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ESTRELAS

Não pode, não há como você enfrentar tantos sozinhos, por favor – chorando. Não, não vá, não me deixe. Era necessário, para salvar a todos eu precisava usar o portal, só que minha magia estava no fim, e o que sobrou só daria para levá-las, eu teria que ficar para trás, sozinho, e com o exército se extendendo por todo o horizonte.
            É preciso, Estella, se eu não fizer todos morrerão, entenda, eu... é o único jeito, precisava acabar logo com isso ou iria fazer a escolha que queria, era a errada, porém, a que ele queria. Sou como uma estrela, estela: Quando uma estrela morre seu brilho ainda pode ser visto. – E o que isso tem, disse chorando. Apenas a olhei e meu coração se encheu de tristeza, sorri e disse que ela entenderia. A vanguarda inimiga já podia ser avistada precisava me apressar, comecei o encantamento e logo o portal se abriu, enviei-os à capital onde estariam em segurança, logo que sumiram me virei ao horizonte e para o mar de mostros que se aproximava de mim trazidos pelas ondas da destruição, respirei fundo, fechei os olhos e me preparei para a luta, sabia eu que não sairia com vida e mais uma vez a tristeza me abraçou, a última vez que a verei, pensei enquanto corria para a batalha.
            Quando cheguei ela estava sentada na mureta do castelo observando o por do sol e assim que semicerrou os olhos em minha direção deu um pulo de lá e veio correndo se jogando em mim, caimos e rolamos pela grama, ela soluçava e me abraçava enquanto dizia ainda bem, ainda bem, ainda bem. Deitei em seu colo e ao tocar seu lindo rosto de porcelana uma luz saiu de minha mão, estava sem tempo, pois o perdi na caminhada, ela não a percebeu, alisei a porcelana avermelhada que virou sua bochecha e sorri, a última vez, pensei.
            Você voltou, conseguiu, estou tão feliz, ele deitado em seu colo disse: lembra do que eu falei? Que mesmo depois que uma estrela morre, seu brilho ainda pode ser visto?.
Após estas palavras ela compreendeu, ele já estava morto., deitado em seu colo jurou seu amor e disse que sempre a amou e sempre a amaria, enquanto o sol ia se pondo ele ia junto do astro, ela não conseguia conter a emoção e as lagrimas foram jorando de seu pranto, rolando pelo seu rosto. – Adeus, disse ele, adeus minha querida Estella, a melancolia em sua voz embargada. a lágrima saiu dos olhos de Estella e caiu no canto de seu olho e parecia que ele havia chorado, o sorriso bobo em seu rosto, bobo que ela amou a primeira vez que viu, e agora seria a última, quando o último raio de sol foi-se ele foi reivindicado para os céus, a minha estrela, pensou Estella chorando, o sol se foi e o levou assim como seu brilho. A lua subia alto no panorama celeste junto das suas luminosas, ela passou a noite toda procurando a sua estrela.
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Atualizado em: Sáb 26 Ago 2017
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