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Velhos costumes.

Cinco anos e meio que ele veio. 4 anos e meio que ele foi. Eu ainda penso nele. Penso às vezes. Mas isso me confunde. Fico triste por alguém que às vezes nunca mais se lembrou de mim desde o adeus. Às vezes, ele me deu o ponto de partida, ele abriu o meu coração para o que viria no futuro. E isso é uma das coisas que me confundem. Eu posso estar simplesmente apegada ao início. Que já se foi. Porque agora estou no meio. E não quero abrir olho e esquecer a partida. Ele e deu as direções.
E eu só preciso seguir em frente...vale a pena viver a vida... Eu espero.
Hoje em dia. Já fazem 5 anos que ele se foi. Encontrei ele em um bar. Estava bem antes de revê-lo.  Veio falar comigo, disse que eu estava muito bonita. Em algumas de suas falas eu percebia que tentava fazer com que eu me desculpasse. Desculpasse?
Falando um pouco sobre o adeus de 5 anos atrás, não foi beem um adeus. Foi mais um "tchau" saindo de mim. Hoje eu não entendo por que eu o deixei. Sério. É bem estranho. Acho que nem me lembro porque me despedi. Acho que eu devo ter enlouquecido. Não acho que eu deva desculpas.
Ele, ontem, conheceu meus amigos. Pareceu forçar a barra para conversar com eles, mas ao mesmo tempo queria estra somente comigo. E relembrar antigas músicas que um dia foram nossas, sentar em seu carro. Admirar antigos gostos que foram expressos em nossas tatuagens que de certa forma nos arrependemos. Ir para sua casa e deitar em um colchão velho em um cantinho na cidade que ele chama de casa.
Uma coisa que ele disse me tocou. Estávamos em seu carro eu estava questionando que não devíamos mais viver como vivíamos porque não era mais tempo para isso, então ele disse: "nós nunca vamos envelhecer", e se aproximou de mim como aproximava meia década atrás. Me puxou para perto, ainda no carro dele que ainda nem tinha terminado de pagar as prestações, apreciou e riu da minha tatuagem que me arrependo. Me levou para sua casa. Sentamos e conversamos em seu velho acolchoado colchão(que imagino que nem seja dele, aquele parece ser muito caro), nos cobriu com uma coberta que me deu alergia. Ouvimos antigas canções. Então lembrei o motivo do adeus. Me desculpei. Sem ligações. Mas também deixei claro que eu não fui a responsável pelo fim. Então ele se desculpou e disse que também meio que se foi sem deixar razões. E também não ligou.
Por mais que eu não concorde que a gente continue se vendo, não consigo parar. De jeito nenhum. 
E ele já me cobrou. Dá próxima vez, no meu carro, e no meu colchão que também não me pertence. Eu rio da tatuagem dele. Ele fica com alergia do meu cobertor. Eu imploro para que ele fique.
Nós nunca envelheceremos.
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Atualizado em: Dom 20 Nov 2016

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