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Ê MULHER...

Um ano mal se passou e lá vem você ai de novo.

Você que não mede esforços para lutar,

pra conquistar seu espaço ao sol.
Você que já sofreu preconceitos e humilhações, por nada.
Seria pelo fato de você ser mulher?
Você que se olha no espelho,

às vezes a contragosto, penteia o cabelo pra trás,
faz um birote qualquer, maquiagem nem pensar,

roupa então?

A primeira que vier...
E sai à luta em busca do pão nosso de cada dia,

em busca de você, em busca de dignidade.

Ê mulher...
Ninguém vê a tua luta, ninguém te enxerga.

Te entender? Ah, Ah.
Mulher de brio,

que não mede esforços para estender a mão,
mesmo que em sua casa falte o pão.
Mulher que de rasteirinha,

leva as dores do mundo nas costas e,

ainda sem analgésico sequer,

levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Você mulher:

menina e rainha de um reinado que ninguém reconhece,
Para quem são suas preces?

Solte o grito da garganta: pule, fale, mostre quem você é.
Mulher guerreira, divina e companheira,

que não mede esforços,
Que no novo tempo se encontra,

cantando na praça e fazendo pirraça... Pra quê?


“Pra sobreviver...

Pra sobreviver...

Pra sobreviver...”

Ê mulher... ninguém te vê.


SERÁ???
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Atualizado em: Qui 13 Set 2018
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