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TREM NOTURNO PARA NEBRASKA

Da janela do trem que acabava de sair do túnel não se via nada além das estrelas, que de tão longe, não nos vê.

         O homem tinha um violão, um lápis, um caderno e uma varanda do lado de dentro dos muros.

        Ele fazia anotações que escondia no armário.

        Ele cantava algumas canções no sótão da cabana que ficava no fundo do corredor, perto da ponte de onde vinham os sinais.

        À noite entre o jantar e o café ele conversava com seus amigos e falava sobre “Comentários a Respeito de John”, sobre a “Balada de Narayama” e sobre a chuva que o pegou próximo ao leito do rio.

        Depois do café ele e os outros tinham que voltar e dormir, sem saber onde iriam acordar.
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Atualizado em: Ter 20 Jun 2017

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