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Tempos difíceis

A filha de uma amiga saiu de casa dizendo que ia a um lugar e sumiu. Alguns dias depois ela reapareceu. É a décima esse ano. Desespero dos pais. E ela voltou com a maior cara grande, como se fosse a dona da razão...O que está acontecendo com essa garotada? Não podem ouvir um não que já querem sumir no mundo! Os vínculos familiares nunca estiveram tão enfraquecidos. O lar não é mais símbolo de segurança, mas de prisão para esses adolescentes. Os pais não são mais os modelos a serem seguidos, a malandragem é! Dar "pt" (perda total), beber até desmaiar é o grande troféu para ter popularidade. As meninas, principalmente, não se valorizam, disputam com os meninos a fama de "pegadoras". As modas são: as novinhas lésbicas, as que enviam "nudes" para os garotos da turma e as beberronas. Essas três categorias para que alguém fale delas. O negócio é serem vistas.Ontem estava conversando com uma amiga e ela me dizia as dificuldades com a filha mais nova, parece replay de tudo o que a gente ouve de outras mães igualmente chocadas com esses excessos. De onde vem isso? É impressão minha ou de uns anos para cá a família perdeu a força? Antigamente as mães só olhavam para nós e pronto, era suficiente pra gente entender que tinha que mudar de postura. Enfrentar os pais? Medo e respeito nos impediam. Medo do chinelo e de ferir sentimentos. Errávamos sim, desobedecíamos, pois todo adolescente tem um quê de rebeldia, mas não éramos agressivos e terrivelmente negativos, como o que vemos agora. Hoje os filhos ignoram os sentimentos de seus pais. Passam por cima como tratores. E qualquer coisa ameaçam. Fugir ou se matar. O filho de uma amiga, de 9 anos, corre na cozinha para pegar facas dizendo que vai se matar, caso ela brigue com ele. Não pode nem corrigir os filhos pois está nesse nível. É depressão, baleia azul, conselho tutelar e o caramba a quatro! Fico pensando que talvez essa seja a geração do fim do mundo.Está escrito na bíblia, em Mateus 24:12: "E por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará."
Poderão me dizer que esse texto está aplicado aqui fora de seu contexto, mas ouso dizer que estamos no tempo onde a iniquidade está bombardeando os lares, cristãos ou não e que muitos pais estão perdendo o amor de seus filhos por conta dessa paixão por tudo o que é vicioso, vil, promíscuo... eles viram as costas para a família com a maior facilidade! Tantos nessa geração estão apegados aos excessos, seguindo uma rota de autodestruição, difícil de entender. Enquanto os pais apontam um caminho seguro, eles querem tudo o que lhes é dito que pode destruí-los. Quantos estão sendo detidos pela polícia e vistos como heróis pelos amigos! Vão para o reformatório e voltam piores, muito piores! Jovens sem referência, sem rumo, perdidos.Ensinar os filhos tem sido um desafio muito maior do que foi para nossos pais e avós. Nunca foi fácil, criar filhos não é tarefa fácil. Mas hoje em dia está sendo doloroso. Geração ingrata. Geração que não tem amor próprio. Destrutivos. Veja o jornal de amanhã e fique chocado com as noticias de filhos que fugiram, "sumiram", e ainda tem aqueles que matam seus pais, hoje mais uma, de 15 anos que pediu ao namorado de 16 para matar o pai, pois ele era "opressor", colocando regras como horário para voltar para casa e não ir ao shopping com os amigos durante a semana. Qualquer motivo para se livrar de quem lhes impõe alguma disciplina. Muitos não matam com armas, mas matam com descaso, desrespeito, profundo desprezo. E encontram nos amigos o apoio para continuarem agindo assim. Não estou  fazendo uma romantização do passado. Concordo com a visão do sociólogo Bauman sobre a superficialidade das relações, que tem sido tratadas como descartáveis.Os pais estão sendo descartados, substituídos por superficialidades. Ouso discordar de Giddens, outro sociólogo bastante conhecido, quando ele celebra essa geração que busca por algo que traga mais satisfação. Eis o problema dessa geração que só quer satisfação, prazer rápido. Então agem como viciados, viciados em jogos, drogas, festas, sexo, ou seja lá qual é a forma de prazer que encontram, não param para refletir sobre os prejuízos que podem sofrer.
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Atualizado em: Qua 24 Jan 2018

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