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Software Livre, tendência ou modismo.

Bem, vamos iniciar nossa discussão pela parte chata, porém importante, que são os conceitos de Software Livre e Código Aberto.

Segundo a definição criada pela Free Software Foundation, se você pode pegar um programa qualquer, usar, copiar, alterar ou distribuir para os seus amigos sem restrição alguma esse programa tem o conceito de software livre.  Mas se engana quem pensa que por ser um software livre, não proprietário que o seu criador não almeje lucro com ele. A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível.

As licenças de software livre permitem que eles sejam vendidos, mas estes em sua grande maioria estão disponíveis gratuitamente.

Uma vez que o comprador do software livre tem direito às quatro liberdades listadas, ele poderia redistribuir este software gratuitamente ou mediante remuneração. As versões pagas geralmente são acompanhadas de algum tipo de serviço adicional, como direito a suporte técnicos por determinado período e manuais, por exemplo.

Mas não confunda software livre com código aberto. Muitos defensores do software livre argumentam que a liberdade é valiosa não só do ponto de vista técnico, mas também sob a ótica da moral e ética. É neste aspecto que o movimento de software livre, encabeçado pela FSF (Free Software Fundation) se distingue do movimento de código aberto, também conhecidos como Open source, encabeçado pela OSI (Open Source Initiative), que enfatiza a superioridade técnica em relação a software proprietário, ao menos em potencial

Enquanto o foco do movimento encabeçado pela FSF chama a atenção para valores morais, éticos, direitos e liberdade, o movimento encabeçado pela OSI defende um discurso mais agradável às empresas.

Para o Movimento do software livre, que é um movimento social, não é ético aprisionar conhecimento científico, que deve estar sempre disponível, para assim permitir a evolução da humanidade. Já o movimento pelo Código Aberto, que é um movimento mais voltado ao mercado, prega que o software desse tipo traz diversas vantagens técnicas e econômicas.

Na teoria tudo isso é muito bonito, muito legal, mas e na prática, funciona? é uma tendência? Vamos mudar tudo que temos??

Calma, a vida não é bem assim. Por maiores que sejam as iniciativas públicas e privadas de implementação de softwares livres, ainda é pequeno o número de computadores no mundo que abraçam essa causa. O Linux, maior sistema operacional de código aberto e maior concorrente do Windows, roda em apenas 3% das máquinas em todo o planeta, em números otimistas.

As razões para isso são várias: dificuldade de instalar programas, interface nem sempre amigável, assistência técnica rara e demorada e a falta de compatibilidade com alguns aplicativos feitos para Windows.

Os esforços dos defensores do software livre têm tentado diminuir essas diferenças, como acontece com o OpenOffice. Similar em quase tudo ao Office, o pacote de aplicativos da Microsoft, o OpenOffice permite aos usuários passar de uma plataforma Linux para Windows sem perdas nos documentos. Esta praticidade.

Apesar do número crescente de usuários de software livre, especificamente do sistema Linux, ainda não há uma demanda suficiente de técnicos qualificados que torne os custos mais baixos e acelere o desenvolvimento, suporte e administração dos sistemas. Enquanto isso, para o sistema Windows existe pessoal capacitado para dar suporte técnico em abundância, devido à grande massa de usuários.

Como educador ministro aulas de Linux e por experiência, acredito que os alunos recém ingressados no mundo digital ao se depararem com as alternativas Software Pago (baseados em Windows principalmente)  e Software Livre (baseados em Linux) tem uma grande tendência a ficar com o que se mostra mais intuitivo, que o colega ao lado domina e pode lhe passar algumas dicas, ou até mesmo com o que faça tudo por ele com um clique de mouse.  Talvez seja uma das causas para a escassez de mão de obra especializada em software livre

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Atualizado em: Qua 12 Maio 2010

Comentários  

#1 ftmuffo 06-03-2011 09:32
Caro allanjcs, estou nesse meio há quase 20 anos,há pelo menos 10 trabalhando com linux (adotando sua filosofia), em consultoria e ministrando treinamentos. Concordo com parte do seu ponto de vista. Porque você está corretíssimo quando diz que funciona melhor na teoria e quando você apresenta as dificuldades encontradas pelos "softwares livres". Mas na prática, no caso do linux, tenho por experiência que ele sempre será um excelente e insuperável sistema para servidores, mas gostando ou não gostando o sistema da "janelinha" sempre será soberano em desktops, por várias razões onde poderia escrever dezenas de páginas a respeito. Abraços

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