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Amoreco

Sexta-feira, fim de tarde, começo de noite, Aristeu chega em casa feliz da vida. Afinal, recebeu uma promoção no emprego. Toma um banho, pega um uisquinho e aguarda o melhor momento para contar para a mulher.
Dá um tempo e vai até à cozinha onde ela prepara o jantar.
̶  Amoreco, tenho....
̶  Não me chame de amoreco!
̶  O quê?
̶  É isso, não me chame de amoreco.
̶- Como assim? Por quê?
̶- Porque eu não gosto.
̶- Faz quinze anos que te chamo de amoreco.
̶- Eu sei.
̶- Você nunca disse que não gostava.   
̶- Estou dizendo agora.
̶- Mas, amoreco é...
̶- É, mas eu não gosto.
Aí, azedou tudo. Com uma palavra Aristeu estragou não só o jantar como o fim de semana que ele havia programado para comemorar a promoção.
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Atualizado em: Dom 19 Jul 2020

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