morena que estava do meu lado perguntou.
 Eu nada falei pois estava tão confusa com o que acabou de acontecer que não conseguia pensar em mais nada, apenas continuei dirigindo para dentro daquele enorme campus que mais parecia um pequeno vilarejo, lá era bem fresco com grandes árvores que faziam sombras para os campistas que iam a pé, e ruas de paralelepípedo para os que iam de carro ou moto, e nesse mesmo momento eu comecei a dirigir com mais cuidado pois haviam muitos estudantes passando e eu não queria que acontecessem novamente o que acabou de acontecer minutos atrás.
  — Você fica neste prédio? – perguntei para a garota que estava comigo.  — Sim. – abriu um grande sorriso e rapidamente em um minuto de descuido meu, se atreveu a me puxar para um selinho e saiu do carro logo em seguida. — Qualquer coisa é só me ligar – fez sinal de telefone com os dedos e saiu em direção a uma garota que estava esperando ela sentada em um banco de cimento que havia ali.
  Eu novamente segui meu caminho em direção a área dos prédios do meu curso, eu já sou formada em gastronomia e agora estou cursando artes visuais, pela tarde dia sim e dia não trabalho em uma cafeteria que possui aqui dentro do campus ( que é de uma amiga que cursou gastronomia comigo). Com muita dificuldade encontro uma vaga para estacionar, tranco o carro e saio em direção para dentro do prédio em seguida, ali tinha uma enorme área confortável com escadas de subidas imensas para as salas e alguns veteranos ajudando aqueles que tinham dificuldade em se situar, e eu lógico era uma delas — ah, com licença, poderia me mostrar onde encontro essa sala? – mostro para ela o papel que tinha as informações e ela logo me mostra o local – Obrigada – agradeço e entro na sala, que era muito arejada, as paredes eram brancas sem mancha alguma, parecia que tinha sido acabado de ser pintada, armários e cavaletes de quadro todos organizados, em uma das paredes tinha uma porta e ao passar por ela uma outra sala um pouco menor, nela as janelas eram de fora à fora, nesta sala também tinham mesas grandes e alguns alunos à espera, eu logo me aconchego e aguardo junto com os outros.
Passando alguns minutos logo a professora entra na sala, se apresenta e começa a explicação de todo começo de ano.  – Que tal se quebrarmos um pouco o gelo? Vamos todos para a outra sala, vamos começar lá nossa interação — ela diz e aponta para a porta na qual eu tinha passado minutos atrás e os alunos logo se dispersam para o local.
 – Peço que todos comecem a andar aleatoriamente pela sala — ela diz novamente e todos fazem como dito. – Quando eu disser pare, todos vocês vão parar e fazer dupla com a pessoa a sua esquerda, porém, só irá olhar para a esquerda aqueles que a letra do primeiro nome seja ímpar e irá olhar para a direita aqueles que a primeira letra seja par,prontos? — e assim ela contou 1, 2 ,3. – parem! — todos paramos e olhamos para a pessoa à nossa esquerda e direita…..– Tá de brincadeira. — sorrio nervosa.  
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Atualizado em: Seg 5 Fev 2024

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