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DIÁLOGOS

“ O amor e o desamor se encontraram num jardim onde o amigo e o amado conversavam secretamente.

Então, o amor perguntou ao desamor com que intenção tinha vindo aquele lugar.

O desamor respondeu que para desenamorar o amigo e para desonrar o amado, aquilo que dizia o desamor, desagradou muito ao amado e ao amigo, e multiplicaram o amor para que ele vencesse e destruísse o desamor “.

Há uma genealogia não de sangue ou humana, mas espiritual que cobre toda a raça humana, pessoas que mesmo sem saber ao certo sua origem, tem um sentido muito grande, pessoas que suas vidas e seus destinos estão traçados, como diz a palavra estão escritos e ainda que nossas escolhas possam mudar uma coisa ou outra, ainda que nosso livre arbítrio nos leve para bons ou mal lugares, somos dotados de uma escolha soberana e uma vida espiritual em busca de um lugar, mais elevados pois não somos daqui, isto tudo não nos preenche, não cobre o vazio que temos, mas quando nossos olhos são abertos tudo fica claro e Deus nos revela no espírito que temos uma linhagem, ao humana mas espiritual, não corruptível mas incorruptível.

“ A luz do quarto do amado veio iluminar o quarto do amigo, para afastar as trevas e o encher de prazer, de desfalecimento e de pensamentos.

E o amigo jogou para fora do seu quarto todas as coisas para que lá coubesse o seu amado “.

 

“ O amado faz para o seu amigo dois amados, semelhantes em honras e valores a si próprio.

E o amigo enamora-se de todos três igualmente, embora o amor seja um somente, em significação da unidade, uno em três amados essencialmente ”.

 

 

“ Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam “.

 

“ O amigo louvava o seu amado e dizia que seu amado tem maior possibilidade para a perfeição e maior impossibilidade para a imperfeição, convinha que o seu amado fosse simples e pura atualidade em essência e operação. Por isso, enquanto o amigo assim louvava o seu amado, lhe foi revelada a trindade do seu amado “.

 

“ O amigo andava por uma terra estranha onde pensava encontrar o seu amado e pelo caminho deparou-se com dois leões.

O amigo sentiu um medo mortal porque desejava viver para servir o seu amado, e evocou a lembrança do seu amado para que o amor fosse em seu auxilio, e por esse amor melhor pudesse suportar a morte.

Enquanto o amigo evocava o amado, os leões aproximaram humildemente do amigo e lamberam lhe as lágrimas, e beijaram lhes as mãos e os pés, e o amigo continuou em paz em busca do seu amado”.

                                                                                     
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Atualizado em: Qui 2 Maio 2013

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