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O último portal II Justice

O Último Portal II:
Justice































POR: Carry Manson

Nota da Autora: TODA TEM SEXTA NOVOS CAPÍTULOS.



Prólogo

Vivemos numa Nova Era de paz e harmonia

diante da bandeira verde e azul de nosso país.

Por muitos anos, lutamos pela liberdade, sem

entender o quê isto significava. Mas quando

a tivemos em nossas mãos, muitos a viram

com os olhos do arco-íris, que foi a cor que a

mídia pintou, enquanto outros mantiveram a

mente cheia de conhecimento, e por total

consequência a razão. Enquanto os jovens

em sua maioria, e os adultos fingindo serem

jovens pulavam, enchiam a cara, e se

drogavam. Os sensatos, observam o caos,

e não fechavam os olhos para todas as

iniquidades cometidas. Felizmente chegou

o momento em que uma luz brilhou. Ela veio

em forma de escuridão, todos disseram que

era coisa das obras ocultas, quando nem

sequer percebiam, que a sociedade

atual, era o palco destas

forças.

Há algum tempo atrás eu jamais lutaria

a favor de um ditador, mas agora entendo

porquês todos alemães adoraram a Hitler.

Ele veio para salvá-los, da desolação que

se aproximava, não era uma luta contra

os judeus, haviam judeus no seu exército,

mas sim uma luta para salvar o mundo,

que claramente falhou, pois hoje

Eles o dominaram.

Ele era um radical, mas o povo precisava

de um radical, alguém que fizesse algo por

eles, e não para si próprio, um louco, cuja

loucura, aceitando ou não, trouxe muito

desenvolvimento para a sociedade.

As mortes foram horríveis sim, inocentes

morreram é claro, mas nenhuma guerra é

ganha sem dor e sofrimento, nenhuma

glória chega antes de sermos

testados.

Não podemos mais fechar os olhos para

o certo, ou o errado. A justiça tem que ser

feita, para que menos inocentes sofram

, em nome dos falsos revolucionários,

pois revolução mesmo, é aquela

que é benéfica ao individuo,

e os outros.

Infelizmente nem todo mundo vê assim,

e por isso em breve iremos lutar uns contra

os outros, porquê os filhos das cores, não

são capazes de ver o planeta, com os

olhos dos filhos do sol nascente.













Capítulo 1- O brilho no céu, visto pelos poucos.




“Depois do ocorrido na floresta, nosso grupo se

separou. Natasha seguiu com os Filhos das cores, 

abandonando também ao seu par. Alexandra se

casou com um humano, e apenas Victória 

ficou ao meu lado.” Isabelle escreve em seu 

diário, e sorri para o marido, que ao contrário do

que se imagina, não está mais dentro de

Dantas, mas segue com o demônio

Leviroth, com quem outra vez trouxe ao

mundo, a pequena Isandra, que antes era

só um fantasma. Hoje a criança não se

recorda do quanto já ajudou seus pais,

mas tem constantes sonhos a respeito

disso. “Nós trouxemos os demônios

a Terra naquele dia? Será que eram os

nossos pais? Ou libertamos o mal?” Belle

morde a tampa da caneta. Infelizmente

nem tudo são flores, após abrirem os

últimos portais, Leviroth destruiu o

corpo de Dantas, por conta da

sua energia, e por isso teve de ir para

o corpo de um amor secreto da Calligari.

Um garoto por quem nutriu uma paixão

muito forte, antes do metido a perfeito

interferir. Seu nome era Bener De La

Cruz. Um rapaz moreno, magro, de olhos

castanhos, e pele amarelada, que um dia

entregou a sua alma a filha do demônio,

por ter alimentado uma paixão por

ela, desde que tinha 15 anos. Que aliás

tinha sido o corpo original do príncipe, mas

como Isa não percebeu, ele foi obrigado a

mudar, até ela finalmente o amar.

Na hora da transferência, a energia do

par de Isa se tornou tão densa, que o corpo

o rejeitou de imediato, gerando uma triste

consequência, Leviroth perdeu da memória

, ao retornar para a casca vazia, e Isa se

sentiu solitária sem ele, achando que

o tinha perdido. Separados ambos ficaram

sofrendo, Leviroth tentou cometer suicídio,

e a bela feiticeira se jogou nos prazeres do

mundo, viciando-se em certas manias

humanas, que terminaram por

destruí-la. Ao se reencontrarem, a chama

ardente se reascendeu de imediato, só que

o amor, outra vez veio com o tempo, e por

isso eles tiveram problemas para enfim

se adaptarem. Após algum tempo Isabelle

reencontrou Victória, que como os outros foi

para um caminho diferente, e esta veio lhe dizer a 

 triste notícia. Belliath, também tinha partido naquela

 noite, que elas batizaram como o banquete diabólico, e 

isso lhe deixou muito triste e abatida. Ao ouvir as lamentações 

a amiga, a jovem lhe abraça forte, e conta-lhe que passara 

pelo mesmo, só que teve um desfecho feliz, assim elas 

passaram a trabalhar nas buscas pelo

 outro príncipe.

_Olha Belle. Este aqui poderia ser o

Belliath não acha?

_Não, não tem a energia forte dele.

_E este? É sedutor como ele...

_De fato, mas tem a personalidade?

_Isa o quê foi?

Victória larga as fotos estiradas na mesa,

e se volta para a amiga que se mostra bem

pensativa, a respeito de algo. Esta para de

pensar, e olha de forma alheia, como se

tivesse saído de uma alucinação.

_Não é nada Vic. São apenas sonhos

que tem se mostrado curiosos.

_Como assim? O quê tem sonhado?

_Lembra que sumiu por uns anos?

_Eu tinha perdido o meu amado,

não comece a me julgar!

_Não estou. É que desde aquela noite

no bosque, tenho tido sonhos que

não me deixam dormir.

_Que tipo de sonhos? E com quem?

_Um demônio, e é como se Dantas

fosse ele.

_Mas tinha um demônio no Dantas.

O Leviroth seu atual marido.

_Sim...Porém parece que tinha algo

mais, dentro daquele mauricinho

idiota.

Isabelle respira fundo, e recorda-se do

último contato que tivera com o namorado

, e baixa a cabeça. “Você o colocou dentro de

mim! Sua vadia maluca!” “Ele escolheu

seu corpo! Eu não tive culpa!” “Ele só

me escolheu, por sua causa!”. “Eu espero que

você morra!” Gritou ao ver sua pele se dilacerando,

no meio da mata, até que se foi. Deixando-a para o

todo sempre, e então o demônio veio em forma

de espírito, tentando se agarrar a ela, mas 

desapareceu diante de seus olhos.

_Isabelle. Estou falando com você.

_Oi Vic. Me perdoa, estava lembrando

dos últimos momentos, em que o

Dantas foi ele mesmo.

_Por quê?

_Porquê ele desejou minha morte.

_E daí?

_E se ele foi pro Inferno, e fez um

contrato para garantir isso?

_Com o quê tem sonhado?!

_Com o Anticristo, e ele vem para

me buscar, todas as vezes...

_Como um monstro, pronto para

te arrastar para o outro lado?

_Como um noivo no dia do seu

casamento, e eu sou a noiva,

não uma espectadora.

Responde recordando-se dos sonhos

que tem com uma criatura humanoide,

de olhos verdes, cabelos negros e bem

longos, de pele pálida, que está sempre

sério, mas nunca perde a oportunidade

de está ao seu lado, como o seu par, e

antes que a converse se prolongue,

alguém liga a TV do bar, e chama

a atenção das belas.

_Caos no novo governo. Isto é o quê

vemos neste momento! As minorias

se revoltaram, e pedem pela volta

dos velhos ministérios!

_Isto é uma luta pelos direitos

humanos! Este ditador tem que

ser derrubado! Senão mais

gente vai morrer!

_Jovens e adultos, invadem o

congresso, para brigar pelos direitos

dos presos, que estão sendo usados

, para experimentos científicos.

_Eles são humanos como eu e você!

Comem, bebem, sentem frio e medo!

Precisam de cuidados! Não desta

opressão maldita!

_A confusão gera um conflito entre

militantes da bandeira vermelha, e

os militares, que tem carta branca

, para puni-los, caso haja algum

sinal de violência física.

_Isso, isso é resultado do fascismo,

que Vocês seus desumanos, deram o

apoio! Olhem pra esta foto! Olhem

pra este homem! Isso parece

certo pra vocês?!

Uma mulher grita diante da câmera,

e mostra a imagem de um sujeito bem

magro, recebendo agulhadas nas veias,

num estado deplorável. Ao ver aquilo,

Isabelle revira os olhos. “Luan Alves

de Andrade, o cara que estuprou

7 bebês. Merece até pior que

isso.” Se recorda da prisão

do meliante.

_Depois de tudo o quê ele fez

com aquelas crianças, este castigo

é até mediano. Se eu estivesse no

projeto, o torturaria por total

prazer.

_Com certeza. Um ser destes

nem merece ser chamado

de humano.

_É, mas ainda sim, estes cegos

se reúnem diante do Congresso

para lutar pelos direitos dele.

_Sim Belle, a humanidade está

mesmo perdida.

_De fato.

As duas se levantam, pagam a conta

com código digitais, e vão embora, sem

perceber que estavam sendo vigiadas por

um homem de terno e chapéu branco, e

este sorri, e pega as digitais dos copos

, sem que o vejam fazê-lo, pois é um

aparentemente profissional na área.

“Isabelle S Calligari Marry De La Cruz.”

É o quê aparece na tela do seu celular,

junto da imagem da bela, parecendo a

pior das anarquistas. “Victória Silverius

S Haster.” É o segundo nome a vim,

junto da imagem da bela no seu

estado normal.

“Elas são perfeitas para o caso.” Ele

pensa, ao analisar o perfil das duas. Isa

se mostra um gênio revoltado, enquanto

que Vic mostra habilidades notáveis em

trabalhos manuais, e muito carisma.

“Isabelle é realmente a filha dele.”

Conclui, desligando a tela.

A noite...Isabelle digita uma extensa

pesquisa no notebook, e do nada a sua

tela escurece, preocupada, ela se cobre

, e se afasta do aparelho. Dados com

código são  descriptografados, e

ela recebe uma mensagem.

_1508? O quê isto significa?

_Siga o Coelho Alice.

_Eu não. É arriscado demais.

_Você quer respostas sobre o seu

sonho comigo, e eu posso te dá

, mas precisa confiar em

mim.

_Usando robôs é fácil mesmo

roubar informações.

_Eu sei seu nome, e sei onde

nasceu.

_Basta ir no Facebook.

_Eu sei que está roendo a

fronha com medo.

_Estudou meu perfil psicológico.

_Eu sei de coisas que fez no

sonho, e não teve coragem de

contar a Victória, por sentir

vergonha.

_Algo mais?

_Sei de tudo o quê já fez.

_Por exemplo?

_Suas orgias lésbicas com 6

anos de idade.

_Ok. Você venceu. O quê

quer?

_Siga o coelho e saberá.

A tela volta ao normal, e então chega

um convite para um baile de gala, para uma

pessoa, em seu e-mail. “Leviroth não me

perdoaria, mas preciso saber o quê me

atormenta.” Morde os lábios, ao

olhar para trás.

Tomada pela curiosidade, respira fundo,

e responde para o destinatário. “Agradeço

a oportunidade, mas estou inclinada a ter

que recusá-lo.” Envia, e recebe uma outra

mensagem. “Doce Alice, precisa encontrar

o Chapeleiro, o quanto antes. Não pode

recusar.” A dama olha para os lados, e por

fim escreve outra conclusão. “Tenho medo

do Tempo. Ele pode não entender.”, E por

fim recebe a última mensagem. “Farei

um convite duplo, mas preciso vê-la

para o chá.” Desta vez a antiga rebelde não

recua. “Mostre-me o caminho para o Chá.”

Enfim diz, e as mensagens se apagam

Restando um convite para o

casal.

Com Victória acontece a mesma coisa,

porém o roteiro é outro. “Sei que deseja

encontrar alguém que não é deste mundo.”

Diz a sua frase. “Não ignore este aviso, nós

podemos te ajudar a encontrar Belliath.”

Ao ver o nome de seu amado, o seu

coração salta pela boca.

_Como sabem de Belliath?!

_Sabemos tudo sobre você.

Senhorita Haster.

_Quem são vocês afinal?!

_Se queres saber, o caminho para

a floresta deve seguir, Branca

de Neve.

_Não são os caçadores, não é?

_Somos os mineradores, e

podemos encontrar ao seu

príncipe.

_Os Anões?!

Victória gargalha diante do computador,

e leva um pequeno choque na ponta do seu

dedo, que a faz chacoalhar a mão devido a

dorzinha nele provocada. “Ai que anões

irritados.” Pensa, colocando

o indicador na boca.

_Não se trata de uma brincadeira.

_O quê podem me provar sobre

o meu príncipe?

_Que Ele a perdeu para anjos

furiosos, e está entre os

nossos agora.

_O quê?!

_Vá para a floresta, e o verá.

A tela escurece, e Victória recebe um

individual, para a mesma festa que Belle

e Ben foram chamados. Só que enquanto

no convite de uma está impresso o coelho, 

no da outra é uma maçã mordida só de 

um lado.




































































































Capítulo 2- O baile misterioso




No dia seguinte... Victória e Isabelle se

arrumam para a festividade, sem saber que

elas vão se encontrar no mesmo lugar. “ A

fantasia certa para cada convidado.” Diz os

bilhetes, em cima das estranhas caixas

grandes, cor de ovo, que recebem. “Espero

vê-la hoje, mesmo acompanhada do Tempo

, senhorita Alice. Ass: Chapeleiro” É o quê

o bilhete somente de Isabelle diz. “Logo a

princesa irá receber o seu beijo, mas o feliz

para sempre dependerá dela. Ass: Dunga”

É o bilhete de Victória. Ambas pegam as suas 

fantasias, e observam, que mesmo as

respectivas personagens, não precisem de

máscaras, elas precisaram usar. Ben chega

do trabalho, e encontra a caixa enviada a

ele, e pega a sua fantasia de Tempo, que

vem com um aviso. “Olá senhor tempo,

pode ter pensado que enlouqueci, mas eu

preciso encontrar a Alice para o chá.” Diz

o papel que ele esmaga revirando

os olhos.

_A gente já não teve problemas demais?

_Por favor Leviroth. Eu preciso ir neste

lugar, há respostas que você não pode

me dá, não com essa memória.

_Está bem. Mas se o Chapeleiro tentar

ficar com você, ele vai conhecer o punho

do Tempo.

_Que bonitinho da sua parte, ainda ter

ciúmes, depois de anos de casados.

_Eu não lutei com aquele mauricinho

Idiota, para ficar sem você depois.

_Disso cê lembra né!

_E de como você se sentia nos meus

braços também.

_Se controla bonitão. Não quero dá

o Odin para a Isandra tão cedo.

Diz Isabelle fazendo menção ao nome

do próximo filho, que terá com o príncipe

do Caos, e ele a puxa para si, beijando-a

com intensidade, e deixando-a úmida

entre as pernas, ao ponto de ficar

corada.

_Continuo tendo jeito para a coisa.

_Continua sendo meio idiota.

_O idiota que te ama.

_O idiota com quem me casei.

_E que vai amar por mais uma

eternidade.

_Pode ter certeza que sim.

O beija, e ele a carrega, pronto para

lhe tirar as roupas. Mas quando abre a

sua camisa, e vai em direção aos seios

dela, Isandra entra na sala, cortando o

clima quente entre os dois. Sem jeito,

eles sorriem, e a bela ajeita o cabelo

para ir pegar a menina.

_Depois desta festa odiosa...

_Quando Isandra dormir...

_Vou te mostrar os prazeres do Sol.

_Vou ser uma com você como a

Lua.

_Agora vai lá com a nossa

filha. Gostosa!

Ele diz vendo-a de costas, e lhe dá

um tapa na bunda, com o olhar safado,

deixando-a vermelha de vergonha, ao ir

até a menininha de 5 anos, que corre até

os braços da mãe, com os olhos brilhando

de alegria. Ao ver o sorriso da esposa, ele

se sente realizado, por tudo o quê eles

viveram, ter acabado tão bem.

“Eu preciso encontrar a Alice para o

chá.” Lhe vem a mente, transformando a

sua face aliviada, em grande mau humor.

“Como se não bastasse ter que ficar no

corpo daquele moleque. Agora isso.”

Pensa com raiva, temendo o quê

está por vir.

Sua memória pode ser sido afetada,

mas não a mente de estrategista natural, e

esta lhe diz que esta festa não vai terminar

nem um pouco bem. Porém devido as atuais 

circunstâncias, ele não pode dizer não a

sua amada.

A noite...Eles chegam ao local, é um

museu antigo, e há muitos homens e

mulheres bem de vida. Leviroth põe a

máscara depois de entrar, e Isabelle

o faz logo em seguida, grudando no

marido com medo do quê vai ter

encontrar ali. Infelizmente, assim que

entram, há pelo menos 5 Alices dentro

do salão, e quando o demônio se afasta

para pegar as bebidas, a bela desaparece

em meio as outras, e é puxada para o

centro do lugar, onde dança com

o Chapeleiro.

_Olá Alice. Fico feliz que veio

para a festa do Chá.

_Quem é você? E o quê quer

exatamente?

_Você já me conhece dos seus

sonhos querida.

_Esta é a pior cantada de todos

os tempos. Senhor Chapeleiro.

_Estou falando sério.

Pega em suas costas, e então aproxima

sua boca do ouvido da bela, que fica por

procurar pelo seu par, ignorando o ser

misterioso, que se irrita, e a aperta

colando-a em seu peito.

_Meu reinado se aproxima.

E a prostituta deve caminhar

ao meu lado.

_Que coisa romântica de se

dizer no primeiro encontro...

_Você pensa que casou-se com o

príncipe. Mas também já foi a

mulher de um Rei.

_Anticristo?

_Nesta noite sou só o Chapeleiro.

Tira a máscara para a dama, e esta que

já não conseguia respirar, perde o ar por o

ver ali diante dela, segurando-a nos seus

braços. Ele era idêntico ao sonho, só

que neste momento está a sorrir,

com bastante confiança.

_Silêncio. Não grite.

_Por quê está aqui?!

_Porquê é chegada a hora de

assumir o poderio do mundo.

_E o quê isto tem a ver

Comigo?!

_Você é a mulher de vermelho,

e deve ficar comigo.

_Eu já pertenço a outro ser.

_Será que é verdade?

_É claro que é, eu vi a minha vida

passada com ele!

_Mas a viu por completo? Acha mesmo

que alguém como você só teve um

amor?

_E o quê sabe sobre mim?!

_Sei que ajudou a me libertar.

É a última coisa que diz, dando-lhe um

beijo rápido, e se misturando a multidão ao

ver que Leviroth tinha percebido, que a sua

Alice, tinha uma pulseira negra envolta do

pulso, que a diferenciava das outras, e

estava vindo resgatá-la.

_Vamos sair daqui agora.

_Está tudo bem meu amor?

_Ele me beijou!

_O Chapeleiro?!

_O Anticristo!

Berra claramente traumatizada com

tal encontro, e abraça o marido, sentindo-se

mole, como se fosse desmaiar de tanto

nervosismo. Do outro lado do salão, que está

 decorado com árvores semelhante a floresta.

Victória dança nos braços de um belo príncipe

 com máscara, que fica em  silêncio, até que 

ele a beija, e esta sente tanto fervor, que 

não há como negar,

é Belliath ali.

_Eu senti a sua falta minha princesa.

_O beijo foi ótimo, mas como posso

ter certeza que você é você?

_Pergunte algo que só nós dois

sabemos.

_Como foi a nossa primeira vez?

_Comigo sendo romântico, ao contrário

do Roger.

_Algo mais?

_Você me expulsou do corpo dele,

e voltei a ser grosso, mas mesmo

assim nos envolvemos naquela

noite.

_Belliath!

_O corpo do Roger não suportou.

Tive mudar, antes que a insanidade

dele me afetasse.

_Tudo bem. Contanto que eu

esteja com você.

_Sim meu amor...

Ele a abraça e olha para o outro lado, no

qual O chapeleiro passa fazendo o sinal de

que é hora de ir. Ao vê-lo, pede-lhe mais

tempo, mas o líder nega, e o príncipe

beija a sua amada com furor, deixando-a

sem fôlego por alguns segundos, então

segura em sua face, e olha em seus

olhos.

_Eu preciso ir agora.

_Para onde?

_Não posso dizer no momento.

Mas tenha certeza de uma coisa,

eu vou te achar de novo.

_Me promete?

_Sim, fique com isso, é algo

que tenho esperado muito tempo

para te dá outra vez.

_Isso é?

_Sim, quando eu puder voltar,

nós iremos nos casar. Diga

a Isabelle, que mandei um

“Oi.”

_Isabelle está aqui?

_Sim, Ele queria muito vê-la

, mas não podia se expor.

_Quem?

_O Anticristo.

Responde deixando a amada com o anel de

noivado, e parte com o Chapeleiro. Isabelle tira

a máscara, e sai do salão de festas, e já se senta no sofá 

onde os bêbados deitam, e fica no colo do marido, que lhe

 faz um carinho na cabeça, acalmando-a, pois apesar da

forma atraente do tal ser, ela está em estado de

 choque.

_Belle!

_Vic!

_Como veio parar aqui?!

_Recebi um convite.

_Eita quanta grosseria.

_Desculpe, eu vim por respostas

, e acabei por me deparar com

o meu pesadelo vivo. E

você?

_Vim encontrar Belliath, que

está junto do seu pesadelo

vivo.

_Olá Victória, eu também

estou aqui.

Diz o demônio erguendo a mão, como

um aluno na hora da chamada. E é quando

a bela nota que há mais alguém junto de sua

amiga, e fica constrangida por ter ignorado

o coitado sem querer.

_Oi Leviroth. Desculpe, estava

tão doida para encontrar a Belle,

que nem te vi.

_Depois dizem que não tem um

“relacionamento lésbico”.

_Para com isso Levi. Como foi

reencontrar o Belliath?

_Foi lindo e perfeito. Do jeito com

o qual sonhei Belle. Olha só!

_Nossa trabalhar pro Anticristo

compensa hein?! Mor será que

ele me arranja um emprego?

_Nem pensar. Se você faltar um

dia, em vez de descontar no salário,

ele fala que tá no contrato chamar

a sua esposa para um jantar!

_Se for como os sonhos que ela

me contou, é melhor ficarem bem

longe dele. Ele quer tanto ela,

quanto você já quis.

_Já quis? Eu continuo louco

por essa mulher! E juro que ainda

quero arrebentar esse cara, por ter

beijado ela. Aliás cadê ele hein?

_Se aquieta bravão. Ele correu assim

que te viu. Não deve mais nem sequer

está por aqui. O quê significa que: É

hora de beber!

_Opa!

Victória fica no bar admirando a aliança

que seu amado lhe deu, com tanta alegria

que nem nota outros rapazes. Já Isabelle

bebe sem parar, querendo perder a sua

consciência, para esquecer que tudo o

quê temia, tinha vindo a tona.

_Mais um por favor.

_Já chega Camelinho. Eu vou no

banheiro, e vamos para casa

certo?

_Está bem. Vou chamar, a Vic.

A bela se prepara para se levantar, só

que seu corpo está pesado. O efeito da bebida

é tão forte, que vê tudo rodando, vários Chapeleiros

 caminham pelo salão, e ela não sabe se está alucinando, 

até que um deles, a ajuda a ficar de pé,  lhe entrega uma carta. 

Ela rapidamente a abre, percebendo que deve ler antes do marido

voltar. “Você seguiu o Coelho, e esta é a sua recompensa. Te vejo lá

, junto da Branca de Neve.” É tudo o quê diz no papel, e dentro do 

envelope acha um pendrive, que tem esculpido nele a estranha 

numeração...“1508.” Olha para o drive, e o guarda no bolso. Victória 

vem ao seu encontro, depois de sair do trem do amor, e a moça 

logo lhe mostra a carta, e o tal aparelho que veio junto. Ao 

ver aquilo, a jovem fica estática, e curiosa para entender

 qual é a relação de Belle com o Anticristo.

_Belle...Você é um imã para demônios!

_Há há engraçadinha. Deve ter algo muito

errado comigo isso sim.

_O quê ele queria com você esta noite?

_Eu não sei. Acho que me traumatizar.

_Com um beijo?

_Qual é. Foi só um selinho. Mas o fato

de vim da boca dele, é que me assustou.

_Não foi como quando Leviroth...

_Não! Eu tenho medo dele!

_Então não gostou nem um pouco?

_Eu sou casada. Com o amor da

minha vida. É claro que não.

_Eu não entendo Belle. Você e

Leviroth são almas gêmeas, por quê

surgiu mais alguém nessa história?

_Boa pergunta. Ele diz que foi porquê

Eu fui mulher dele.

_Mas toda a sua vida passada foi

Revelada, com a chegada de

Leviroth.

_Foi o quê eu pensei, só que ele

garante que há mais para

saber.

_Então no pendrive...

_Deve ter mais pistas sobre quem eu

já fui.

Conclui observando o marido se

aproximar, então esconde o pendrive e a carta.

Eles vão para dentro de um Uber, e ali longe dos

olhos curiosos, a jovem pega o tal papel e

mostra para o conjugue.

_Ele não queria que soubesse.

_Que horas recebeu isso?

_Foi ainda pouco. Antes de partimos.

_Ele está te atraindo para alguma

armadilha.

_Eu sei, por isso estou te contando.

_Devia cortar relações com

esse cara.

O motorista os observa pelo retrovisor,

e aumenta a velocidade em que está indo,

mudando o percurso do caminho de volta

para casa. Notando a estranha situação, a

moça olha para o marido, e os dois se

jogam em cima do motorista.

_O quê está fazendo?! Pra onde está

nos levando?!

_Responda para ela, ou vai acabar

morto.

_Por favor não façam nada comigo!

Ele me obrigou! É a única forma

de sair! De sair!

_Você está trabalhando para

O Anticristo?!

_Responda ou quebro o seu pescoço!

_Não! É para O Chapeleiro! Ele quer

vê-la de novo senhorita Alice da

pulseira negra!

_Droga!

Grita ao sentir o impacto do carro colidindo

com outro. Leviroth é jogado contra o painel,

e ela se bate no banco, ficando com

uma linha de sangue na testa. O Chapeleiro

entra na parte do passageiro, e pega a moça em

seus braços, olhando para o rival, que se mostra

desesperado, por não poder fazer nada, já que sem 

memória, não sabia como ativar os seus poderes 

caóticos. Isabelle acorda, sendo carregada pelo

estranho, e sente o cabelo negro dele,

caindo sob o seu rosto.

_O quê, você, quer comigo?

_Apenas a sua lealdade. Deixei bem

claro que não devia contar a ele, só

quê fez, e a consequência foi essa

querida Alice.

_Está dizendo que isso, isso é um

Jogo?!

_E o quê não é? Tudo se trata de

ganhar uma recompensa por algo. Até

um bebê sorri apenas, porquê sabe

que vai receber um agrado.

_Eu não sei, qual é, o, seu problema,

mas juro, vou, te arrebentar!

Grita usando o seu dom, para jogar um

poste em cima dele, só que ele sorri, ergue

a mão, e estala o dedo destruindo-o em mil

pedaços. Ela entra em pânico, e para de

reagir, fazendo-o sentir o doce gosto da

vitória, obtida através do medo.

_Esqueceu quem tem mais força?

_Como eu, poderia saber? Nunca

te vi, na minha vida!

_Não adianta fingir. Eu provoquei

aqueles sonhos.

_Eu não sou, a prostituta.

_Como pode ter tanta certeza?

_Como você pode?!

_Porquê fui eu quem te devolveu

para este mundo Luciféria.

“Como ele pode saber que este é o meu

outro nome?!” Ofega, aterrorizada pelas

coisas que o sujeito tem conhecimento a

seu respeito. “É ele. Não há mais nem

uma dúvida.” Termina, enquanto

entram em outro carro.

_Pode respirar. Não vou te fazer nada.

Pelos sonhos já deveria saber.

_Eu não estou destinada a você!

_De fato antes não estava. Mas na

hora que alterei o seu destino,

passou a ser.

_Por quê eu?! Com tanta mulher no

mundo, muito mais bonita. Por quê

tem que ser eu?!

_Porquê foi você Isabelle, quem

Eu escolhi, e não há anjo ou demônio

que possa impedir, o quê agora nós

somos um para o outro.

_O pesadelo e uma bruxa que

quer fugir dele?!

_Um só espírito. Uma só carne.

Uma única...

_Eu sou a Alma Gêmea de Leviroth!

Lúcifer nos revelou isso!

Esbraveja, horrorizada pela palavra que

ia sair da boca do poderoso homem. “Isso

não pode ser verdade. Não pode! Eu amo

Leviroth! Como nunca amei ninguém

antes!” Suas mãos tremem sem

parar.

_Não é mais. Agora é a minha.

_E a Minha opinião sobre isso?

Eu não te dei permissão de

se tornar meu par!

_Não deu nesta na vida. Mas na

outra foi apaixonada por mim, de

tal forma, que governou o Egito

ao meu lado.

_Eu sempre fui do Leviroth.

_Defina sempre. Porquê até onde

Eu sei, nós passamos um bom

tempo juntos.

_Escuta aqui. Ôh falso messias do

caralho. Eu já fui encantada por um

demônio, e ele usou a sua mesma

jogada. Por isso não vou cair...

O belo se debruça em cima dela, e a

beija, segurando-a com firmeza. Desta

vez ela luta para se livrar dele, não por

não resistir, mas sim porquê só é

capaz de pensar em Leviroth,

neste momento.

Não é como da outra vez, em que o

toque do demônio, a fazia ir as nuvens, e

se sentia culpada por desejá-lo. Ela sente

total desespero, desgosto, e desprazer

em tal atitude, por isso o morde bem

forte, ao ponto de sangrar, só que

isto o faz rir.

_Aposto que ele nunca calou sua

boquinha desta forma.

_Eu sou casada! Com o amor da minha

Vida e existência! Encoste em mim de

novo, e eu vou...

_Vai o quê?! Me morder como uma

gatinha assustada que é?!

_O quê eu fiz para merecer isso?!

_Me soltou para o universo.

_Eu nem me lembro disso!

_Não lembra porquê faz muito

tempo, mas desde daquele dia eu

soube que era perfeita, e que a deusa

mãe a tinha feito para mim...

Se recorda da menina ruivinha, que foi até

o Tártaro, e o libertou para o cosmos. “Você

sabe que posso destruir o universo?”

“Sim, sei, e eu quero que faça isso, é uma

forma de me agradecer.” Ele a vê lhe dando as

costas, então seus olhos ficam fixos na miniatura

da Rainha da terra do não retorno. “Um dia ela será

a minha rainha.” pensa ao escapar, virando-se para 

trás, só para ter certeza de que vai ver a criança

 maldosa outra vez, mas esta já tinha

desaparecido.

_Eu me apaixonei por você naquele dia.

_Pelo que me disse eu era uma criança

, uma criança bem estúpida por

sinal.

_Sim era. Mas aguardei ansiosamente

, até que crescesse, só que quando fui

lhe buscar, o seu coração já tinha

sido tomado por Ele.

_Não foi tomado. Eu o dei para ele.

_Foi tomado sim. De mim. Eu deveria

ter sido o seu par, não aquele idiota

do príncipe.

O ódio e a mágoa nos olhos do belo

estranho, são bem visíveis, e dão fortes

calafrios na jovem mulher, que não se

sente nada a vontade, na presença

da ilustre figura.

_Se isso é verdade, por quê Lúcifer

nunca o mencionou!? Ou te vi na

hora que despertei?!

_Lúcifer apoia sua união com Leviroth,

e por culpa pelo o quê um dia sentiu por

mim, você apagou nossas memórias.

_História bonita! Mas eu sempre fico

com Leviroth, por quê insiste!? É

óbvio que a deusa mãe não

me fez pra ti!

_Porquê Eu quero você. Tanto que

roubei as tábuas do destino, que a tal

deusa destinada a mim, um dia pegou

do deus aquático, e lá escrevi que é

para sermos um só.

_Você é louco.

Ele se prepara para responder, porém antes

que o faça, é atingido por um dardo na nuca, e

desmaia. Preocupada com quem possa ser, ela

empurra o corpo dele, se rasteja para fora do

carro, pronta para correr, antes que a

peguem também.Ele se prepara para responder, porém antes

que o faça, é atingido por um dardo na nuca, e

desmaia. Preocupada com quem possa ser, ela

empurra o corpo dele, se rasteja para fora do

carro, pronta para correr, antes que a

peguem também.













Capitulo 3- Mais mistérios no ar.




A moça passa por trás do carro, e aumenta a velocidade 

de seus passos, correndo para longe do veículo, antes que

seja atingida como o homem que a sequestrou. Os seus

cabelos esvoaçam ao vento, é evidente que há medo

em seu olhar, ela precisa sair dali, pois como 

nas outras vidas, os inimigos são 

perigosos.

_Isabelle S Calligari De La Cruz.

_Como sabe o meu nome?

_Não há tempo para responder.

Venha comigo.

_Socorro!

Um ser alado levanta voo, pegando-a em

seus braços, e este a coloca dentro de um carro

em movimento, através do teto solar, e entra logo

em seguida. A morena olha para os lados, e vê que

o marido, está recebendo os cuidados médicos

logo a frente, e se não estão tentando-a

lhe separar dele, inimigos não

devem ser.

_Para onde estamos indo?

_Logo irá saber senhorita Calligari.

_Por quê estão nos ajudando?

Quem são vocês?

_São respostas que logo irá obter.

Mas antes há outras pessoas

a serem encontradas...

Responde-lhe o anjo, com um sorriso, e lhe

aplica um sonífero no pescoço, que a faz desmaiar

em seu ombro. Não permitindo-a vê-lo, e talvez o

reconhecer de algum lugar. O carro segue a

viagem, e entra num túnel, no qual

desaparece. Olhos se movem, ainda fechados, e se 

abrem em sincronia, outra vez As 4 fases da Lua está

reunida, porém uma integrante não está presente, e 

esta é Natasha, que neste momento lidera as atuais

tropas da bandeira vermelha, por ter sido uma

dos convertidos em Filhos das cores.

_Onde estamos?! Belle?! Victória?!

_Alexandra?! (Dizem em uníssono)

_O quê aconteceu para virmos 

parar aqui?! Horácio?!

_Alexandra? Está tudo bem meu

amor?!

_Isabelle...Isabelle não vá com ele...

Leviroth parece ter pesadelos, e a sua

amada, pula do sofá negro, correndo para 

acordá-lo, e antes que haja mais confusão, 

o agente que salvou a Senhora De La 

Cruz, caminha no meio da sala.

Ele é pálido como a lua, tem olhos azuis,

e cabelos negros curtos. Apesar da roupa de 

agente de elite, este não se mostra muito 

formal, e se escora na beira mesa, 

atraindo a atenção deles.

_Olá para todos.

_Isso daqui não é um dos jogos

mortais não é?!

_Alexandra isso não tem sentido!

_Garotas...

_Ué é Belle, os caras não nos deixaram

ver como se chega aqui. Preciso saber

se estamos em perigo.

_E você acha que eles nos diriam?

_Ninguém está em perigo aqui.

Não ainda pelo menos.

_Viu como foi bom perguntar?!

_Seria melhor não saber.

_Vocês foram convocados, porquê

precisamos da sua ajuda.

O agente revira os olhos, e os rapazes ficam

analisando aquilo friamente. Tentando saber a

onde isso dará. Sabendo que as palavras não

serão o suficiente, o rapaz liga a TV LCD atrás 

dele, e mostra as imagens do fatídico dia

do banquete diabólico.

_Não! Algo deu errado! 

_Leviroth! Leviroth! 

_Sua vadia! Espero que morra!

_Victória ele quer o controle 

de volta! Não vai dá!

_Belliath! Não!

_Samalast! 

_Alexandra!

_Não confie neles Natasha!

_Meu amor!

Vários corpos ficam atirados ao piso sem as

suas órbitas, como se tivessem queimado por

dentro. As 4 bruxas olham para os cadáveres,

e ficam em estado de pânico, sem saber o

quê fazer. Forças obscuras saem de dentro do

tal portal, dando gargalhadas, por enfim ficarem

livres de suas prisões. Elas giram entorno das

feiticeiras, até por fim irem para cima

delas, fazendo-as berrar em

desespero.

_Sim nós sabemos o quê fizeram.

_Éramos jovens, não sabíamos que o 

resultado seria este! 

_Só queríamos ver nossos pais!

_Eu só queria saber se real!

_Sim, sabemos disso. Se acalmem.

_Eu não matei o Dantas.

_Eu não mandei o Roger pro

hospício.

_Eu não destruí o meu namorado.

_Não exagerem. Nisso são culpadas.

Diz o moreno, e Isabelle fica irritada com

a atitude fria dele. Por isso se levanta e vai

ao seu encontro, pronta para bater nele

se preciso, afinal de contas tinha sido

um idiota, e merecia uma bela

correção.

_Como você ousa dizer isso?!

Não vê o estado em que elas

estão?!

_Pensassem nisso antes de querer

brincarem de Deus. Luciféria!

_Como sabe o meu nome real?!

_Não importa. Me perdoe eu

fiquei nervoso.

_Como sabe disso?!

_Ele sabe porquê é um arcanjo

Izzy.

Diz Leviroth os separando, antes que ele

se matem ali mesmo. Porém quando vê o

rosto do agente de perto, de imediato o

reconhece, e isto o faz ficar catatônico,

e implorar com o olhar, para que não

 diga nada para Isabelle.

_Um Arcanjo?!

_É. Um dos que te levou para o céu.

_Isso mesmo. Eu quem te assassinei

na outra vida, para impedir que

abrisse outro portal.

_Agora que não confio mesmo em

você! Pior que os Filhos das Cores 

é a tua raça!

_Calma Izzy.

_É a mesma que a sua. Então cuidado

na hora julgar. Eu abri minhas asas e voei

contigo, pensou que fosse o quê?

_Eu sou diferente! Eu sei lá um

mutante?!

_Já chega vocês dois.

O marido a leva de volta para o sofá, e

olha para trás, o ser alado agradece com

gestos, e o demônio olha com indiferença,

sentando-se junto da esposa, que ao se

ajeitar, o encara com raiva latente.

_Não estou aqui para achar um

culpado, e sim uma solução.

_Como se Lúcifer ou Satã fossem 

nos permitir, ajudar anjos imundos 

como você.

_Eu permito, e aliás sou um só.

Diz um homem tão louro, que parece ter

sido coberto pela luz mais radiante do mundo.

Ao vê-lo Isabelle cai para trás, e Victória fica

de queixo caído. Junto dele vem Belial, e

o deus sumério Enki, agora batizado

como Leviatã.

_Papai?

_Eu e Victória somos irmãs?!

_Não entendo por quê estão tão 

surpresas. Já os viram antes.

_Venham cá, dá um abraço minhas

princesas queridas.

Lúcifer abre os braços,  tornando-se agora 

um belo moreno de olhos vermelhos, e com o

par de chifres exposto, e Victória corre para

abraçá-lo. Isabelle fica congelada ali, sem

se mover, e por isso o pai vai ao 

seu encontro.

_Ainda bravinha e ciumenta não é

Luciféria?

_Só estou assustada. Foi me dito que

um dia herdaria o seu reino, e a 

Vic o reino de Satã.

_ E ambiciosa, como o pai...

Confundiram as suas mentes minha

Princesinha. Ninguém vai herdar reino

algum, porquê sou eterno.

_Que animador...

_Mas você e Victória, tem os seus

próprios, que foram feitos com muito

carinho pela sua amada mãe Lilith.

_Então ? 

_Vocês não são só princesas do

Caos. São rainhas de reinos

distintos.

_Interesseira!

O agente tosse, chamando a atenção de

Isabelle, e o imperador do Caos, ri daquilo

notando o raio que está saindo dos olhos de

ambos, que estão se fulminando sem parar,

como se houvesse alguma história, por

trás de tanto ódio mútuo.

_Algumas coisas nunca mudam...

_Não, não diz...

_Não diz o quê? Estrupício de asas?

_Não é Miguel?

_Ela vai me matar agora.

_Miguel? Arcanjo Miguel?!

_Isso mesmo querida.

A bela de imediato se afasta, e Victória e Alexandra vão 

atrás dela. Miguel e Lúcifer discutem um com o outro. “Não 

tínhamos combinado que ela não saberia?!” “E te dá a chance 

de desgraçar a vida dela de novo?” “Eu nem queria voltar a me

envolver com aquela maluca! Estou trabalhando aqui contra

a minha vontade!” “Não pareceu isso Nergal.” “Dá pra parar

de entregar meus nomes de bandeja?” “Então pare com a

sua procura, por motivos pra discutir com Ereshkigal, 

foi assim que começou da outra vez.”

_Belle está tudo bem?

_Parece que cê tava certa...

_Eu tô bem Vic, e concordo Alex.

_Vai conseguir fazer a sua missão com ele?

_Ele não parece muito interessado em voltar,

então pode ficar fria.

_É, eu vou ficar calma. Não é nada demais.

Olha para o agente que continua a brigar com o irmão,

que segue gargalhando, zombando das desculpas do pobre

, que se mostra incomodado com as alegações. Seu olhar de

medo, se cruza com os da jovem, e ambos ficam parados,

totalmente desconsertados. O Anticristo não tinha lhe dito 

mentiras, ela realmente teve outros pares, e o arcanjo era um 

deles, mas como o seu amor por Leviroth era maior, ela fingia

que não existiam. Ele passa a mão no cabelo cortado, e por

fim respira fundo, indo ao seu encontro. Ao chegar as

amigas o observam como leoas prontas para

avançar.

_Me perdoe. Eu só fiquei irritado por

falar mal dos anjos.

_Tudo bem.

_O quê aconteceu no passado, fica enterrado lá.

_Concordo plenamente com você.

_Podemos trabalhar juntos?

_Certamente.

Apertam as mãos como adultos maduros, e ele se 

distancia, recompondo-se, após engolir a verdade seca,

que lhe dói a garganta. “Fica no passado.” Olha para ela

e Leviroth juntos, sorrindo um para o outro. “Enterrado

lá.” Fecha os olhos com tristeza, e se esforça para 

fingir que está tudo bem.  

 Olha para ela

e Leviroth juntos, sorrindo um para o outro. “Enterrado

lá.” Fecha os olhos com tristeza, e se esforça para 

fingir que está tudo bem.

_Todos reunidos. Agora podemos seguir adiante.

O agente começa a descrever por quê cada um foi

convocado ali. Contando toda a história que veio dá 

origem, a esta estranha união entre iluminação e 

trevas, com o auxílio de slides. “É dito na bíblia 

que após a queda dele, escuridão e luz não devem 

se misturar. Mas dado as tristes circunstâncias em que

 tanto anjos quanto os demônios, estavam a mercê da 

extinção não tivemos outra escolha, senão nos

 juntarmos.” Inicia, com

o olhar fixo no nada, e mostra imagens da luta

entre o céu e o inferno. “Eles queriam paz, e nós

a guerra porém ambos utilizamos os mesmos meios 

para isso, e foi assim que o libertamos.” Mostra a 

imagem do Chapeleiro para todos, e a filha de 

Lúcifer sente um incômodo. “Todo o nosso ódio e

mágoa, nos deixou tão cegos, que nem percebemos

quando ele se apossou de nossos mundos, e quando

voltamos a razão, era tarde demais.” Mostra o paraíso

devastado, e o inferno dominado. “Por muitos séculos

vagamos sem um lar, até acharmos este planeta no

qual nos estabelecemos.” Mostra a chegada dos 

Anunnakis e os reptilianos, e como eles se

desenvolveram. “Haviam alguns conflitos vez ou 

outra, pois somos como água e óleo. Mas nós criamos

uma bela comunidade, tanto para anjos, quanto para

os demônios.” Aponta para o Egito, e demonstra os

deuses, mas não há bons ou maus, apenas os

iluminados, e os obscuros. “Infelizmente ele nos

encontrou. Meu povo foi escravizado outra vez, e os

demônios se curvaram para ele, para sobreviver. Só

restou um punhado de anjos e demônios, seguros

do Pacto de Harmonia.” Ele mostra os seres de

amaduras vermelhas, se curvando para o 

ser. “Ele é aparentemente só um garoto, mas não

se enganem, seu poder era tão grande, que o próprio

pai, tentou devorá-lo, para o impedir de reinar.” As

cenas agora se passam na Grécia antiga. O garoto

é um homem agora, que domina as terras sombrias

, e o Olimpo. Sim ele é Zeus e Hades, mas em 

períodos diferentes. Pois o verdadeiro Zeus é o

próprio Lúcifer, renascido após ter sido preso pelo

próprio filho, quando era o Titã Prometheus. “Você

será jogado na Terra do não retorno.” Diz-lhe o titã. 

“Eu voltarei, e tomarei o trono de ti outra vez Zeus.”

Declara o inimigo. “Dizem que Perséfone é assim.

Mas esta foi uma forma que propagamos para 

garantir a segurança dela.” Ele olha para

o anjo das bruxas.

“Só que a sua verdadeira forma é essa.” Surge o

retrato da deusa, e as bruxas se viram para Isabelle

, que fica transtornada com aquilo. “É idêntica a ti.”

Diz Victória fascinada com isso. “Tem até as suas

Tetas.” Alexandra brinca, e a jovem se cobre

com os braços. “Ao contrário do quê os humanos

dizem, Koré não era uma virgem, e tão pouco estava

livre naqueles tempos, tinha um relacionamento 

com Thanatos, sob a alcunha de Macária, e com ele teve um 

bebê. Algo que enfureceu  bastante o

deus dos infernos gregos, e por isso 

ele a tomou para si.” O rapto da deusa, é mostrado

em obras de artes, que não condizem com a sua forma

verdadeira. “Os humanos inventaram também que a deusa

Afrodite, era um equivalente de Inanna, a deusa mesopotâmica

, e que esta tinha descido ao Inferno, apenas para rever o seu

amante Adônis.” Imagens de Afrodite e Adônis surgem na

tela. “Mas como devem saber, assim como a descida dela, a

sua identidade também é uma mentira. Esta é a antiga forma

dela.” A imagem da deusa é idêntica a Victória. “Isso explica

porquê sempre acreditou no amor, mais que todos.” Diz

Isabelle. “Ou porquê teve tantos namorados.” A outra

bruxa brinca. “Afrodite não nasceu da espuma do mar, esta

é uma metáfora, que esconde o seu outro nome Despina. A

deusa renegada.” Segue contando a história sem muito

interesse. “Ao contrário do quê a humanidade prega, ela não

foi deixada para trás, porquê Deméter era má, ou por ser fruto

de um abuso. Mas sim porquê Despina compactuou com os

titãs, na guerra, para roubar o trono de Perséfone, a sua

irmã mais velha.” Victória se sente triste, mas Isabelle segura

sua mão, dando-lhe apoio. O quê ocorreu naqueles tempos, é

para ser esquecido, pois hoje em dia são melhores amigas. “

E foi assim que garantiu que Perséfone fosse levada

ao Inferno.” Prossegue. “Despina teve orgulho de seu ato

cruel, até sofrer as consequências. Deméter ficou desolada pela

perda da filha, e por esta razão esqueceu dos outros filhos, não

se importando com nenhum deles, exatamente como quando

a caçula nasceu.” Ao ouvir aquilo Isabelle fica de queixo

caído, pois nas suas visões em que tinha uma irmã

, esta parecia ser muito mais amada. “Hera não queria deixar

que Deméter fizesse um acordo para devolverem a filha. Afinal

de contas, ela era o pilar de Despina neste plano, pois tudo o

quê desejava, era fazer a sua rival sofrer, por tira-lhe o

amor de Zeus.” Ao verem a história, as irmãs se entreolham,

e lembram das vezes que viam sobre Ninlil e Inanna, que

desde o principio queria o amor de Enlil, mas como este era 

da irmã, ela ficou furiosa. “Me perdoa Belle.” Victória se

sente incomodada, e chora, abraçando a sua 

irmã. “Esta tudo bem. Nos preparamos para este dia Vic, ou

esqueceu de como foi que nos conhecemos?” A dama ri, e a 

moça fica sem jeito. “Despina se arrependeu, e foi até

Hades, desfazer o acordo, mas o deus tinha se apaixonado 

pela deusa, e não a queria deixar ir, pois temia que nunca

mais voltasse.” Isabelle sente uma dor na garganta. “Triste

pela derrota, a deusa renegada caminhou sem rumo, até cair no

mar, e se encontrar com outra divindade, que estava morrendo em

 meio a tantas guerras e desavenças.” Surge a primeira Afrodite 

celestial, sentindo-se fraca. “Me perdoe. Eu não sabia que meu ódio 

poderia causar tantas desgraças.” Implora o perdão da deusa, esta sorri 

e toca em seu rosto, puxando-a para perto. “Este é o meu fim Despina.

Por tua causa, Eu o Amor estou morrendo, e é por isso que precisa

consertar o teu erro.” Disse-lhe a deusa a beira da morte.

“Como? Se tudo o quê consigo fazer é congelar e destruir o quê a

minha mãe cria.” Chorou a menina de cabelos brancos e rosto jovem.

“Através do amor minha querida. Através do amor.” Disse-lhe com

as mãos em sua face, e a beijou calorosamente, preenchendo o

frio em seu coração, com tanto calor, que seus cabelos

mudaram de neve para vermelhos como as

rosas. A luz brilhou, e por fim ela saiu das espumas renascida, a

velha Despina, amargurada e louca por destruição tinha morrido, e

dado espaço para a segunda Afrodite, que faria o quê estivesse ao

seu alcance, para salvar a sua irmã do marido. “Despina não foi a

única a receber o beijo de uma deusa, que lhe deu novos poderes.

Koré também tinha passado por este processo, e por isso sua irmã

se sentiu tão mal.” O anjo explica, e Isabelle fica

a se questionar.

_Perdão mas está errado. Eu vi o meu passado.

Eu era a invejosa, não Despina.

_Até onde exatamente você viu? Na infância sim,

teve suas razões para detestar a sua irmã, pelo tipo

de carinho que Deméter dava a ela. Mas depois que

ficou mais velha, e recebeu a graça de Nyx, sua

mãe teve muito orgulho de você.

_Sim, mas Despina era mais amada e 

querida.

_Não, quem te disse isso?

_Uma bruxa chamada Ariadna.

_Ela mentiu para você. Sempre foi muito amada

por seus pais, por ser a primeira filha deles, e mesmo

achando que não, eles te deram tudo o quê podiam

, para te fazer feliz. Só que o fato de dividirem 

este amor com Despina, que te deixou

tão chateada.

_Mas Ariadna...

_Claramente não é de confiança.

Responde e prossegue ignorando os outros apelos. “Eu disse que

nós duas fomos bem amadas.” Resmungou Victória com alegria, por

saber que não deixou sua amiga sofrer. “Para chegar no lar

do deus do submundo. Afrodite foi até a deusa Tétis, e pediu-lhe

para levá-la ao fundo do mar. Para assim chegar as águas,

que passaram pelo Tártaro.” Contou a história, e como já era de

se esperar, Tétis tinha traços idênticos aos de Alexandra, que fez logo

um sinal, para que as irmãs se calassem. “Em várias culturas, estas 3 deusas

foram muito conhecidas, e como ambas tiveram domínio do submundo, logo

formaram a egrégora de Hécate, que deu origem ao surgimento de uma

nova deusa na mente humana.” Eis que aparece a imagem da deusa

de três cabeças. “Afrodite, representava a jovem. Tétis a mulher,

e Perséfone a anciã, por herdar o poder de uma titã.” Mostra a estátua,

e aponta para o símbolo lunar na cabeça da deusa. “Esta imagem das três

fases da lua, foi muito presente nas culturas, e suas histórias se repetiram,

fazendo-as serem conhecidas por outros nomes. Por isso é muito comum

, encontrar deusas equivalentes.” Diz  apontando

para as deusas semelhantes, de outras culturas, e Isabelle ergue

a mão, o fazendo revirar os olhos, por temer que isso

gere uma nova discussão.

_Sim Isabelle pode falar...

_O meu equivalente nórdico é a Hel. O quê não coincide

em nada com a Perséfone.

_Não coincide com o quê os humanos sabem, mas você

é como uma segunda Nyx, portanto faz sim sentido.

_Se diz...

Ele sorri forçadamente e prossegue com as explicações. Sabendo 

agora dos seus reais poderes, que vão além dos 4 elementos, as jovens 

são conduzidas para fora da sala, e levadas até o ginásio, onde uma das

belas tem uma surpresa devastadora. “Você é minha agora.” Se recorda

Victória, ao ver um belo homem de cabelos longos e negros, pálido, e

de olhos azuis escuros, que está com o olhar vazio de um

assassino mortal.

_Com licença, mas o quê ele faz aqui?

_Ah, perdão Victória. mas devido

ao seu poder como Despina, você deu

origem aos seres vampíricos, e por isso

Gabriel, irá te ajudar a manipular os

seus dons.

_Nunca odiei tanto o fato de ser vampira.

_Vai dá tudo certo. Você e Bóreas se

separaram, já faz alguns séculos.

Ele segura em seu ombro, e a empurra para os braços do irmão, lhe

deixando, numa bela saia justa. Alexandra, e Horácio são chamados pelo

anjo Salatiel, e ao ver este a jovem da moda caveira, cospe a água que usou

para se acalmar, por encontrar o aparentemente ex ali. Vendo-a ali, o loiro

de olhos verdes, sorri e acena sem más intenções, mas esta não retribui e

sai correndo até Isabelle. “Eu não sei quem vai te ajudar. Mas você não

me deixar sozinha com aqueles dois.” Aponta para os alados, e

Belle arregala os olhos, puxando-a para o canto, onde

conversam baixo.

_Pelo visto não sou a única “ferrada” aqui.

_Para de brincar Belle. Sabe como me sinto como

sobre isso.

_A gente teve tempo para se preparar, mas fomos

ingênuas. Agora é respirar fundo, e trabalhar

com eles.

_Como você está sobre Miguel?

_Bem ué. Eu temi a toa, ele me quer tanto

, quanto eu quero peixe.

_Detesta mais que a própria vida?

_Exatamente.

Ri e o arcanjo ouve aquilo com desgosto. “Sem querer

interromper esta conversa, mas é hora de ir.” Ele chama

a bela, e a pega pelo pulso, afastando-a da amiga. “Eu sou

adulta.” Diz de má vontade. “Então haja como tal, e não

se atrase para a sua aula.” Ele a arrasta, e ela se solta.

“Eu não vou. A minha amiga precisa de mim.” Ela

volta para Victória, que está pálida.

_Ela vai ficar com o Gabriel. Você sabe o quê

eles vão fazer, e não vão se matar.

_Ela está noiva de Belliath!

_Ah é? É costume da família dormir com outro

no noivado. Vamos embora.

_Não tínhamos parado de brigar?!

_Tínhamos. Até você fofocar com a sua 

amiga, que me odeia mais que a comida

que detesta. Sendo que eu só te salvei

, daquele maluco.

_E não é verdade?! 

_Só porquê eu disse que te acho maluca.

Não quer dizer que te detesto.

_E o quê quer dizer então?!

_Que você é louca oras. Agora larga ela,

seu marido e eu iremos te treinar.

O anjo a afasta outra vez, e Victória fica com os

olhos arregalados, sentindo Gabriel vindo por trás

dela. “Vamos treinar. Preciso te ensinar a arte da

caça.” Sussurra em seu ouvido, segurando em

seu pulso, e inspirando a pele do seu 

fino pescoço.

_Eu sou noiva de Belliath.

_Sua irmã era noiva do meu irmão.

_Corta essa, eu sei que é filho de Bael.

_Não sou. Bael foi um tio amável que me

reconheceu, até se tornar Deus, e agir

como tal.

_E eu devia ter pena?

_Não. Mas devia se lembrar, que nem

sempre conseguiu resistir a mim.

Responde dando-lhe um beijo no pescoço, que

a deixa arrepiada. Mas para disfarçar, ela o segue e

pega a luva de garras. Isabelle caminha ao lado do tal

arcanjo, e entra na sala de tiro. Leviroth está acertando

até os menores alvos com exatidão, e para não ficar

para trás, Miguel pega uma arma, e também 

atira, como se os dois competissem.

_Preste atenção Isabelle.

_Fique em silêncio e calma.

_E se não conseguir... Apenas pense

em algo que odeia.

_Verdade. Imagine o prazer de atirar na

cabeça deste ser.

_Mire na garganta para acertar o alvo.

Os dois atiram na mesma direção e acertam. A dama

fica de queixo caído, e se afasta pelos raios produzidos 

pela tensão deles. Mas Leviroth a pega por trás, e lhe

dá uma arma para treinar. “É a sua vez amor.” Ele

diz e lhe ajuda a mirar. Ao ver a bela, sendo

guiada, o agente se incomoda.

_Eu preciso tomar um ar.

_Eu cuido das aulas.

_Por mim tudo bem.

_Até mais.

O agente acena de má vontade, e sai do local, não

querendo mais ver aquilo. Leviroth ri e abraça a esposa,

dando-lhe um beijo caloroso. “Alguém se chateou.” Ri da

dor do rival. “Se chateou? E você não perdeu a chance

de piorar as coisas.” Ela brinca, e ele volta a lhe

pegar pela cintura, encostando-a na

parede.

_É evidente que ele quer lembrar os

 velhos tempos.

_Não quer nada. A gente se detesta.

_Vai por mim, sou um espécime masculino.

Ele não te olha com desprezo.

_Acho que você está paranoico.

_Não estou. Você pode não ter se preparado

para este momento, mas eu sim.

_Foi em vão. As chances de eu ficar com Miguel

, são iguais a gostar de peixe.

_Você já comeu peixe 3 vezes Izzy.

_Comer, não significa gostar.

_Mas que quis experimentar. Eu sei que disse

que te deixaria ir, só que não vou fazer isso

sem lutar, ok?

_Você não precisa. Já me tem há mais de 9

anos.

Diz beijando-o com fervor. Tomado pelo medo de

perdê-la, ele a carrega, segurando-a com força, e com

vontade. Seus lábios vão para o pescoço dela, passando

a língua com todo o desejo de sua licantropia, e lhe

descendo as garras pela costa, por dentro do

seu vestido já aberto.

_Podem nos ver...

_E isso importa? São adultos. Vão ignorar.

_Você é um louco.

_E você ama isso em mim.

Ele abre as calças, e a deixa de joelhos. “Prove que

é minha.” Coloca-lhe no piso, e ela se ajoelha. O órgão

está rígido, apontando para o céu, e a bela o abocanha

com as mãos para trás, enquanto ele lhe acaricia o

topo da cabeça. Há tanta sede nela, que sua

boca transborda saliva.

_Você é minha?

_Sim.

_Somente minha?

_Sim.

_Então mostre-me o quanto me ama.

Ela faz movimentos com a língua, saboreando seu

membro, como um picolé encontrado no deserto. No

entanto quando se cansa, o morde, e arranha o seu

peito, erguendo-se como uma deusa soberana,

sob um daemon. Algo que o faz sorrir, pois

é sua hora de amá-la.

_Ah Tempo cruel. Gosta do sabor de sua

doce Alice?

_Adoro!

_Quanta sede. Parece está me devorando...

_E você não quer ser devorada pelo

Tempo?

_Não! Eu quero devorá-lo!

O empurra, e então monta sob o seu corpo, como

uma amazona, e escorre liquido do meio das sua pernas,

envolta do falo dele. O agente resolve voltar, e se depara

com a cena. Ao ver os olhos de prazer intenso da moça,

ele de imediato desaparece. O demônio não está

errado, há interesses obscuros no anjo.

_Devemos terminar... logo...Tempo.

_Não, enquanto você não provar o seu desejo.

_O quê deseja de mim?

_Que se entregue, e esqueça onde estamos.

Ele a abraça, e a coloca deitada no piso. Mergulhando

seus dentes nos seios dela, e a fazendo delirar de loucura

amorosa. Ao ponto de gemer tão alto, que sofre uma

represália. Seu amado puxa-lhe o cabelo na nuca,

e lhe cala com um beijo.

_Ah!

_É esse rosto que gosto de vê...

_Ah! Eu vou! 

_Sim querida, me pinte com sua 

tinta deliciosa...

_Ah! 

Ela o beija, sentindo seu corpo trêmulo, e suas palmas

afundam no peito, enquanto ele a prende em cima, com

um sorriso maldoso, não a deixando escapar, até não ter

mais gotas peroladas. Os olhos dela se apertam, é uma

energia muito grande, até que não suporta, e os

dois se derretem no fogo do amor.

_Eu preciso tomar uma pílula. 

_Eles devem ter por aqui.

_E se não tiverem?

_Odin vai nascer...

_Vai me prender de novo com um filho?

_Funcionou da outra vez, por quê

não?

_Você é um idiota.

_Mas você não vive sem mim.

Ele se deita e ela se recosta em seu peito adormecendo.

Mais tarde... os efeitos da paixão foram tão fortes, que o ser

das trevas continua adormecido. Contudo o medo de Isabelle

de engravidar uma segunda vez, a faz se levantar, e dá uma

volta pelo corredor, onde por coincidência se encontra

Miguel, que está sentado na parede, e nota o seu 

medo.

_Precisando de uma pílula do dia seguinte?

_O quê? Como sabe?!

_Eu voltei a sala... e vi tudo.

_Ah sim... Não tem nada demais a 

gente é casado, é o quê pessoas casadas 

fazem oras. Elas transam!

_É, eu sei. Sei também que praticam

isso há mais tempo, que a sua 

união.

_Por quê minha vida pessoal te

interessa tanto? 

_Não interessa só não pude deixar

de refletir a respeito.

Ele se levanta, e entrega a cartela a ela. Seus olhos

azuis estão frios, magoados por alguma razão. Na sua

mente, se passam pensamentos dos quais pode vim a se

arrepender, se colocar em prática. “Como ela ainda mexe

tanto comigo?” Pensa ainda parado ali, imerso em sua

cabeça. “Ele está cada vez mais estranho.” Ela

o olha, e se afasta.

Sem dizer nada, sua mão agarra o pulso dela, não

a deixando ir. Ele fica cabisbaixo, sabe que o quê quer

que esteja planejando, pode ser um risco gigante dado

ao fato, de que Leviroth, Lúcifer, Enki, Belial, e todos

os deuses que não aprovaram esta união, podem

puni-lo a sangue frio.

_Eu preciso ir.

_Não precisa. É noite, todos estão dormindo.

_Você está me assustando...

_Eu não sou o Anticristo. Não tentarei nada.

Apenas fique.

_O quê há com você? Horas diz que me odeia,

minutos depois parece que...

_Eu ainda te amo? 

Aquelas palavras a quebram em mil pedaços. Numa

explosão tão impactante, que ela fica sem palavras. Ele

da um passo a frente, ela dá dois para trás, e acaba “no

muro”. Suas mãos tremem sem parar, Leviroth está

certo, ele não a olha com desprezo, e quer

reviver os anos dourados.

_Você me odeia lembra? Não quer se envolver

com uma maluca, não tem a intenção de

cometer esse erro de novo.

_Eu disse aquilo para me proteger. Mas ainda

sim, te deitei em meu ombro antes de 

chagarmos aqui.

_Não tem nada demais...

_Eu te quis perto de mim.

_Você, tá confuso, não sente nada por

mim, não mais. Você mesmo disse “o

passado fica enterrado lá.”

Diz ela e ele segura em sua face, e tudo acontece rápido 

demais, para que consiga impedir. Seus lábios estão ligados

aos dele, seus olhos se fecham por um breve segundo, mas

ela luta para ficar acordada. Não se entregando aos seus

impulsos românticos, e ficando petrificada diante dele.

O quê o leva a entender que só um dos lados

sente algo, e não é ela.

_Me desculpa.

_Tá tudo bem...

_Eu só me deixei levar pelo ciúme...

_Não diga nada. 

_O quê?

_É melhor se convencer que não sente nada

, absolutamente nada por mim.

_Eu não posso. Não dá mais.

_Você teve o seu tempo, e não veio. Me deixou

cartas, mas nunca se aproximou.

_Como você...

_Eu te amei naquele tempo, de verdade.

Mas você não sentiu o suficiente para

lutar por nós.

_Você corria risco de vida!

_Eu queria me arriscar!

Grita tão alto que sua voz ecoa pelo local, e ela

mesmo se cala. Lágrimas escorrem pela sua face, e

tudo vem a tona. Ele esteve presente nesta vida, só

que era como um admirador secreto, um vampiro

a espreita, que por mais que se comunicasse,

nunca podia se aproximar.

_Eu esperei incansavelmente por você.

_Eu não podia... Isso ia te matar.

_Eu nunca me importei em morrer e você

sabe.

_Mas Isabelle eu não queria te perder de novo,

como quando se atirou para fora do paraíso

, e se matou.

_Você sabia quem eu era...

_Sempre soube. Tive uma minha memória intacta

sobre o passado. 

_Então por quê não lutou pra ficar comigo?!

Lhe bate no peito, e ele segura seu pulso, abraçando-a

forte em seguida. “Fora o risco. Você tinha que fazer a sua

escolha sozinha. Te mandar cartas foi uma trapaça.” Ele diz

em seu ouvido, e uma lágrima cai no piso. “Era lindo ler 

que seria minha até depois da morte. Mas eu não

podia te condenar a mim outra vez.” A

aperta.

_Minha vida, assim como a sua, não foi um

mar de rosas. Também tive uma mãe louca,

só que a minha matou todas as minhas

namoradas.

_Forma bonita de preservar o amor ...

Com muitas namoradas.

_Você não era uma humana estúpida,

tinha valor para mim, e merecia ser feliz

, longe de todo este...este inferno.

_Eu teria enfrentado as chamas com

Você.

_Teria acabado morta, por não ter despertado.

_Então me deixou ir...

_Sim. Mas não totalmente...Sempre te protegi

de longe, mesmo quando pensou está só.

_Isso não é verdade...

_Acha que aquele bandido que te abordou

pegou fogo por acidente?

_Mas quem me protege desta forma é o diabo.

_Lamento te informar...mas ele não é o

único.

O belo se lembra do tempo que tinha os cabelos longos

até o ombro, e a vigiava, quando não fingia ser humano. A

salvando de malfeitores, que poderiam chegar ao lugar no

qual se encontrava. Algumas vezes não resistia, e entrava 

em seu quarto, no escuro, e ficava vendo-a dormir. Mas 

tudo isso parou, quando Bener entrou na vida dela, pois

o anjo tinha consciência, de que o demônio também 

poderia protegê-la, por isso partiu. Ela respira fundo

, e o afasta, deixando-o sem jeito.

_Obrigada pela ajuda.

_Mas?

_O quê aconteceu, não 

vai se repetir.

_E ?

_Você vai contar ao meu 

marido, mesmo sabendo 

das consequências.

_Estou ciente.

_Não precisa. Eu vi tudo.

Leviroth aparece na porta do lugar,

com os braços cruzados. A bela corre

para o marido, e este fica parado. Os

olhos dela imploram pelo abraço

dele, e este a envolve contra o

peito, encarando o 

outro.

_Eu já sabia que isso aconteceria.

_Você me odeia?

_Não a culpe Leviroth.

_Como eu disse, vi tudo Miguel.

Você a cercou, e ela não cedeu.

_Não mesmo.

_Se estão resolvidos. Não tenho

mais o quê fazer aqui.

_Vai descansar Izzy. Tá tudo bem.

Ele a conduz para a sala, e a deixa lá, com um sorriso. 

Mas ao se virar, a sua raiva cresce tanto, que os seus olhos

ficam negros por completo, e ele flutua em alta velocidade

, e pegando o rival pela gola da camisa. O erguendo no

topo da parede, com completa fúria.

_Fique longe dela.

_Depois da rejeição, não tinha

a intenção de fazer algo 

mais.

_Estou falando sério "filinho de

papai"! 

_O principe renegado está 

de volta?

_Ele nunca saiu. 

_Eu não vou tentar mais nada

com a sua esposa. 

_Ótimo.

O demônio o coloca no piso. Se sentindo mais calmo, 

ao ponto dos olhos negros, voltarem ao estado normal.

 "Mas eu não vou ficar longe dela." O agente da um

escorão no rival, e passa por ele.

 

 

 

 

 

Capitulo 4- O demônio, o anjo

e a simbiose.

.

 

Leviroth respira fundo, e caminha pelo local, até 

encontrar o templo do deus Enki, que está sentado em

um trono, acima das águas. Ao ver o rapaz, o deus o

chama, e este se curva perante a ele.

_Levante-se garoto. Tu és um

nobre.

_Sou um nobre apenas porquê

me destes a graça, meu 

Senhor.

_Isto não é verdade meu jovem.

_Não é?

_É hora de saberes a verdade,

então observe a tua resposta.

O deus ergue as águas, e cobre o  príncipe com elas. 

Ele viaja até o seu passado, e se depara com três bebês.

 "Eis o nascimento da luz, das trevas, e do equilíbrio." Diz a 

voz de Enki. O primeiro bebê brilha mais que o sol, já o segundo 

enegrece como o cosmo, e o terceiro, ao contrário dos outros, é 

escuro com a luz em seu interior. "Tem se falado muito da trindade

feminina, mas há também a trindade masculina, e aliás esta foi a

 primeira a existir." Prossegue com aquela narração. "O pai é a

 existência, e os gêmeos são vida e morte." Conta, e

surge Samael, segurando dois bebês, junto de Lilith."Antes do 

nascimento da escolhida, e se tornar Lúcifer, Samael teve dois filhos 

inicialmente. Um nasceu de sua sede de sangue, o outro surgiu de sua

 justiça." Gêmeos enfrentam um ao outro na barriga. "A luz forte do

primeiro filho, obrigou Samael a lhe esconder do mundo, para não o 

queimar. Enquanto a escuridão se  fez viva." Os irmãos se separam. "A 

primeira filha de Samael  nasceu. A escuridão não se conteve e tomou-a 

para si, e com ela, a princesa angelical se juntou." A jovem ruiva abraça

ao demônio de olhos vermelhos. "A menina ao  contrário dos seus 

irmãos, não herdou nem luz, nem as sombras, mas sim o controle 

de ambos." Diz o deus com a sua sabedoria, e surge a bela 

dançando com o amado acima da terra, enquanto o 

gêmeo de 

poder solar, olha para ela. "Os três bebês que viu, são os primeiros filhos 

sagrados." Agora eles estão mais velhos, cada um 

reinando de uma forma. O gêmeo solar, lidera um império de fogo. O gêmeo 

negro, lidera a escuridão, e a jovem deusa fica entre ambos, usando forças de luz 

e trevas. "É dito que Lúcifer reina no inferno. Isso é uma mentira. Ele está acima disso, e reina nos céus como o senhor do ar, da vida, e da criação." Prossegue. "Ele separou

Anu e Namu, mas criou tudo isto, e seus filhos ficaram responsáveis pela 

governança de suas terras."  Diz o deus. "Após os mais velhos, seguirem seus 

rumos, os mais jovens vieram a se preparar, para serem deuses." Os outros deuses surgem, e cada um tem um dom diferente. "Luciféria treinou os deuses que cuidavam das forças da natureza. Bael cuidou dos seres das profundezas. E você, jovem príncipe Azazel, ensinou os seres das sombras." Ao ouvir o nome Leviroth, respira e se 

afoga.  O quê obriga o deus, a tirá-lo das águas. 

_Eu sou Leviroth. O príncipe 

renegado. O rebelde.

_Não. Você é Azazel o príncipe

do caos, e grande mago das 

sombras.

_Eu sou filho de Deus e Asherah.

_Não. Você é filho de Enlil e

Ninlil. Como seus irmãos.

_Eu sempre servi a Odin e Gaya.

_Sua mãe é Nyx e seu pai Eros.

_Mas Luciféria é filha de Zeus e

Deméter. Outras faces de seus 

pais, depois de Hades e Hera 

prendê-los. 

_Eu sou o filho de Odin. Não do amor.

Ali por trás da porta, Isabelle ouve a discussão, e vai

até os aposentos do pai. No qual o encontra sentado no

seu trono, e se curva perante a ele. “Minha princesa erga-te,

e jamais se curve a outro nobre, que não seja você mesma.”

Diz o deus supremo, e a jovem moça, fica de pé indo 

até ele, que já tem todas as respostas na

ponta da língua.

_Quer saber quem é o Anticristo,e o quê ele 

e você tiveram. Se Enki mentiu ou não para o

demônio Leviroth. E porquê o chama por

Azazel.

_Sim...Primeiro acreditei que ele era meu

tio. Depois conclui que era meu irmão.

_Descobriu o certo minha querida.

_E por quê sonho que sou mulher dele, se

sou casada com Leviroth?

_Porquê a luz busca a escuridão...

_Então ele devia ter um relacionamento

gay com Leviroth, ou incestuoso com

minha mãe.

_Você não sabe mesmo, qual é o seu

papel nisso tudo não é?

_Sou a “messias negra”, nascida para

guiar o teu povo.

Isabelle revira os olhos, pois desde o episódio da 

floresta, deixou de acreditar no seu destino grandioso,

e Lúcifer ri disso, pois nota na filha, a mesma forma com

a qual a esposa demonstra desgosto. Elas são parecidas,

até quando a menina deseja se desvencilhar de tudo, pois

encontrar a si mesmo no escuro, é o mesmo que achar 

os demônios insaciáveis de Lilith, que ficam a 

espreita no fundo da mente.

_E você sabe o quê significa?

_Que tenho que liderar suas tropas. Sendo que

só consigo falar com meus amigos?

_Não tem a ver com o povo Lucy. Tem a ver com 

você.

_Eu não tenho poderes como Afrodite e Tétis.

Controlo ervas e escrevo o futuro.

_Sua mãe lhe deu o maior dom dela. O dom

da noite minha querida, com o qual você fez

de seus irmãos, deuses abissais.

_E o quê é esse “dom da noite”?

_É o dom que dá vida as coisas, e que mantém

o universo em equilíbrio.

Isabelle se mostra confusa, e o deus se levanta,

para lhe ajudar a entender melhor do quê se trata.

A bela recua temendo o quê está por vir, mas o pai

a segura, e lhe guia até a câmara, onde mostra os

velhos tesouros da família luciferiana, e o seu

diário.

_E o quê isso tem a ver com o Anticristo?

_Abra o livro da sabedoria, que seu tio Enki

fez para mim, e saberá.

_Acha que estou pronta? 

_Teve 13 anos para se preparar minha

querida. Vá em frente.

_Você vai me proteger?

_Sempre.

As mãos dela pousam no livro, e com cuidado ela

o abre. As folhas se passam rapidamente, até que por

fim viram vultos, e a bela desmaia nos braços do seu 

pai, deixando seu corpo para trás, até chegar no inicio

da civilização da Terra. Luciféria está sentada no 

lado de uma rocha, com lágrimas em sua

face.

_Por quê chora criança?

_Porquê perdi meus pais para sempre.

_Eles morreram?

_Não...Mas Ela nasceu.

_Ela?

_Minha irmã...

_Irmãos são complicados. Por isso quis

matar os meus.

_Eu entendo.

Sem saber de quem se tratava. Ela desenvolveu uma

amizade com o sol do subsolo, e este também sentiu-se

ligado a moça, ao ponto de fazer crescer uma flor para 

sentir seu toque. Ela o via como um amigo, um cão de 

guarda, para quem podia contar todos os seus 

segredos.

_Será que brilho tanto quanto o sol?

_Consegue ver aí dentro?

_Sim... mas não estou brilhando no momento.

_Então como está vendo?

_Joguei minhas chamas nas velas.

_Entendo.

_Tudo bem com você criança?

_Para de me chamar assim. É só a minha irmã...

Eu só queria matá-la. Mas não quero acabar

como você Sr. Rá.

_É, é melhor tomar cuidado. O escuro pode

não ser agradável.

A advertiu. Luciféria tinha tanta estima pelo amigo,

que a entendia como ninguém mais, que passou a ler

os arquivos de Miguel, para encontrar uma brecha que

o libertasse, e o devolvesse para este mundo. Sim, ela

usou o anjo, para conseguir ajudar o ser que vivia

nas profundezas, e assim o tirou daquele

lugar sombrio.

_Você?

_Você? É a garotinha...

_Que você molestou.

_Luciféria me perdoa...Eu não sabia...

_Você vai voltar pra jaula!

Tenta empurrá-lo, mas ele segura sua mão, e a olha nos

olhos, com suas íris cor de sangue. Ele realmente se sente

culpado, por ter a tocado indevidamente, mas ela só quer

mandá-lo de volta para a prisão. Miguel presencia este

momento, e corre para ajudá-la, assim ambos o

colocam de volta na caverna. Mas ele percebe que foi a

princesa que o libertou, e fica chateado. Ela se justifica por

ele ter lhe entregado a Inanna, que queria matá-la quando

era um bebê, só que o arcanjo continua magoado. 

“Luciféria?” Pergunta a voz do submundo.

_Eu nunca mais quero falar com você!

_Eu sempre te avisei que era um monstro.

_Não achava que era o Meu monstro!

_Se acalme. Não há motivos para gritos.

_Você me tocou, e abusou de outras!

_Eu lhes dei a escolha.

_Engraçado, eu não tive esta escolha.

_Isso porquê Inanna te odiava.

Ao ouvir a última frase, ela o deixa falando sozinho,

e tenta retomar a sua vida como se nunca tivesse lhe

conhecido. Miguel segue ignorando-a. Céu e Terra não

devem se misturar mesmo, desde que Enlil ficou entre 

eles. O arcanjo e novo brigadeiro das tropas do deus 

Anu, e não o esconde o desgosto, pois realmente

tinha um sentimento forte pela primogênita 

de Lúcifer. 

_Vai me ignorar para sempre?

_Só por quê me usou para libertar o Diabo?

Não imagina.

_Me perdoa. Eu não sabia de quem se

tratava.

_Só há um prisioneiro terrível no universo.

_Como eu ia saber que era ele?

_Eu não estou nem aí para o quê acha Luciféria.

Só me importa o fato de ter me traído, para

ficar com ele.

_Trair? Nós somos amigos!

_Correção éramos amigos. Até mais.

O arcanjo a deixa, e ela olha para o seu irmão mais

velho, que também não aprova a sua atitude. Ao chegar

no castelo, Luciféria vê os pais brincando com a irmã, e

sorrindo, e ela sente muita raiva daquilo, pois os pais

estavam tão focados em cuidar de Aggarath, que

nem perceberam o risco no qual ela se meteu.

“Ninguém me ama. Eu estou sozinha. Sendo esquecida.

Perdendo o quê me importa.” Se senta encostada de costas

para a parede, e coloca as mãos na cabeça, como se algo no

seu interior, quisesse se libertar, e ela não pudesse deixar. 

Só que como ninguém a vê ela perde o controle, e

retorna até a floresta proibida.

Seus pés caminham pela terra molhada. Os olhos violetas

ficam vazios. O vento bate em seu cabelo que está a mudar de

cor, deixando de ser vermelho, para virar roxo escuro. A pele

alva, empalidece até ficar cor de papel. Ela desenha os

símbolos na rocha, e invoca a destruição.

_Luciféria?

_Você precisa me compensar pelo ocorrido.

_Por quê me libertou de vez? Sabia que posso 

destruir o universo?

_Sim, eu sei, e eu quero que faça isso, é a uma

forma de me agradecer por te libertar.

_Eles vão te matar, se descobrirem. 

_Eu não quero viver Sr. Rá.

A gigantesca e bela criatura, fica assustada com as fortes

palavras proferidas pelos lábios da criança de 13 anos, e antes

de fazer alguma coisa para tirá-la dali, ela desaparece, e deita

na sua cama com os pés sujos. Na manhã seguinte...Há muito

alvoroço a respeito da fuga de Bael, e ela fica transtornada

com o fato de se encontrar tão suja. “Não resistiu ao

amor que tinha por ele não é?” Diz Miguel

sentado no canto da janela.

_Do quê você está falando?!

_Só uma criatura se compadeceu pela solidão

do demônio. Não há duvidas de que tem culpa

no cartório.

_Eu não fiz nada Miguel. 

_E estes pés sujos?

_Eu não me lembro. Só estava muito triste,

Irritada, e fui dormi.

_Não foi você?! 

_Não. 

_Não está mentindo para proteger o seu amado?

_O quê? Eu não o amo! E sim, não há porquê

mentir pra você.

Luciféria cresceu, sem saber do seu lado negro, 

e por sorte e ajuda do ser do outro mundo, ninguém 

nunca soube do seu segredo, até aquele dia. Ela agora

tinha 16 anos, muita coisa tinha acontecido. Azazel e

ela haviam se envolvido, pouco antes de se casar

com Miguel, algo que o deixou furioso, ao

ponto de castigá-la.

_Não faça nada comigo por favor...

_Você gosta da escuridão não é? Pois

vai conhecê-la!

_Por favor não faça isso!

_Divirta-se demônio.

Disse deixando-a trancada na cela do demônio, e

este estava tão insano de raiva, que não se conteve, e

tirou-lhe as roupas ali mesmo. “Socorro!” Ela berrou por

não saber quem estava no escuro. Suas mãos passaram

pela janela da porta, e só ouviu-se o impacto do seu

corpo sendo violado friamente. Até que ele viu

seu rosto na luz, e ficou em pânico.

_Luciféria?

_Bael?

_Eu não sabia...

_Você...Continua...Sendo um monstro.

Ela desmaiou em seus braços, e ele derramou 

lágrimas sob seus pequenos seios. Miguel chegou a 

este ponto, pois desde pequenos Luciféria e Azazel eram 

quase inseparáveis. Um cuidava do outro, e  se protegiam

do resto mundo, por isso mesmo quando ela nutriu uma

forte paixão por Miguel, o príncipe rebelde sempre foi

um empecilho. Desta forma, para livrar-se do rival,

o arcanjo com a ajuda de Inanna, adulterou o 

DNA dele, e o fez crer ser filho de Anu.

_Azazel por favor fica.

_Este não é o meu lugar Lucy.

_É claro que é. Meu pai te ama como

se fosse filho dele. Te dará um reino

também!

_Eu não quero viver de caridade mais.

Adeus Lucy.

Disse dando-lhe um beijo de despedida. “O quê?”

Olhos confusos o encararam. “Não deixe o idiota do 

noivo saber.” Riu se preparando para ir. “Por favor 

fica” Agarrou-lhe o braço. “Me perdoa mas não

posso.”  Beijou-a na testa, e foi embora.

A tristeza por não ser filho de Samael, o deixou tão

devastado, que ele deixou o palácio do pai, para viver

com o verdadeiro, abandonando sua irmã e melhor

amiga, e fazendo-a se sentir tão só, que esta

encontrou refúgio nos braços do

Diabo.

“Ela sempre encontra um demônio! Um maldito

demônio para amar!” Pensava Miguel entorpecido pelo 

ódio, passando a mão pelos longos cabelos. Após algumas

horas, ele volta a cela, e tira suas roupas para que

Luciféria pense que foi ele, e não Bael, pois se

descobrirem que Anu o protege, todos

se voltarão contra o supremo.

Mas esta não é a pior parte de tudo...A irmã de

Luciféria com seus poderes de criar ilusão, fez a mãe

crer que esta tinha copulado com o próprio pai, quando

a culpada pelo crime era a acusadora. Ela foi expulsa

de Irkala, e mandada de volta a Dilmun, onde

sofreu grandes humilhações.

A raiva de Miguel a perseguiu, por todos os cantos,

até virar uma prisioneira, e quase sofrer abusos na mão

dos deuses menores. Azazel a reconheceu de imediato

, e por isso correu até cela, para impedir que o ato

chegasse ao objetivo. Ao ouvir a voz do grande

general, todos se curvaram para ele, e este

foi até a cruz.

O rosto dela estava vermelho de tanto chorar,

os cabelos mais escuros que o normal, e ao contrário

dos cachos, tinham alisado, e caiam sem parar. Ao 

vê-la naquele estado, ele segurou em sua face

, quase que em desespero.

_Quem foi o responsável por isso?

_Oras Senhor. O brigadeiro Mikael nos deu

carta branca para fazermos o quê quisermos

com ela.

_E alguém fez?

_Eu fiz. Penetrei o corpo dela com os dedos,

até fazê-la gritar.

Disse um deus grande e robusto. Ao ouvir aquilo 

o jovem sorriu, e o jogou contra a parede, o retalhando

com a sua adaga, com tanta cólera, que só parou após

deixá-lo em pedaços. Vendo aquilo, os deuses se

cobriram, e saíram correndo assustados, por

temor as suas vidas

_Você está a salvo agora.

_Obrigada.

_Que confusão aprontou para vim parar aqui?

_De todas as vezes que fui culpada, esta é

a única que não sou. Nossa mãe me

expulsou de casa.

_O quê? Por quê?

_Ela jura que eu dormi com meu pai.

Mas eu não fiz isso.

_Não mesmo?

_Está desconfiando de mim?

_É que você nutria sentimentos pelo meu

Irmão mal, então...

_Eu estava sendo estuprada na hora.

Por isso não tem lógica.

_E quem fez isso com você?!

_Miguel.

Ouvindo o famoso nome, e ele a tira da cruz, e a 

carrega para o canto, onde lhe deita, e a deixa para

dormir, enquanto sai a caça do rival. “Vigie a cela 13.”

Ordena para o soldado, e este se recusa. “É melhor

fazer o quê digo. Pois sou seu superior.” O pega

pela gola da camisa, e seus olhos ficam

negros como carvão.

O gêmeo mal procura pela moça, em forma de 

luz, e quando a encontra se materializa. Seus dedos

tiram o cabelo da face dela, e ao vê-la tão maltratada,

o pouco de sentimento que lhe resta, o faz ter ódio

do céu, e todas as espécies que a machucaram,

por isso ele inicia sua vingança.

Isabelle não suporta todas as visões dolorosas

do seu passado, e volta a si mesma, acordando no

sofá dourado de seu pai, que está lhe aguardando

com um relógio, e uma bandeja com comidas

apetitosas.

_Sem refrigerante?

_Precisa se alimentar melhor e sabe disso.

O refrigerante é uma arma pra matar

as células dos mortais.

_E os pesticidas nas frutas, são tão

diferentes disso né?

_Apenas coma. Mandei preparar especialmente

para você, achei que voltaria faminta da sua

jornada. Então como foi?

Pergunta empurrando a bandejinha para ela, e

esta rejeita. Ele revira os olhos, estala os dedos, e

lhe dá o refrigerante. Assim ela pega o murffy de 

morango com chantilly, e o devora numa 

bocada só.

_Azazel me ama...

_Sim.

_O Anticristo também...

_De fato. 

_Mas Miguel é um babaca que merece morrer.

_Não está tão longe da verdade, mas porquê

Miguel está entre seus pares?

_É que aquele idiota me beijou.

_Ah ele te beijou? Interessante.

“Esse garoto tá morto. Não vou deixar desgraçar a

vida da minha filha de novo, ao ponto dela se jogar na

água, e se perfurar com a matadora de deuses.” Pensa

sorrindo e ignorando metade do quê a moça diz, pois

já sabe de que respostas se tratam. Mas ela está

tão entusiasmada, que não se cala.

_Eu cheguei a ficar com o anticristo?

_Sim... Depois que o prendemos outra vez 

no subsolo, ele a roubou para si.

_Então o rapto...os meus pesadelos...

_São reais.

_Sim, mas por quê me chamavam de virgem?

_Porquê o cristianismo perverteu o sentido

da palavra Koré. Devia significar apenas

jovem e não virgem.

_Ah sim.

Ao ouvir aquilo ela fica feliz, e quase salta de alegria,

pois o tema virgindade, pesava-lhe demais a consciência,

e saber que o nome foi corrompido, lhe trouxe paz de

espírito. “Maldita seja a igreja católica, e sua mania

de demonizar tudo.” Conclui, mas logo a alegria

vai embora, e dá espaço para a 

tristeza.

_ Por quê você e a mamãe me esqueceram?

_Nunca a esquecemos.

_Nem viram, quando eu estava falando com

Bael.

_Na verdade vimos. Mas acreditávamos que com

o seu dom poderia equilibrá-lo.

_Então eu posso curar o ódio dele?

_Sim, se atravessar a escuridão, e lhe puxar

para a superfície.

_Ou seja me envolvendo com ele...

 

_Me envolvendo com ele... 

_Sim, mas é uma escolha sua , caso opte por seguir o caminho atual, também pode matá-lo. Isso é o quê poder de Nyx representa para você. _Ele é seu filho...como eu e  Aggarath. 

_Ele deixou de ser meu filho,  quando cometeu todos aqueles  crimes abomináveis. Ao ouvir a dureza na voz do pai, Isabelle salta para trás, pois pelo  quê o anticristo disse, ela já esteve do seu lado, e deve ter sido renegada da mesma forma, por caminhar com as trevas verdadeiras do universo. Por isso se preocupa, e tenta ficar calada, mas não consegue. 

_Eu já andei com ele. 

_Não teve culpa de amá-lo. 

Com você ele foi bom. 

_Epa eu nunca o amei. _Será mesmo? Quase destruiu o mundo quando o prendemos. _Eu não me lembro disso... 

_Você se esforçou para apagar , nas duas vezes. Mas ele não vai deixar assim, então venha e veja... 

Lúcifer mostra os retratos dos deuses traidores, e na maioria deles , a deusa meio lunar e solar caminha com o sol. Ela julga os inimigos dele, e ele destrói os que a ferem. Para a infelicidade da moça, dá para  notar a ligação entre eles. 

_Esta... 

_Sim é você. 

_Por quantos séculos estive  

com ele? 

_Uns 500 anos. No começo ele a  raptou, depois você voltou por vontade própria. _Ele me raptou e eu retornei?! _Sim. Até se casou com ele, como não fez nem com Azazel, nem com Miguel. 

_Foi forçado né?!  

_Ele fingiu ser Azazel na verdade, mas depois você descobriu, e não lhe pediu o divórcio. _Eu sei... Já tinha visto isso. Só queria que não fosse real. _É bem real, e você tem que decidir se vai ajudá-lo ou matá-lo. Aquelas palavras ficam na mente  da moça por vários dias. "ajudar ou matar." Fica a refletir, sem saber que partido deve tomar. Afinal era do próprio Diabo que se tratava, porém  apesar dos pesares, ele tinha sido bom pra ela em  alguns momentos, e isto tornava seu julgamento  turvo. 

Certo dia ele a chama para sair, e ela aceita,  para tirar a dúvida da sua cabeça. Preocupada em ser raptada, pede para irem a um lugar público, e eles ficam sentados na beira de uma escada, em frente a um  museu todo branco. Ao contrário da outra vez, ele não  está mascarado, e está vestido como no helloween,  enquanto ela está mal vestida, lembrando os  nerds da antigas. Não querendo atraí-lo. 

_Sem máscaras desta vez? 

_Sem marido?  

_Ele me deu permissão para vim. _Você sendo submissa? Esse cara tem que me dá o manual! 

_Vamos nos engalfinhar ou conversar? 

_Certo. O quê quer saber de mim? 

_Foi você que me chamou para sair. 

Achei que você tinha perguntas. _Eu li o escreveu no seu site...Apenas quis ser gentil. 

Responde bebendo um copo de refrigerante, e  ela olha para o lado, ele oferece a bebida, mas a dama recusa, e por isso ele avança na sua direção,  deixando-a do seu lado. "O quê ele está fazendo?" se afasta dali, mas o copo fica onde ele quer. 

_Certo. Como perguntar isso? 

_Sim, você me amou. 

_Não era o quê ia perguntar. 

_Mas é o quê quero esclarecer. 

_Não seja um idiota.  

_Está certo. Pergunte. 

Ele passa o braço envolta dela e pega a bebida. Seus olhos frios cruzam os dela, e esta sente o rosto esquentar de vergonha. Por isso se afasta um pouco mais, e ele segura seu pulso, imobilizando-a com gentileza. 

_Fica calma. Não vou fazer nada. 

_Foi o quê disse da outra vez... 

_Nada que Você não queira. Mas enfim veio pra falar de relacionamento, ou quer um esclarecimento útil? 

_Então relacionamento não é útil?  

Tanto faz. Como isso aconteceu? 

_Não, quando quem eu queria não me quer. Foi bem simples você teve síndrome de Estocolmo, e ficou comigo. 

Responde de forma seca e ela se levanta para ir embora. Outra vez ele respira fundo, e agarra no seu braço, impedindo-a de seguir em frente. Ela volta , e se senta a alguns centímetros de distância. “Isso não vai acabar bem.” Olha para o lado, sentindo arrependimento, e pega o celular. _Eu sei que está aqui para saber se deve me matar ou não.  

_Mas eu não escrevi isso no site. 

_Não sou burro, e você sempre foi previsível. Banca a rainha do mal, mas no fundo tem uma gota de piedade. 

_Esta é a Victória, não eu. _Se veio até mim, o próprio ato contradiz suas palavras. Você sabe que te torturei, que te machuquei, e destruí o teu psicológico. Mas mesmo assim veio me dá uma chance de me redimir. 

_Não vim para isso. 

_Não minta para si mesma. Foi usando a justiça a teu favor, que não se tornou tão abominável, mesmo exterminando 75% da humanidade. 

_Não me lembre disso... 

_Tem medo? 

_Não vem ao caso. 

Ela sente as mãos dele em sua face, e recua. Ele sorri, e se levanta, outra vez bloqueando as chances dela escapar. Preocupada com estes avanços sutis, ela clica na tela para ligar para Victória, mas ele toma o seu aparelho. 

_Confie em mim. Se quer a verdade. 

_Por quê me escolheu? 

_Eu não escolhi, aconteceu, e não fui capaz de deixar pra lá. 

_Eu cometi atos de crueldade ao seu lado? _Não, embora me dissesse que sentia prazer em torturar alguns pecadores. _Por quê não me deixou ir se não tenho nada a ver com você? 

_Você se engana. Somos bem parecidos,  mas eu abracei a escuridão, e você ficou com medo dela. 

_Então fiquei no lado da luz? 

_Não, você habitou o purgatório. Nem luz , nem escuridão. Tinha desprezo 

pela primeira, e temia a segunda. Então ficou num lugar próprio. 

Ela inspira fundo, e ele ri, erguendo a mão. “Segure-a, e saberei que tenho uma chance.” É o quê ele pensa. Ao sentir calafrios, ela evita-o, e  os dois voltam para a escada, onde se sentam. “ Droga. Mas não vou desistir, ela vai ceder. É o destino que escrevi, e a própria deusa mãe abençoou.” Ele revira os  olhos. 

_Então isso é O equilíbrio... _Não, esta é a sua personalidade. O  equilíbrio é teu dom. _Razão pela qual busca por mim... _Não. Eu te procuro por outro  motivo... 

Já cansado das escapadas da moça, ele olha em  seus olhos, e a beija de surpresa. Naturalmente as mãos dela sofrem espasmos, e ela o evita, porém por uns segundos seus dedos agarram os dele, não lhe permitindo se afastar. Ele a solta, para ver sua reação, e ela fica com a cara de choro. Os olhos dela ficam vazios, e seu braço se movimenta estapeá-lo, mas este segura sua mão, com tanta facilidade, que é como se tivesse lido seus pensamentos, por isso eles se encaram. 

_9 mil anos, e ainda reage do mesmo jeito. 

_9 mil anos? Está de brincadeira?!  _Não. Praticamente toda a sua vida na Terra, foi ao meu lado, até um dos seus amantes  vim te resgatar. 

_Amantes?! 

_Azazel e Miguel.  

_Eles vieram bem antes de você. _Mas foi pra mim que disse “sim” no fim  das contas. E o tapa no rosto, era o primeiro sinal de que acabaria nos meus braços. 

_Não. Não pode ser. Eu detestei! _Eu senti seus dedos, e eles prendiam os meus. Você queria continuar mas sua consciência, amargou o sabor deste doce prazer. 

_Não, não queria. Eu levei meses pra te esquecer, e você não vai apagar meu desenvolvimento. 

_Me esquecer? 

O interesse dele se intensifica, e ela tenta correr, contudo ele a agarra, fazendo-a ficar contra o seu  peito, para que as mulheres ao redor não vejam o assédio, e criem algum alvoroço, que possa lhe prejudicar de alguma forma. 

_Fica calma. 

_Me solta. 

_Eu vou, e também devolverei o celular. 

_Mas em troca quer o quê!? Outro beijo!? _Que me responda... Você se lembrou de mim? 

_Com tantos sonhos foi impossível não lembrar.  

_Você acreditou me amar em algum momento? 

_Não importa. 

_Quer ser livre ou não? 

_Sim... 

_Sim quer ou sim me amou? _Sim para o segundo. Mas já matei esse sentimento, agora pode me deixar ir? 

_Tudo bem.  

Ele a solta, e entrega o aparelho. Ela de imediato lhe dá as costas, e sai bufando de raiva. “Mesmo que diga não, eu sei que ainda sente algo por mim, e não é desprezo.” Ele se recorda do beijo, e de ter aberto um pouco o olho, ao sentir que os dedos dela ficaram a pressionar os seus. Não havia ódio no ato, no  lugar disso estava uma paixão, que ele poderia usar contra ela. 

Capitulo 5- O alvorecer do futuro  

5 meses depois... Isabelle está mudada, não mais passa tanto tempo tempo dentro de casa, ou com os amigos. Caminha por várias ruas e lugares, com uma lata de cerveja na mão, passando por maus bocados vez ou outra, por sua aparência de 16, permanecer mesmo nos seus 25. Sem dizer nada a ninguém foi ao salão, e alisou e repicou o cabelo, algo que seria benéfico, se não fosse pelo o quê veio depois, pintou as unhas de preto, passou a usar batom escuro e se manter em silêncio. Algo que preocupou a todos, menos uma pessoa, que já havia visto esta reação em outras vidas, e não estava nada surpreso. 

_Está com sérios problemas não é? 

_Não começa Leviroth. Só me deixa em paz. _O quê aconteceu que te deixou assim desta vez? 

_Nada. Só voltei a ser mesma Isabelle obscura de antes oras. 

_A Isabelle de antes era como a lua, obscura mas com brilho, tudo o quê vejo é uma estrela morta. 

_Volta pra casa. Eu não quero falar com ninguém. 

_Eu volto mas você vem comigo. 

Ele a carrega no ombro, e a leva como um cadáver abatido, ela   o olha com indiferença, e fuma um cigarro de menta, bebendo logo  depois. No entanto antes de saírem do viaduto, outro ser também não  muito preocupado surge, trajando roupas bem chamativas. Ao vê-lo  Leviroth, a coloca no piso, porém fica na sua frente, impedindo-o  de chegar tão perto dela. 

_Velhos hábitos nunca mudam, não é irmão? 

_O quê você quer? Não vê o estrago que causou? 

_Vocês dois parem, não quero falar com ninguém. _Eu não fiz nada desta vez. Mas temo trazer más noticias, e acho melhor que ouçam. _Diga e se retire, se não quiser relembrar como foi preso naquela rocha mística. 

_Já chega, eu não vou ficar aqui. 

_Fique. Se forem para casa, podem morrer. 

_O quê? A minha filha está lá! 

_Não, não tá, quando vi que veio atrás de mim , sem ela, pedi a Victória que a levasse para a minha mãe. 

_E eu coloquei demônios envolta da moradia, para matar qualquer ser que tente atravessar a barreira. 

_Por quê faria isso? 

_É óbvio que é pela Isabelle. 

Ao ver a onde a discussão daria, a bela os deixa discutindo, sobre “quem é o macho alfa”, e passa entre eles. No entanto ao  chegar perto da rua, sente duas mãos diferentes em seus pulsos,  que a fazem ficar. O espectro deles é muito forte, tanto que a jovem sente tontura ao receber o impacto da  suas energias. 

_Porquê deveríamos confiar em você? 

É o filho traidor. 

_Não se faça de herói Azazel. Esteve ao meu  lado, quando iniciei uma nova gerência dos  mundos. 

_Gerência dos mundos? É assim que chama o seu golpe de estado? 

_É até perceber, que meu próprio irmão, queria matar a deusa bebê, que viria a ser minha esposa. 

_Eu não sabia que também me apaixonaria por ela. 

_Olha isso não melhora as coisas. 

_Não melhora mesmo. 

_São um só espírito mesmo não é? Naquela época , eu só conhecia um amor, o da minha mãe. 

_Espera dizem que somos gêmeos, está dizendo que... 

_Não mesmo. 

_Nós somos filhos de Inanna e Gulgalana. _Mas me disseram que eu era filho de Nyx, ou seja Lilith, como Luciféria e Aggarath. _Inanna é a mãe de vocês? Lúcifer traiu Lilith? _Não. Lilith é a metade de Lúcifer, ele não faria isso com a minha mãe! _Sim. Ele a traiu, mas Lilith nunca soube, por isso ele a fez crer que estava grávida, e quando nascemos, nos roubou de Inanna , e nos deu para ela. 

_Por quê? 

_É, posso pensar em mil razões, mas qual delas? 

_Inanna iria nos devorar. 

Imagens do passado inundam a mente do anticristo, e este respira fundo, nem sempre fora um pequeno mal, porém ao descobrir que não era filho de Lilith, entendeu que Azazel era,  e por isso ela o tratava melhor, assim se juntou a sua mãe, e tramou as ruínas do atual império em que se vivia. Infelizmente foi só na adolescência, quase na fase adulta que veio descobrir que Azazel também era filho dela, e que ela o fez entender de outra maneira, para que seus planos se realizassem. Lilith não tratava um melhor que o outro, apenas reconhecia as suas qualidades, e ele não era capaz de ver as  suas. Após saber das artimanhas da sua mãe e amante, ele tentou desfazer todo o erro, mas só piorou ainda mais a situação, pois a verdade, destruiu a rainha do Inferno de tal  maneira, que esta enviou o próprio marido para a morte, e este criou um ódio profundo do próprio filho. Todos o julgaram, pelos atos que cometera antes, e desta forma ele enlouqueceu.  

_Eu deveria ter sido o sol e meu irmão aqui a lua. 

_Você deveria ter sido luz e eu escuridão. 

_Então eu nasci para realinhara-los?  

_De certa forma sim, você desperta coisas boas em  mim, e sombras profundas nele. 

_Eu inverto a ordem... não a equilibro. _É, e o escuro cresce ainda mais, quando lembro que você quer a minha esposa. 

_Ela não é a sua esposa. Nasceu para luz e para as trevas, portanto pertence a nós dois. _Sem querer ser estraga prazeres, mas sou monogâmica, e não poligâmica. E não pertenço a ninguém só a mim mesma, o máximo que podem ter de mim é meu coração, mas eu sou eu. 

_Pensei que era dele. 

_Eu também pensei, agora estou na  dúvida. 

A dama revira os olhos e outra vez lhes dá as costas, mas sem fazer alarde, ergue o celular, e se afasta um pouco deles, para tentar conversar com alguém, que não participa desta profecia, ou loucura toda. Os irmãos se entreolham, e se debruçam sob o parapeito do viaduto. 

_Então qual é a má notícia? 

_Temos uma mãe ciumenta, que quer que a filha de Lilith morra. 

_Se afaste de Isabelle, e ela a deixa em paz. Pois não vai representar alguma ameaça. 

_Não é tão simples. Inanna sabe que enquanto 

Lucy existir, meus sentimentos serão dela, e por

isso quer aniquilá-la. 

_Por quê a quer tanto? É pela profecia de ela ser o equilíbrio? 

_Não. Quando você e meu pai me jogaram na masmorra dos condenados,  Luciféria foi a única que veio falar comigo... 

_Porquê não sabia quem você era. 

_É, mas você bem sabe, que depois ela ficou comigo , por nossa similaridade. 

_É, tal como eu e ela temos. Mas pelas armações de Miguel, acabei por abandoná-la, e isso te deu certa liberdade de se aproximar não é? 

_Ou foi o destino que quis que nos conhecêssemos. _Oras Bael não seja tão tolo. Sabe tão bem  quanto eu que nós fazemos o próprio destino. 

_Não vou discutir. Luciféria, Isabelle, te escolheu. Mas eu a escolhi, e é meu dever protegê-la de nossa mãe. 

_Está bem, mas tente reviver os velhos tempos  com ela outra vez, e serei o único filho de  gêmeos. 

Olha de canto para o irmão e este ri, enquanto a bela  liga para alguém do seu celular. Na tela surge o número que termina em 12, mas ela não consegue completar a ligação, e vozes começam a ecoar na linha, como se fossem indistinguíveis. Ela desliga o aparelho assustada , e caminha até os irmãos. Tudo começa a se iluminar a sua volta, fazendo-a ficar em desespero. Seus gritos não tem som, o Anticristo olha para trás, e se transforma em pó ao vento. Leviroth agarra seus pulsos , e ela segura em seu braço, tudo se destrói envolta deles , e a pobre cai no vazio, mergulhando numa escuridão profunda, na qual desaparece. O despertador toca, são 06:03, a jovem se levanta da cama, e corre para tomar seu banho. Está evidentemente atrasada. “Vamos Izzy vai se atrasar!” Grita Benner, e ela desce as escadas , já arrumada para sair. Ele sorri, e os dois entram no carro, seguindo viagem para o quê parece ser os seus empregos. 

_Tive aquele sonho outra vez. 

_O do Anticristo? 

_Sim. Eu não suporto isso, é sempre o mesmo enredo e patético, onde sou o centro de alguma coisa importante, quando na verdade não sou. _Izzy. Eu sou o príncipe do Caos, e seu marido, nós já vimos Lúcifer, e ele te chamou de filha, como pode pensar ainda que não é especial? Você o libertou sabia? 

_Não sem ajuda. Sozinha, ele teria continuado  preso, e o aconteceu depois disso? Ah é, ele me abandonou, e se fez ser notado pelo mundo! _Izzy. Lúcifer sabe o quê faz. Se ele ficasse do seu lado, certamente você iria sofrer as consequências de carregar o sangue dele, por isso se afastou. 

_Pois eu preferia “sofrer as consequências”.  Do quê continuar sendo ninguém. _Mas você é alguém. É a rainha do primeiro reino do Caos. 

_É? Mas quem sabe disso? Aliás quem teme , ou quer fazer pacto com Luciféria? 

_Os vampiros Italianos?  

_Não começa. 

_Ué foi você que perguntou. 

_Aff. Tá certo. Até mais, chegamos na escola. Ela desce do carro furiosa, e ele ri, observando-a partir, com sua saia longa, salto alto e blazer, como  se fosse a um enterro. “Essa é a minha mulher.” É o quê pensa apaixonado, e então dá a partida. Ela entra na sala, e todos param de fazer suas atividades, para se sentarem no seus lugares. A aula do dia, é sobre como o elo perdido foi desconsiderado, e que apesar dos estudos antigos mostrarem o homem como semelhante ao macaco, este era na verdade uma junção de todas as espécies de mamíferos, répteis, aves, e anfíbios. 

_Então o Dr. Thomas John percebeu a discrepância na antiga pesquisa, e concluiu que a espécie humana é parente de todos os vertebrados, e não apenas o macaco, como se acreditava antes. _Professora Isabelle. Por quê defendiam tanto que o maior parentesco do homem era com o macaco? 

_Devia prestar mais atenção na aula senhorita 

Lina. Como disse Antes, por conta dos velhos estudos , que indicavam que 99.1% do DNA humano era igual ao dos primatas, concluía-se que o parente mais próximo do homem era este. _Professora Isabelle, então a teoria do  elo perdido na verdade é um erro? _Sim, Bill. Esse erro dos cientistas de acreditar que tinha apenas um elo, é uma piada. Já que agora foi comprovado, que o elo não existe, mas a conexão entre as espécies sim. _Professora essa descoberta do Dr. John , não abre ainda mais espaço para se defender a existência do elo? 

_Sim e não Luíza. Pois a nova teoria de parentesco múltiplo, liga o homem aos vertebrados, mas não unifica todas as espécies. Bom já é 12:00, tenham um bom descanso, a palestra foi longa, e não mandarei dever de casa. 

A bela termina a aula, e ajeita algo no computador, com um sorriso tristonho. Os alunos se despedem, e vão embora para os seus lares, porém quando a bela chega no corredor, se depara com um grupo de adolescentes de preto, que estão desenhando um pentagrama rubro no piso, e por isso para de caminhar, e observa o feito dos alunos. 

_O quê estão fazendo senhoritas? 

_Nada que seja da sua conta santarrona! _É, vai entrar no seu carrinho estúpido, e nos deixe em paz falou?! _Um pentagrama... Querem invocar algo eu presumo. 

_E se quisermos? Seu Deus falso, não vai poder impedir! 

_É, aceita que dói menos titia! 

_O quê acham que são? Filhas do Inferno , que podem atormentar os outros por prazer? 

_Não que seja do seu interesse, mas é o quê somos. Nós ouvimos o chamado do senhor das trevas! E iremos obedecer cada ordem do libertador! 

_É nós vmos devastar, esse centro de ensino , para que o apocalipse se inicie aqui. _Vão para casa. Saiam disso. Satã não é senhor de ninguém, na verdade é um idiota , tão mesquinho e mentiroso, quanto o Pai. 

_O quê você ousou dizer?! Satã irá cortar tua língua! 

_Tá querendo morrer veia?! 

_Vocês são uma piada.  

A professora ri, e vai embora deixando as garotas góticas  para trás. “Essa vagabunda da Isabelle tem que pagar!” Pensa  a líder do grupo, e lhe lança um feitiço quebra ossos, porém ao receber aquela energia tão tenebrosa, a dama abre suas asas , e o poder da bruxa se torna inofensivo. Ao ver aquilo as jovens se apavoram, pois percebem que a educadora , é na verdade um anjo.  

_Deixem-na em paz!  

_Aaaah! 

_Olá... 

_Ela pode destruir suas almas se quiser. 

_Sa-Satã... 

_Pai. 

_Olá minha garotinha favorita. 

_Satã é seu pai?! Mas você é um anjo! 

_Perguntem a Lilith, foi ela que me gerou. 

_Isso é verdade. 

_Você é filha de Lúcifer e Lilith?! _Não. Sou filha de Bruna, a bruxa mestiça que deveria reinar ao lado de Satã, segundo uma série tosca de televisão. 

_As aparências realmente enganam não é? O rei do inferno, se transforma em uma pilha de pó, e rapidamente volta a sua forma humana, que é idêntica a do ator do programa de TV.  As meninas se escondem atrás da líder, e esta faz sinal para que se afastem, e se curva  aos pés do belo homem, que acha graça do fato,  e segura no ombro da professora. 

_Você está aqui em busca da próxima Bruna, como A madame escuridão? 

_Em primeiro lugar, eu detesto Bruna. Em segundo jamais procuraria pela próxima bruxa poderosa, pois depois de Lilith eu sou a única. 

_Pode parecer arrogante mas é verdade, ela é a primeira da minha linhagem com Lilith, e portanto carrega mais genes divinos que os demais. 

_Mas você odeia magia, só se foca em ciência e fatos concretos. Isso não tem lógica! 

_Tenho minhas razões, não é papai? 

_Ela me odeia porquê quis protegê-la, e dei fama e poderes as suas irmãs.  

_E o quê isso tem a ver?  

_Tem a ver que graças a esse idiota, eu não alcancei o meu status de Deusa, e por isso sofro humilhações nas mãos de humanos estúpidos feito vocês. 

_Desculpe. 

_É por ser tão simpática, que ainda não tem tantos  seguidores minha bravinha. 

_Desculpa, mas sorrisos falsos não são pra mim. Olha com indiferença, enquanto os olhos vão para o teto, com certo desprezo, e ela cruza os braços. Ele ri e a abraça forte, ela fica com os braços colados ao corpo, evitando aquele gesto de carinho, o quê deixa as garotas horrorizadas, pois dariam suas almas para serem filhas. 

_Igual a mãe quando sente raiva. São as únicas mulheres, que tem tanto poder sobre mim. _Não é o quê soube. Afinal sua filha com Inanna , tem o prazer de jogar isso na minha cara, enquanto está lá no topo por sua voz de sereia. 

_Sexo e amor é diferente. Eu tenho responsabilidade por Victória, pois ela e o seu marido são frutos do meu deslize. Mas eu amo você e sua mãe. 

_É um deslize antes e depois do meu nascimento. Tem certeza que nos ama mesmo? Eu duvido. _Está bem, não estou aqui para discutir o quê é o certo ou errado.  Vim para te ajudar, mas já vi que pode se virar sozinha. 

_É o quê acontece, quando o próprio pai nos abandona no mundo! A gente tem que saber se cuidar! E aliás eu votei na família Messiânica pra presidente! 

_Grande coisa eu fiz o mesmo nos E.U.A! 

Ele berra, e ela vai embora fazendo o sinal do cotoco , ignorando todo o tumulto. Ao ver aquela discussão, as meninas notam que mesmo no Inferno há conflitos, como  na vida humana, e correm para abraçar o papai renegado, mas este faz um sinal para que não se aproximem, pois se sente muito triste pela rejeição da sua primeira e única filha com Lilith. 

_Ela é uma grata senhor. 

_Não, não é. Aquela menina sofreu demais por minha culpa, ela tem razões para me odiar. _Como pode defendê-la depois de tamanha recusa? 

_Ela é filha do meu grande amor, e este amor se 

estende até a minha menininha. 

_Deixe-a ir senhor. Ela é apenas uma, enquanto nós somos muitas, e daríamos tudo para sermos suas filhas. 

_Eu não preciso de mais filhas.  Preciso é de menos, e se querem tão desesperadamente o meu apreço , devem começar por ela. 

_Mas senhor! 

_Sem mais. Se querem ter alguma importância no inferno, devem fazer a minha princesinha se sentir como tal. 

No dia seguinte... Isabelle está no computador, preparando o material para a aula do antigo DNA lixo, que agora é conhecido como DNA Ouro, pois graças a esta brilhante descoberta, que o Doutor John fez uma revisão da antiga pesquisa, que mostrava os humanos como parente mais próximos dos primatas, e isto seria útil para a futura prova. Uma das meninas do dia anterior, a olha sem jeito, e entra na sala. 

_Veio trazer algum recado das suas amiguinhas adoradoras de Satã? 

_Não. Eu vim pedir uma trégua, e que me ajude pois se as outras descobrirem, elas me matam. 

_Por quê eu deveria te ajudar? 

_Eu não levantei a voz para a senhora, ao contrário das minhas amigas. 

_Mas também não teve coragem para ficar ao meu lado, então repito por quê deveria te ajudar? _Eu posso te tornar uma deusa, por quê acredito em 

Você. Depois de ontem encontrei o seu site Senhora Noturna, e percebi que você não é só a filha de Lúcifer. 

_O quê quer dizer com isso? 

_Você é a Arádia. A nossa messias sagrada, que veio para proteger o povo da escuridão, e nos guiar junto do Anticristo. 

_Ah meu outro segredinho foi descoberto. O quê acha que ganhará com isso? Fama, sucesso, poder? Não sei se notou mas sou só uma professora do segundo grau. 

_Nada. Apenas poderei ajudar a minha mãe, a subir no trono que sempre lhe pertenceu. 

_Do quê está falando?! A minha única filha é Isandra! _Não segundo essa marca. Eu sou filha de Arádia e o Arcanjo Miguel, portanto pertenço a  

você. 

_Como posso saber que isso não é um jogo de manipulação , para saberem as minhas vulnerabilidades? 

_Porquê ela não está mentindo Luciféria. 

Diz um homem de cabelos longos entrando no lugar, e a dama se afasta, empurrando o computador com as unhas pintadas de preto, totalmente atordoada pela figura. Sim era o próprio anjo que estava ali diante dela, confirmando a história da menina, e para ter certeza, este abre as asas, e seus olhos mel se tornam azuis, enquanto os dela ficam violetas, iguais aos de um dragão. 

_Eu soube que tive filhos de Belzebu, mas de você? _Foi há muito tempo, quando desisti do céu para que pudéssemos ficar juntos. Infelizmente você morreu no parto, e Bael apagou sua memória para não te perder pra mim. 

_E quem é a mãe dela desta vez? Posso saber? _Ela não tem uma mãe específica, foi feita no  laboratório, com os genes e a essência de  nossa filha Laura. 

_Espera eu só posso produzir meninas? 

_Sim, mas houve uma vez que gerou um garoto, só que  ele seguiu seus passos e virou bissexual. _Faz sentido. Desculpe Laura, eu não me recordo mesmo, mas isso não significa que vou te abandonar certo? Agora se me derem licença, eu preciso ir  para a minha vida humana. 

Ela tenta sair daquele local, mas o arcanjo segura no seu braço, e lhe diz algo no ouvido. Ao ouvir tais palavras, ela engole aquilo com desgosto, e lhes dá as costas. “Qual o tipo de vadia que eu fui na outra vida? Já é o 5 filho que me aparece.” Pensa entrando no carro, e então dirige para a casa. 

Ao contrário do quê se possa imaginar, a professora não mora numa casa qualquer, mas sim numa enorme  mansão, com detalhes antigos, e não é o seu salário que arca com isso, mas sim os seus investimentos em ações da bolsa. Ao vê-la a pequena Isandra corre para lhe abraçar, e as duas entram na casa. 

Benner está sentado na frente do computador, verificando os lucros da família Calligari de La Cruz, mas ao vê a esposa e a filha larga tudo, e vai lhes dá atenção. Os três entram numa sala escura, onde tem um sofá marrom bem confortável, com uma gigantesca tela de plasma, e todos os tipos de eletrônicos , de realidade virtual, que se possa imaginar. Cada um coloca o seu capacete, e então os três vão para outra realidade, que se passa no tempo medieval, mas tem muitos detalhes bem futuristas, na qual Isabelle é um anjo, Benner um arqueiro demoníaco, e a filha uma curandeira. 

_Lá vem o dragão! 

_Se abaixa Isa! 

_Você também Izzy! 

_Socorro! 

_Isaaa! 

_Izzy!  

_Mãe! 

_Deixem comigo! Grito de Tiamat! 

_Flecha da Fênix! 

_Cura mágica! 

Ondas devastadoras saem dos lábios de Isabelle, e ela flutua no ar. Uma fênix gigante em forma de fogo, cobre o gigantesco dragão, e este gargalha sem parar, enquanto o escudo protege a família. O dragão se transforma em um homem de longos cabelos pretos, e olhos vermelhos, que quebra a cúpula de energia, e sequestra a avatar ruiva. 

_Mamãe! 

_Isabelle! 

_Benner! Isandra! 

A dama grita e então todos retornam para a mansão, menos Isabelle, que é puxada para a França.  Onde acorda nos braços de um homem semelhante ao avatar, mas de olhos castanhos quase vermelhos, em vez de brilhantes cor de rubi. Ao ver que não voltou para casa, ela tira o capacete em estado de choque , e se afasta da estranha figura loira e vitoriana, pegando a primeira faca que aparece para se defender. 

_Quem é você?! E o quê quer comigo?! _Sou um velho amigo, que tem te acompanhado  a vida toda. 

_Você se ferrou. Miguel apareceu ainda pouco. 

_Não sou Miguel. Sou Bael. 

_Bael não é meu amigo, e você não é Belzebu. 

_Garota eu te transferi do seu país para o meu , enquanto estava jogando. Literalmente distorci a realidade ao meu bel prazer. Tem certeza de que não sou? 

_Tem uma possibilidade de 75%. _Sempre cabeça dura.  Quer que te prove de  outra forma? 

Os dedos com unhas grandes seguram o rosto da bela dama, enquanto ele sorri pronto para beijá-la, mas ela se afasta dando um passo para trás, com o olhar de nojo. Ele revira os olhos bem irritado, e a pega pelo pulso, levando-a a força para o sofá, onde a joga de mal jeito, fazendo-a fechar as pernas com rigidez, por temer que ele veja o quê tem por baixo da sua saia longa. 

_Acabou o romance? Que rápido! 

_Você é uma idiota. 

_Me trouxe da América do Sul, só para me xingar? 

Eu devo ser muito importante mesmo pra você! 

_Você é, e sabe disso. Não se faça de tonta. _Certo. Eu estaria horrorizada, se não tivesse sido quase abduzida por você há 4 anos. Pode falar então por quê me sequestrou dessa vez? 

_Estava com saudades. 

_O idiota agora é você pelo visto. 

_Eu não pude resistir. Você e sua família devem ir para o subsolo, daqui há 3 horas  se quiserem viver. 

_Por quê? 

_Tenho planos para iniciar a fundação do Novo Mundo. Por isso estou te avisando. 

_E a minha casa? Eu levei 3 anos para conseguir a mansão!  

_Ah para de choramingar. Eu te arrumo 3, em apenas 4 minutos. 

_É se me tornar a Senhora Zebu. 

_Não, isso vai ser em breve, mas não vem ao caso. Apenas arrume as suas coisas, e vá para o local indicado. Quando sair de lá, tudo estará  normal. 

_Eu nunca vou me casar com você! _Disse isso da outra vez, mas aceitou de bom grado, minha querida Ishtar. 

_Me mande logo para casa, e nunca mais me chame por esse nome maldito, dado em homenagem a sua primeira esposa. 

Diz dando as costas para o homem, que segura em seu ombro, e lhe dá um aparelho com as coordenadas  do local para onde ir. Ela pega o tablet, e ele lhe dá um  abraço forte, como se quisesse evitar o seu sofrimento, porém ela não retribui, age da mesma forma que fez com o pai, e ele se obrigado a apelar, e a beija  

no rosto, perto da boca. 

_Se controle. Tudo o quê aconteceu foi há  mais de mil anos. 

_Pra mim foi ontem. Há alguém mais que queira proteger, e alertar? Meus homens podem cuidar disso. 

_Deixa que eu mesma aviso. Quanto tempo ficaremos lá?  

_Até a fumaça se dissipar.  

_Fumaça? 

_Para o novo mundo existir, o velho precisa ser destruído. Em breve saberá mais detalhes. 

_Eu tive muitas visões...Não é o quê... _É exatamente isso, e enquanto o seu poder  não for desbloqueado, é melhor que esteja em  segurança, junto dos seus amados. 

_Não vai me separar deles vai?  _Não, mas quero que coopere e nos ajude a  libertar o seu poder. 

_Por quê? 

_No novo mundo, o homem vai caçar as bestas, e só eu não vou poder proteger a todos. _A velha história do Anticristo e a Messias negra. _É, mas não iremos nos casar, a não ser que queira. 

_Pode ter certeza que não quero.  _Então assim será, mas te garanto que não vou desistir, não programei todo o mundo , para ficar sem a princesa no final. 

_Me manda pra casa! 

Ela grita com raiva, e ele a manda de volta para a mansão. O corpo dela se materializa, e a bela retorna para o lar. Tudo está escuro, e Isandra e Benner foram atrás dela. Sem pensar duas vezes, pega o telefone, e liga para eles. Infelizmente não há sinal, por isso ela pega o punhal na gaveta,  e vai atrás deles. 

Há um céu cinza, com névoa por toda parte. Em vez de usar os sapatos altos, ela está com uma bota de plataforma baixa, e uma bolsa preta com a alça envolta do corpo, na qual guardou a lâmina. Ela sai da moradia, olhando para os lados em total desespero, preocupada que não os ache a tempo. 

_Bael? 

_Oi. Precisa de ajuda? 

_Sim, essa sua manobra idiota, custou a minha família! 

_O quê? Como assim? 

_Eles desapareceram! Se isso foi alguma armação sua, eu juro que vou libertar meu poder pra te matar! _Se acalma princesa mimada. Eu vou localizá-los, e os mandar para o bunker em segurança. 

_Eu não confio em você! 

_Vai precisar. Desça e aguarde a minha ligação. 

_O estranho é que seu número funciona. Bael! _É criado para ser um número de emergência,  por isso funciona. Agora desça. 

_Eu... 

_Eles estarão lá acredite em mim. Até mais. 

_Bael! 

_O quê é? 

_Vou escrever uma lista de 10 pessoas que quero proteger. 

_Ainda bem que não é amada pelo mundo, senão não iria me deixar destruído. Vou salvar todos. 

Ele desliga, e ela fica preocupada, em vez de obedecer, pega o carro, e vai para a cidade. Ao perceber que ela não o ouviu, o anticristo se enfurece, e toma controle do veículo prendendo-a contra o banco, com o cinto de segurança, que agora é feito  de nano filamentos  automatizados, e por isso podem ser manipulados por hackers. 

_Não pode ir pra cidade sua maluca! 

_Você não vai me impedir de salvá-los. 

_Eu já disse que vou te ajudar! 

_Eu já disse que não confio em você! _Ah finalmente! Pronto! Eles estão há 10 km de você! E ainda tem 2 horas para achá-los! Se acalma! 

_Avise-os. Eu vou até lá! 

_Eu vou te guiar.  

_Avise-os! 

A voz do rádio para de responder, e ele lhe devolve o poder de dá a partida. A professora dirige até o local indicado, e não  acha ninguém ali, por isso pega o seu celular e volta a ligar para os seus familiares. Novamente não há sinal, e por isso ela bate violentamente contra o painel, com tanta raiva que parte do  seu poder desperta, e ela quebra o motor. “Porra!” Grita furiosamente, e se agarra ao volante entre lágrimas. 

_Luciféria? 

_O quê quer?! Me mandou pro meio do nada! 

_Levante o rosto ... 

_Leviroth!  

Ela abraça o marido, e olha para o lado procurando pela filha, mas ele explica que a menina está dormindo dentro do carro, pois desmaiou após caminhar por horas, procurando a mãe. Ao ouvir isso, a dama se sente culpada, e se lembra de Laura, que deve está em casa sem saber o quê está para acontecer. 

_Bael? 

_Sim.  

_Por favor avise Laura Miller e Nicolas Miller. 

_A sua aluna e o pai? Por quê? _Ela é uma das minhas futuras aprendizes, e aquela que já demonstrou lealdade, ela merece isso. 

_Tudo bem mais sua lista de 10 pessoas com conexões, fecha aqui ok? Não sou Jesus para  salvar todos. 

_Na verdade é sim. 

_É mas o “todos” a que me referia eram os meus escolhidos, o resto são pecadores. 

_Agora a bíblia faz sentido. 

Brinca e o demônio ri desligando o aparelho. Ao notar algo errado, o príncipe do Caos quebra o rádio, e entra no veículo. Sentando-se com ela, no seu colo. Ele lhe dá uma  mordida no pescoço, tentando arrancar a toda a verdade  dela, mas a mulher percebe, e ri da tentativa. 

_Está bem eu conto demônio chato. 

_Então não perdi o jeito. 

_Laura é minha filha. Minha filha da época em que era Arádia e Miguel caiu. 

_E Nicolas é  Miguel. 

_Sim, ele tem cuidado sozinho da Laura, e ela é uma boa garota mas tem andado com más companhias. 

_Já se apegou a garota. 

_Sim. Promete que não vai armar pra ela morrer? 

_É claro. Elisa foi uma lição. 

_Se algo der errado, eu mesma a destruo. 

_Está bem. 

Ele a abraça, e os dois mudam de carro. Ao entrar no Saveiro prateado do marido, ela encontra a filha dormindo, enrolada na sua jaqueta, e sorri, fazendo carinho na cabeça do seu par. Eles seguem até uma estação abandonada, na qual encontram outras famílias sobrenaturais, que aguardam  pelo metrô. Laura e Nicolas, estão no canto, junto das  amigas da filha de Isabelle, e isto não lhe agrada nem um pouco. 

_Fiquem aqui. 

_É a Laura Miller? 

_Sim. 

_Izzy. Faltam 23 minutos para o trem chegar. 

_Eu resolvo isso em 2! 

Diz caminhando em direção a adolescente e as amigas, e para diante delas, olhando para Laura com bastante fúria. Ao vê-la entre o sobreviventes a menina arregala os olhos, e cospe o sorvete que o pai comprou. Sem dizer uma palavra, a garota vai até a professora, e as duas se afastam. 

_Eu quis te proteger. Não essas inúteis. _Elas são minhas amigas Isabelle, não podia deixá-las morrer. 

_Aliás cadê a rainha boca suja de vocês? 

_Essa daí eu posso deixar pra trás. _Está dando um golpe de estado? É isso que Nicolas tem te ensinado? 

_Mãe eu preciso assumir o meu lugar. 

_Se é um lugar roubado. Não é para ser seu. _Você teria feito a mesma coisa no meu lugar. 

_Não, eu teria deixado Todas para trás, ou escolhido quem fosse leal a mim. Essas garotas não gostam de você Laura! Elas só gostam de permanecerem vivas! _E o quê quer que eu faça?! Deixar que todos me odeiem como você?! _É melhor ser odiada por idiotas, do quê ser amada por eles por 2 minutos, e morrer com uma faca cravada nas costas. _Ninguém nunca vai te matar, porquê não tem uma pessoa te seguindo. _Escute aqui pirralha. A única razão para sobreviver a este Armagedom, é porquê o Anticristo me escolheu. Então dobre a língua ao falar comigo. 

Diz furiosa, e se afasta da garota, indo para a sua outra família, que a recebe de braços abertos, e sorrindo. Laura estava iludida, sobre o quê ter poder, e se chateia muito , ao ver que a irmã, é muito mais parecida com Arádia , do quê ela, por isso engole sua raiva, e volta para as amigas. 

Isabelle se senta ao lado de Benner, e carrega Isandra no seu colo, enquanto revisa os nomes das 10 pessoas que ela escolheu para sobreviver. Os primeiros 4 nomes são os mais conhecidos. Não é porquê ela e as amigas perderam o total contato, que ela não iria lhes querer bem. Infelizmente o nome de Natasha é riscado, pois esta se recusa a “Viver em paz, em cima de um castelo, que é sustentado pelo sangue de negros e homossexuais.” Ao ler isso a bela ri com compaixão. 

Natasha tinha sido tão cegada pela mídia, que nem era capaz de perceber, que não havia mais distinção entre os ricos e os pobres, mas sim entre os seres paranormais, e os humanos. Nada era mais azul ou branco, e sim um perfeito e profundo negro, que unificava as espécies mais fortes. 

O trem chega e as portas se abrem. No tablet de Isabelle se encontra a recomendação de que siga no segundo trem com a sua família. No entanto por manipulação da própria, Laura deve mandar as amigas no primeiro, e pegar o  próximo. Sem sequer se despedirem da menina , as bruxas entram no transporte. 

É quando Laura percebe que não tem mesmo amigas, pois estas seguiram o caminho, abandonando-a para trás, por acharem que há mais chances se entrarem no primeiro trem. Ao ver isso Nicolas abraça a menina, que chora sem parar, implorando para que fiquem com ela, mas as garotas só prezam por sua sobrevivência. 

O segundo trem chega, e por ironia do destino, ou mesmo manipulação do anticristo, Isabelle, Benner, e Isandra, dividem o dormitório com a família Miller, que fica feliz e triste por se juntarem aos De La Cruz. Nicolas e Benner se encaram de imediato, e Isandra e Laura também, o quê faz Isabelle se sentir desconfortável, ao ponto de se sentar no meio deles. 

_Isa diga olá para Laura, ela é sua irmã. Sim Benner. Nicolas é Miguel. Sim Miguel , Benner é o Rei Leviroth. _Olá “irmã.” _Olá “irmãzinha”! 

_É um “prazer” Nicolas. 

_Digo o mesmo Benner. 

_Por favor não briguem.  

_Não tenho porquê mamãe.  

_Eu menos ainda mãe. 

_Posso conviver com isso. 

_Eu também. 

_Alguém me trás muita cerveja! 

_Eu quero 1! 

_Eu quero 3! _Isandra Sônia Calligari De La Cruz, Você não tem idade para beber. 

_Nem você Laura Irina Miller! 

_Pelo menos concordaram em algo. 


Capitulo 6 – O Ataque 

O vagão para por um momento, ao chegar diante de um túnel. A família De La Cruz e os Miller acordam de seus sonos leves. Um grupo de serviçais de branco e mascarados, entra nos quartos, com bandejas, nas  quais se encontram máscaras de aves, para impedir a entrada do ar. A maioria delas é de corvo, mas há uma de coruja, que traz um bilhete específico para Isabelle. “Os líderes devem ser distintos dos sobreviventes. Você entrou no transporte vip do Inferno, aproveite a sua estadia.” Ao ler tais palavras, ela engole seco, e coloca a sua proteção estilizada. Curiosa para saber o quê está havendo, a bela cutuca um dos serventes. 

_Qualquer um pode colocar essa máscara? _Não senhorita. O senhor Bael disse que a coruja é especificamente para você. 

_Por quê precisamos das máscaras? 

_Logo entraremos no Novo Mundo. Mas para este Nascer, o velho deve deixar de existir. 

_Será uma bomba de gás? _Sim. Queremos destruir os impuros, não o planeta. 

_Está bem. O quê ele faz? 

_Logo verá em primeira mão. 

A mulher sorri, colocando a máscara de pombo negro, e se retira. Após todos se vestirem adequadamente, um alarme é ressoado, e  se abre uma porta no escuro. Dentro de cada corredor, desce uma tela de plasma, que transmite o quê está ocorrendo no mundo  afora. O caos se espalha por cada continente, muitos se escondem nos bunkers, e bem ao lados dos trilhos, é possível presenciar toda a confusão. O gás é inspirado pelos cidadãos, que foram pegos  desprevenidos, e estes morrem em questão de segundos , vomitando sangue. O metrô do novo mundo para. Os que estavam conspirando contra o sistema, surgem em grande escala, e tentam abrir as portas. Há uma mãe segurando um bebê recém-nascido nos braços, que não para de chorar, com a sua pequena máscara de gato azul. Ao vê-la Isabelle, corre para lhe ajudar, só que antes que chegue a porta, surge uma mulher leoa. “Uma cobaia de Thomas John?” Nicolas conclui, ao olhar para a marca de um T e um J entrelaçado nas costas da criatura, que está a devorar os órgãos saindo do peito da mãe, com a boca toda suja de vermelho, enquanto o bebê mole se rasteja pelo piso, tentando sobreviver, machucado por suas garras. “Ele vai morrer!” Isabelle grita ao ver a criança. Notando o olhar de Nicolas e de Benner, ela percebe que ninguém está disposto a ajudar, por isso escapa pelo meio da  multidão, e abre as portas deixando o gás venenoso entrar. A bela coruja corre até o bebê, e a mulher leoa sente o seu cheiro. “Isabelle!” O outro ser com fantasia de coruja, fica apavorado pela situação, só que por medidas de segurança, o esquadrão dos brancos, fecham as portas. “Eu sou o chefe de vocês! Não podem deixá-la para morrer!” Discute com a equipe das aves noturnas, e enquanto isso Benner e Nicolas tentam sair para salvar a jovem mulher. “Eu, eu vou te proteger.” Ela diz com lágrimas, pegando o pobre bebezinho, que não para de chorar. Os seus berros são detestáveis,  só que naquele momento, tudo o quê quer é salvá-lo. A barriguinha dele, está coberta pelo fluxo escarlate, que não para de sair. “Não, não, não”  Ela abraça o menininho, segurando sua cabecinha chorona, ao correr da leoa humana. Porém esta pousa na sua frente, e atira a cabeça da mãe, ao seu lado. Fazendo-a ficar rígida de medo. 

_Me dá a sobremesa. 

_É uma criança! Não pode fazer isso! 

_Ele iria crescer e destruir o novo mundo! 

_O quê? 

_O olho de Deus nos mostrou o futuro. 

_O futuro não é inalterável. 

_A única chance do mundo prosperar é se ele morrer. 

_Então o mundo vai ser destruído. 

Por quê eu não vou entregá-lo! 

Ela grita, e a fera vai para cima dela. Ao ouvir o rugido, Benner, Bael,  e Nicolas, olham para a direção da moça, e ficam em pânico, pois há  uma falha na contenção, e sua roupa é rasgada, fazendo-a absorver   a névoa venenosa. Ela grita, e gotas vermelhas mancham o piso de  azulejo branco. Pouco a pouco, sente o veneno fazer o efeito, e se torna difícil respirar, só que ainda sim não larga o  nenê. 

_Já chega Esfinge! 

_Mas senhor ela está com o bebê! _Não importa! Encoste um dedo  nela, e eu juro que te mato! 

_Sim senhor. 

Esfinge se retira do local, e o anticristo vai até a moça, que segura o menininho contra o peito, cuspindo sangue sem parar. Ele a pega em seus braços, e passa a mão em seus cabelos, vendo-a empalidecer cada vez mais. “Isabelle que bobagem foi fazer?!” Pensa ao olhar para os seus braços, que seguram o garotinho, que também está prestes a morrer. “ 

Isso foi idiota! É apenas um mortal!”  Mostra o olhar desaprovador 

, então a bela agarra em sua gola com a mão livre, e o olha 

implorativa. 

_Salva o meu bebê. 

_O quê? Surtou? A mãe dele é outra! 

_A mãe dele sou Eu agora. _Isabelle não! Você vai ter que ficar pra trás se o quiser! 

_Odin. Odin é o nome dele! 

_Você está morrendo! 

_Salva o meu bebê! 

Ela berra em desespero antes de desmaiar no seu colo. Notando que não há como convencê-la de abandonar o garotinho, ele descobre o rosto, e morde o seu pulso, sugando o próprio sangue, para guardar na bochecha. Os lábios não param de pingar, e por isso ele transmite a cura da morte para ela com o  seu beijo fervoroso, que não é retribuído. Os olhos se abrem, mas não são  cor de mel, e sim violetas azulados, semelhantes aos de um dragão. Ela percebe  que foi salva por ele, e lhe bate para que ajude a criança também, obrigando-o a alimentar o bebê, como se fosse um passarinho. O olhinho da criança se abre, e a bela sorri, estranhando aquela reação o anticristo fica  desconfiado.  

_Por quê fez isso? 

_Eu não suportei ver um bebê morrer. _Para o novo mundo existir sacrifícios serão feitos, precisa se acostumar. Não vai poder salvar todas as crianças do mundo. 

_Eu sei. Mas quem puder salvar com toda certeza eu irei. 

_E o quê vai fazer com isso? 

_É um menininho. 

_Tanto faz. Não pode entrar no bunker com ele. 

_Então eu vou ficar aqui. 

_Ah não. Eu não te avisei como proteger os seus amados, para você ficar no velho mundo. 

_Então terá de aceitar a mim e o  bebê. 

Benner e Nicolas se aproximam com as meninas, que ficam assustadas pela forma como mãe segura o bebezinho. É claro que ninguém aprova a decisão da moça, mas como Bael tem autoridade sob o conselho, ela entra no transporte, e é levada para o novo mundo. Todos ficam descontentes pela conexão que ela teve com o recém-nascido, e por isso quando esta dorme ao lado do bebê  e as suas filhas, estes se reúnem fora do vagão, e discutem sobre o quê  está havendo. 

_O quê foi aquilo lá fora? 

_Acho que tenho uma ideia. 

_Também acho. 

_Desembuchem. Ela é a mulher mais complexa do mundo, não deu para ler todos os seus arquivos. 

_Isabelle sempre quis ter um menino. _Mas de acordo com os avanços científicos , ela só pode produzir meninas. _Então ao ver o menino que perdeu a mãe, ela não perdeu a oportunidade... _Sim. Ela o chamou de Odin não foi? Odin é o nome que daria para o  nosso filho. 

_Ela deve pensar que é coisa do destino. Ninguém vai separá-la desse menino. _É mas segundo o olho divino ele é  o homem que vai destruir o meu império. 

_Não vejo mal nisso. 

_E eu menos. 

_Típicos dos homens que não fazem a diferença. 

No dia seguinte... Isabelle cuida da criança que adotou, com a ajuda da  equipe de cientistas do anticristo. Em vez de se opor a criação de Odin, o belo e ardiloso homem de negócios, se aproxima da bela e o novo filho, e tenta manipulá-los. “Leviroth não quer ser o pai dele, não é? Eu assumo  a responsabilidade.” Ele se oferece para dar seu sobrenome ao novo membro da família de Isabelle, e ela nega com educação, pois  ao que parece Leviroth aceitou o nenê. 

_Ele tem o meu DNA. Eu o salvei da morte. 

Mereço ser o pai dele. 

_Bael. Benner já aceitou. 

_Mas fui eu que salvei vocês. 

Não é justo. 

_Qual é o seu interesse no Odin? 

_Ele vai destruir o meu império Isabelle. Mas acredito que se for o pai dele, posso mudar isso.  

_Vai manipular ele? 

_Se eu for um bom pai, não haverá razões para odiar o quê construí _Na boa Bael. Cê surtou. 

_Me dá ao menos uma chance. 

_Não. Ele será um De La Cruz. 

Não um Baltazar. 

Benner chega a estufa onde a esposa brinca com o bebê, e se depara com ela e o anticristo conversando de maneira bem íntima. Seus olhos ficam vazios, e este se recorda de quando ela estava para morrer, e ele a tomou nos braços, acariciando o seu rosto, e lhe dando sangue com um beijo. É claro que ela não retribuiu, porém na mente do príncipe do Caos, este ato de heroísmo poderá custar tudo o quê ele batalhou para manter, o seu casamento. Simulando uma tosse, ele dá passos longos para perto da amada, e o bebê, e a beija com carinho, mas  quando os lábios se desgrudam, encara o rival. _Eu pensei que era contra a adoção do menino Odin. _Ele carrega o nome do único Deus acima de mim,  e ao qual eu respeito. Além disso veio para te destruir, é o suficiente pra mim. 

_Não precisa disso. O pai de Odin é o Benner, não há discussão. 

_Não me obrigue a isso. 

_Obrigar a quê ? 

_O quê está escondendo? 

_Esse menino é meu filho com aquela mulher. 

_Você é o pai biológico do Odin?! 

_Sim, e ela é a mãe biológica dele. _Opa. O quê aconteceu naquela abdução  há 4 anos?! Eu não me lembro de muita coisa.  Só de um lugar branco como um laboratório  alien, e está muito drogada. 

_Nós colhemos seu material genético. 

Foi assim que Nicolas reviveu Laura, e eu criei esse bebê. Só que ao perceber o quê ele faria, dei a ordem para impedir a continuação da gravidez. 

_Vocês realmente abduziram minha mulher, para fazer experiências bizarras?! 

_O quê você fez? 

_Não foram tão bizarras. Ela tem o sangue e a essência de Lúcifer, era perfeita para o meu herdeiro. 

Eu mandei matar a barriga de aluguel, e ela fugiu , descobriu que sou o anticristo, e se juntou aos conspiradores. 

_Não há escrúpulos pra você mesmo. 

_Você tentou assassinar meu único menino? 

_Isabelle você tem vários filhos mundo a fora. 

Odin é um de milhares. 

_Eu ia ver a morte de um ser que é DNA do 

meu DNA. O único menino que pude ter, e você ia  tirá-lo de mim! Nunca mais se aproxime da gente! 

Grita furiosa, pegando o bebê no seu colo, que não para de chorar, e sai da estranha instalação. Bael bufa de raiva, e Benner o encara com indiferença. Fica claro que logo vão discutir, mas mesmo assim o belo loiro, respira fundo, e abre espaço para que se sentem a mesa, e conversem de forma civilizada. O marido se acomoda, e junta as mãos com um sorriso de fúria, enquanto o senhor  do novo mundo, apenas aguarda o quê está por vir. _O quê queria com esses herdeiros sintéticos? 

_Um exército de seres fiéis a mim e a minha rainha. 

_Ela é a Minha Rainha.  

_Não por muito tempo. No outro mundo você é alguma coisa. Aqui eu sou, e não sei se lembra mas a sua amada ama tudo o quê se refere a minha cultura diabólica. 

_Ela ama tudo o quê se refere ao Pai dela. _Ou será que é ao seu verdadeiro marido? Nunca houve um divórcio adequado, esqueceu? 

_Luciféria morreu Bael. Esta é Isabelle. 

Elas não são a mesma pessoa. 

_Então terei que te roubar Isabelle também. 

Porquê ela tem o espírito da minha Lucy. _Depois de tentar matar o Odin, ela nunca vai  te querer. Não importa quantas vezes venha a salvá-la. 

_Ah qual é. Eu fiz coisas bem piores na outra vida, e ela ainda sim casou comigo, e tivemos a Memphis  , da maneira tradicional. 

_Que ela foi obrigada a matar, porquê tentou eliminar Elisa e Marisa.   

_Mas ainda sim a tivemos. 

O loiro ri com malícia, e o demônio se controla para não acerta-lhe um golpe. Horas mais tarde...A jovem mulher olha para o bebê, e este ri para ela. As filhas não se sentem felizes com tanto apego, e reviram os olhos. Isandra e Laura partem pelos corredores, e vão até Nicolas que está sentado no refeitório,  falando seriamente com Leviroth, que demonstra desagrado, porém  não para com ele, e sim com a ousadia do seu rival. 

_Não queremos ter um irmãozinho! 

_É verdade papai. Já me basta a Laura! 

_Hey!  

_Desculpa Laura. Você é legal, mas não é aquele moleque remelento, que nem tem o nosso sangue. 

_Isso é verdade. Que amor é esse?! 

_Acalmem-se as duas. 

Nicolas respira fundo, e os pais puxam as cadeiras para as garotas, que se sentam com alguma dificuldade. Os pais se entreolham, com a certeza de que as duas crianças mimadas tem tendências psicopatas, e podem fazer como a filha de Bael. Por isso tomam as rédeas da situação, e tentam evitar o quê pode acontecer, para que Isabelle não tenha que se voltar contra  as meninas. _Odin é irmão de vocês _O quê?! 

_Como assim?! Isabelle pulou a cerca?! 

_Laura! 

_Não, ela não pulou a cerca. Pelo que o idiota do meu irmão explicou, foi criado por manipulação genética. 

_Em laboratório? 

_Como eu? 

_Ao que parece sim. Não consegui destruir todas as amostras de DNA de Isabelle pelo visto. 

_Então foi assim que conseguiu o material genético dela? 

_Foi? Papai achava que era de maneira tradicional. _Eu também achei, até papai me contar que  sai de uma barriga de aluguel, de um clone dela. 

_Nunca pensei isso. Isabelle não pularia a cerca uma segunda vez Isandra. 

_É? Pelo ciúme que sentiu da mamãe, duvido viu? _Senhor De La Cruz posso assegurar, nasci  em uma instalação de pesquisa genética. 

_Podemos nos focar em questões mais importantes? 

Isabelle e Bael tem um filho. Isso não é assustador? o quê ele ganha com isso? 

_Uma ligação eterna com Isabelle. Está convicto de que ela pode voltar a mesma Lucy, que largou todos os que amou, para ser sua rainha. 

_Minha mãe já teve um caso com ele? 

_Arádia e o Novo Senhor do Inferno? 

_Sim. Houve uma época, que ela sentiu um ódio extremo do pai e a mãe, de mim e Leviroth, e se juntou a ele. _Não só isso. Destruiu milhares de povos, julgando-os a favor do seu então marido. 

_Como Ishtar. 

_Ela também é Ishtar? 

_É um lado sombrio da vida da mãe de vocês. Só que tudo começou por causa de um  

Bebê. 

_E agora está se repetindo... 

A dama coloca o bebê para dormir, e sente uma forte pontada na cabeça, que a faz se debater contra o vidro da janela.  Um vulto negro surge e a carrega, embora  se pareça muito com Bael, não é ele que vem acudi-la, mas sim o seu pai, que a deita na cama, e a cobre notando a sua palidez. “O quê ele fez contigo?” Passa a mão na cabeça da filha, que está ardendo em febre, e suas veias brilham um forte  tom de roxo florescente. Fazendo-o entender o quê houve. Furioso este sai do  quarto, e vai atrás do anticristo, pronto para corrigir o seu filho rebelde, da mesma forma que o seu pai fez com ele, quando descobriu que ele lhe roubou, o seu bem mais precioso, a sua rainha. No caminho, este se depara com Victória e o neto Dave Haster. Ao vê-lo a mulher com roupas de caveira, corre para o abraçar, e este o retribui relutante. 

_O quê foi pai? 

_Isabelle foi infectada com a essência de Caesta. 

_E o quê isso significa? 

_Significa que seu irmão Bael, está tentando matar Isabelle, para reviver Ishtar  outra vez. 

_Mas Isabelle é Ishtar  não ? 

_Sim, e não. Ishtar é uma das 3 personalidades da sua irmã. A  1-Luciféria Lilith II, o anjo justo. A  2-Nahemah Hela, a deusa do julgamento. E por fim a 3 é Babalon Ishtar. 

_Isabelle é Babalon?!  

_E também é Koré. 

_Mas Babalon é a prostituta e Koré a virgem! 

_São estágios da vida da sua irmã. Ela foi Koré, a meninas dos olhos de Bael, e se tornou Babalon, a mulher dele. _Isabelle e Bael são realmente casados?! _Não exatamente. Ela como Babalon Ishtar é a mulher dele, mas como Isabelle é mulher de Azazel. 

_Então Bael quer exterminar as outras duas versões dela, para só uma existir? _Sim. Babalon surgiu de todo o ódio que sua irmã sentiu por cada sofrimento, ela é o lado mais negro que existe nela. 

_Então o quê ocorre se ela virar Babalon? _Ela se torna a Messias Negra das verdadeiras trevas. 

_E  isso quer dizer? 

_Que não há um futuro livre para as próximas 

gerações. 

Ele respira fundo, e Victória fica catatônica. Isabelle  gira de um lado para o outro, sentindo-se desconfortável. Corpos estão espalhados por toda parte, queimando em brasas ardentes. Sua mão segura uma espada e um estandarte, como se fosse uma amazona egípcia. Seus pés caminham pelo chão, cobertos de sangue. O medo lhe preenche o âmago. Que criatura grotesca teria feito tamanha chacina no antigo Egito? Sua respiração se torna ofegante, o coração palpita rapidamente,  e logo esta começa a correr pela areia. Há risadas em uníssono, e isto a deixa desconfiada. “Inanna.” Pensa com certeza e raiva em seu olhar, dando  passos longos em direção as vozes. Uma mulher, com o corpo pouco coberto, vestida de branco, está sentada no colo do Deus do local, com um cálice dourado em suas mãos.  Ao vê-la sorridente e maléfica, larga suas armas, em estado de  pânico. Os lábios da mulher misteriosa, beijam os lábios profanos do Deus iniquo. A mão do homem pálido, e de olhos vermelhos, agarra os seus cabelos  ruivos, e eles se encaram como dois dragões prestes a acasalar. As suas unhas negras  arranham carinhosamente a coxa dela, enquanto as mechas dos longos cabelos lisos, caem sob suas pernas, fazendo-a corar e abrir seus olhos violetas. Ao assistir a cena, a bela, fica de queixo caído. “Por favor não faça isso!” Grita em sua mente, ao tapar o rosto com os dedos abertos, e os olhos arregalados. Por não  conseguir suportar ver a cena, já que a mulher de cabelos 

de fogo é ela mesma, em outra vida. Aterrorizada, pela visão que acabara de  ter, dá passos errados e escorrega para trás. Ao vê-la os demônios sorriem, e vão ao seu encontro, avançando em seu corpo, e beijando-a dos pés a cabeça, até Babalon desaparecer ao entrar no seu corpo, fazendo-a se sentir muito atraída, pelo novo Senhor do Céu e do Inferno. 

_Você vai ceder a mim. Sempre cede. Basta sofrer o suficiente. 

_Aquela, vadia, ali, não, sou, eu! 

_,É uma parte sua. Uma parte que sempre desejou  toda a minha escuridão e iniquidade. 

_Para! 

_Você ama o Inferno, porquê ama a mim. 

_Não! Eu! Não! Te amo! 

_Ama sim. Pare de fingir o contrário. 

_Não...Não... 

Ela sente os dedos dele em suas costas, logo está com a roupa da Deusa Escarlate, e a sua coroa. “Eu não sinto atração, eu não sinto atração, eu não sinto atração!” É o  quê repete na sua mente, tão concentrada em não sentir, que é pega desprevenida no escuro, e ele a beija com ferocidade. De inicio ela não retribui, mas seu corpo reage contra a sua vontade, fazendo-a sentir algum prazer ao ser dominada, pela poderosa criatura. A língua dele entra em sua boca, por vários minutos, deixando-a sem ar, enquanto eles giram no meio do nada, como fantasmas se tornando um só ser 

, de duas cores, a luz violeta, que se torna levemente rubra e a ausência de cores, o Ayin. “Eu Não...” Tenta o impedir de chegar, só que não resiste, e acaba em  seus braços, emanando a luz completamente em cor de rubi. 

_Socorro! 

_Filha? 

_Mana? 

_Me tirem daqui! Me tirem daqui! 

_O quê aconteceu Isabelle?! 

_Ela teve um pesadelo com o anticristo. 

Certeza. 

_Eu, e ele... A gente... Ai minha nossa Eu não acredito no quê vi! 

Ela se ajoelha ao lado da cama, e o pequeno Odin acorda assustado, em estado de desespero. Ela treme se aproximando do bercinho, está em choque, sem acreditar no quê aconteceu, e no quê sentiu. O pai e a irmã tentam lhe acalmar, mas nada funciona, seu corpo não para de vibrar. É como se estivesse na Antártida, usando somente um biquíni. Lúcifer abraça a filha mais velha, impedindo-a de carregar o seu neto, pois na situação em  que encontra, pode derrubá-lo. Victória pega o bebê draconiano, e fica a niná-lo, junto do filho que luta para distrair o seu primo. A bela  volta a empalidecer, e sua pressão desce a tal ponto, que esta perde a consciência, nos braços do anjo das virtudes. Percebendo a gravidade do caso, a irmã mais nova, passa a mão no cabelo, e se ajeita ao lado da consanguínea fazendo-lhe carinhosos cafunés. 

_É muito para Isabelle suportar. 

_Sim. Sua irmã foi a que mais sofreu de vocês. 

_Como que ela acabou nos braços dele?! Todo mundo sabe que ela é do Azazel! 

_Ela e ele tem um destino, criado por Caesta , a grande deusa matrona. 

_Mas você disse uma vez que ela e Azazel nasceram um para o outro! 

_Sim, e é verdade. Só que ela foi castigada, por fazer Miguel se apaixonar, e destruir o seu destino com a outra sobrinha. 

_Eke?  

_Sim. Por se meter com uma das favoritas, ela a fez cair nos braços do demônio. Ficando assim dividida pelos gêmeos primários. _E o quê ela pode fazer pra mudar isso? _Somente controlar o quê sente pelo seu carrasco. 

_Isso é horrível. Por quê Caesta é tão ruim? _Não há uma resposta. Mas Caesta odeia a sua irmã, tanto quanto a sua tia Lilith. Então creio que a motivação vem daí. 

Lúcifer segura o netinho, e este gargalha no seu colo, sentindo-se muito confortável.  Ao vê-lo ele franze o cenho, e se recorda de quando segurou os gêmeos Bael e Azazel em seu colo. Azazel era uma criaturinha coberta por uma mortalha de energia escura, com um sinuoso brilho em seu peito. Já Bael era um bebê que brilhava tanto quanto o sol, mas em seu olhar havia a mesma fúria, do pai, quando ainda recebia o nome de Samael, e isto o preocupou. Os meninos, cresceram aos cuidados de Lilith, que em sua sabedoria sobre gestação, logo viu o futuro devastador daquele que pensou ser seu filho. Um calafrio percorreu-lhe a espinha, ao se lembrar de como Lúcifer era antes, e por isso o temeu por quase toda a sua vida. Bael cresceu se sentindo odiado pela mãe, e quando Luciféria nasceu, ele tentou matá-la afogada. Se a rainha do Inferno não chega a tempo, ele teria conseguido. É claro que a princesa não morreria de fato, mas esta seria enviada para o reino de Caesta, onde sofreria com o seu julgamento rígido e cruel, mesmo sem saber pensar. Lilith teve ódio dele, e por isso ela o enviou para uma floresta, na qual suas criaturas o puxaram para o subsolo do Éden Negro, e o manteve lá. Como no sonho de Isabelle, ela  foi até o lugar proibido, e teve com o terrível demônio, uma espécie de amor platônico, no qual ele a quis como sua futura rainha do submundo, e ela o quis como um amigo, com quem dividia suas aflições sobre a família, Miguel ou Azazel. Isso o devastou, e foi assim que ele acabou nos braços da sua verdadeira mãe, Inanna, que o educou para tomar posse do  céu de Ninlil, e o Inferno de Ereshkigal, que basicamente são a face da mesma deusa. Caesta os favoreceu, Bael tomou posse do mundo de Anu, e Chaos o marido e o oposto complementar dela, não gostou nada da afronta, e por isso lhe mostrou o poder da desordem. Enquanto céu e inferno lutavam entre si, o novo Deus, inventava meios para se aproximar outra vez de Luciféria. Só que ao vê-la nos braços do odiado gêmeo, ele mesmo a empurrou para a Terra, onde ela sofreu  

até se matar. O quê só o pai sabe, é que quando ela se foi, ele saiu do trono, e entrou na água, sujando-se com o sangue da bela, enquanto via que poderia salvá-la. Só que nada conseguiu, e esta agora na adolescência, foi mandada para o reino de Caesta. A deusa anciã, recebeu sua essência, e quis destrinchá-la, mas ele atravessou o reino fatal para os deuses, só  para lhe trazer de volta. “Caesta. Você disse que quer que ela sofra. Ela sofre ao meu lado. Devolva-me a minha boneca.” O mentiroso profissional piscou diante da gigante, que gargalhou como louca, com as suas duas vozes entrelaçadas, entre a roca e a fina, como a de Akasha, em A Rainha dos condenados. O novo Deus, se curvou para a velha Tiamat, sem saber que decisão tomar. 

_Está apaixonado pelo anjo maldito! 

_Não, não estou mais. Eu só quero feri-la. _Não me engana Bael Lúcios  _Eu sou o carrasco dela.  

_Não é mais. Designarei outro para esse 

serviço. 

Ao ouvir a ordem, o demônio ri sem acreditar, e então pega a deusa pelo pescoço, e a parte ao meio, banhando-se no sangue da draconesa, com seu olhar frio e sem vida. “Ninguém me diz o quê fazer. Nem mesmo você minha  querida avó.” Ele diz ao olhar para a cabeça dela, então olha para o coração desta, e o pega. A bela filha de Lúcifer, aparece presa em um cristal verde,  num sono profundo, que o jovem deus quebra com seu punho, só que nem assim ela desperta, e por isso ele rasga o seu peito, e coloca o miocárdio da deusa no lugar do seu. 

_Bael o quê está fazendo?! Ela não é digna! 

_Eu a escolhi. Quer você queira ou não. _Ela não vai suportar! É filha de um demônio e meu coração de carne é puro!  

_Ah é? Esqueci de lhe contar  Luciféria não é filha de uma demônia. Mas sim da deusa que foi violentada. 

_Ela é filha de Ninlil?!  

_Você entende rápido.  

_Então isso foi uma armadilha?! 

_Achou mesmo que depois de tudo o quê fizeram Comigo, eu seria fiel a vocês?! Ah vovó isso foi uma tolice. 

_Você vai morrer! 

A Deusa Berra se materializando, mas os olhos de Luciféria se abrem, tão  verdes quanto esmeraldas, e esta surge diante da gigante, segurando o seu punho violento, com relativa facilidade. Ao ver que a menina agora, tem uma parte importante do seu poder, ela voa para longe, e decide criar um exército para deter Bael e a amada.  Aos poucos ela recobra a consciência, porém não se recorda de nada da outra vida, por isso o novo deus agarra a oportunidade, e se aproxima dela, fingindo o seu par. É claro que ela reconhece, e se afasta , só que quando recua, ele avança, como uma serpente, e lhe dá o bote, fazendo-a não resistir, e até retribuir aos seus desejos. 

“E depois dele a manipular e mentir, ainda sim ela se tornou sua rainha, e nos traiu.” É o quê reflete o imperador do Inferno nos dias atuais, olhando para a filha no colo da irmã, com certo receio. Por isso coloca o pequeno  Odin para dormir, e volta para o caminho anterior. Contudo ao chegar na porta ouve uma voz familiar, e por isso para. 

_Papai? A onde está indo? 

_Vou resolver alguns problemas querida. 

_Não o enfrente. Ele está poderoso demais. _Ele nunca foi mais poderoso do quê eu. 

_Como pode ter tanta certeza?  

_Eu ainda estou aqui. 

O coroa charmoso pisca, e vai embora. Bael fica sentado diante da mesa,  fazendo anúncios em nome do seu pai, em relação ao Apocalipse, como se este patrocinasse suas atrocidades, em prol do novo mundo. No entanto ao terminar o seu discurso raso, o próprio deus da justiça aplaude com ironia, entrando no local, com o seu sorriso mais confiante, que faz o diabo ficar em choque, por acreditar que este vai desmascará-lo, mas por total educação, o pai espera a reunião acabar, para poder  repreendê-lo. 

_Lúcifer. 

_Olá filhinho. Está prestes a dominar o mundo, e ainda sim precisa do meu nome para ter algum sucesso? 

_O quê quer?! 

_Que fique longe de Isabelle. A menina não é a sua Ishtar, e eu não quero vê a reencarnação da minha filha  morrer. 

_Você pode tentar enganar a Aggarath, o Azazel, o Miguel, e as crianças. Mas Eu sei que é a minha Luciféria. 

_Em primeiro lugar Luciféria é o par de Azazel. Em segundo ela não tem mais a mesma personalidade. A Luciféria que conhecemos não existe mais. 

_Então nunca a conheceram de verdade. Porquê Isabelle é exatamente a mesma Luciféria da qual me lembro. 

_Você não vai machucá-la outra vez. 

_Você e eu sabemos que eu nunca a machuquei de fato. O único que mais se feriu com a nossa união foi Você. 

_Você fez com ela se odiasse, e enlouquecesse! 

Não venha me dizer que não a machucou! 

Lúcifer perde a cabeça, e agarra o filho pelo colarinho, o jogando contra a parede. O loiro ri da afronta, como se aquilo não o ferisse, e o quê o pai estava dizendo fosse somente ladainha. Todavia basta sentir a pressão da flamejante luz gloriosa do deus renegado, para se controlar, e deixar de agir feito um idiota. Infelizmente o momento de juízo  não dura, e este volta a defensiva agressiva. 

_Ela surtou apenas porquê não se aceitou. 

_Ela não é assim. Não é uma...! 

_Uma o quê? 

_Uma aberração como você! 

_Desculpe informar reencarnação de Chronos. Mas a sua doce Perséfone, não é tão pura quanto você acredita.  

_Eu nunca disse que ela era pura. Não seja idiota. 

Ela apenas não é monstruosa como você. 

_Ah ela é. E toda vez que desceu ao meu reino,  

provou da minha escuridão e quis mais. 

_Você a obrigou! 

_No começo sim... Mas depois ela voltou ao Tártaro, pelo prazer que somente as trevas podem proporcionar. 

_Está bem. Já vi que discuti não vai levar a  nada. Só fica esperto. Porquê Eu estou por  perto, e não te deixarei tirá-la de nós. _Interessante é um desafio? Porquê se for Eu já ganhei. Ela te odeia, pois se deu conta do péssimo pai que é. 

Ele diz com um sorriso cruel, e o deus que domina o Tártaro, lhe acerta um soco no rosto, com a mão tão quente, que se ele não desvia, em vez de receber um arranhado no canto dos lábios, teria tido a face queimada. A raiva consome o progenitor, e este sente seu punho tremer, o deus do novo mundo, se enfurece pela humilhação, e urra para que saia imediatamente da sua  presença. 

“Eu já pretendia tomar Isabelle para sempre, mas agora isso não é mais uma pretensão, e sim uma certeza.” Os olhos dele ficam sombrios, e o anjo caído, caminha pelo vagão, suando frio. Ao verem Lúcifer, Azazel e Nicolas correm para cumprimentá-lo, e saber o quê houve de tão grave, para que tenha se deslocado da Boulevard, para os trilhos do  trem da perdição. 

_Olá irmão. 

_Oi pai. 

_Olá garotos. 

_O quê aconteceu? Está trêmulo! 

_Tem a ver com a Izzy? 

_Apenas tive uma conversa com meu filhinho rebelde. 

_Parece mais que discutiu. 

_E espancou. 

_Ah isso? É porquê ele não quer deixar a minha filha em paz, e me chamou de péssimo pai. 

_É um soco e tanto. 

_O quê ele ainda quer com Isabelle?! 

_Tê-la de volta. 

_Mas mesmo depois de muito tempo? 

_Eu vou matar ele antes de conseguir uma segunda vez! 

Azazel se prepara para ir atrás do irmão, mas Lúcifer o impede, e então avista a sua sobrinha Alexandra, e tem um plano, que resolve colocar em prática. Como quem não quer nada, se aproxima da moça, e tenta convencê-la a lhe ajudar, mas como a menina tem o sangue das deusas, percebe logo que é uma jogada, e o       faz confessar a verdade. Ele se envergonha, só que ainda sim, a bela bruxa resolve ajudá-lo, por ver o seu desespero, ao pensar que vai perder  

a filha do seu grande amor outra vez. 

_Então Isabelle realmente teve um relacionamento com  O Anticristo? 

_Sim. 

_E há ainda alguma chance de quê ela caia nos abraços dele? _Infelizmente há. Ele percebeu que a fonte do amor, vem do  seu ódio pelo resto do Universo, e por isso desgraçou a vida dela. 

_Se ela souber que ele fez isso, certamente ficará longe dele. 

_Não. Isabelle é louca como Luciféria, pode acabar se apaixonando, só por saber que ele gastou metade da vida, focado em obtê-la. 

_E ele realmente gastou?! 

_Ele não está vigiando-a de agora Alexandra. 

_Ele é um psicopata! Isso é ruim... 

_Eu sei... Isabelle tal como Luciféria abraçou As trevas com que a humanidade me vestiu. 

Isabelle acorda no colo da irmã e se assusta, pois jamais imaginou que Victória  seria capaz de perdoá-la, após a sua coroação de rainha do pop no Madison Square Garden. Na qual a melhor amiga e irmã, se enfureceu pelo grande sucesso que seu pai proporcionou a mais nova, enquanto a manteve longe dos holofotes, porquê segundo ele Victória era mais digna, por ter o amado cegamente. Foi a gota d’água para Isabelle, que fez até o mais virtuoso dos seres ficar em silêncio, quando disse “É muito fácil ser fiel aos sentimentos por 3 anos de espera. Ela não ficou, por mais da metade da vida, esperando todos os dias que aparecesse, e chorou achando que tinha enlouquecido, quando nada aconteceu. Mas se isso a torna mais digna, então a partir de hoje corto meus laços com você e o satanismo, não importa  se tenho o teu sangue, Eu não sou mais tua filha.” Mal sabia ela, que o pai não fez aquilo por duvidar da sua nobreza, afinal nunca foi fã de adoração, e sim do amor  que poucos tinham por ele. O pobre imperador foi obrigado a agir dessa forma, renegando-a, ou Inanna, teria cortado-lhe a garganta, assim que fugiu da Dimensão prisional, junto com os demônios que enganaram as princesas e os príncipes do Caos. 

_Então recebeu o meu pedido de desculpas. 

_Sim, e eu aceitei. Você é minha irmã, sempre vai ser. _Posso até ser Vick. Mas te salvei por compaixão, e não pelo babaca do nosso pai. 

_Devia pegar menos pesado com ele Izzy. 

_Primeiro só Azazel me chama de Izzy. Segundo Você lembra o quê aconteceu no Madison. Ele me chamou lá para ser humilhada e rebaixada a serva! 

_Primeiro Tô nem aí. É Izzy e ponto. Segundo já parou para se perguntar por quê ele fez isso? 

_Porquê não o amei o suficiente e era indigna. 

Ele mesmo disse. 

Ela revira os olhos, e a dama lhe entrega o celular, na página oficial do site do pai.  “Leia a carta, Ao fruto do meu grande amor 19/08/2020.” Ela respira fundo apontando o dedo para onde a bela deve clicar. Isabelle se mostra relutante, mas Victória lhe dá, Insistindo para que o faça. “Ao contrário do quê ele disse a mídia, não foi um single barato, para iniciar sua carreira com chave de ouro. “ Diz, então isso desperta a curiosidade da bruxa mais velha do convém.  “Ao fruto do meu grande amor. Me perdoe por te abandonar naquela noite de horror. Você não entenderia, então te deixei ir. Se eu te coroasse como sonhava, não haveria como fugir. Sua mãe é a minha rainha, mas você sempre será minha garotinha. Me perdoe por  ser tão cruel. Mas havia algo terrível por baixo do véu. Seu sorriso, sua esperança. Sempre estarão em minha lembrança. Não podia permitir aquela matança. O relógio se move lentamente. Fazendo com que eu me lamente. Contudo não posso voltar atrás. Os monstros te devorariam no Alcatraz. Então tenho que seguir de coração partido. Sem poder está contigo.” Ao ler a parte “Seu sorriso, sua esperança” Ela fecha o cenho, e se esforça para terminar. Ao ver o seu incômodo,  Victória percebe que há algo errado, e pega o telefone de volta, pronta para abrir o inquérito. 

_Não basta ter conseguido o topo que sonhei?! 

Tem que jogar na cara o quanto ele te ama?! 

_O quê?! Não Izzy. Não é pra mim! 

_É claro que é, eu quase nunca sorrio ou tenho esperanças! 

_Mas já teve! E nosso pai se recorda disso! Por favor Izzy! 

Inanna não é o grande amor do nosso pai! Sua mãe É! 

_Se isso é verdade, por quê ele pulou a cerca tantas vezes com ela?! 

_Porquê ela o enfeitiçou! 

Grita como se revelasse um segredo cruel e obscuro, e Isabelle recobra o fio  da sanidade. Olhando para ela em estado de choque, as duas que estavam em pé,  se sentam na cama, e a mulher com roupas moda caveira começa a chorar sem parar, o quê desperta um pouco de compaixão na irmã que a abraça, lhe acolhendo, e confortando-a, enquanto tenta secar as suas 

lágrimas. Só que Victória, fica inconsolável, praticamente a beira de um surto, como se a sua vida de pop star, não fosse o paraíso que a professora acreditava  que era. Então pouco a pouco, ela se recompõe, passando a luva na sua face, para limpar o lápis borrado dos cílios inferiores. 

_O quê tem demais nisso? Todo mundo sabe que Inanna é uma vadia. _Tem que Eu nasci de uma noite de prazer Isabelle. Não de amor , como você! 

_Mas você disse que Inanna e ele se amavam. 

_Eu menti. Estava furiosa por como me tratou. A minha vida é uma mentira! Eu sou uma deusa do amor, que literalmente nasceu do testículo do mar! 

_Todos nós nascemos de um testículo Victória. 

_Você não entende. Eu sou só o esperma que evoluiu, e Inanna usou para prender o nosso pai, e quando não tive serventia , ela me jogou fora! 

_Minha nossa Vick. Mas Lilith te acolheu como filha lembra? _É mas eu sempre soube que ela não me amaria como amou a você. Esse tipo de conexão, só se tem através do sangue.  

_Então por isso fez aquelas coisas terríveis comigo? _Sim. Eu me arrependi depois. Mas era tarde demais, tinha finalmente cumprido com a vontade Inanna, e você já era pura escuridão como eu e Bael. 

_Se você é tão má assim. Por quê está confessando? _Porquê você é minha irmã! E eu te amo. Lilith me aceitou na casa dela, mas foi você que me criou, não fui justa contigo. 

_Tudo bem. 

_Não, não tá. Inanna continua a te odiar, e foi por isso que nosso pai agiu daquela forma. Se ele não te tirasse do caminho dela, ela ia te matar diante todos. 

_Ela o quê?! 

_Ela ia te matar. Por isso pai cedeu a entrada na fama pra mim. Como sou filha dela, ela iria adorar me ver ali, no seu lugar. 

_Então ela desgraçou minha ida ao topo?! 

_Sim. Mana me perdoa mesmo, sério. 

_Bom pelo menos me contou. 

Responde abraçando a irmã, reatando os laços de uma amizade que tinha sido destruída, há 9 anos. Então elas olham para o vazio, como se houvessem outros pecados escondidos. Enquanto isso... Bael sorri, com o seu mais perverso olhar, e o trem finalmente chega a velha cidade  subterrânea, na qual, se estabilizará o novo mundo. 

Capitulo 7 – A cidade dourada 

As portas do transporte se abrem, e todos descem outra vez mascarados. Porém o anticristo passa por todos, e é o primeiro a tirar a sua proteção, os deixando de queixo caído. “O homem em sua enorme ignorância, sempre acreditou que está no topo era o quê mais importava. Mas hoje meus queridos, estamos provando o valor das terras do subterrâneo.” O anfitrião abre os braços, com suas caras roupas amarelas, mostrando o paraíso que os aguarda. “Os humanos nunca entenderam, que o quê está acima, é o que está abaixo.” O loiro imita a estátua de Baphomet. “Que a sua morada , pode ser tanto o céu, quanto a terra.” Prossegue, e então olha para a única coruja entre as outras aves, com forte fixação. “Que o amor e o ódio provém da mesma energia.” Segue encurralando a jovem mãe. “E que podem ser convertidos. Portanto aquele que odeia hoje, pode ser a quem venha amar no dia de amanhã.”  Sorri com malevolência, e a bela recua. Percebendo o desconforto da amada, Leviroth resolve acolhê-la, e está o abraça forte, mas seu olhar continua preso a figura do rei do novo, que continua a sorrir confiante. O novo mundo dos escolhidos, é diferente do quê muitos se acostumaram, principalmente os que enriqueceram por obra de Bael. Há uma enorme fonte de água potável no meio da cidade, que é cheia de prédios dourados, que possuem várias tecnologias, as quais a comunidade tem acesso para resolver as suas causas, não importa se são significativas ou fúteis. Um 

verdadeiro Éden. Ao entrarem no local, cada família é colocada numa casa, de acordo com a quantidade de membros, e dentro desta encontram roupas, comidas, e alguns brinquedos para se distraírem. Só que depois de ser raptada, Isabelle evita o capacete de realidade virtual, e prefere usar o aparelho, no qual reproduz livros. Já Os Miller optam por passar horas, enfrentando um ao outro num jogo de corrida de carro. Victória e Dave ficam num jogo de música, enquanto o par dela assiste TV, e Alexandra , e sua família escolhem vê um filme de terror de possessão.  “Amo Lovecraft.” A mãe de Isandra diz com um sorriso, cruzando as pernas, e balançando o berço de Odin, para mantê-lo dormindo. 

_Isabelle encontrei seu pai ontem. 

_O meu pai?! Aquele desgraçado que me renegou?! 

_Não, o seu outro pai, com compartilha a essência única. _Ah o outro desgraçado que me renegou. O quê tem ele? 

_Ele falou que o Anticristo está focado em ti. _É, eu sei, o fato de Odin ter o nosso DNA, me deixou bem desconfiada. Mas não acho que sou o Foco dele. 

_Você é. Ele deixou claro para mim também. 

_Eu não entendo o porquê de tudo isso. 

Sou só uma professora de biologia. 

_Eu entendo. Ele acha que você é Luciféria. 

_E eu sou. Só que o quê isso tem a ver? _Não, não é. Tem o sangue e a essência, parte da forma, mas não é ela. 

_Então eu não sou a princesa mesmo? 

_É claro que é Izzy. Mas vocês tem personalidades diferentes, e não é só isso... 

O marido respira fundo, lutando contra o seu ciúme, que quer o dominar, como um dono domina o seu animal. As imagens da sua amada ruiva nos braços de Bael, lhe vem a mente, e os seus dentes rangem sem parar, enquanto ele treme de raiva. A dama fecha o livro, e o coloca na cadeira branca. Suas mãos tocam o rosto do  amado, que retorna para a realidade, e a encara tomado pelo medo,  e a tristeza. 

_O quê está havendo meu amor? 

_Você lembra que sempre me disse que tinha um ser obscuro  dentro de ti, que você mantinha enjaulado no fundo da sua mente.  Porquê se saísse iria ferir os que ama? Sem dó ou piedade,  exatamente como a deusa descrita por Crowley? 

_Sim é claro. Por quê? 

_Você é mais que Koré, é Babalon também. _Aquela criatura arrogante e cheia de si?! Impossível. Eu sofro de depressão por ter Pouco amor próprio. 

_É uma longa história. Mas em resumo você e Bael estiveram juntos, sim exatamente como desconfiava. Por isso teve os pesadelos em que se envolvia com o Anticristo. 

_Por quê não me confirmou antes? 

_Estávamos em crise, e eu achei que iria preferir a ele. 

_Leviroth está inseguro? 

_É claro que estou. Tudo o quê gosta, é baseado nele. 

_Isso não é verdade. 

_Você mesma disse uma vez. Há diferenças entre Lúcifer e o Diabo, e eu amo mais o Diabo do quê a Lúcifer. 

_Você leu minhas mensagens para Victória?! _Eu sempre leio. Não tem por quê ficar surpresa, fez  a mesma coisa comigo. 

_É, eu fiz. Só me preocupo que não confie em mim. 

_Eu confio. Só que temia que ele fosse te procurar. 

As mãos dele continuam a tremer, e a bela as segura. No começo ele se mostra relutante, mas ela é firme no ato. É difícil ver o demônio chorar, só que está claro  que aquilo o assusta, e que as lágrimas querem sair. Por isso ela o abraça forte, e este acaba se deixando retribuir, apertando-a forte contra o seu peito,  como se aquilo pudesse impedir a sua separação. 

_Eu estou aqui B. 

_É, mas por quanto tempo? 

_Eu sempre vou está aqui. 

_E se um dia sentir algo por ele outra vez? 

_Eu arranco meu coração, e faço uma lavagem cerebral , para ficar somente amando você. 

_Não. Isso não. 

_Eu te amo muito. Não precisa se preocupar certo? 

_Eu também te amo muito. 

Eles olham um para o outro, e então como duas serpentes, inclinam a cabeça para frente, encostando os seus lábios um no outro. Como se quisessem algo mais, então os seus olhares transmitem mensagens, e eles se beijam fervorosamente. O demônio a  pega em seus braços, carregando-a para o quarto, no momento que suas línguas se enrolam uma na outra. A mão máscula tranca a porta, a dama tira sua roupa, e ele também. Como uma fera, ele fica por cima dela, mordendo seu pescoço com ferocidade, enquanto seus dedos agarram as costas femininas. Arrancando-lhe fortes gemidos, sem sequer começarem. Porém quando as coisas vão esquentando, os olhos da bela se tornam reptilianos, e esta sente muito desejo por sangue. Percebendo que há algo errado, o marido para com os estímulos, e com a unha arranha o pescoço, permitindo-a beber da sua vida. 

_Não. Eu posso não ter controle. 

_Eu sou um demônio. Me curo rápido. 

_Tem certeza disso? 

_Tenho. Pode se alimentar de mim, assim não precisará ir atrás do meu irmão. 

Ele diz e a sua companheira, o ataca, sugando sua energia com tanta sede, que  parecia está no deserto. Ele sorri, contudo percebe que ela não vai parar, e a afasta. Os olhos deles se encontram, nos dela há fome, e no dele receio. Por isso esta salta pela janela, e o deixa para trás. Os seus sentidos ficam apurados, ela segue o cheiro  de sangue, vendo as cores da aura de cada um, enquanto tudo vibra ao seu redor. Um rapaz se encaminha para um dos becos do local, e ela o segue, com as mãos para trás expondo as suas garras. Bael percebe que está fora de controle , e vai ao seu encontro. O jovem tenta gritar, só que ela arrancou a sua língua fora, e está prestes a devorá-lo. Vendo aquela cena, ele sorri com crueldade, e estala o dedo, reconstruindo a língua do garoto, que está aterrorizado. 

_Você pode falar outra vez. 

_Ela, ela me perseguiu. 

_Eu sei. Mas se não quiser voltar a ficar mudo, não conte a ninguém o quê viu. 

_Está bem. Eu, eu só quero ir pra casa. 

_O caminho é livre. 

Isabelle respira fundo no canto, tremendo, como se estivesse doente. Seus olhos mudam de cor, e alternam entre draconianos e normais. Os dentes se tornam afiados , e os caninos pontudos. O loiro se aproxima lentamente, e ela se afasta, mas está fraca, e ele sabe disso. A unha do seu dedo indicador cresce como uma lâmina, e ele faz o mesmo que Leviroth, porém em vez de arranhar o pescoço, ele fura o lábio inferior, e a segura contra a parede, deixando o liquido pingar na sua blusa branca. 

_Eu não vou. 

_Vai morrer de fome assim. 

_Eu já bebi o sangue de Leviroth. 

_Ele é um Demônio mas não é um Deus. Não tem sangue  suficiente para alimentar uma Deusa. 

_O quê você quer? Eu não sou Babalon! 

_Quem te falou isso? 

O anticristo fica desconfiado da afirmação, e ela vira o rosto para o lado, evitando olhar para as gotas vermelhas. Só que ele passa o dedo no ferimento, e coloca entre os seus dentes, fazendo-a chorar, por ter que lutar contra o seu desejo. “Eu vou matar todos no seu reino.” O ameaça, e ele ri do seu desespero. “Será julgada, e morta, pois não há necessidade de matar alguém por alimento, quando eu sou uma fonte  inesgotável.” Ele responde em voz baixa, aproximando-se  dela. 

_Eu não tenho medo da morte esqueceu? 

_Deveria ter, pois se perder a consciência posso te fazer minha. 

_Você não...Necrofilia sério?! 

_Hahaha, Embora a ideia me agrade bastante, não é isso que quero dizer.  

_Então? 

_Eu vou lavar a sua mente, para que me ame. Mais ainda. 

_Eu não te amo. 

_Será que não mesmo? Sempre soube quem era o Diabo, e quem era Lúcifer, mas seguiu me cultuando. 

_Eu não achava que você era real. Acreditava que era só uma ideia da minha mente perturbada. 

_É? Mas eu sou, e sim eu te quero. 

_Eu não sou mais uma das suas mil garotas. Aliás eu não acredito nas suas palavras, pois como o seu nome diz, é “O caluniador”. 

Ela lhe dá as costas, e ele ri. De repente a pega nos braços, e segura seu pulso contra a parede, respirando pela boca, perto da boca dela, enquanto esta absorve o aroma do sangue, lutando para não beber da nascente em seu corpo. Gargalhadas histéricas se fazem presentes, e a sombra do demônio da dimensão do caos se desfaz, e refaz diante do seu inimigo, o afastando da sua amada. Ao receber o golpe de Leviroth, o ser de amarelo fica surpreso, só que não desiste, e voltar a ficar de pé, pronto para lutar, no entanto o marido joga a mão para trás, e exibe a lâmina do seu punhal, como se estivesse pronto para matá-lo, algo que é cômico para o rival. 

_Acha mesmo que pode me matar? Eu sou Deus! 

_Não, nunca pensei nisso. Mas sei que posso te ferir bastante. _Será que pode? Só conseguiu alguma coisa, porquê eu estava inerte no olhar da sua mulher. 

_Eu sempre fui melhor na batalha do quê você irmão, por isso não precisei roubar o poder de nosso avô, para ser um Deus. 

_Você é apenas um demônio, um demônio bastardo! 

_Somos gêmeos,idiota. Se eu sou bastardo, você também é. 

_Eu sou o ser supremo do universo. O alfa e o ômega. 

O principio e o fim. O nada e o tudo. 

_Nascido da prostituta de Lúcifer. Tal como eu. 

_Você quer desaparecer para sempre? 

_Isso só seria possível se não fosse um fracassado. 

Então tenta filhinho de Inanna, tenta. 

O demônio ri, com crueldade, e o diabo perde a cabeça, e vai para cima dele. 

“O seu problema Bael, é achar que uma chama roubada te faz digno! Você é só Lixo!” Ele provoca, acertando golpes violentos no seu irmão mais novo, e tirando sangue deste com facilidade. “Você queria oferecer o seu sangue pra ela !? Que tal eu ajudar um pouco?!” O demônio corta o pescoço do diabo, e inclina a sua cabeça, em cima da bela, que estava sentada no piso assistindo  a luta. “Ele é uma fonte inesgotável amor. Pode beber.” A dama olha para o marido assustada. “Beba. Sei que está com sede.” Ele olha para o outro lado, e a moça salta para o pescoço do anticristo, lambendo cada gota rubra que sai do seu corte, enquanto este se debate sem parar, mas não consegue escapar do seu ataque faminto. “Eu era conhecido como o clone de Lúcifer. Mas não  era por um senso de justiça distorcido...” Ergue o queixo dele, fazendo-o olhar para cima. “Mas sim porquê tal como Samael. Eu ceifei muitas almas, sem dó , ou piedade, e antes de matar as torturei por dias.” Ele diz no ouvido do inimigo, enquanto a esposa se alimenta. “Nunca se esqueça disso,  ou volte a cercar a minha amada.” Diz entredentes. “Você tirou a Luciféria de mim uma vez, porém não deixarei que tire também a Isabelle.” Ele percebe que a dama se saciou, e o arremessa contra a parede. Percebendo que está em desvantagem, o diabo olha para a dama, e o seu irmão, e desaparece , deixando um rastro de fumaça negra. Benner está bufando de  raiva, contudo abraça a sua companheira. “Eu disse uma vez que te deixaria ir se quisesse ser feliz com outro, mas a verdade é que não posso Isabelle. Não quero, te deixar partir.” Ele confessa, e a jovem o beija com a boca toda suja de vermelho. Ele não resiste, e retribui ao beijo com fervor, carregando-a em seus braços. A adrenalina que percorre o seu corpo, lhe faz  tirar a blusa rapidamente. Então se faz ser colocada no piso, para abrir-lhe a calça, e encher sua boca com o membro pulsante dele, que está rígido e duro. 

Ele não consegue aguentar, e solta gemidos, ao sentir a saliva dela escorrendo por seu símbolo fálico. Toda aquela situação de guerra e morte, os deixa bem excitados. Por isso escorre o liquido de prazer, no meio das pernas dela, e cai no chão. Notando o quanto está molhada, ele a levanta, e a joga na parede, pronto para penetrá-la. Ela respira ofegante, e então o sente entrando no seu corpo encharcado, tornando-se um só com ela. A boca dele vai até o seu pescoço, fazendo-a revirar os olhos de prazer, enquanto ele aperta  o seu seio, e a agarra pela cintura. A sua costa dói por conta dos tijolos, só que em vez de parar, ela o arranha nas costas, e morde a sua jugular, afundando sua unha na pele dele, ao ponto de sangrar. Só que ele gosta da dor, e retribui lhe pegando pelo pescoço com força, sorrindo com maldade, ao ter noção do seu poder. Logo a vira de costas, e esta se empina. Ele entra em seu corpo outra vez, segurando as suas mãos na parede. Outra vez a boca dele vai para o seu pescoço, só que a pega pelo cabelo e lhe morde na nuca, deixando-a bastante excitada com tanta violência. As mãos dele pegam os seus seios, e seus dedos se entrelaçam aos dela. Eles gemem, gemem sem parar. Outra vez ela vira para ele, só que em vez dela descer 

, ele quem o faz. De joelhos como um escravo, ele bebe do seu leite feminino , beijando-a entre as pernas, como se estivesse fazendo isso com a sua boca. É impossível não sentir prazer, por isso mais e mais quantidades do liquido cor de pérola, chegam a sua língua, enquanto as bochechas dela ficam  coradas, pela falta de pudor. Notando que ela está mole de tanto gozar, ele ri, e sinaliza negativamente, com o dedo indicador, e volta a prensá-la na parede, mergulhando seu membro no buraco carnoso, com vontade, até que não suporta mais segurar o prazer, e jorra seu liquido branco contra o solo. Regorjeando-se de satisfação. _Eu devia tentar matar o Bael mais vezes. _Você sabe que sempre amei os psicóticos  com tendências assassinas. 

_É, por isso se casou comigo. 

_E continuarei para resto da vida. 

_Eu te amo Izzy. 

_Também te amo B. 

Os dois se abraçam, e então colocam as suas roupas de volta. Nem os mais de 9  anos de casados, havia apagado o fogo da sua relação. Eles dão as mãos, e caminham risonhos como dois adolescentes pelo centro. Ao vê-los Victória deixa Dave com o marido, e vai até o casal, curiosa para saber, porquê Isabelle estava com a boca toda suja do liquido vital. A bela identifica o olhar observador da amiga, e se afasta de 

Benner. As duas caminham para uma maloca abandonada, e se sentam na mesa que está no meio do local. Victória capta que algo aconteceu, por conta dos lábios vermelhos, e as machas na blusa branca de Isabelle, e por isso inicia a conversa apontando para os seus seios. 

_Você matou alguém? 

_Não. Mas foi por pouco. 

_Você machucou alguém?! 

_Sim, só que Bael ajudou a pessoa a se curar. 

_Mas você saiu toda feliz com o Benner. 

Então Bael não conseguiu nada. 

_Sim. Só que também foi por bem pouco. 

_Pode me contar tudo. 

_Bael me fez uma bebedora de sangue... 

Isabelle começa a narrar os fatos para Victória, que fica de queixo caído  porquê o seu sonho era se tornar vampira, e quem tinha se tornado era a sua  amiga. Já o sonho de Isabelle era ser famosa, mas quem se tornou foi ela. “Que  mundo injusto” Ela sorri com tristeza, e a professora lhe olha desconfiada. “Vic? 

Tem algo errado?” segura as suas mãos, e a dama sorri com tristeza. “Não, Está tudo bem.” Tenta mentir, só que não consegue, e por isso a mulher volta a lhe questionar. “Está tudo bem?” Insiste, e a bela se segura para não sorrir, e negar os fatos outra vez. 

_Você percebeu. 

_É. Você ficou triste do nada. 

_É que Isabelle, este era o meu sonho lembra? _Sim mana, mas também era o meu ser famosa, e ter muitos seguidores. Só quem conseguiu foi você. 

_É. Isso é tão injusto quanto você disse que seria uma vez. 

_Você está com raiva de mim? 

_Não Isabelle. Estou triste. Por quê não conseguimos realizar os nossos sonhos? 

_Porquê nossos destinos eram esses. Mas Vic nem sabemos se sou uma vampira, é provável que eu seja outra coisa. Ser uma criatura da noite, atrapalharia aos planos de Bael. 

_Não, quando todos vivem na cidade subterrânea. 

_Tenho que concordar. Porém te prometo uma coisa, se eu for uma vampira mesmo vou te transformar também. 

_Por quê faria isso? Eu sou uma estrela, e nunca te puxei para o palco. _Porquê ser vampira, já foi um dos meus sonhos, e creio que no novo mundo, eu realizarei os outros. 

_Você merece irmã. Apesar de dizer que tem trevas profundas, sempre foi uma pessoa maravilhosa. 

_É, ser boa, sempre foi a minha maior fraqueza. 

_Pra mim não. Esta é a sua qualidade, boa na medida certa. 

Ao longe o diabo quebra todos os seus objetos dentro do escritório, entregando-se aos seus instintos mais primitivos. “Maldito seja!” Berra destruindo tudo ao seu redor, recordando-se de que ficou a segundos de ter o quê ele queria. “Por muito pouco ela não foi minha!” Brada socando a mesa de pedra negra, e volta a razão. “Por muito  pouco...” Se acalma, e começa a alegrar-se. “Eu só preciso criar uma situação, e ela será minha.” Seus olhos se tornam obsessivos. “Um beijo. Isso vai confundir o seu coração.” Conclui confiante da aposta. “Um beijo, e ela voltará a ser a minha Babalon.” Ele prossegue, e então ajeita os fios do seu rabo de cavalo desgrenhado, amarrando-o outra vez. “Uma festa em homenagem a Dionísio deve funcionar.” Termina, bebendo Whisky da boca do copo quebrado. Com o olhar fixo  no seu grande  objetivo Recuperar Luciféria. 

A noite... Todos são convocados ao baile do anticristo, sob pena de perderem suas  moradias, caso não o prestigiem por uma hora. Outra vez Isabelle recebe a máscara de coruja, e ela e Leviroth se entreolham com a certeza de quem veio aquele presente, por isso trocam a fantasia, e vão para a festividade. Ao chegar lá, eles se separam por alguns minutos, para que o demônio vá comprar bebidas, mas a fila no bar é enorme, e demora mais que o esperado. Um homem de máscara 

negra, a puxa para dançar, e pela ousadia ela o  reconhece. 

_Achou que eu não ia te reconhecer? 

_Você quer levar outra surra?  _Não me importo em apanhar mil vezes, se tiver a chance de ficar na sua companhia. 

_Eu tenho mais o quê fazer. Licença. 

_Do quê tem medo? 

_Medo? Eu não tenho medo. 

Tenho pavor. Agora ... 

_É só um beijo Isabelle Caligari. Nada que não queira vai acontecer. 

_Vê isso? Significa que sou casada. 

_Isso é só um circulo envolta do seu dedo. Eu ergui estátuas gigantescas, para te mostrar ao mundo. 

_Esse é o seu problema. Acha que exagerando, pode conseguir alguma coisa. 

_Eu sempre consegui, ou nunca sentiu falta de  

ter todos os seus caprichos realizados? _Eu senti. Mas o Leviroth me ensinou, que são as pequenas coisas que fazem o amor. _É uma pena, pois eu adorava te exaltar, e te fazer ser reconhecida. 

Ele aproxima os lábios dos seus, e os olhos dela crescem por baixo da máscara. Lentamente nega com a cabeça, tentando escapar da sua investida. O dedo dele segura o seu queixo, e a mão a segura por trás. “Cadê o seu príncipe sombrio para te socorrer?” Ele brinca apertando-a, e aproximando-a do seu peito. Os braços da pobre se esticam, e ela fecha os olhos com medo do quê vai acontecer. “Não  resista.” Ele tira as suas mãos do ombro, e a deixa bem perto dele. “Não faça isso.” Os lábios imploram. “Quietinha. Nós dois sabemos.” A unha dele cresce. “Que se o seu marido não interrompesse...” Corta o meio dos lábios inferiores. “Você teria me beijado...” Diminui ainda mais a distância da boca, e ela sente  a sua respiração. “E gostado.” Completa, beijando-a. É claro que ela não quer lhe  dá o gosto da vitória, mas o sabor do sangue, altera os seus sentidos, e faz sugá-lo como um animal faminto. Ele ri, e se aproveita da situação, para colocar a sua língua cheia do liquido vital, para trabalhar. Outra vez é difícil resistir, há uma luta no começo, que termina em retribuição. Porém Victória vê a cena, e corre para separá-los. Fazendo algum esforço, ela os afasta. 

_Fica longe da minha irmã! 

_Eu até vou ficar. Mas garanto que Ela não vai querer isso. 

_Vai embora Bael. 

_Viu? Ela mandou!  

_É assim? Depois de praticamente arrancar  o meu ar, com o seu beijo cheio de volúpia? 

_Eu vou te matar! 

_Saia. Antes que Leviroth volte. _Está bem. Aguardo a sua ligação para uma parte 2 desse momento. 

_Só nos seus sonhos! 

_... 

_Lá também.  

Ele gargalha indo embora todo vitorioso. Victória pede para que saiam, e ela envia uma mensagem ao marido, avisando que estarão num local mais tranquilo. Ao ver a SMS, ele sorri encantado, mas sua paz vai embora, ao ver quem chegou exibindo os dentes com felicidade. “Eu quero uma dose do seu melhor Whisky. E uma rodada de bebida para todos!” Berra, e os alcóolatras comemoram. Vendo o irmão  no canto, ele se aproxima cheio de arrogância, e este revira os olhos. 

_Olá irmãozinho. 

_E aí. 

_Sabe por quê estou tão feliz? 

_Por coisas boas, não deve ser. 

_É. Mas o quê não é bom pra você, é ótimo  pra mim. 

_Eu sei. 

_Sabe? 

_Quem você acha que avisou a Victória? _Então também deve saber que sua mulherzinha, estava pegando fogo em meus braços. 

_Porquê você se cortou? Engraçado. Nunca precisei jogar tão baixo para seduzi-la. Sabe por quê? Porquê sou um homem de verdade , sei como encantar uma mulher. Fica na paz “irmãozinho”. 

Ele sai aparentemente por cima, contudo basta sair da frente dos olhares curiosos, para deixar a máscara cair, está triste, e até magoado. “Não vou tomar outra decisão estúpida, deve ter havido uma razão. Ela pode realmente só ter tido abstinência de sangue.” Pensa ao caminhar pelo local, evitando as piscadas, das biscates que 

aparecem no caminho. As damas pousam seus braços no apoio, e olham para o fundo abismo. Como se estivessem em silêncio a horas, respiram profundamente. Isabelle está trêmula, e envergonhada pelo aconteceu, e a irmã está receosa, como se já tivesse visto este filme antes, e não quisesse reiniciar a fita. “Bel. Eu não vou te julgar só quero te advertir, essa história não tem um 

final feliz. Ele não é diferente de Gabriel.” Inicia, e ela fica calada,  procurando uma resposta. 

_Eu não sinto nada por Bael. 

_Depois daquele beijo cheio de volúpia?! Tá zoando! _Tá. Foi uma atração momentânea pelo sangue dele. 

_Só o sangue? Porquê parecia que a sua língua estava na goela dele. 

_Já chega Vic. Nem eu sei o quê aconteceu certo?! Também queria entender! 

_Você não saboreou o momento? 

_Meu deus não! Talvez... um pouco! 

_Você tá confusa Isabelle! Igual a mim. 

Quando beijei o Gabriel! 

_É! Mas a diferença é que não quero casar e ter filhos com ele! Eu sou casada Vic! Isso nunca deveria ter acontecido! 

_Você tem que evitar o Bael tá? 

Depois do beijo as coisas só pioram. _Tudo bem, eu não pretendo ficar perto dele. 

Garante, mas no dia seguinte, enquanto todos estão dormindo em seus quartos. 

Ela envia uma mensagem para ele, e este deixa claro que só lhe dará uma resposta , se for vê-lo, em um jardim distante da cidade. Algo que ela se reluta a fazer, até ele jurar por escrito, que não fará nada com ela. Preocupada pelo quê possa acontecer entre eles, ela escreve uma carta, porém quando a deixa na mesa,  o seu marido acorda, e percebe algo errado. Por isso pega o seu celular, e olha a conversa que ela está tendo com o seu irmão. “É sério isso Isabelle? Esta bem na cara que ele quer bem mais que um beijo.” Ele diz empurrando o aparelho. “Eu preciso entender Leviroth.” Ela se arruma para sair. “A última vez que ficou dividida, 

houveram graves consequências. Só não esqueça disso.” Ele lhe 

dá as costas, e a bela sai. Ao chegar no local, ela fica em pânico, pois a estátua de anjo, e a iluminação é semelhante aos seus sonhos com o anticristo, e todos eles tinham algum contexto romântico. Ela respira fundo, está vazio. “Talvez ele só esteja me testando, e...” Ele chega, com o cabelo desgrenhado, e um sorriso totalmente sem vergonha. “A noite deve ser sido boa.” Brinca com desgosto. “Tenho uma reputação a zelar.” Ele rebate, e se sentam perto um do outro na fonte. 

_Vamos ser bem diretos ok? 

_Eu sempre sou Isabelle. 

_Isso tem que parar. Eu sou casada e respeito  muito o meu marido. 

_Engraçado. Quando era eu o marido, você não tinha piedade de mim. 

_Eu não te amava, e você me traiu antes, ou se já se esqueceu das doces noites  com Aggarath? 

_Não, não esqueci, mas isso só aconteceu por  culpa do seu desprezo. 

_Hahaha' Essa é boa. Você é o  cafajeste, e eu que levo a culpa? 

_Tem razão. É idiota. Já aconteceu, mas não muda o fato de que esteve casada comigo. _É, quando descobri fiquei me perguntando como pude ser tão idiota. 

_Já chega. Assim você vai acabar tirando a roupa, e eu não vou resistir. 

_Eu vou é te esganar. Não está me escutando? 

Eu não quero isso. O passado morreu certo?! 

_Estou, só não quero ouvir.  

_Foi uma total perda de tempo. Até mais. 

Ela se levanta para ir embora, só que ele segura o seu pulso,  e fica de pé diante dela, sem o comum semblante zombeteiro. O quê a deixa bem preocupada, pois o quê quer que venha a dizer, é algo sério. “Eu não quero ouvir porquê também estou confuso.” Diz em forma de confissão, apertando o seu braço para não deixá-la se mover. Seus olhos denotam tristeza, e por alguma razão, isso lhe desperta um pouco de compaixão, e ela resolve esperar por sua explicação. Eles  retornam para a fonte, e ele passa a mão nos cabelos, cobrindo a sua face. 

_Eu sei que sou um babaca. “Imperador dos  Babacas” pra você. 

_Victória te disse isso?! 

_Eu te vigio Isabelle. Sei o quê fala de mim. _E quer se vingar fazendo eu me apaixonar, só porquê disse que não seria uma das mil, que acreditam nos seus falsos “eu te amos"? 

_Não. Eu não me importo com o quê diz. _Então porquê tudo isso? Eu briguei com Leviroth pra está aqui. Preciso saber. 

_De verdade? Eu só sinto a falta da minha Amada. 

_É. Eu não sou aquela prostituta fria! _Esse é apenas um rótulo, que você recebeu por ser uma criatura livre de amarras. 

_Bael. Eu sei que quer me matar, para trazer ela de volta, mas não é justo comigo. Eu não sou mais 

Luciféria, nem Babalon, Hell, ou qualquer outra Deusa. Sou apenas Isabelle, mas eu sinto, e isso me assusta. 

_Eu não tenho a intenção de te matar. Se fosse como  diz, já teria morrido. Sinto algo por ti, sendo Babalon  ou Isabelle.  

_Não pode. Terá que viver com isso. 

Nem tudo pode ser seu. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Atualizado em: Qui 25 Jul 2019

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