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O quadro

Os olhos oscilantes vigiavam constantemente o quadro, pintado a mãos, exposto ao público daquele salão. O público prestigiava o quadro. Enquanto o vigia sem farda, reconhecido pelos presentes como um dos seus, não retirava os olhos do quadro. Parecia ele, hipnotizado, enfatizado, mas, não estava. Eram seus pensamentos que o cosmopolizava sem levar o corpo terreno. Naquilo havia um significado! Tinha a raiz da razão. Aquele quadro foi ele que pintou, após uma noite linda de amor. O fruto de uma boa noite de amor rendeu-lhe o espírito de Picaço.
A paixão lhe inspirou. Os tatos furtivamente fizeram o exalar a gratificação da noite de amor no quadro. Que quadro lindo! Não era simplesmente um quadro. Era o fruto de um flerte, mas sedentos de paixão. Fruto de recíprocos ou invólucro. Algo que lhe rendeu sorrisos angelicais, sempre que aquela inspiração se passara pelas memórias. Mas, tem algo que despencava seus olhos, quando, algo, não enclausurados ao contato da felizarda “do quadro” veio à tona engendrando o objeto como uma relíquia de há séculos feitos por mão de um famoso pintor, sendo que na realidade aquela relíquia não havia nem dois anos de criação. Pois, aquilo, não era uma relíquia de artista famoso, e sim, fruto de dois eternos apaixonados.
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Atualizado em: Sex 10 Ago 2018

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