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Aquela história pt.1

“Eu lembro até hoje o dia em que te conheci, você era tudo aquilo que eu sempre disse que eu não queria na minha vida, era o oposto de tudo o que eu acreditava: era a felicidade, o amor, a alegria de viver, tinha um sorriso diferente, mas admito que era um lindo sorriso. Pois é, agora percebo que quando te vi, meus sentimentos já estavam confusos em  relação a você. Me lembro que você estava vestida com uma saia de tulê, como alguma menina de 6 anos que voltava do Ballet, usava uma blusinha curta com renda que definia perfeitamente sua cintura, nunca te perguntei o verdadeiro motivo de estar assim aquele horário, mas você usava um salto preto e me lembro que tinha cílios enormes.
Você chorava quieta no seu canto e lia um livro, mas na mesma medida em que chorava você estava lá, rindo , sorrindo, sorrindo com todo o amor que você tinha no coração , sorrindo discretamente é claro. 
Que eu me lembre, entrei no outback para comprar um café, precisava curar a ressaca da noite que havia passado. Era umas 4:00 da manhã e não tinha ninguém lá dentro, bom eu achava isso, até chegar perto do caixa e ver os sofás vermelhos que tinham por lá. 
Quando olhei para eles, te vi.
Nunca imaginei que daria nisso, te vi chorando, lendo, sorrindo, ouvindo música, NOSSA! Você era realmente confusa. Perguntei ao caixa se eles vendiam café, claro que ele riu de mim, então olhei novamente pra você e te vi com um copo de café. Perguntei a ele como você poderia estar tomando café se ali não vendia, então ele riu de mim novamente e me pediu para olhar de novo, foi aí que reparei em tudo que havia em você, o cabelo médio todo enrolado, a pele morena, o olho pequeno ( com marcas de choro recente) , as bochechas grandes e rosadas, a unha vermelha, a sua roupa de 6 anos quase elegante, mesmo sendo meio infantil, que eu achei estranhamente linda, e claro, reparei no seu livro e principalmente no seu copo de café. Era um MC café. E assim todas as dúvidas começaram: estávamos no meio da estrada, não tinha como ter um MC café por ali. Enfim, eu PRECISAVA de café àquelas horas, precisava me livrar daquela dor de cabeça, e havia somente aquele comércio perto da minha nova casa (Que tipo de pessoa resolve morar perto de uma estrada? pois é) , não tinha como eu voltar pro meu apê naquele estado e fui na sorte falar com você. Deixei o caixa falando sozinho, CARINHA CHATO, e fui até os sofás vermelhos. Cheguei bem perto, e quase sem coragem, tive um impulso e consegui ser educado, te pedi licença e me sentei. Você olhou pra mim de baixo pra cima, aqueles cílios fizeram um desenho no ar. Te vi assustada, mas logo relaxou, você disse que eu podia me sentar, abriu um sorriso despreocupado, me disse oi e perguntou se eu estava bem. Lembro-me que esqueci o que eu tava fazendo ali, só fiquei sem chão com tanta simpatia, me vi ali, esperando mais um sorriso, e tentando entender o que havia acontecido com ela, por que ela estava de salto àquelas horas no outback?Por que ela chorava? por que ela havia sorrido pra mim sem nunca ter me visto? Nesse dia eu me encantei pelo oposto de mim, pela pessoa mais feliz que já passará pela minha vida. Assim, com apenas um "Oi". 
PS: Posso dizer que descobri muitas coisas no momento em que te vi pela primeira vez, apenas um pouquinho sobre você”{Camila Rodrigues, Autores.com.br}
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Atualizado em: Seg 29 Abr 2019

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