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PRÓTESES

 Bem atrelado às horas, e nunca ao relógio,
porque ele não anota o metileno mais forte
da xilogravura predominante das dezenove,
entre o outono desse junho que me sacode.
 
Ainda mantenho os teclados sobre a celulose
vestida toda de branco, que, feito uma droga,
quer de mim tudo que somente a ela importa:
o tremor da palavra lá dos confins dos miolos.
 
E o poeta transforma o seu verso numa prótese,
mas sempre manca, pois o poema não o socorre.
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Atualizado em: Seg 13 Jun 2022

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