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Soneto Delirante

Talvez eu queira mesmo morrer aos Vinte e oito,
ou só queira dormir sem ter hora para acordar,
seja mesmo um viciado e não resista a alguns
comprimidos que me façam viajar…

Talvez eu só queira ficar sozinho pintando
imagens invisíveis no escuro, disparando
sobre o vento que invade a janela, atinge a
porta entreaberta, arrancando lascas da quina.

Talvez eu esteja destoando sobre o barulho
do ventilador que soa como as asas de um
besouro e afugentam-me o sono tranquilo...

Talvez eu escreva até que as teclas
se cansem destes versos divagantes
ou faça deles um soneto delirante.
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Atualizado em: Dom 26 Ago 2018
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