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O MENINO DA ESQUINA

     Não sei seu nome, não sei sua idade, não sei onde mora, só se que o amo. Todos os dias o vejo passar na esquina de bicicleta com os cabelos ao vento e com um sorriso encantador. Ele tinha um sinal no rosto diferente, porém, muito atraente.
     Um dia, vi-o na praça, sentei no mesmo banco, mas não puxei assunto. Então por uns 10 minutos o silêncio reinava naquele lugar até que ele me olhou de um jeito simpático e ao mesmo tempo vergonhoso e disse-me "oi". Como era a primeira vez que ouvia sua voz doce e leve, respondi sem falta de tempo e eufórica, quase gritando um "oi" sem conseguir disfarçar a alegria. 
    A partir daquele dia, nossos olhares e conversas foram intensas, assuntos intermináveis e encontros fáceis. Passaram- se anos e a única coisa que eu enxergava era a beleza dos seus olhos, e o quanto sua presença era importante. Até que um dia, aquele menino se foi para bem longe sem deixar pistas assim, partindo o meu coração.
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Atualizado em: Sáb 1 Abr 2017

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