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O FIM DO TRABALHO - FUTUROLOGIA

Outro dia me peguei pensando sobre as profissões que estão se tornando obsoletas. A mecanização dos meios de produção estão gerando novos empregos em áreas diferentes.

Por exemplo, hoje uma ordenhadeira tira o leite de dezenas de vacas de maneira eficaz. Quantos vaqueiros deixaram de trabalhar para cada ordenhadeira vendida? Então, esses indivíduos que seríam vaqueiros estão trabalhando nas fábricas de ordenhadeiras, no transporte de mercadorias, na publicidade e em outras áreas que não existiam na época em que a ordenha era manual. O mesmo acontece em diversas áreas, e os empregos tornam-se cada vez mais urbanos.

Entretanto, mesmo os empregos urbanos passarão a ser obsoletos. Uma ordenhadeira já não precisa mais de dezenas de pessoas para fabricar ela, isso pode ser feito por uma máquina operada por um unico indivíduo e mais um mecânico que a conserte caso ela se quebre. Daí teremos muitas pessoas migrando para outras áreas novas, como os aplicativos de transporte e entregas e tecnologia da informação. Mas esses empregos em preve poderão ser substituidos por máquinas. Basta que se torne possível e rentável fazê-lo. 
Em algumas décadas, veículos em piloto automático substituirão os motoristas e entregadores. Máquinas construirão máquinas que construirão máquinas. Cada vez mais as pessoas terão de migrar para empregos que serão insubstituíveis por robôs. Alguns poucos técnicos serão necessários para consertar as máquinas que se estraguem eventualmente. E essa eventualidade acabará se tornando cada vez menos frequente, com processos de fabricação cada vez mais precisos. As outras pessoas terão de ir para as únicas áreas que não poderão ser substituidas por um autômato: artes e esportes.

Enquanto houver interesse da população por esportes, livros, séries, filmes, novelas, desenhos e animes, haverão empregos. Mas nem todo mundo é apto para essas funções. Os criadores de conteúdo que não conseguirem ter sucesso acabarão se tornando a classe mais pobre. Mas não se desespere: Marx estava errado.

Resumidamente, Marx dizia que existia valor agregado ao trabalho pelo fato de este ter tomado tempo e esforço. Em outras palavras, algo seria mais caro se fosse mais demorado e difícil de ser fabricado. Isso e, claro, o lucro dos gananciosos burgueses. Mas isso não é verdade. O que rege o preço das coisas é oferta e procura.

Se algo for custoso demais para ser vendido ao preço que a lei de oferta e procura oferece, isso deixa de ser fabricado, pois não será vendido. Caso seja algo estritamente necessário, o preço subirá, mas as pessoas pagarão. Por outro, se algo for mais fácil e barato de ser fabricado, acabará sendo fabricado em maior escala e sobrará no mercado, causando assim uma oferta muito maior que a procura e abaixando o preço desse determinado produto. E é aí que reside a esperança. 

Se você não precisa pagar dezenas de salários e direitos trabalhistas para produzir, apenas gastar eletricidade e combustível, a produção se torna mais barata. Se o preço for alto mas o custo de produção for baixo, mais pessoas criarão fábricas desse determinado produto. Isso gera a abundância dele, fazendo com que o preço abaixe, o que fará com que seja mais consumido, o que subirá o preço e assim por diante, num ciclo que estabilizará o preço de qualquer produto fornecido no mercado.

Esse equilibrio, somado a automação e mecanização de todos os meios de produção, gerará produtos cada vez mais baratos e abundantes. O preço tenderá a aproximar-se de zero a medida que a oferta tenderá ao infinito. No fim disso tudo, chegaremos a utopia. 

O que descrevo como utopia é o mundo onde tudo é tão facilmente produzido e o custo será zerado, fazendo com que tudo seja de graça ou por um preço simbólico. Cada indivíduo poderá consumir o que quiser o quanto quiser, e isso não custará ao seu bolso. Todo o gasto do ser humano, bem como sua fonte de renda, será com esportes e artes. 

Séculos, meus caros, apenas séculos a frente isso poderá ocorrer. E eu adoraria ver isso. 
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Atualizado em: Qui 30 Abr 2020

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