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O Esquema Thor

O Enzo sempre sabia o que ia acontecer e não ligava para nada.
E não, o Enzo, ao contrário do que o nome sugere, não é uma criança. Ele tem uns 30 e poucos. Desde que ficou super na moda chamar os filhos de Enzo todo mundo falava para ele “a, nunca vi um Enzo adulto hahaha”. Sim, ele sabia que sempre iam falar isso para ele. E não, ele não ligava.
O Enzo não trabalhava, na verdade, ele era um artista. Mas, não um artista comum, o artista dos golpes. Um especialista em achar formas criativas e, quase sempre desonestas, para ganhar uma grana. Era desde vender camisa de futebol com autografo falso feito por ele mesmo até enganar pessoas com truques de cartas elaborados nos quais as pessoas apostavam e ele ganhava o dinheiro delas.
No geral, o Enzo evita golpes que possam fazer com que ele seja preso, ele se acha bonito demais para a prisão. Mas, é de tudo um pouco. Se em toda a sua vida adulta ele trabalhou 2 anos foi muito. E ele era bom nisso, bom mesmo. Isso porque ele era bom em ler as pessoas, sabia quem abordar, quem enganar. Ele sempre sabia o que ia acontecer. E ela não ligava de enganar as pessoas, ele não ligava para nada.
Ele ganha o suficiente para ficar tranquilo em seu apartamento pequeno, sem luxos. Ele fica bem sozinho, e só tem um amigo próximo, o Fernando, mesmo que eles sejam bem diferentes. A amizade se deve muito por conta dos dois se conhecerem desde a adolescência. Fernando cresceu, fez faculdade e tem um emprego estável. Já Enzo... Bom, ele nem cresceu.
Tudo normal, até que um dia o Fernando pediu um favor. E ai do nada, o seu amigo estava parado na porta do seu apê, com um saco de comida para cachorro e adivinha só, um cachorro. Lá estava o viralatinha caramelo de médio porte, todo bobo abanando o rabinho. Sua aparência contrastando com a de Enzo, que não estava nem um pouco feliz (embora sua barba mal feita e o cabelo mega desarrumado dessem para ele uma certa vibe de vira-lata também).
Enzo olha para Fernando, que está sorrindo meio sem jeito.
- Por favor, mano! – Pediu Fernando. – Eu preciso ir, vou voltar em 30 dias não tenho com quem deixar.
Fernando tinha explicado porque iria se ausentar por um mês. Mas, Enzo nem lembrava, ele não presta tanta atenção.
- E você vai fazer o que mesmo...? – Perguntou Enzo.
- Minha viagem para a Europa!
- A é.
- É sério – Reforçou Fernando. – Eu não tenho com quem deixar mesmo. E a gente coloca o jornal na sua área de serviço, ai ele não faz as necessidades aqui dentro!
O vira-lata, que nem nome tinha, foi resgatado pelo Fernando depois de ser atropelado. Ele levantou uma grana para a operação do cachorro. Deu tudo certo. Mas, ele manca um pouco. Isso, e o fato do cachorro não ser filhote, faz com que a adoção seja mais difícil e demorada. Apesar de seus esforços, Fernando não achou um lar definitivo para o pet.
- Fê... – Começa Enzo, enquanto olha para o cachorro. 
- Eu achei que já teria arrumado uma casa para ele. Mas, está muito difícil! As pessoas ajudam muitos com vaquinhas online. Quer dizer, essas vaquinhas as vezes arrecadam até 5, 10 mil...
Enzo para de olhar para o cachorro e escuta atento o que Fernando fala.
- Mas adotar... – Continua Fernando – Isso as pessoas ajudam menos. Ele não é filhote, é manco. Mas, é um ótimo cachorro!
Tanto Fernando quanto o vira-lata ficam olhando para Enzo com cara de cachorro que caiu da mudança. Só que isso foi desnecessário, Enzo já estava convencido. E, mais uma vez, ele sabia exatamente o que ia acontecer.
Enzo olha para Fernando sorrindo.
- Você sabe que eu tenho um coração mole!
Algum tempo depois, o saco de ração já estava no canto da sala, ao lado dos potinhos de comida e água, os dois vazios.
O cachorro vai passeando pelo pequeno apartamento, cheirando tudo.
E Enzo começou sua pesquisa. Ele abriu o Facebook de Fernando para ver suas postagens de alguns meses atrás. Ele consegue pegar algumas fotos do cachorro quando foi atropelado, outras de algum tempo depois quando ele ia ser operado. Enzo salva tudo, tudo mesmo sobre ele. Já fazendo todo um cronograma mental.
Depois ele abre um site de vaquinhas online. Ele dá uma fuçada na área de pets e sorri satisfeito.
- Ei, pulguento! – O cachorro levanta as orelhas. – É hora de pagar o aluguel.
E assim, ele começou, como um verdadeiro artista. Criou um anúncio no site da vaquinhas para ajudar na tão necessária operação do cachorro recém atropelado que ele tinha resgatado, colocou fotos do cachorro na época que ele tinha sido encontrado, pensou em todos os detalhes, todas as letras. Ele sabia o que precisava escrever, ele sabia como as pessoas reagiriam. E é, é errado sim o que ele estava fazendo. Mas, ele não se importava.
Por sorte, Fernando tinha feito a arrecadação apenas entre seus conhecidos. Por isso, o site de vaquinhas não tinha nem um registro do pulguentinho.
Falando em pulguentinho, a única coisa que faltava no anúncio era terminar o título: “vaquinha para a operação do...”. Provavelmente pulguentinho não pegaria bem.
Enzo ficou uns 10 minutos olhando para o cachorro, que o olhava de volta, e quebrando a cabeça tentando achar um nome legal para ele. Ele esbarrava em clichês de nomes de cachorros americanos o tempo todo.
O Fernando nem chegou a dar um nome para o cão. Ele achava que ia ser adotado rápido e também, não quis dar um nome para não se apegar. Ou seja, ao contrário do Enzo, ele não costuma saber o que vai acontecer e ele se importava de mais
Enzo decide jogar no Google “nomes de cachorro”. O primeiro que aparece é Thor, pronto! Agora ele já tem um nome.
Enzo ficou tanto tempo ajustando seu anúncio naquela noite que se distraiu. Só muito tempo depois percebeu que o pulguenti... Que o Thor estava perto do pote de comida, latindo baixinho, quase como se não quisesse incomodar. Ai caiu a ficha, tinha que alimentar o animalzinho. Uma vez, Fernando tinha o encarregado de regar algumas plantas, o que ele obviamente não fez. As plantas morreram e Fernando ficou bravo. Provavelmente ele ficaria ainda mais bravo caso o cachorro morresse.
Depois de encher os potes de água e comida Enzo reparou como o cachorro parecia grato pelo simples gesto. Ele ficou lá pulando de um lado para o outro, sempre mancando.
Enzo quase achou engraçado. Mas, ele volta para o computador.
O primeiro dia foi tranquilo. Só umas duas vezes ele teve que mandar o cachorro descer do sofá. Fora isso, sem problemas.
No dia seguinte ele acordou ansioso, quase tanto quanto o Thor (que estava ansioso sem nem um motivo aparente). Quando Enzo pega o computador vê que já tem mais de 100 reais em doações. Ele vibra como se fosse um gol, Thor parece ficar feliz também.
E assim, de centena em centena, foi indo. E ele tinha tudo planejado. Passando os dias ele ia colocando mais fotos da recuperação, para provar que o dinheiro da vaquinha estava sendo bem usado. E isso deixava as pessoas felizes. Então, não é tão errado assim, né?
Os dias passaram e as doações só aumentavam. Pessoas compartilhavam a vaquinha nas redes sociais o que atraia ainda mais gente. Ele ficava um pouco preocupado, porque teve que usar seu nome verdadeiro, e colocar sua conta de banco real no site de arrecadação. Mas, uma vantagem de não ter muitos amigos é que o risco de alguém reconhecer o nome do Enzo caso a vaquinha se viralizasse não era grande. 
Vendo o dinheiro entrar e se sentindo confiante, ele até fez sua ida padrão ao mercado da semana com um pouco mais de ostentação. Não ligou tanto para o preço das coisas. Quando voltou para o apartamento o Thor ficou todo feliz em vê-lo. O Enzo estranhou, as pessoas não ficavam muito feliz em vê-lo geralmente.
E, estranhamente, ele ficou feliz em ver o Thor também. Mas não porque ele estava se apegando nem nada do tipo! Por que ele não ficaria? Aquela negocinho de quatro patas era uma fonte de dinheiro.
Enzo até tirou novas fotos de Thor para arrecadar mais dinheiro, tocando o coração das pessoas. Enquanto as tirava ele até falou:
- Até que você tem um certo charme, pulguento. Dá até para entender esses tontos que eu engano.
Thor frequentemente ficava perto o olhando, como se esperasse permissão para subir no sofá. Enzo ignorava firmemente. O que não é fácil para a maioria das pessoas, aquela carinha de cachorro... Mas, ele é frio, ele não se importa.
Dinheiro e mensagens de apoio não paravam de chegar. Enzo já imaginava contanto para Fernando como ele conseguiu monetizar seu cachorro, um real case de sucesso. Ou será que ele não deveria contar? Ele queria e muito. Mas, não sabia quão bravo Fernando iria ficar. Ele não queria perder o amigo. Não que ele se importa-se! Claro que não. Era só estrategicamente sábio ter um amigo que o devesse um favor. E por cuidar do Thor por tanto tempo a dívida até que era de um favor razoavelmente grande.
Passados dez dias, Enzo já estava de bolso cheio. Ele já estava planejando as mudanças de objetivos da vaquinha. Quem não iria se solidarizar com o homem solteiro e desempregado que queria muito ajudar o cãozinho dando um lar temporário apesar de sua falta de dinheiro? Ele só precisava de uma ajudinha para comprar comida, talvez um caminha para ele... E assim foi indo.
Na próxima ida no mercado ele estava ainda com menos medo de gastar. Na volta, de novo Thor feliz, todo bobo. Dessa vez Enzo até fez um carinho nele, coisa bem rápida mesmo.
O tempo passava e cada vez mais pessoas apoiavam, Enzo se divertia muito vendo as mensagens de apoio das pessoas. Um dia, ele estava com o notebook no colo sentado sofá e estava dando tanta risada que Thor até percebeu e parecia o encarar. Enzo olhou para o cachorro e fez um simples gesto de permissão com a cabeça, que foi o suficiente para Thor subir no sofá ao seu lado.
Ele ficou apontando para a tela do note explicando o que estava acontecendo. Claro, Thor não entendia (cachorros não entendem português) só que mesmo assim, ele estava tão animado quanto Enzo. Um estava feliz pelo dinheiro ganho e o outro só estava feliz por estar junto mesmo. Independente do motivos eles estavam lá, compartilhando um momento. Um deles sendo extremamente malandro e o outro extremamente inocente.
A melhor parte era as mensagens que ele recebia das mulheres. Elas se solidarizavam fácil com Enzo, o achavam fofo. Ele começou a falar com algumas e rapidamente elas pareciam caidinhas por ele.
- Quem sabe, Thor – Disse Enzo para o cão. – Eu posso até arrumar alguma pretendente que tenha uma cachorrinha também. Assim nós dois nos damos bem, o que acha?
Thor estava animado como de costume.
Enzo limpava a área de serviço para Thor com uma frequência maior. Não porque ele queria que ele tivesse mais conforto!
- É só para não deixar o seu mal cheiro seu instalar de vez – Explicava Enzo enquanto limpava recolhia o coco de Thor – Depois que você... For embora.
Enzo olhou para o cachorro e percebeu que até que o tempo estava passando rápido. Logo o pulguentinho manquitola não seria mais problema dele. Bom, já que ele tinha todas as fotos que precisava não seria um problema. E ele tinha mesmo. O seu celular estava cheio de fotos de cachorro, algumas até desnecessárias. Mas, só porque ele gostava de ser precavido.
Sentindo que já tinha tirado o que dava dessas vaquinhas Enzo começou a pensar nos próximos passos. Ele decidiu que iria apelar. Mas, veja bem, não era arriscado porque como eu disse, ele sempre sabia o que iria acontecer.
Enzo decidiu fazer outra vaquinha nos 10 dias finais, dessa vez um pedido quase que desesperado. Se as pessoas estavam felizes em ajudar, ele iria parar porque? O cachorro estava bem e estava recuperado. Ele disse no anúncio que decidiu que queria ficar com ele. Mas, Enzo não tinha emprego e precisava muito de uma forcinha só para não deixar o cachorro passar fome. Racionalmente falando, você pode pensar “Ué, se não tem dinheiro que não fique com o cachorro!”. Só que esse era o lance, as pessoas não eram lá muito racionais nesse momentos. Elas estavam em sites de vaquinhas para saciar essa vontade que elas tem de ajudar as outras pessoas. Algumas por que são de fato boas, outras até por ego. Mas não interessa o motivo, não para ele. Só interessava o final.
Depois de um anúncio que escreveu carregado de emoção e sentimentalismo (que na verdade ele escreveu rindo) o golpe estava no ar. E as pessoas continuavam ajudando e mandando mensagens.
Todas eram muito gentis! Menos uma senhora que o ofereceu um emprego. Enzo se deu ao luxo de ficar ofendido com essa particularmente. Ele nunca gostou de trabalhar e porque ele precisaria? Ele tinha um cachorro monetizado. Quer dizer, o cachorro não é dele, né. Mas você entendeu. Ele até contou o caso da oferta de emprego para Thor.
Falando no Thor, em sua última ida ao mercado ele comprou até uma caixa grande de biscoitos para cachorro. Ele deu quase todos para ele, apenas pegou um para si mesmo, ele queria saber qual gosto tinha.
O Thor ficou tão feliz! E por isso o Enzo acabou ficando feliz também. Assim como a alguns dias, os dois estavam contentes juntos, um por causa do outro e desse vez, o motivo de Enzo era bem menos egoísta.
Um pensamento invadia Enzo com frequência: “conto ou não para o Fê? Ele vai achar engraçado ou vai ficar muito bravo? E se ele ficar bravo, ele vai querer uma parte?”. Essa era uma das situações raras em que ele não sabia o que aconteceria. Mas, é um problema para o futuro.
O decisão mais importante era o que fazer com a grana! Ele pensava em comprar um videogame ou algo assim. Mas, outro problema para o futuro. No momento ele estava relaxando.
As vezes ficava com seu cumplice canino no sofá vendo tv. Teve uma vez que o Thor até lambeu ele. Enzo apenas olhou feio, se fosse nos primeiros dia a reação dele seria bem mais drástica. Até que não era tão desagradável assim ser lambido por cachorro.
Enzo ficou pensando que nunca tinha tido um cachorro. Sempre os achou desnecessariamente barulhentos, sujos e maquinas de sugar dinheiro. O Thor era fora do curva porque ele não gastava dinheiro, ele fazia. E ele não era tão barulhento e também não era sujo.
Ele até que era legal sim. Parecia, de uma forma estranha, até entender o Enzo de um certo jeito. O cachorro parecia surpreendentemente esperto. Ao mesmo tempo, surpreendentemente bobo. Como quando ele ficava abanando o rabo quando Enzo saia do banheiro. Quase como se ele estivesse comemorando que ele saiu vivo de lá.
Enzo começou a passear com Thor. Não pelo cachorro! Mas, para tirar mais fotos ainda para sua vaquinha. Isso iria amolecer um pouquinho mais as pessoas. Até que foi legal, ele andava incrivelmente rápido para um cachorro manco. Ele até o pegou no colo para atravessar uma avenida, com medo dele tentar correr. Mas, foi só o necessário, assim que terminou de atravessar ele o colocou no chão rapidinho.
Passando-se os últimos dias Enzo foi percebendo que já tinha tirado todo o possível das vaquinhas, já tinha arrecadado a grana mais fácil de sua vida (e olha que ele já ganhou muita, muita grana fácil. Muita mesmo). Por sorte, a fonte ia secando bem na hora que o Fernando estava voltando para pegar o Thor. O timing foi impecável. Eu disse, o cara é um artista.
Agora, Thor seria problema de outra pessoa. Outra pessoa iria ter que pegar o coco, levar para passear, lidar com lambidas inconvenientes e dar os biscoitinhos que o deixavam tão feliz.
E a dúvida continuava na cabeça dele. Contar ou não contar para o Fernando? Eis a questão.
Último dia do Thor. Ele estava lá deitado perto do pé do Enzo, sem saber o que iria acontecer. E o Enzo, estava vendo em seu notebook toda a grana que tinha ganho. Ele olhava sorrindo e orgulhoso.
- Último dia, carinha. Até que você foi de boa. Bom, me trouxe uma graninha legal. Quase compensa o tanto de trabalho que você deu. Não, na verdade você deu pouco trabalho até. Achei que seria bem pior.
Enzo deu uma boa encarada no Thor, que o olhou e volta e abanou o rabinho.
- É, você até que é legal.
Thor dá um latido.
A campainha toca. Enzo já tinha separado o que sobrou da ração do cachorro. Ele vai abrir a porta.
Depois de abrir e cumprimentar Fernando ele fala para o amigo entrar. Thor corre até Fernando que se abaixou para fazer carinho nele. Se Enzo fosse um cara um pouco menos frio talvez, só talvez, ele teria quase ficado com ciúme.
“Conto ou não conto...”.
- Foi de boa? – Pergunta Fernando.
- O Thor se comportou bem.
Fernando olha surpreso para Enzo.
- É – Confirmou Enzo – Eu chamei ele de Thor.
Fernando só concorda com a cabeça, sem forçar para saber mais.
Depois de um pouco de conversa, Fernando pega o saco de ração, aperta a mão de Enzo agradecendo e se vira para ir embora levando Thor.
Enzo pensa se fez certo em não contar. Provavelmente fez sim... Por via das dúvidas é melhor não. Se bem que...
- Espera ai! – Exclamou Enzo.
E ai ele se decidiu.
E mesmo depois de toda essa aventura maluca o tempo foi passando para Enzo. Algumas semanas depois, lá estava ele, sentado em seu sofá, vendo tv, sozinho em sua sala. E ele estava bem.
A campainha tocou e ele se levantou animado. Era com certeza o entregador trazendo algumas das coisas que ele pediu com o dinheiro que ganhou.
Ele abre a porta, assina o documento que o entregador lhe deu e traz as sacolas para dentro.
Ele se senta no sofá com tudo aquilo e começa a abrir as coisas.
Quando termina de abrir a primeira coisa ele olha para ela animado.
- Ai, Thor!
Thor vem correndo da área de serviço para a sala. É, no final foi isso que ele decidiu. Ser sincero, não com o Fernando, mas com ele mesmo. E admitir o que ele queria.
Enzo tira uma bolinha da sacola e joga para Thor que fica em êxtase. Ele continua tirando brinquedos, cordinhas e todas essas tralhas. Já que ele e o Thor foram cumplices nada mais justo do que ele ter sua parte.
Thor voltou com a bola e subiu no colo de Enzo, querendo brincar mais.
O Enzo era o cara que sabia das coisas. Mas, dessa vez, ele não soube o que iria acontecer. E, dessa vez, ele se importou sim.
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Atualizado em: Seg 28 Set 2020

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