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Ciclo

— Temos mesmo que ir? Eu estou com medo, mamãe.
— Estarei bem do seu lado, além disso, não podemos resistir, filhinho.
O vento empurrou com força. Não conseguiram mais segurar. Caíram.
Com a descida cada vez mais rápida, sentiram antes mesmo de acontecer, que se separavam.
Lá vinha o telhado. Como poderia ser tão aterrorizante? Uma telha era tão grande assim? Seria muito dura?
Descobriu mais cedo do que imaginava. Bateu na telha, rolou por ela e caiu outra vez.
Foi aterrissar em algo macio; perfumado; alaranjado. Parecia uma cama.
Enrolou-se como em um cobertor e dormiu. Esqueceu do medo.
Acordou com uma sacodida violenta. O medo voltou! Escorregou pelo caule e foi para o chão.
Um buraquinho na terra com outras conhecidas.
— Mamãe! Te encontrei!
— Blin! Você está bem! Eu nem acredito.
O sol brilhou e Blin sentiu-se estranho.
— Mamãe, o que está acontecendo? Estou desaparecendo! Me ajuda!
Viraram vapor juntos e foram subindo para o céu outra vez.
Blin não queria ir. Tinha medo de altura.
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Atualizado em: Seg 31 Jan 2022

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