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Sobre alguma noite de insônia perdida por ai...

Ela estava tão seca de sentimentos qto os galhos da arvore do quadro que estava pendurado na parede de seu quarto.
Já não sentia o vento que desarrumava os seus cabelos naquela tarde gostosa de começo de inverno,não sentia a necessidade de arruma los.
Tudo era inútil: o vento,o frio de que ela tanto gostava,aquele vai e vem...as pessoas falando.Aquele sol tímido que saía brigando para atravessar as nuvens não fazia diferença,pois ela só via escuridão.Ela não via,não sentia,não ouvia.
Sua xícara de café era seu acalento,o cigarro uma fuga,o quarto escuro um refugio;ela não sentia mais o gosto daquele café amargo que acabara de sair da cafeteira,mas que esfriou,pq confusa em seus pensamentos se perdeu nas figuras da fumaça do cigarro que queimava...na brasa...na penumbra do quarto que estava.
Na brasa do cigarro..na escuridão do café:preto,frio e amargo de que ela tanto gostava, podia notar uma coisa: o universo.
O universo de que tanto queria fazer parte...de que tanto gostava...
uma estrela...um céu..um espaço: queria ir para o infinito virar constelação.
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Atualizado em: Sex 23 Set 2016

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