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O Primeiro Herdeiro

Sussurros foram ouvidos, e sua vida transformada para sempre.

Ainda era cedo, próximo do meio dia e o céu estava radiante. Mas aqui era diferente, o ar pesado dificultava a respiração, não se conseguia ver a luz, apenas feixes dos raios solares transpassando entre os galhos de enormes arvorem antigas  e uma densa névoa de uma floresta tão fechada que nem mesmo os pássaros conseguiam entrar. Ofegante, decidiu que já era hora de sair dali, afinal, já tinha ido longe demais, por hoje bastava.

Na caminhada de volta, sussurros foram disparados em sua direção, algo estava errado, nunca havia acontecido aquilo. Sua pulsação subiu subitamente, os pelos de seu corpo se arrepiaram e sua pele já fria pela névoa, agora estava congelada. Os sussurros continuaram mais próximos do que antes. Lentamente, agachou-se em um arbusto e moveu sua mão estremecida até próximo de sua perna, sacando uma pequena adaga curva, resguardando-se em posição de ataque.

Sua respiração agora estava calma, seu corpo ainda frio, mas atento. Ficou ali durante um tempo, até que um estalo tão forte como um trovão em um dia de tempestade o assustou, saltando do arbusto onde estava em direção a saída da floresta. Corria depressa, esbarrando-se nas árvores e pulando por troncos derrubados,  mas não foi o suficiente, seus pés não tocavam mais o chão. Estava agora nas mãos de um ser desconhecido, flutuando em uma névoa sem saber o que estava acontecendo.

Dali de cima, viu-se um vulto logo a sua frente, com a mão estendida em sua direção. Não havia expressão, seus olhos estavam vendados e sua cabeça encapuzada, apenas seu nariz e sua boca estava visível, além dos cabelos longos e avermelhados caindo sobre seus ombros. Suas vestes eram grandes e verdes, com muitos detalhes, bordados em vermelho e alguns rasgos. O ser gesticulou com sua mão, trazendo-o para mais perto lentamente.

Percebeu-se, agora mais próximo, pela silhueta e os traços do rosto de que era uma mulher. A mão do ser misterioso agora tocará sua testa, deixando-o instantaneamente em um estado inconsciente, enquanto sussurrava palavras misteriosas em sua mente, adormecida, enquanto marcava-o em seu antebraço um tipo de marca ou assinatura.

Herín acordou, no mesmo local onde adormeceu. Seu antebraço ardia, a marca fora feito a fogo, nunca havia visto nada como aquilo. Não sabia o que tinha acontecido, apesar de se lembrar de tudo até no momento em que desmaiou. Assustado, foi embora dali e retornou para a vila de Esgalond, onde vivia com sua família.
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Atualizado em: Ter 12 Nov 2019

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