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Forjando um escudo parte 3

Ao retornar à cabana de Giovanni,Dante encontra o homem se preparando para o que parecia uma viagem.
— Vamos a algum lugar mestre?
— Sim ragazzo, escolha suas roupas mais quentes, estamos indo para as montanhas.
— Eu não tenho certeza que seja a melhor época para viajar, não seria mais prudente esperar a chegada da primavera?
Ignorando os comentários de Dante, Giovanni continua a organizar tudo o que precisa para a viagem uma hora depois ambos estão indo em direção às montanhas.O percuso ate  seu obijetivo leva duas semanas uma fina  camada de neve transformará toda a paisagem em volta um sinal de que o inverno havia chegado, guiados por um morador da região Dante e Giovanni alcançam um antigo abrigo de caçadores. 
O local fazia com que a cabana de Giovanni parecesse um palácio, os três homens descarregam as provisões,e tentam se acomodar o melhor possível,com tudo pronto os cansados viajantesadormecem.Ao acordar Dante sente um vento frio que o faz tremer,algo que ele nunca havia sentido, olhando em volta ele não encontra o guia ou seu mestre,apressado ele se veste e sai a procura dos companheiros encontrando Giovanni que vistoriava o abrigo.
— Mestre, fomos roubados?!
— Não seja tolo ragazzo, eu despachei o guia e os cavalos de volta a vila onde estarão seguros,até que terminemos nosso treinamento. Dante finalmente compreendeu os planos de Giovanni, seu mestre havia decidido se isolar para que ninguém pudesse atrapalhar.
— Bom e por onde vamos começar Mestre? Giovanni sorri ao ver o entusiasmo do aluno.
— Você pode começar cortando lenha, depois vá ao riacho e encha dois barris com água fresca, quando terminar limpe a casa, quero ela brilhando, eu vou fazer os reparos,e deixar tudo pronto para nao morrer de frio.
Um olhar de dúvida surge na face de Dante, e rapidamente é substituído por uma risada.
— O mestre quase conseguiu, mas eu não vou cair duas vezes no mesmo truque.
— Eu não estou brincando.
— Mas isso... isso é obrigação dos…
— Serviçais? Está vendo algum aqui? Você teve uma vida fácil por tempo demais, está mais do que na hora de aprender.
— O que vou aprender com isso?
— Primeiro manter a boca fechada. aqui não é um dos seus livros,o mundo real é perigoso, e muitas vezes cruel , você deve usar a cabeça antes de usar a espada, senão morrerá como diversos tolos que conheci.
—Sim... senhor. 
Segundo, a valorizar a vida, todos na face da terra lutam diariamente para manter-se vivos,e todas as vidas têm o mesmo valor, você nunca deve matar apenas por que tem o poder para isso.
— Sim eu entendo, mas eu discordo do mestre, a vida de um camponês não tem o mesmo valor que a de um rei.
— Não tem? Me diga você sabe como eu conheci seu pai? Dante acena com a cabeça de forma negativa.
— Seu povo liderado por Theon lutava para expulsar tribos que vieram do extremo norte,foi uma luta difícil, em certo momento seu pai se viu cercado,e a rota de fuga se fechava rapidamente, um cavaleiro junto com um grupo de fazendeiros mal treinados o viu, e num impulso voltou acompanhado daqueles miseráveis,eles lutaram e muitos morreram,   de  alguma forma venceram. Seguros no acampamento Theon foi ver os homens que lutaram tanto para salvá-lo, ele os agradeceu e distribuiu presentes, e para as famílias dos mortos foram covidados  para viver em seu território, onde receberiam para plantar.
— Imagino que você era um dos fazendeiros acertei mestre?
— Não. Eu era o cavaleiro. Sou de uma família nobre e aquela era minha primeira batalha,e queria provar a todos que era digno do nome da família. Theon Caminhou em minha direção, eu imaginava que ele se desdobraria em elogios, talvez até recomendar-me ao duque, mas esses sonhos foram desfeitos com a dor do tapa que recebi em minha face que levou-me ao chão, olhei para cima e vi os olhos de seu pai queimando como o próprio sol, ele gritou comigo "— Seu povo sua gente, como pode ser tão estupido?” Ele dizia que aqueles homens valiam mais que uma montanha de ouro e glória. Envergonhado fui mandado de volta para casa, e lá meu pai me deserdou, sem lar ou família com ódio no coração me juntei a um grupo de mercenários, e viajei buscando vencer a tudo e a todos tentando provar que eles estavam errados. Só muito tempo depois que descobri o que realmente importava, mas já era tarde e eu perdi tudo. Naquele momento, Giovanni parece envelhecer anos diante do olhar atônito de Dante.
— O que aconteceu ao mestre? Ao escutar a voz do Aprendiz o guerreiro parece voltar ao presente retomando o seu  papel.
— Chega de conversa, você tem muito o que fazer ragazzo, a lenha não se corta sozinha,e muito menos os barris vão se encher por mágica, não pense que vai escapar de ser punido com essa conversa mole, andiamo pigro piccolo! 
Um sorriso maldoso surge na face de Giovanni, o que faz com que Dante tremesse de medo, enquanto fazia uma oração de proteção. E aquilo foi apenas o começo da vida do jovem di Savoie nas montanhas.
Guido corria de um lado para outro,atendendo mesas e apesar do trabalho não poderia deixar de sentir-se feliz,no ano passado ele finalmente havia realizado o antigo sonho de casar-se, a sortuda chamava-se Sônia uma mulher de seios fartos,e ancas largas,que com certeza lhe daria muitos filhos,ela tinha uma risada que para todos parecia um porco morrendo, mas na opinião de Guido era como o canto de um rouxinol. Todo o lugar fervia, o inverno havia acabado e agora era hora de recomeçar, hoje todo o povo da região agradecia a Eostre por suas bênçãos, pois finalmente as trevas tinham terminado e mesmo com a morte de algumas famílias que viviam mais afastadas a esperança renascia.
— Sonia! Onde está o guisado de coelho?
— Cale a boca! Seu gordo ranzinza senão irei até aí, e partirei sua cabeça ao meio.
— Ela é perfeita. Ao som de gargalhadas as comemorações continuam, quando surge a porta, dois homens fazendo que todos olhassem surpresos.
— Mestre Giovanni, jovem mestre Dante, sejam bem vindos, todos pensavam que haviam sido devorados por  ursos ou outras feras selvagens.
— Ha,ha,ha! Não meu amigo eles  tentaram não é ragazzo? Mas não foi dessa vez. Dante olha para Giovanni como se uma dolorosa recordação voltasse para assombrá-lo, o que só faz as gargalhadas da taverna aumentarem ainda mais.
Após acomodar os recém-chegados Guido vai para a cozinha onde se escuta o som de discussão e som de algo se quebrando para a alegria dos clientes.
— Mestre vou andar um pouco para aproveitar os festejos.
— Está bem, nos encontraremos na praça em uma hora,e não se atrase, temos que continuar com seu treinamento. Ao escutar aquelas palavras Dante não consegue evitar de fazer uma careta, sem dar chance para Giovanni falar,o jovem dispara porta afora, garantindo o máximo de distância entre ele e seu mestre. Nas ruas da vila era possível sentir a vida pulsando,todo o lugar estava iluminado,para onde se olhasse, pessoas bebiam, dançavam e cantavam, crianças corriam brincando entre as barracas de jogos.Toda aquela euforia das pessoas,fez com que o cansaço dos longos meses de treinamento sumissem, dando lugar a felicidade de estar de volta ao lar, porém na mesma velocidade que esse sentimento chegou, também partiu, pelo canto do olho Dante enxerga um grupo de rapazes que guiava outros três para longe da vista de todos. Ao reconhecer o líder do grupo um gosto amargo surgiu em sua boca, e quando este sorriu de forma maliciosa todo o corpo de Dante foi tomado pela raiva.
—De Luca.
Luigi era filho único de Guilherme De Luca,um poderoso senhor que governava milhares de súditos,poderoso e temido por muitos,vasto era seu território;O “senhor da guerra” assim ele era conhecido,as conquistas do clã da lua crescente eram contadas por diversos povos ,o futuro de Luigi De Luca seria glorioso. Até que Theon di Savoie e seu clã chegaram, se Guilherme era um senhor da guerra,por outro lado Theon era o próprio “Deus da guerra”, com o balançar de sua espada dezenas de guerreiros tombaram diante dele, e como fogo na floresta o clã da lua cheia ameaçava destruir tudo o que Guilherme construiu, sem alternativa ele e todo seu povo tiveram que se render e jurar obediência à Theon o conquistador, assim os De Lucae todo seu clã se tornaram vassalos dos di Savoie. Isso era o que atormentava Luigi dia e noite,em seu coração, ele jamais poderia aceitar ser servo de ninguém e pretendia mudar esse futuro com as próprias mãos. Sua única certeza que para isso ele precisará de força, chegará o dia que Theon terá que entregar o título de lord supremo para seu filho Enrico ,a quem Luigi tinha certeza que poderia vencerem combate,tomando para si o título de Lorde supremo, e para garantir sua vitória ele reunirá todos sob seu comando para destruir qualquer tentativa dos di Savoie de vingança. 
“vingança?” Sem Theon e depois que destruir Enrico o único que sobrará é o insignificante do Dante, e esse manterei sob meus pés,para que pague por toda a humilhação que minha família sofreu.
— Cale a boca e continue andando verme insolente! A voz de seu subordinado trás Luigi de volta a realidade.
— Calma Frederico. Aqui já está bom, darei uma última chance a vocês três se jurarem lealdade a mim, eu prometo esquecer o passado.
— Não farei isso De Luca, eu sou membro do clã da lua cheia, minha lealdade pertence a casa di Savoie. Os outros dois nada disseram, no entanto em suas faces era possível ver a mesma determinação do rapaz que falou. Ao ouvir aquelas palavras a face de Luigi se contorce em puro ódio.
— Pois bem, se negam minha bondade então aceitem minha fúria ensine os o que é dor. O cerco se fecha em torno dos três jovens no momento que estão para serem atacados uma pedra voa atingindo um dos atacantes que vai ao chão se contorcendo de dor.
— Quem ousa?
De trás de uma árvore próxima Dante que observava tudo se revela calmamente.
— Ora, ora o'que temos aqui De Luca? Está se divertindo oprimindo os fracos como o covarde que é?
— Que surpresa é o bufão da casa di Savoie, então nem as feras quiseram essa sua carne podre não é verdade?
— De Luca se parar agora prometo deixá-lo ir, se recusar minha oferta usarei a autoridade de filho do lord supremo e terei que punir você e todos os envolvidos.
— He, He, He! realmente um grande bufão, pois eu quero ver você tentar Dante di Savoie, peguem ele! O grupo de Luigi abandona os três rapazes e começam a perseguir Dante que foge o mais rápido possível.
Frederico estava confuso, ele já havia perdido a noção de tempo que estavam naquela empreitada. Luigi havia ordenado que capturassem Dante,o que deveria ser uma missão fácil pelo fato de quão fraco era o filho mais novo do Lord Theo, entretanto eles não conseguiram realizar a tarefa. Já sentindo o cansaço, Frederico escuta uma voz em sua cabeça avisando que deveriam parar enquanto era tempo, porém ao olhar para a face de Luigi,viu que nada nem ninguém faria seu líder desistir da caçada,e que seria tolice tentar, então ele se calou e continuou correndo. E claro que se Frederico soubesse o desfecho da perseguição teria feito todo o possível e impossível para impedir Luigi.
“Bom e agora? O que eu faço?” Dante se envolveu naquela confusão sem ao menos perceber. Quando viu Luigi e os outros decidiu segui-los, ao perceber o que estava prestes a acontecer pegou uma pedra e arremessou acertando em cheio um dos capangas de Luigi,  depois de alguma provocação teve que fugir. A parte boa é que conseguiu salvar três inocentes, a ruim é que agora todo o ódio de Luigi estava direcionado a ele. Os Membros dos clãs tinham muitas” habilidades únicas" que os tornavam pessoas acima da média, e isso permitia que realizassem coisas que para muitos seria descrito como magia, contudo para infelicidade de Dante ele se encontrava muito abaixo do esperado dos demais, e mesmo um truque de salão seria difícil para ele. Mesmo usando tudo o que tinha, ele não conseguiria vencer tantos inimigos,e mesmo fugindo não era rápido o bastante, era apenas uma questão de tempo para que os seus perseguidores o alcancem selando seu destino.
“ Maldição eu tinha que bancar o herói? E agora cá estou acuado como um cervo caçados por lobos.” 
De repente uma ideia surge na mente do herdeiro de Theon que mais do que rápido faz um desvio indo em direção a parte mais antiga da vila que é um amontoado de casas que se espremiam formando vários becos e vielas.Para que tivesse uma chance, Dante teria que confiar em sua astúcia, inteligência e na sorte.
Luigi não conseguia deixar de sorrir, Dante em seu desespero acabou correndo para a parte da vila que agora está vazia. antes ele teria que se controlar e dar apenas uma surra no moleque di Savoie e aguardar o castigo, mas agora sem testemunhas ele poderá dar um ponto final a história de um dos odiosos inimigos de sua família. 
As ruas em volta deles vão se estreitando, até que todos são obrigados a correr em fila, com os mais rápidos tomando a dianteira, assim que o primeiro perseguidor se aproxima de Dante este faz algo inesperado, com a espada ainda embainhada ele se vira acertando o azarado rapaz que cai inconsciente, sem perca de tempo Dante retoma a fuga derrubando tudo no caminho para obstruir Luigi, e os demais que ainda se recuperavam do susto.
A perseguição continua e mais uma vez Dante para apenas tempo o suficiente para nocautear mais um dos perseguidores,voltando  a correr feliz por ver que seu plano estava funcionando. 
A resposta para o problema que Dante enfrentava veio de uma memória, durante seu treinamento nas montanhas, durante uma caçada ele se viu cercado por uma matilha de lobos famintos, no último instante uma flecha acerta uma das feras ao buscar a origem ele vê Giovanni, entre diversas rochas sinalizando.Sem perder tempo Dante corre até o encontro do seu mestre ao chegar ele percebeu algo incrível. O lugar onde estavam formava um muro que possuía apenas uma entrada , onde Giovani com uma lança atacava qualquer lobo que se aproximasse.
— O que está esperando ragazzo? Venha me ajudar!Juntos, Giovanni e ele mataram mais de vinte lobos,até que o bando desistiu e partiu os deixando em paz.
O predador tinha mudado, porém a solução era a mesma, Dante tinha que criar uma situação onde a vantagem numérica e a força dos inimigos fossem restringidas,as vielas apertadas até agora tinham dado conta do recado, o número de inimigos abatidos somavam três e finalmente ele podia ter esperança.Uma das verdades universais e que se tem algo que pode dar errado dará,e outra é que o orgulho é um pecado mortal, Dante estava correndo a quase uma hora, quando percebe que Luigi havia sumido, e apenas dois rapazes continuavam a persegui-lo, quando virou a esquina um brilho surgiu no canto de seu olho, e por sorte conseguiu desviar do golpe da espada de Luigi que visava seu pescoço. Em desespero Dante muda a direção de sua fuga, e na confusão ele acaba em um grande descampado onde grossas toras de madeira aguardavam para virar celeiros, tetos e móveis, antes que pudesse fazer qualquer coisa ele percebe que estava cercado.
— Bom, parece que sua sorte acabou não é mesmo seu pequeno rato imundo? Uma flecha surge aos pés de Luigi que recua.
— Sim, a sorte de alguém definitivamente acabou.Dante olha para as sombras, e vê Giovanni surgindo das sombras empunhando um arco, atrás dele um dos jovens de mais cedo sorri aliviado,e sussurra um obrigado. 
— E agora surge o fiel cão de guarda de Theon para resgatar a cria do seu mestre. Você é e sempre será um fraco covarde que não consegue lutar as próprias batalhas Dante.Mais uma flecha surge aos pés de Luigi.
— Ragazzo eu não sou um cão e não tenho mestre, sugiro tomar cuidado com suas palavras antes que eu coloco uma flecha entre seus olhos. Entretanto concordo em parte com você, já é hora de Dante Lutar as próprias batalhas. Aqui e agora vocês vão lutar e colocaram um ponto final nessa tolice.
Os quatro jovens se olham de forma confusa, tentando entender as palavras de Giovanni. O mais confuso era Dante, que segundos atrás respirava aliviado com a chegada de seu mestre, acreditando que ele impediria o massacre que estava prestes a ocorrer, entretanto Giovanni nada fará.
— Acha que eu sou algum tolo?e uma armadilha,assim que começarmos vai nos atacar pelas costas. Luigi confiante nos números ao seu favor esbravejava desafiando o guerreiro diante dele. Giovanni por outro lado estava se contendo para não cair na gargalhada ao ver o jovem pavão da família De Luca, que estufava o peito tentando parecer um adulto.
— Sim, eu acho que é um tolo jovem De Luca,principalmente por achar que eu me desonrar atacando um grupo de crianças? Eu já disse, vocês que lutaram. Eu estou aqui apenas para garantir que seja de forma justa.
— Bom e como faremos isso “nobre guerreiro?” A pergunta de Luigi faz com que Giovanni caminhe até um monte de galhos, de onde ele retira quatro do mesmo tamanho os entregando aos rapazes.
— Um de cada vez vocês irão lutar contra Dante, até que alguém se renda, ou não possa mais lutar. Para tornar as coisas mais interessantes, se ganharem dele eu darei uma bolsa cheia de moedas de prata.
— E se nos recusarmos a lutar?
— Aí vocês terão que passar por mim para irem embora, e como ameaçaram meu aluno posso garantir que farei com que todos se arrependam do dia em que nasceram. 
Com a possibilidade de conquistar riqueza somado às palavras de Giovanni o grupo de Luigi se organiza para a luta contra Dante. 
O primeiro a lutar foi Augusto, todos do clã da lua crescente treinavam arduamente desde cedo para a guerra, seus corpos e mentes eram talhados de forma a criar os melhores guerreiros, e mesmo Giovanni ao olhar aquele jovem não podia negar que ficaria satisfeito em ter esse guerreiro ao seu lado em batalha.
— Isso será rápido Dante, não me culpe por sua má sorte, mas veja pelo lado bom, antes eu do que o Luigi. Dante nada responde ao primeiro adversário,ele se posiciona segurando o galho com as duas mãos era uma  posição básica da esgrima que mostrava a falta de habilidade do guerreiro.Sem aviso, Augusto ataca tentando encerrar com apenas um golpe, Dante facilmente desvia e contra ataca as pernas do rapaz que cai sentido fortes dores.
— Olha só, parece que você deu sorte, vamos ver por quanto tempo ela vai durar? Apesar de suas palavras Augusto já não tinha a mesma confiança de antes, ele avança de forma cautelosa até estar próximo o bastante para que Dante não pudesse desviar de seus ataques. Ele ataca para sua surpresa e total espanto dos presentes Dante não apenas defendia como fazia isso com muita tranquilidade.
—Sua guarda está baixa aqui deixe eu lhe ajudar. Novamente Dante golpeia as pernas de Augusto que cai de joelhos antes que este pudesse fazer qualquer coisa, um golpe certeiro no seu pescoço faz com que perca os sentidos, decidindo o resultado da primeira luta.
“Como diabos eu vou sair dessa enrascada?" O coração de Dante batia acelerado, sua mente estava confusa.Seu mestre decidiu que ele deveria lutar contra aqueles três até que alguém se rendesse ou acabasse inconsciente .E por isso diante dele uma montanha chamada Augusto o 'encarava, o companheiro de Luigi  começa a falar, contudo o medo que sentia impede Dante de entender qualquer palavra. Seu primeiro impulso foi gritar a todos os pulmões que se rendia, porém mais do que rápido ele morde o canto da boca contendo esse ímpeto.
"Não, eu não vou envergonhar minha família e meu clã dessa forma.” 
Decidido o jovem herói da casa di Savoie, se posiciona sua respiração normaliza e sua mente começa a trabalhar, seu mestre disse que ele deveria confiar em sua inteligência, e isso era exatamente o que faria. em suas memórias ele busca as vezes que viu Augusto lutando com espada,nesse processo Dante percebe que o rapaz sempre dava o primeiro passo mais largo e que quase sempre atacava da direita de cima para baixo como se tentasse partir a pessoa ao meio. Dante poderia defender mas com sua força era claro o resultado se decidisse bater de frente, então quando foi atacado ele desvia o melhor possível, e ataca as pernas de Augusto que cai mostrando uma face surpresa e confusa. Augusto se levanta e se aproxima cauteloso, Dante novamente começa a lembrar das lutas do rapaz e seus hábitos,quando é atacado um plano já havia se formado em sua mente, mais do que rápido ele começa a desviar dos ataques tendo certeza de não entrar em uma disputa de força. Quando uma brecha surge na defesa de Augusto, Dante o atinge novamente nas pernas e depois no pescoço fazendo a montanha diante dele tombar inconsciente.
“Eu posso fazer isso!”
Frederico e Luigi não podiam acreditar em seus olhos,Dante sorria vitorioso enquanto no chão Augusto permanecia imovel.
—Maldição eu sabia que isso ia acabar mal eu preciso sair… Frederico fica mudo ao sentir uma pesada mão sobre seu ombro, 
ao olhar para o lado ele se depara com um Giovanni que sorria calmamente, se fosse alguém dos clãs não seria surpresa conseguir se aproximar sem ser notado, mas aquela pessoa era apenas um guerreiro humano.
— Como você fez isso?
— Ora ragazzo não se preocupe com isso está bem? Então quem será o próximo?
— Caro mestre Giovanni, na verdade eu reconheço meus erros e peço perdão a você e ao Dante, eu não tenho desejo de lutar. Por favor, me permita ir para casa em paz.
— E claro que você pode ir.
— Verdade? Então vou indo. Antes que Frederico dê o primeiro passo, Giovanni volta a falar.
— Jamais tentaria forçar alguém a lutar, porém está certo de sua escolha de não lutar?Frederico até hoje não sabe se foi algo na voz, ou na forma que Giovanni o olhava, contudo uma coisa era clara para ele,não importava quando sofresse nas mãos de Dante, ainda seria pouco comparado ao que aquele homem sorridente faria.
—Vamos terminar logo com isso!
conformado finalmente Frederico avança em direção a Dante.Apesar de Frederico ser mais cauteloso que seu predecessor e manter a guarda sempre alta, possuía um tique nervoso que sempre denunciava quando atacaria.Quando recebeu o primeiro ataque deDante o rapaz anuncia a sua rendição a reação de Giovanni Foi começar a rir enquanto caminha ate os duelistas.
— Ragazzo assim não é possível. Você deve tentar com mais afinco,será que não considera meu aluno digno? Se esse for o caso, me sentirei ofendido,e terei que tomar o lugar dele, é isso que deseja? Frederico gesticula nervosamente em negativa e retoma a luta com vontade renovada dando trabalho a Dante, porém acaba perdendo. Após sua derrota Frederico se junta a Augusto que havia acordado
— Muito bem está na hora do evento principal, está pronto Luigi?
— Não me compare a esses dois estúpidos, vou acabar com esse infeliz,e depois darei um jeito em você.
— É mesmo? Uma ideia parece surgir na mente de Giovanni que sorri maliciosamente. Se você está tão confiante porque não fazemos uma aposta?
— O 'Que Você tem em mente?
— Caso ganhe,além do dinheiro, tanto eu como Dante vamos jurar lealdade a você diante de todos na praça.
— Aceito.
— Não quer ao menos saber o que eu quero caso perca?
— Isso não vai acontecer, mas farei o seguinte, se eu perder lhe darei a espada da minha família, e jurarei lealdade a Dante o que me diz que está bem assim?
—  Por mim tudo bem, não vá se arrepender depois.Não irei! Luigi caminha com confiança em direção a Dante, o jovem transborda confiança.
— Vou admitir seu crescimento Dante, entretanto não se iluda, você precisa de pelo menos mil anos antes de cruzar espadas como igual contra mim e vou provar isso agora.
— Você que se ilude, Luigi, eu não almejo ser como você longe disso, em guarda! Dante ataca surpreendendo Luigi, usando suas habilidades ele se move rapidamente em volta do antigo desafeto, impedindo que esse usasse sua conhecida força.
— Maldito covarde pare de correr e me encare de homem para homem.
— Homem?Você não pode dizer que é um homem,na verdade é um covarde que usa sua força para obrigar os outros a lhe obedecerem.
—Ha, ha, ha! Seu pai também usou a força e obrigou a todos lhe obedecerem, então ele também é um covarde. Ao ouvir aquelas palavras Dante para, o que possibilita que Luigi finalmente o atacasse com toda sua força ambos começam uma troca de golpes furiosos.
—Você está certo Luigi,meu pai usou a força para unir os clãs e não a justificativa para o sangue que ele derramou,e as vidas que tirou,e por isso ele pede perdão por seus atos todos os dias,e diz que se pudesse teria feito diferente, mas isso estava além do seu poder. Os golpes de Dante se tornam mais fortes a cada palavra, fazendo com que Luigi ficasse na defensiva.
— Entretanto isso está no passado, podemos perdoar e aprender com a história do nosso povo e fazer as escolhas certas, para garantir um futuro de paz e prosperidade, ou podemos continuar nesse círculo de ódio até que ele consuma tudo e a todos.
A fúria toma conta de Luigi que ataca acertando as costelas de Dante que encolhe de dor. Uma chuva de golpes segue cobrindo todo o corpo dele, cada um carregado com os sentimentos de Luigi.
— Palavras vazias! Você é o filho do Lord Supremo. Não há ninguém que possa dizer não para você. Qualquer coisa que deseje, terá e nada no mundo é impossível para você. Quanto o restante de nós, devemos servir sem nunca questionar quem nos conquistou aceitando pacificamente nossas correntes? Não! Eu nunca permitirei que meus filhos, meu netos e todo meu povo vivam assim seremos livres nem que apenas na morte.
 Luigi quebra a espada improvisada de Dante e sorri triunfante.
— Acabou renda-se e jure lealdade a mim Dante.
— Nunca!
— Então pague o preço por sua teimosia. Quando Luigi ataca novamente, Dante arremessa oque sobrou de sua espada contra ele que rapidamente desvia, porém Luigi percebeu tarde demais que era um truque. Dante mergulha enlaçando as pernas de Luigi o derrubando, e sem perca de tempo monta em cima do rapaz e começa a soca-lo com força e sem piedade.
— E..eu me rendo por favor pare...por favor. Ao ouvir as palavras de Luigi Dante cessa seus ataques,ao levantar ele olha para o adversário derrotado no chão,nos olhos de Luigi lágrimas começaram a brotar, ele então se levanta e cambaleando vai até onde estava sua espada e volta até Dante se colocando de joelhos.
— Eu Luigi De Luca juro minha Lealdade…
— Pode parar, eu não quero sua lealdade De Luca eu nunca quis. Luigi não podia acreditar no que ouvia, será que Dante usaria aquela oportunidade para humilhá-lo ainda mais?
— Eu procuro companheiros, amigos com quem eu possa compartilhar meus sonhos, e desafios, pessoas que possam carregar comigo as esperanças de todos os que tombaram para que pudéssemos estar aqui. E você não é uma dessas pessoas, pegue seus companheiros e parta para que não envergonhe mais ainda sua família e clã.Junto com seus companheiros Luigi parte sem olhar para trás, deixando Giovanni e Dante sozinhos.
—Eu consegui! Você viu, mestre? Eu consegui!
—Sim, é verdade, conseguiu. Devo dizer que quando o vi sendo atacado sem conseguir se defender achei que era o fim, mas parece que aquele velho ditado é verdade “a sorte favorece os tolos corajosos."
— Mestre, o senhor não pode ao menos ficar feliz?
— Feliz? você desafiou um grupo de pessoas muito mais forte, teve que fugir, lutou de forma vergonhosa contra o líder do grupo, e venceu, quase que por milagre e me pergunta estupidamente se eu poderia ficar feliz?  Dio mio! E claro que eu estou feliz ragazzo, você me deixou muito orgulhoso.Ao ver o sorriso de Giovanni, Dante sente as lágrimas de felicidade tomarem seus olhos.
—Venha Dante, vamos cuidar de suas feridas e beber para comemorar sua primeira vitória. juntos mestre e discípulo caminham de volta a taverna de Guido rindo sem perceber que alguém os observava das sombras.
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Atualizado em: Qui 24 Jun 2021

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