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Existo-me!

Existo-me em mim somente,

como aquele tranquilo pente.

Penso muito e nada resolvo,

nem tampouco algo revolvo.


Eu pairo. Nisso, sei, não caibo,

nem se de mim me desfizesse

a ponto de ser menos de laivo

largado na colheita da messe.


Ah, preguiça de juntar cacos

do nada, do vazio existencial

varridos com pontas de tacos.


A vida dependurada no varal,

em meio aos velhos casacos,

baila ao vento, o meu original.

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Atualizado em: Ter 9 Jan 2024

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