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IGUALZINHO À REALIDADE - SONHO COM UM AMIGO QUE PARTIU

          Eis que chego à entrada da garagem do prédio onde mora a Dona Conceição, esposa de um amigo querido, Egídio Gaudioso, que, em 2014, nos deixou. Era de manhã, o dia estava bonito, o sol brilhava intensamente. Do nome da rua não me lembro agora. Sei que fica no bairro Gutierrez, aqui em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele residiu durante muitos anos ali.

          De repente, do nada, surgiu em minha frente a figura do professor Egídio Gaudioso. Estava com um sorriso nos lábios e me deu um abraço carinhoso e muito apertado. Trajava uma camisa branca e calça cinza. Bem vestido, roupa toda limpinha. Sua pele estava clara e seu rosto, muito jovial, transmitia uma alegria contagiante. Fiquei por alguns minutos em êxtase, já que aquele amigo já não estava mais entre nós, conforme mencionei, e se apresentou para mim, feliz, cheio de alegria e disposição.  

          A emoção foi grande demais. Perguntei a ele por que estava ali uma vez que já havia passado para o plano espiritual. Ele me respondeu com alegria que, de vez em quando aparece, e aquele momento foi para encontrar-se comigo. Então, observei-o atentamente e não podia acreditar. Toquei em seus braços, em seus ombros para conferir, da mesma forma que São Tomé fizera com Jesus Cristo quando ressuscitou. Claro que me viera a dúvida. Aquele amigo de tantos anos aparecer para mim daquele jeito, tão alegre, tão real... Não podia entender o que se passava. A cada momento ele se tornava mais alegre e mais sorridente. Estava vivo. Sim, estava vivo mesmo, ali na minha presença. Como fiquei impactado naquele momento! Estava difícil demais compreender. Mas era ele mesmo, o professor Egídio, carinhosamente assim chamado, com quem convivi em torno de 15 anos, trabalhando em seu estabelecimento, o Colégio Cruzeiro do Sul, em Contagem, Minas Gerais, como professor de Português.

           Conversamos e relembramos muitos momentos do período em que trabalhamos no colégio. O mais interessante é que quanto mais nos falávamos mais eu tinha a certeza de que ele estava realmente vivo e perto de mim.

          Um fato interessante neste encontro é que no prédio aonde fui havia um porteiro. Na verdade não há uma recepção no prédio com a figura de um porteiro. Mas naquele momento estava ali um senhor que exercia tal função. Perguntei a ele se meu amigo aparecia de vez em quando, pelo que ele me respondeu afirmativamente.

          Tudo bem. Foi um encontro extraordinário. Veio-me um sentimento muito forte de que “a morte realmente não é nada”, conforme disse, certa vez, Santo Agostinho em um de seus poemas. Sei lá, sempre tive e tenho medo da morte. Mas o encontro com meu amigo, daquele jeito, me trouxe uma ideia bem diferente. Realmente as pessoas não morrem. Elas continuam vivas e alegres, mesmo tendo se mudado para junto do Pai. Parece que o receio que tanto me atormenta diminuiu a partir dessa experiência.

          Outro fato interessante que ocorreu. Ele me disse que havia ganhado uma cesta de Natal muito valiosa e que ele pretendia vendê-la e passar o dinheiro para os pobres. Gesto muito próprio de sua alma que sempre foi generosa. Em seguida, fizemos uma rodinha de umas quatro ou cinco pessoas que estavam ali no prédio, naquele momento. Abraçamo-nos todos, e o meu companheiro de longa data falou muitas coisas referindo a Jesus de Nazaré, destacando a bondade e o amor que o Mestre tem pela humanidade. Foi nesse momento que a emoção excedeu aos meus limites. Não contive as lágrimas. E eis que percebo que todo aquele momento vivido era apenas um sonho. Despertei-me e, levantando a cabeça, olhei o visor do rádio-relógio do meu criado. Eram 5 horas e 15 minutos da manhã. Meu amigo, em sonho, me fez uma visita, trazendo-me muita paz e uma grande confiança de que existe realmente o outro lado da vida, fazendo-me acreditar que as pessoas, mesmo desencarnadas, permanecem vivas e operantes para sempre.

Observação - Como se trata de um sonho, tive dificuldade para coordenar todo o enredo. Basicamente coloquei neste texto o que consegui me lembrar.

 Belo Horizonte, 09 de janeiro de 2020.

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Atualizado em: Qui 13 Maio 2021

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