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O caçador de pontas

Ia chover forte no rancho sem nome e sob essas condições é melhor que algumas medidas sejam tomadas com certa antecedência para que se aproveite a maravilhosidade dessa e de qualquer condição climática da região e naquela parte do Vale do Ribeira sob chuva era possível observar fenômenos que se bem registrados serviriam como conteúdo enriquecedor para divulgação do que sobrou de verde no estado em meio a postagens recalcadas das redes sociais e isso se faria quando estiasse e o cheiro de hortelã entrasse pela janela simultaneamente ao som dos pássaros e só nesse momento se pensaria que a internet poderia novamente ser acionada depois de um período de experiência off-line que coloca as coisas no lugar e o melhor lugar para registros magníficos são os antípodas da mente especialmente numa segunda-feira que sucede uma visita ao rancho cujo rastro de alegria se sobressai com a pertinência das pontas encontradas entre as almofadas do sofá quando não se ouviam mais os trovôes que deixavam claro a pequenice humana diante do que é realmente grande e permanente e dentro desse limite humano entender que uma folha que cai naturalmente é muito mais relevante que qualquer politicagem partidária discutida com afinco e ódio na web enquanto a juventude pobre é exterminada e os gritos de gol são sempre mais altos do que os de repúdio ao massacre sanguinário a que a cidadania é submetida diariamente.

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Atualizado em: Seg 9 Dez 2019

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