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A origem das palavras

As palavras em sua maioria tanto no português como em línguas européias de fato tem suas origens do “morto”, latim. Originalmente, o latim era utilizado na Roma Antiga e Lácio (região central da atual Itália), se espalhando pela Europa com os avanços do Império Romano, porém foi a partir do século III a.C. que passou a adquirir uma forma literária, construindo-se aos poucos uma gramática com regras explícitas. Na sua queda o latim foi desviado em várias línguas românicas, como o catalão, corso, francês, Italiano, português, espanhol, romeno e outros. Sendo “conhecido” de todos, a Igreja Católica o adotou prolongando sua sobrevivência. Ficou conhecido como “Latim Medieval”, usado também por humanistas do Renascimento e mais tarde para fins acadêmicos.

A Etimologia (estudo da origem e evolução das palavras), não dispunha de instrumentos científicos confiáveis, até o século XIX quando filólogos (estudiosos da língua e seus documentos) alemães acharam relações das línguas românicas com o latim, consolidou-se o estudo como ciência.

As palavras, pelas observações alemães, sofriam alterações especificas para derivar o alemão, português,... Cada qual ao seu modo promoviam quase sempre as mesmas alterações ao entrar na língua. Por exemplo, as palavras que no latim começavam pelas consoantes ‘pl’, no português geralmente se tornavam ‘ch’ e no espanhol ‘ll’

           
Latim Português Espanhol
Plicare Chegar Llegar
Plaga Chaga Llaga
Plenus Cheio Lleno
Plorare Chorar llorar
       

            E pela fonética os filólogos também concluíram que ‘p’ em português virava ‘b’, e em Francês virava ‘v’

Latim Português Francês
Lupus Lobo Louve
Ripa Riba Rive
Sapere Saber Savoir
       

Mas nem sempre as palavras correspondem a seus sinônimos no latim, muitas vezes elas vinham da junção de duas palavras do latim traduzidas. No caso de:

            STELLA = ESTRELA

            Onde o ‘r’ não era justificado, seria então:

            STELLA + ASTRUM = ESTRELA

            O mesmo caso com a palavra no latim, “fame”, igual no italiano, “ faim” no francês, e no português “ fome”, sendo a única a possuir ‘o’ ao invés de ‘a’. Seria então:

            FAME + COME = FOME

            As palavras podem ganhar também novos significados conforme a regionalização, gerando “expressões” como, por exemplo: “Eles deram uma peixada”, a idéia tirada da frase seria que fizeram uma festa onde o prato principal seria peixe, quando na verdade para os residentes do Rio Grande do Sul, significaria uma batida de carro.

            A regionalização também provoca uma palavra diferente para expressar o mesmo significado de outra, conforme a localização; um exemplo claro seria a “carta” em São Paulo e a “Carteira de motorista” no Rio de Janeiro, ou o “farol” em São Paulo e “sinal” no Rio de Janeiro.

            Palavras sinônimas também podem gerar reações diferentes, conforme a sua aplicação mais constante, isso ocorre principalmente com palavrões e seus sinônimos, e no objetivo de contar a história das palavras não poderia deixá-las de fora, e que por plena ciência, caros leitores, não se ofendam. O exemplo de “merda” e “cocô”, mais sutil possível, ambas denominam o mesmo objeto, vem do latim, são usadas por todas as classes.

A explicação que resta seria a aplicação mais constate delas, “merda” como xingamento, e “cocô” como fezes, confira você se a reação é diferente na aplicação delas na mesma frase:

  -Essa comida é um cocô. -Essa comida é uma merda.  

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Atualizado em: Qua 28 Set 2011

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